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4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA

4.4. R410A ve R32 Soğutucu Akışkanların Karşılaştırılması

Quando se trata de comunicação, globalização e novas tecnologias de comunicação e de informação, assuntos pertinentes no período de transição deste novo século no qual se convive com maior intensidade46 no

44 Governos e órgãos reguladores tentaram e falharam no controle da nova mídia. Atitudes como

coleta de notícias a diplomacia tiveram que ser totalmente repensadas. Mesmo assim, fora dos fios uma subcultura tecnológica com seus próprios costumes e vocabulário começa a se estabelecer.

45 As novas tecnologias criaram possibilidades divergentes. Ampliaram as conexões, aumentando

as possibilidades de associação, troca e difusão de informação, mas também criaram novos significados para o controle de comunicações que tanto o estado quanto os monopólios privados podem usar para seu benefício.

46 De acordo com a revista

Veja, de 13 de agosto de 2006, hoje são mais de um bilhão de pessoas

ciberespaço47, logo se pensa na agregação desses elementos através da

concretização e da expansão da Internet e, principalmente, da sua ferramenta de destaque, a web48.

Em termos antropológicos nota-se que os não-lugares (AUGÉ, 2006) do ciberespaço passam a agregar qualidades específicas do lugar antropológico onde circulam pessoas e informações e tornam-se o endereço (eletrônico) e o ponto de encontro de milhões de usuários da rede que, além de trabalhar com a mídia digital e optar por serviços virtuais, utilizam-se da web para qualquer tipo de comunicação, de interação, seja com a própria máquina e suas possibilidades ou com o outro, estabelecendo, muitas vezes, comunidades, nesse caso, as comunidades virtuais49.

Resultado de um ambicioso projeto tecnológico que tinha como pressupostos arquivar informações e suprimir distâncias, a fim de que mensagens fossem transmitidas a diversos locais de maneira segura e veloz, a Internet50 transcende os objetivos acadêmicos/militares e se consagra como o principal expoente das novas tecnologias da comunicação e da informação, tornando-se, assim, uma tecnologia de fundamental importância na construção do imaginário da sociedade contemporânea.

47 O termo ciberespaço foi utilizado pela primeira vez pelo romancista Willian Gibson, no romance

de ficção-científica Neuromancer. Um dos seus significados mais específicos relacionado às

novas tecnologias pode ser encontrado por Lévy, segundo o qual “o ciberespaço (também chamado de rede) é o novo meio de comunicação que surge da interconexão mundial dos computadores. O termo especifica não apenas a infra-estrutura material da comunicação digital, mas também o universo oceânico de informações que ela abriga, assim como os seres humanos que navegam e alimentam esse universo” (1999, p. 17).

48 Conforme conceitua Lévy: “A World Wide Web é uma função da Internet que junta, em um único

e imenso hipertexto ou hiperdocumento (compreendendo imagens e sons), todos os documentos e hipertexto que a alimentam” e também se ressalta a importância do significado de hipertexto que “é um texto em formato digital, reconfigurável e fluido. Ele é composto por blocos elementares ligados por links que podem ser explorados em tempo real na tela. A noção de hiperdocumento generaliza, para todas as categorias de signos (imagens, animações, sons, etc.), o princípio da mensagem em rede móvel que caracteriza o hipertexto” (1999, p. 27).

49 “Comunidade virtual é um grupo de pessoas se correspondendo mutuamente por meio de

computadores interconectados” (LÉVY, 1999, p. 27).

50 Vale observar que a Internet, assim como se conhece atualmente, é resultado de um projeto

chamado de Arpanet, que foi iniciado, em 1960, pela ARPA (Advanced Research Projects Agency), do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. “O nome Internet vem de

internetworking (ligação entre redes). Embora seja geralmente pensada como sendo uma rede, a

Internet na verdade é o conjunto de todas as redes e gateways que usam protocolos TCP/IP.

Note-se que a Internet é o conjunto de meios físicos (linhas digitais de alta capacidade, computadores, etc.) e programas usados para o transporte da informação” (LÉVY, 1999, p. ).

O imaginário da Internet, que é fundamentalmente reflexo do universo norte-americano (FLICHY, 2001, p. 27), passa por fases distintas. Surge em um ambiente de predomínio da contracultura, inspiração inicial dos seus inventores, mas, após algum tempo, essas mesmas pessoas saem do ambiente universitário, vão para mercado de trabalho e acabam, muitas delas, nas empresas privadas, onde redirecionam o enfoque e a missão da rede de acordo com interesses de ordem econômica e política. A Internet torna-se, assim, um fenômeno de massa que influencia uma geração chamada de digital (digital generation, auto-intitulada digital intelligentsia) e o imaginário passa a ser, então, contaminado pela network ideology.

Tanto é verdade que a network ideology é representativa da atualidade, que, em agosto de 2006, o dicionário Merriam-Webster's Collegiate Dictionary lança mais um verbete na sua lista: o verbo to goggle, ou seja, pesquisar. Questionados sobre a referência à marca Google, os responsáveis pelo dicionário disseram que, assim como ocorreu com a palavra xerox, uma marca registrada popularizada com o significado de fotocópias, o fenômeno Google acabou por padronizar as pesquisas na web.

Não há dúvida de que se vive um momento tecnológico/social sem precedentes na história do homem. A técnica interpela o homem mais do que em qualquer outro período. A tecnosfera51 é a realidade ou a hiper-realidade onde

(sobre)vive a sociedade do presente. Os sentimentos de medo e de desconfiança diante das novas tecnologias, característicos a qualquer nova idéia ou projeto, convivem, hoje, com a fascinação e a proliferação avassaladora do instrumento tecnológico chamado de Internet, sobretudo quando o assunto é rede de comunicações e suas demais implicações, como alta velocidade, supressão de espaço/tempo, capacidade de interatividade, simulação, inteligência artificial, etc.

A Internet transforma os caminhos do processo de comunicação linear. A fórmula cartesiana emissor-mensagem-receptor é substituída pela confluência desses elementos numa ordem que parece não respeitar a prioris. O usuário é, ao

51 “Conjunto de ferramentas, técnicas e máquinas (mecânicas e eletrônicas) que garantem a

mesmo tempo, o manipulador da mensagem e a própria mensagem. Essa possibilidade inédita interfere diretamente na maneira de se fazer jornalismo online.

A natureza, digital (combinações de um ou zero) e ao mesmo tempo anárquica (dada a quase infinita possibilidade de combinações), suscita reflexão por parte daqueles que compreendem que determinada situação se efetua apenas a partir da adesão de um número cada vez maior de indivíduos envolvidos com as novas tecnologias de comunicação e de informação, o que, por sua vez, indicaria o nascimento da cibercultura

Dado o fato de que a sociedade é produtora de uma sociedade que a produz (MORIN, 2001), a evolução das tecnologias seria produto e, ao mesmo tempo, elemento desencadeador de uma configuração societal que se apresenta na contemporaneidade e que merece atenção devido às alternâncias que provoca no ambiente social. Derrida, que passou por algumas das fases da técnica da escrita moderna: “ferramenta-caneta, ferramenta-máquina mecânica e depois elétrica”, reconhece que seria muito difícil viver sem o seu computador Macintosh, e confirma: “Participamos de um enredo em parte inédito” (2004, p. 141).

Essa situação, engendrada a partir da relação do homem com a técnica, passa por diversas etapas. A forma pela qual se apresenta, hoje, é o reflexo de uma série de mudanças ocorridas no imaginário de cada época.

O próprio termo imaginário52, relegado a segundo plano pela época

moderna, em nome da supremacia da razão, que privilegia a escrita e o raciocínio linear, parece adquirir atualmente um dos estatutos principais para quem pretende estudar os fenômenos sociais (a comunicação, por exemplo), devido à proliferação das imagens/informações que se acumulam nas muitas interfaces tecnológicas contemporâneas.

52 De acordo com Silva, “o termo imaginário, até então restrito ao universo acadêmico, invadiu o

espaço viral da mídia. Onde antes se aplicavam os rótulos ideologia e cultura, passou a florescer a etiqueta imaginário [...]. Os imaginários difundem-se por meio de tecnologias próprias, que podem ser chamadas de tecnologias do imaginário [...]. O imaginário é uma rede etérea e movediça de valores e de sensações partilhadas concreta ou virtualmente” (2003, p. 8-9).

Benzer Belgeler