3. RÖNTGEN BAKIM AŞAMALARI
3.7. Röntgen Tüpü Bakımı
O artigo 10 da Lei das PPP define que a contratação de parceria público- privada será precedida de licitação na modalidade de concorrência. Essa modalidade ocorre em seqüência composta por diversas fases: publicação do edital, objeções ao edital, habilitação, classificação das propostas/julgamento da comissão, homologação, adjudicação e convocação do adjudicatário36 (CRETELLA NETO, 2005, p. 97). A abertura do processo licitatório está condicionada a:
I – autorização da autoridade competente (Comitê Gestor de Parceria Público- Privadas – CGP)37, fundamentada em estudo técnico que demonstre a conveniência e oportunidade da contratação por meio de uma PPP, observando que as despesas criadas ou aumentadas não afetem as metas de resultados fiscais, ou seja, os efeitos financeiros deverão ser compensados nos períodos seguintes pelo aumento permanente de receita ou pela redução permanente da despesa; e que as obrigações da Administração Pública se mantenham dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
II – elaboração de estimativa do impacto orçamentário-financeiro nos exercícios em que deva vigorar o contrato de parceria público-privada;
III – declaração do ordenador da despesa de que as obrigações contraídas pela Administração Pública no decorrer do contrato são compatíveis com a lei de diretrizes orçamentárias e estão previstas na lei orçamentária anual. Essa definição reforça a importância de se observar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal, mas “deve ser notada a dificuldade de se assegurar esses enquadramentos por toda a duração do contrato, que pode chegar a 35 anos” (CRETELLA NETO, 2005, p. 90).
IV – Apresentação da estimativa do fluxo de recursos públicos suficientes para o cumprimento, durante a vigência do contrato e por exercício financeiro, das
35 IDH – Índice criado para medir o nível de desenvolvimento humano dos países a partir de indicadores de educação, longevidade e renda.
36 O edital poderá prever a inversão da ordem das fases de habilitação e julgamento. Nesse caso, encerrada a fase de classificação das propostas, deverá ser aberto o envelope contendo a documentação de habilitação do licitante classificado à frente dos demais. Se este atender às exigências do edital, será declarado vencedor (CRETELLA NETO, 2005, p. 112).
37 A análise da Lei das PPP permite concluir que a “autoridade competente” será o Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas (CRETELLA NETO, 2005, p. 84). Maiores informações sobre o CGP serão analisadas no item “3.1.4” desta seção.
obrigações contraídas pela Administração Pública. É difícil prever fluxos futuros, especialmente no longo prazo, razão pela qual esta será uma tarefa difícil (MUKAI et al., 2005, p. 16).
V – verificação de que seu objeto está previsto no Plano Plurianual em vigor no âmbito onde o contrato será celebrado;
VI – submissão da minuta de edital e de contrato à consulta pública, mediante publicação na imprensa oficial, em jornais de grande circulação e por meio eletrônico, que deverá informar a justificativa para a contratação, a identificação do objeto, o prazo de duração do contrato, seu valor estimado, fixando-se prazo mínimo de 30 dias para recebimento de sugestões, cujo termo dar-se-á pelo menos sete dias antes da data prevista para a publicação do edital. A consulta pública aparece como um importante instrumento de democracia, em que a população tem a oportunidade de manifestar sua opinião junto à Administração Pública (CRETELLA NETO, 2005, p. 91).
VII – apresentação de licença ambiental prévia ou expedição das diretrizes para o licenciamento ambiental do empreendimento, na forma do regulamento, sempre que o objeto do contrato exigir. A licença ambiental prévia deve ser obrigatória e passou a ser regra geral para quaisquer empreendimentos de vulto (MUKAI et al., 2005, p. 18; CRETELLA NETO, 2005, p. 92). Para MUKAI et al. (2005, p. 17), apenas a posse de diretrizes para o licenciamento ambiental é ilegal e inconstitucional.
As concessões patrocinadas em que mais de 70% da remuneração do parceiro privado for paga pela Administração Pública, dependerão de autorização legislativa específica. Essa é uma forma de controlar os gastos públicos.
Para a solução de conflitos relacionados ao contrato entre o setor público e o privado, a Lei das PPP prevê o emprego de mecanismos privados de resolução de disputas, inclusive a arbitragem, que deverá ser realizada no Brasil e em língua portuguesa.
Para a escolha do parceiro privado, a Lei das PPP autoriza antecipar a fase de qualificação de propostas técnicas em relação a uma segunda fase de menor preço. Isso significa que, aqueles licitantes que não alcançarem uma pontuação mínima na fase de apresentação de propostas técnicas, estão desqualificados, ainda
que seu preço seja inferior ao dos outros concorrentes. O julgamento da melhor proposta será com base nos seguintes critérios:
a) menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado;
b) melhor proposta em razão da combinação dos critérios de menor valor da tarifa do serviço público a ser prestado com o de melhor técnica;
c) menor valor da contraprestação a ser paga pela Administração;
d) melhor proposta em razão da combinação do critério de menor contraprestação com o de melhor técnica, sendo que os pesos para cada um deles deve estar estabelecido no edital.
Mukai et al. (2005, p. 20-25) contesta fortemente a possibilidade de julgamento pelo critério de melhor técnica por acreditar que esse critério de julgamento é subjetivo e pode “direcionar” os vencedores. Para este autor, critérios combinados de melhor técnica com menor preço ou menor contraprestação apenas poderiam ser aceitos se o critério subjetivo tivesse peso em torno de 3, de forma que o peso dos critérios objetivos prevalecessem.
O edital de licitação para propostas de PPP definirá a forma da apresentação das propostas econômicas, sendo admitidas propostas escritas em envelopes lacrados ou, propostas escritas, seguidas de lances de viva voz.