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1.3. Proteazların Endüstriyel Kullanım Alanları

1.4.3. PZR Temel Bileşenleri ve PZR Optimizasyonu

Em suas memórias, Azevedo (1971) também destaca como participou como relator do Projeto de Lei para a Criação da Universidade de São Paulo, antigo sonho alimentado com colegas e agentes políticos da época em que era jornalista em O Estado de São Paulo, e que viria a aparecer também como suas preocupações no Inquérito de 1926. Nesse sentido,

41 As instituições auxiliares são apresentadas por Souza (2008b) como ações sociais e assistenciais que estabeleciam a relação da escola com a sua função social, destacando-se os Serviços médicos-sanitários, Assistência Sanitária, Assistência Alimentar, Associação de Pais e Mestres, Cooperativas de Consumo, bem como a introdução da tecnologia para a educação por meio das bibliotecas e dos círculos de leitura, dos museus, do radio e do cinema educativo. Para maiores informações, consultar Souza (2008b, 2011).

quando Armando Sales de Oliveira se torna Interventor de São Paulo e, tendo Julio de Mesquita Filho assumido a direção do jornal O Estado de São Paulo, Fernando de Azevedo é convidado para escrever o Projeto de Lei, o qual foi escrito em 4 dias. Antes de encaminhar para a aprovação, Azevedo (1971) sugere a criação de uma “Comissão dos 1442” “(...) para examinar o projeto do decreto-lei. As antigas escolas superiores não poderiam então alegar que não haviam sido consultadas, e o decreto-lei sairia com sua sanção dada pelos representantes da aludida comissão” (AZEVEDO, 1971, p.120). Do mesmo modo, o projeto somente é encaminhado e aprovado no dia 25/01/1934, não por acaso coincidindo com o aniversário de São Paulo.

Como um dos principais pontos da criação da Universidade de São Paulo, Azevedo (1971) rememora a novidade de criação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, ameaçada de extinção por duas vezes; além das críticas com a composição do quadro de docentes, todos estrangeiros. Na visão de Azevedo (1971), a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras era constantemente ameaçada frente a sua capacidade de renovação da cultura e da educação:

Se eles a combatiam por todos os meios, é que sentiam, com a presença e a ação cultural da nova Faculdade, uma séria ameaça ao regime tradicional de ensino exclusivamente de formação profissional, de estrutura, mentalidade e técnicas de ensino já inteiramente superadas (AZEVEDO, 1971, p.123).

Já no Inquérito de 1926, o ensino universitário é posto como principal elemento para a formação do professorado e centro de difusão cultural e científica: “É destes focos de cultura e de altos estudos que irradiam, em todas as direções, as poderosas corrente de ideias, com que se carregam e purificam as atmosferas políticas, para o despertar da consciência cívica, moral e intelectual da nação” (AZEVEDO, 1957, p.191). Para Azevedo (1957), as universidades seriam a possibilidade de formação, ao mesmo tempo, especializada e universalista, promovendo a cultura necessária para o progresso, como podemos ver na seguinte passagem:

Certamente, não haverá quem não sinta a falta, no Brasil, de uma cultura verdadeiramente superior, livre e desinteressada, desenvolvida em todas as direções e capaz de contribuir, pela sua força orientadora e pelo seu poder criador, não só para o progresso da nacionalidade em formação, como para o enriquecimento do

42 A comissão dos 14 é elencada por Azevedo (1958) nos seguintes nomes:Fernando de Azevedo (relator), Almeida Junior/Instituto de Educação, Teodoro Ramos e Fonseca Teles/Escola Politécnica, Raul Briquete e André Drayfys/Faculdade de Medicina, Vicente Rao e Valdemar Ferreira/Faculdade de Direito, Rocha Lima e Agesilau Bittencourt/Instituto de Biologia, Julio de Mesquita Filho e Armando Salles de Oliveira.

saber humano. Mas, se todos sentem e proclamam a ausência dessa cultura, nem todos reconhecem, na criação das universidades, o único meio de sairmos da situação de inferioridade em que o descaso secular desse problema nos colocou. (AZEVEDO, 1957, p.267).

As Universidades, examinadas a essa luz, são organismos vivos, adaptados às sociedades, e destinados a acompanhar, interpretar e dirigir-lhes a evolução, em todos os aspectos de sua vida múltipla e variada. Elas não se satisfazem com transmitir a ciência, que não contribuíram para elaborar e desenvolver em todos os sentidos. E é, de certo, por estar função a um tempo, ‘elaboradora e transmissora’ das ciências, que se transformaram elas no aparelho moderno de preparação das elites, as verdadeiras forças criadoras da civilização (AZEVEDO, 1957, p.268). De acordo com Azevedo (1958), a Universidade compreendia uma função social frente a organização e a estrutura da sociedade moderna, cuja essência seria a capacidade de harmonia entre o homem, a ciência e a arte:

Escolas de vários tipos, reunidas em um sistema e prepostas a elevar o mais alto nível os estudos para a preparação das elites de que necessitam as sociedades em todos os campos de atividades humanas, elas não põem exercer, em sua plenitude, a tríplice função de transmitir, aperfeiçoar e difundir os valores de cultura, sem esse culto da razão, que é síntese da teoria e da prática, a “soma” viva das experiências e reflexões da humanidade e que é feita, portanto, do que a inteligência chegou relativamente a universalizar entre os dados da ciência e da vida; sem esse ideial que irradia, em torno da liberdade, como um centro de luz e de calor, e sem esse generoso desejo de renovação e esse grande apetite de descoberta com que se resguardam da rotina e da estagnação e se transformam em instrumentos de progresso incessantes (AZEVEDO, 1958, p.107).

No Manifesto dos Fundadores da Universidade de São Paulo (1952), Azevedo (1958) aponta os embates políticos presentes desde a criação de Universidade de São Paulo, especialmente, no papel de reforma de base do ensino universitário que a Faculdade de Filosofia promoveria, posto que seu objetivo seria de articular o conhecimento especializado à cultura geral e integração de todos os estudantes:

Por outras palavras, - para nos tornarmos mais claros e precisos, - todos os estudantes universitários, qualquer que fosse a sua destinação profissional, teriam de fazer na Faculdade de Filosofia o curso de matérias fundamentais (a matemática, a física, a química, a biologia, a estatística, a economia, entre outras) que residindo à base de determinada especialização profissional ou técnica, passariam a ser ensinadas num único instituto universitário. É esse o ponto de vista em que nos colocamos, desde as origens da Universidade, e, decorridos quase vinte anos de sua fundação, nele ainda nos mantemos, a despeito de todas as resistências opostas à concretização desse ideal. Articular, pela base, todos os institutos profissionais com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras; ministrar uma formação comum num único centro de cultura, na mesma atmosfera espiritual de procura e inquietação, aos estudantes universitários que depois se distribuiriam pelas diversas escolas de formação profissional, sempre nos pareceu uma reforma, além de vantajosa do ponto de vista técnico e econômico, do maior interesse científico e cultural, cujas raízes alcançariam o fundo do próprio coração da Universidade, que são os estudos de cultura livre e desinteressada (...) Nessa aprendizagem comum formarão o seu

espírito para que aos engenheiros não falte a sensibilidade, aos filósofos não falte a precisão, aos cientistas não falte o humanismo e aos artistas não falte o saber. O espírito universitário é, acima de tudo, esse espírito de comunidade e interpenetração de todo o saber humano (AZEVEDO, 1958, p.115).

A criação e a fundação da Universidade de São Paulo são descritas por Azevedo (1958) como uma alteração do espírito científico até então presente no Brasil, antes com as faculdades isoladas. A USP trazia em seu bojo a ideia de um centro universitário, reunindo diferentes faculdades e permitindo a construção de uma cultura geral entre os universitários.

Dentro dessa perspectiva, o protagonismo educacional e político de Fernando de Azevedo, especialmente como “reformador”, garantiu-lhe a autoridade intelectual para a modernização pedagógica. Assim, destacam-se o seu papel como porta-voz do movimento das Escolas Novas Brasileiras, em seu principal documento – O Manifesto de 1932; e a sua atuação como editor na imprensa pedagógica brasileira.

2.3 – DESMISTIFICANDO OS DISCURSOS E RUPTURAS E AS ESTRATÉGIAS DE DIFUSÃO