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3.8. Psikolojik Yıldırmanın Sonuçları

3.8.2. Psikolojik Yıldırmanın Örgüte ĠliĢkin Sonuçları

São técnicos, os princípios da autonomia e da profissionalização, que têm, por fim último, objetivo de melhorar a prestação do serviço público, diminuindo os custos e aumentando a eficiência.

4.2.1. Princípio da Autonomia

O princípio da autonomia outorga “a flexibilidade necessária a entidades e órgão para adequarem suas funções às diferentes necessidades de gestão da coisa pública, segundo suas características próprias e não obedientes a uma rígida conformidade com um padrão burocrático geral predeterminado.” (Neto, 2000)

Busca-se mais os objetivos que as formas para alcançá-los, daí o motivo de não mais se predeterminarem a organização e as funções, mas sim, pós-determiná-las, flexibilizando-se a atuação dos órgãos estatais.

O princípio da autonomia conjuga-se com o da participação, pois “sua aplicação leva à extensão da ação administrativa além da estrutura do Estado através de transferências de execução de atividades estatais a entes da sociedade, criados ou não especificamente para esse fim, ampliando o campo das delegações e, assim, das possibilidades de flexibilização e de capilarização das ações voltadas ao atendimento dos interesses públicos”. (Neto, 2000)

As técnicas desenvolvidas são a ampliação da autonomia de gestão dos entes da Administração Pública e extensão a entes para e extraestatais (como, por exemplo, as parcerias público- privadas).

4.2.2. Princípio da Profissionalização

Visa a afastar a burocratização e melhorar a qualidade dos agentes públicos, dos recursos humanos estatais.

A profissionalização da administração do interesse público, sobretudo com a introdução de uma pequena vantagem competitiva no mercado de trabalho, corrigirá a inferiorização e as deformações, hoje tão encontradiças, que são, afinal, profundamente injustas para os próprios administrados, uma vez que serão eles, não poucas vezes, os que serão atendidos em suas mais importantes demandas por pessoal incompetente, desmotivado quando não vulnerável à corrupção. (Neto, 2000)

4.3. Princípios Jurídicos

Os princípios Jurídicos da Nova Administração Pública, são o da transparência e o da consensualidade.

4.3.1. Princípio da Transparência

Este permite que sejam aplicados tanto o controle pelo Estado como pela sociedade- introduzindo-se a esta um espírito cívico.

4.3.2. Princípio da Consensualidade

Constitui-se na substituição da imperatividade, através de parcerias da sociedade com o Estado. Neste ponto, a atuação da administração pública torna-se coordenativa e multilateral. É uma contribuição para o aprimoramento da governabilidade, já que

propiciam mais freios contra o abuso; garantem a atenção a todos os interesses; proporcionam decisão mais sábia e prudente; desenvolvem a responsabilidade das pessoas; e tornam as normas mais aceitáveis e facilmente obedecidas.(Neto, 2000)

O princípio da consensualidade ascende a sociedade civil, sendo justificado pelo

potencial criativo e operativo dos entes da constelação social (colaboração); pela redução de custos para o Estado e sociedade (economicidade); pela simplificação da máquina gestora do Estado (agilidade); pelo reforço da máquina reguladora do Estado (publiscização), pela renovação das modalidades de prestação de serviços a cargo do Estado (modernização); pelo atendimento às demandas reprimidas após o fracasso dos modelos de Estado do bem-estar social e de competências ao Estado e conseqüente racionalização da distribuição de competências entre as entidades e órgãos do Estado (subsidiariedade).(Neto, 2000)

Há pelo princípio da consensualidade, uma “evolução da desagregação para a corrdenação, quebrando-se o mito da indisponibilidade do interesse público e uma nova forma de atuar o Estado na promoção do serviço público através de uma gestão associada”.

5. Conclusões

A mudança brusca da sociedade fez com que o Estado mudasse de faceta. Acompanhando este fato, o Poder Executivo teve que se adaptar às novas formas que surgiram. O Direito Administrativo teve que se modificar também, já que agora, a busca já não é pela forma de como serão prestados os serviços públicos, mas como serão buscados os seus efeitos. É a busca da efetividade como medida de eficiência, exigindo-se, agora, que o Estado cumpra suas metas de desempenho.

O Direito Administrativo nasceu como um direito do Estado enquanto administrador, passou a ser um direito do Estado e dos administrados, e tornou-se hoje, com seu núcleo constitucional e como seu prolongamento, um direito comum dos administrados face ao Estado administrador. (Neto, 2000)

Hoje, dá-se um novo conceito ao Direito Administrativo, sendo necessária a mudança de mentalidade, não só dos administradores públicos, mas como do público usuário. Assim, Direito Administrativo é, atualmente conceituado como

o ramo o Direito Público que estuda o conjunto de princípios, de conceitos, de técnicas e de normas que regem as atividades jurídicas do Estado como gestor de interesses públicos, cujo efetivo atendimento lhe é cometido pela ordem jurídica para a segurança e em benefício dos administrados. (Neto, 2000)

Capítulo III

Reforma do Estado Brasileiro

1. Visão Geral

Pensar em reformar o Estado é, antes de uma mudança estrutural, uma mudança de pensar o Estado e a busca de novas formas de gerenciar a máquina pública.

Vimos que há uma busca por um Estado que verdadeiramente cumpra as funções das quais ele foi incumbido pela sociedade.

Através de um Direito Administrativo Constitucional, pode-se modificar a realidade burocrática dos Estados - sim, somente através de uma adequação da execução das tarefas aos princípios basilares e fundamentais de cada sociedade.

A administração pública gerencial envolve, como vimos, uma mudança na estratégia de gerência, mas esta estratégia em de ser posta em ação em uma estrutura administrativa reformada. A idéia geral é a descentralização, a delegação de autiridade. Mas é preciso ser mais específico, definir claramente os setores em que o Estado opera as competências e as modalidades de administração mais adequadas a cada setor. (Pereira, 2000)

Os diversos Estados buscaram na reforma administrativa estratégias que transformassem as suas funções, através da delegação de alguns serviços públicos, construindo-se, então, um Estado novo que responda às necessidades dos cidadãos - assim sendo, verdadeiramente democrático.

Por toda a sua história política, os diferentes Estados passaram por crises, principalmente quanto aos aspectos econômicos. Entretanto, foi com a globalização que as crises, antes internas e próprias de cada Estado, tornaram-se de proporções mundiais.

Os Estados, independentemente de seu poder econômico e político sentiram a necessidade de enxugar seu aparato, sua infra-estrutura, já que não mais se concebia um Estado interveniente, mas apenas um regulador das atividades.

2. Reforma Administrativa Brasileira