2.3. TÜRK HUKUK SİSTEMİNDE ORTAK GİRİŞİME İLİŞKİN
3.2.2. Rakipler Arası İş Ortaklığı ve Konsorsiyumlar
Como estamos observando, foram implantados novos mecanismos que atrasam as transformações realmente necessárias ao país, principalmente a partir dos governos Fernando Henrique através da LDB de 1996, da Lei de Responsabilidade Fiscal, dos vetos ao PNE de 2001, além do contingenciamento dos recursos de custeio e capital das Instituições Públicas de Ensino Superior, a desautorização do preenchimento, via concurso, das vagas de docentes e de funcionários etc., apontando que a questão central parece ser a luta pelo Fundo Público, pois, nos poderes executivo e legislativo há que se fazer uma opção a quem destinar os recursos públicos: financiar ações favoráveis à acumulação de capital ou que se orientam para a emancipação crescente do trabalho. (CATANI, 2004, p.160).
98 O ensino superior é apresentado como enfrentando “sérios problemas que se agravarão no caso de o Plano Nacional de Educação não estabelecer uma política que promova sua renovação e desenvolvimento”, dado uma demanda crescente de estudantes por educação superior.
Para Helena Sampaio (2000), essa luta pelo fundo público no setor educacional reflete a postura do MEC, revelando uma ambigüidade do próprio governo em sua interação com o setor do Ensino Superior privado, movendo-se entre o enrijecimento da aplicabilidade legal e modelar e a liberalização pautada nos estímulos de controle do e para o mercado. Tem um importante papel neste processo o CFE que desde a LDB de 1961 passou a deliberar sobre a abertura e o funcionamento de instituições de Ensino Superior, a partir de uma representatividade que incluía em pé de igualdade a escola pública e a privada no seu interior. Para Sampaio, a luta pelo Fundo Público seria resultado da organização dos novos agrupamentos de interesses no setor privado:
A partir de 1988, os vários segmentos do setor privado, confessionais e ou comunitários (laicos), não comunitários laicos, vêm mobilizando-se e organizando-se em novos grupos de interesses [...] No limite, o que essas novas associações estão pleiteando é acesso aos recursos públicos segundo o princípio constitucional de 1988. (SAMPAIO, 2000, p. 129). Segundo Chauí (1999), o fundo público define a esfera pública da economia de mercado socialmente regulada e as democracias representativas têm agido como num campo de lutas polarizado pela direção dada ao fundo público. Visto da perspectiva da luta política, há uma estratégia que procura decidir cortar o fundo público no pólo de financiamento dos bens e serviços que constituem os direitos sociais e maximizar o uso da riqueza pública nos investimentos exigidos pelo capital. Inegavelmente uma série de medidas voltadas aos temas da organização institucional (universidades, centros universitários, faculdades integradas, faculdades e institutos superiores ou escolas superiores), da forma jurídica do setor privado, das relações com o mercado e Estado (dinâmica de abertura e fechamento de cursos e remanejamento de vagas), credenciamento e / ou descredenciamento de cursos, apontam que o setor privado do Ensino Superior conquistou vantagens consideráveis no período mencionado e o setor público perdeu.
No que diz respeito à falta de recursos, tomando como exemplo a situação enfrentada pelas IES públicas, o reitor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Nival Nunes de Almeida, por ocasião da introdução de um projeto de cotas que beneficiaria filhos de policiais, bombeiros e agentes penitenciários mortos em serviço, afirma que as
medidas não passariam de política eleitoral, segundo o Globo de 14 de agosto de 200799.
Segundo ele, o deputado Álvaro Lins, autor da lei que beneficia filhos de policiais e bombeiros, entrou em contato com a universidade, que mostrou que esse não era o melhor caminho, mas que o ideal seria fortalecer o ensino básico, permitindo, por exemplo, que a Faetec ofereça mais cursos profissionalizantes. Já quanto ao projeto de lei, o reitor lamenta que o autor do projeto, deputado Zito, não tenha procurado a Uerj (MEROLA, O Globo, de 14 de agosto de 2007).
Para o reitor da Uerj a lei é paliativa e a Assembléia Legislativa não estaria contemplando o orçamento da universidade, mas apenas fazendo leis mesmo sem entender como elas funcionam. A Uerj tinha ainda, segundo o reitor, um déficit anual de mais de R$ 20 milhões com o qual os deputados deveriam se preocupar. Tal é a situação que no dia 1° de outubro de 2007 um fogo destruiu completamente um andar do Pavilhão Reitor João Lyra Filho, o principal da Universidade. Segundo o Jornal do Brasil100, a universidade tinha mangueiras furadas, os extintores de incêndio não funcionavam e as saídas de emergência estavam fechadas por falta de verbas para a segurança, para a manutenção assim como para os investimentos.
Por outro lado, o setor privado tem experimentado uma financeirização responsável por movimentar bilhões de reais e até entidades financeiras estão começando a investir na área por meio de seus dirigentes. Segundo o Informativo da Adusp n° 244,
Em 1999, os ex-banqueiros Claudio Haddad (banco Garantia) e Paulo Guedes (banco Pactual) compraram a faculdade Ibmec, ao passo que o empresário Antoninho Marmo Trevisan associou-se ao Banco Fator para lançar a faculdade Trevisan. Em 2003, outro banco, Pátria Investimentos, comprou parte do capital do grupo Anhangüera [...] No final de 2005, foi a vez do Laureate, poderoso grupo educacional norte-americano, adquirir por R$ 165 milhões, o controle acionário das faculdades Anhembi- Morumbi. Negócio também articulado pelo Pátria, que em 2003 assumira a gestão financeira da Anhembi-Morumbi. A roda-viva continuou, em 2007, sempre envolvendo cifras elevadas. Primeiro, o grupo norte- americano Whitney comprou o controle acionário da Faculdade Jorge Amado, na Bahia (Valor Econômico, 26/7). A rede Anhangüera lançou ações na Bolsa de Valores em março, obtendo R$ 360 milhões (Época
99 MEROLA, Ediane. Reitor da Uerj: Nova cota é política eleitoral. Jornal O Globo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/educacao/mat/2007/08/14/297263650.asp> Acesso em 14 de agosto de 2007. 100 GRANDELLE, Renato. Fogo destrói seis andares do principal prédio da Uerj. Jornal do Brasil. 1 de outubro de 2007.
483). Depois foi a Estácio de Sá que abriu seu capital, arrecadando R$ 500 milhões (Exame, 8/8/07). As operações na Bolsa foram comandadas por dois bancos de investimentos rivais: o Credit Suisse (Anhangüera) e o UBS Pactual (Estácio). (INFORMATIVO ADUSP, n°244, de 17 de setembro de 2007, p.3)
Este é apenas um aspecto da reconfiguração mais recente do Ensino Superior. Outros contornos são encontrados agora no contexto do governo de Luis Inácio Lula da Silva (2003-2010) através de uma série de medidas como, por exemplo o Decreto n° 5205, de 14 de setembro de 2004, que visaria à regulamentação da Lei nº 8.958, de 20 de dezembro de 1994, que dispõe sobre as relações entre as instituições federais de ensino superior e de pesquisa científica e tecnológica e as fundações ditas de apoio. Na seqüência tem destaque também a Lei n° 10.973, de 2 de dezembro de 2004, que trata da inovação tecnológica e dispõe sobre incentivos à inovação e à pesquisa científica e tecnológica no ambiente produtivo; o Programa Universidade para Todos (ProUni), Lei n° 11.096, de 13 de janeiro de 2005; a Lei n° 11.107, de 6 de abril de 2005, que dispõe sobre normas gerais de contratação de consórcios públicos; enfim, a Reforma Universitária do Governo Lula começa a ganhar corpo.
17. Capítulo XVII