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BÖLÜM 2: SELEFİ ŞİDDETİN MOTİVASYONLARI

2.2. Psikolojik Faktörler

Racionalizar é tornar mais eficiente os processos de trabalho industrial, produção agrícola, ou a organização de empreendimentos pelo emprego de métodos científicos. Completando a definição acima e enquadrando-a no setor da construção civil, Farah (1986) define racionalização como:

”Um processo que permite ganhos de produtividade e minimização de custos e prazos, sem implicar com uma ruptura da base produtiva que caracteriza o setor. Através da racionalização as empresas procuram reduzir o desperdício de tempo e de materiais, atacando alguns dos principais pontos de estrangulamento da construção convencional, tais como: desarticulação entre os diversos projetos e entre o projeto e a obra; ausência do controle de qualidade; más condições de trabalho como fator de baixa produtividade; desorganização do canteiro, etc...”

Para Melhado (1994), a racionalização possui um enfoque de disseminação de ações, visando otimizar cada uma das partes do sistema, em si própria e como parte de um todo. Já a construtibilidade coloca como questão básica a orientação de todo o sistema para a etapa de obra, privilegiando o processo de produção.

Na arquitetura hospitalar, a racionalização além de minimizar o custo da construção e acelerar o tempo de execução da obra, pode determinar novas soluções arquitetônicas. João Filgueiras Lima foi um dos arquitetos que adotou sistemas modulares e racionalizados em hospitais, transformando-os em expressivos elementos arquitetônicos. Segundo Bruna (1976),

“A adoção de um sistema de coordenação modular como fundamento para a normalização dos elementos de construção é uma condição essencial para industrializar a sua produção. O objetivo deste sistema é o de organizar as dimensões das construções, de maneira a reduzir a variedade de tamanhos nos quais todos os componentes e equipamentos

devam ser produzidos, e permitir o seu uso no canteiro sem modificações, cortes ou retoques, tomando como referência a dimensão de base denominada módulo”.

O setor da construção civil brasileira no contexto de inovações e tecnologias encontra-se atrasado diante dos países desenvolvidos, mas se pode observar uma pequena quantidade de inovações sendo absorvida pelo setor. Esta pequena quantidade de inovações tecnológicas é oriunda da indústria de componentes e materiais. A absorção dessas tecnologias no canteiro se dá de modo tranqüilo e são bem vindas pelos trabalhadores, o problema ocorre quanto à qualidade dessas novas tecnologias. A falta de integração e informação entre os fornecedores e as construtoras e a ausência de leis rígidas quanto à normalização de novos produtos prejudicam a correta implantação destas tecnologias tanto no projeto quanto no canteiro de obra (FARAH, 1986).

Enfocando o assunto nos hospitais da rede Sarah Kubitschek, pode- se dizer que João Filgueiras Lima, o Lelé, faz um bom uso de novos materiais, visando não apenas durabilidade e estética, mas o conforto que esses materiais podem proporcionar ao usuário do edifício.

Lelé criou um sistema racionalizado e industrializado de produção dos componentes construtivos de argamassa armada. A opção do arquiteto por industrializar os componentes construtivos partiu da grande demanda para a rede Sarah. Além da diminuição do custo de se produzir em grande escala os elementos construtivos, os componentes puderam seguir a modulação especificada pelo arquiteto, não se prendendo às modulações existentes no mercado. A construção dos CTRS, fábrica de componentes construtivos, resolveu com eficiência a demanda de materiais necessários para a construção dos hospitais da rede Sarah (LATORRACA, 1999)

Segundo Latorraca (1999), as características de funcionamento dos hospitais de grande porte geram dificuldades de manutenção, e a padronização dos elementos de construção pode facilitar essa rotina administrativa. Geralmente, são incorporados aos hospitais da rede Sarah

os seguintes elementos construtivos: estrutura, vedação, divisórias equipamentos fixos e móveis, luminárias e etc..

A fabrica do CTRS, Centro de Tecnologia da Rede Sarah, não restringiu a produção de argamassa armada de forma industrializada apenas para os componentes do hospital. Na FAEC, Fábrica de Equipamentos Comunitários de Salvador, idealizada por Roberto Pinto, a inovação se deu pelo uso da argamassa armada em diversos tipos de mobiliários urbanos, contenções de jardim, passarelas que inovaram com uso mesclado da tecnologia do aço com a argamassa armada (CHICHIERCHIO, 1999).

Os hospitais da Rede Sarah e os equipamentos comunitários da FAEC se desvincularam da arquitetura tradicional, utilizando em seus projetos os seguintes elementos racionalizados:

ƒ componentes construtivos pré-moldados:

Ilustração 16- Janelas modulares do Taguatinga Hospital. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999. Ilustração 17.- Croqui do sistema de lages com as janelas pré-moldadas. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

ƒ “shads”:

Ilustração 18- Shafts do Hospital Sarah Lago Norte. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

Ilustração 19-Várias situações do elemento pré-fabricado de laje e detalhes dos shads. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

ƒ passarelas de estrutura mista, metal e argamassa armada:

Ilustração 20-Montagem do piso com as placas pré-moldadas em argamassa armada, Passarela Pernambués, Salvador. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

Ilustração 21-Passarela Chame-Chame em Salvador. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

ƒ peças de contenção de terreno:

Ilustração 22-Conteção de encostas. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

Ilustração 23-Conjunto de peças para contenção de encostas. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

ƒ elementos em argamassa armada:

Ilustração 24-Ponto de onibus pré-moldado. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

Ilustração 25- Sitema de montagem do ponto de onibus. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

ƒ coberturas metálicas:

Ilustração 26-Cobertura Metálica do Hospital Sarah Lago Norte. Fonte: Latorraca.G. João Filgueiras Lima, lelé. São Paulo.Instituto Lima Bo e PM. Bardi, Lisboa. Editora Blau,1999.

2.15 -Flexibilidade das instalações

Benzer Belgeler