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Projenin İnşaat ve İşletme Aşamasında Çevresel Etkileri ve Alınacak Önlemler Projenin;

Para definir se existe realmente relação entre gestão de estoques e valorização da empresa, foi aplicada a metodologia de Bao e Bao (2004:58) para a amostra, concentrando-se esta análise na divisão entre eficientes e ineficientes. A relação preço da ação e lucro por ação indicou que não existe correlação alguma (R2 = 0) entre preço da ação e lucro por ação para as empresas da amostra. Analisando separadamente as empresas eficientes e ineficientes, encontrou-se que: para as eficientes R2 = 0,54, bem superior aos 0,3838 encontrados para as empresas eficientes no trabalho de Bao e Bao. Para as ineficientes de Bao e Bao o R2 foi 0,1680 e aqui repetiu o valor da amostra geral (R2 = 0). Ou seja, embora não seja relevante para o conjunto da amostra, a eficiência da gestão de estoques indica que este é um diferencial no conjunto do setor. O mercado reconhece a competência em gerir estoques diante das limitações e imprevisibilidades características desta atividade.

Tabela 17 – Resultados das análises de regressão para grupos de eficiência (R2)

Variáveis relacionadas Conjunto geral da amostra

Empresas com gestão eficiente de estoque

Empresas com gestão ineficiente de estoque

Preço da ação e lucro por ação

0,000 0,540 0,000

Variações anuais de preço da ação e variações anuais de lucros por ação

0,0091 0,014 0,089 Valor da empresa (FCD) lucro contábil 0,209 0,983 0,283 Estoque e demanda de petróleo 0,000 0,000 0,000

Fonte: Compilação da autora

Este quadro foi obtido com análise de regressão dos dados de preço de ação, conforme Tabela B.13, lucro por ação (LA) e lucro contábil (LL), conforme Tabela 9, variações anuais dos valores encontrados nestas tabelas, valor de estoque conforme Tabela B.14 e demanda de petróleo conforme Tabela A.7. Para o valor da empresa por FCD, foram tomados os valores da base COMPUSTAT, conforme Tabela B.16. Esta base fornece o valor da empresa calculado da seguinte forma:

VFCD = { [Σ 1t=n

FCt/ (1 + i)t] + [(FCn + VRn) / (1+i )n] } + A N-Oo (33) Com VR n = FCn x (1 + g) (34) (CMPC – g)

Onde g = taxa de crescimento constante para os fluxos projetados CMPC = Custo Médio Ponderado de Capital

Os dados foram extraídos da base em uma planilha de cálculo que permitiu a introdução de g e de beta para o calculo de CMPC. Estes valores foram então determinados, para g, como variação da demanda do país sede, ou da demanda total, quando o dado para o país sede não estava disponível na Tabela A.7 e para beta conforme cotações de fechamento mensais dos últimos 10 anos obtidos do site yahoo.finance. Os valores de beta são mostrados na Tabela B.15.

Considerando a análise para as flutuações anuais destas variáveis (preço da ação e lucro por ação) o R2 passa a ser diferente de zero para a amostra como um todo, embora ainda pouco significativo para grau de confiança de 95% (0,0091). Para empresas eficientes apenas é de 0, 014, mais uma vez um pouco maior que para a amostra total e seguindo a tendência do estudo de Bao de ter um valor para variações menor que o valor para valores anuais (também as ineficientes seguem esta linha geral, com R2 de 0,089).

Ou seja, embora com uma correlação baixa e com maior ênfase na manutenção dos números que nas variações, existe um prêmio dado pelo mercado para empresas que conseguem um maior grau de eficiência na sua gestão de estoques.

Esta mesma análise foi realizada com base no valor da empresa calculado pelo método de fluxo de caixa descontado e considerando-se o lucro contábil. Com estes dados, o R2 sobre para 0,209 na amostra geral, muito significativo 0,983 para empresas eficientes e 0,283 para as ineficientes. Ou seja, como a metodologia de avaliação aqui está mais ligada aos

parâmetros contábeis sob os quais o valor do estoque tem influência direta, o valor da empresa é mais influenciado pelo este valor de estoque.

Esta conclusão está de acordo como trabalho de Feltham (1995:691) que indica que a influência de gestão de estoques no valor da empresa é maior para empresas com regras contábeis mais tradicionais. Aqui se tem que o método de cálculo que tem maior influência de fatores contábeis, tem maior influência da gestão de estoques.

Tabela 18 – Análise de dados de regressão para gestão de estoques do setor

Variáveis relacionadas R2

Estoque e demanda 0,000

Estoque e vendas 0,304

Relação cruzada entre estoque e vendas

0,585 Relação entre variação das vendas e

variação do valor da ação

0,711 Relação entre variação do preço do

petróleo e variação do valor da ação

0,720 Estoque e capital operacional 0,322 Fonte: Compilação da autora

A analise de relação entre estoque e demanda de petróleo, pelo R2 = 0,0 indica que não há correlação entre estes índices, sendo a demanda aqui tomada como a demanda total por derivados de petróleo. Isto pode ser reflexo das análises realizadas no item 3.3 onde ficou demonstrada a fraca relação entre cotações e variáveis logísticas para petróleo. Isto também fica indicado pela baixa correlação entre estoques e vendas (R2 = 0,304). Mas, a correlação cruzada entre estes fatores indica que existe uma correlação mais forte entre formação de estoques em t e vendas em t+1 (0,585).

Verifica-se que para o setor a análise da demanda total para produtos finais não é um bom indicativo para a previsão de vendas, ou seja, um modelo de planejamento para o estoque da empresa não deveria basear-se na previsão de demanda total. Por outro lado, o resultado de vendas para cada empresa tem relação bem mais significativa com o estoque o que permite

que um modelo com um grau de acerto bem mais razoável seja embasado nas vendas históricas da empresa.

Mesmo sendo um setor com ciclo de produção curto, as vantagens de estocar como reserva de valor aliado aos grandes tempos de suprimento com alto volume de estoque em trânsito, fazem com que a preparação de um volume de estoque relevante para atender a uma demanda futura seja feita a partir do ano anterior, o que aumenta a posição em estoques de matérias-primas, mas mantém baixo o de produtos acabados, sobretudo.

Por outro lado, a relação valor das ações versus vendas indica um R2 = 0,711 com a clara percepção de mercado de que um aumento de vendas aumenta o valor das empresas. Considerando o preço do petróleo, este valor é de 0,72 também indicando que o aumento do preço do petróleo eleva os valores das ações das empresas do setor. Esta conclusão é válida para todos os setores, com variação de 0,01 para menor no setor industrial 5500 (distribuição), pois o mercado acredita que este setor tem menor possibilidade de repassar custos.

A relação entre estoque e capital operacional indica que existe uma baixa correlação (R2 = 0,322) entre capital operacional e estoque. Isto indica que as empresas do setor têm baixa tendência a “investir” capital disponível em estoque, como já indicavam as análises feitas com base em estatística descritiva. A relação é positiva de acordo com o indicado em estudos anteriores citados em 2.3.

Considerando as variáveis levantadas em estudos do gênero, a equação para valor de mercado em função das variáveis relativas a estoque, e no setor de petróleo, pode ser descrita por:

Onde:

VA = valor da ação E = estoque

CMV = custo das mercadorias vendidas F = vendas

A equação foi obtida por regressão passo a passo e forçando a permanência da variável estoque em todos os modelos, conforme resultado indicado na Tabela abaixo.

Tabela 19 – Resultado para análise de regressão passo a passo

Predecessor Coeficiente SE Coeficiente T P Constante 72,852 8,275 8,80 0,000 est -0,003819 0,002774 -1,38 0,170 CMV -0,004148 0,002256 -1,84 0,067 venda -0,0002045 0,0001280 -1,60 0,111 S = 106,6 R Sq = 4,6% R Sq(adj) = 3,4% Análise de variância Fator DF SS MS F P Regressão 3 131852 43951 3,87 0,010 Erro residual 241 2736468 11355 Total 244 2868320 Fator DF Seq SS estoque 1 64071 CMV 1 38789 venda 1 28992

Fonte: Compilação da autora

A validade do modelo foi testada com base na validade da hipótese, ou seja, se o valor da empresa é influenciado pelo valor do estoque. Para realizar o teste de hipótese foram considerados os dados para todo conjunto da amostra e para os universos distintos de empresas eficientes e ineficientes. O teste t, com intervalo de confiança indica que empresas em geral e empresas ineficientes não têm seu valor de mercado influenciado pelo valor do estoque (P=0,000), mas mostra um resultado significativo para as empresas de gestão eficiente com P = 0,370, maior que o nível de significância de 0,05.

As diferenças entre as duas avaliações são corroboradas pelo teste de hipótese para duas amostras. Tomando como amostras distintas as empresas eficientes e as ineficientes, tem-se que P=0,037, indicativo de que as duas amostras são realmente diferentes.

Para o valor via Fluxo de Caixa Descontado não foi buscada a relação, pois se considera que as variáveis já fazem parte da própria metodologia de avaliação e que o alto valor de R2 encontrado para a análise de regressão (0,983) valida a hipótese.

De modo geral, os valores encontrados nos testes estatísticos permitem a variação do estoque influencia o valor da empresa considerando o valor de mercado. Esta influência se manifesta na valorização das empresas que têm melhor gestão dos estoques.

Se o valor da empresa é tomado com base no valor do fluxo de caixa descontado, está influência é ainda mais determinante, considerando-se as implicações que o valor dos estoques têm no resultado de saída obtido na própria aplicação do método.

Para empresas de maior porte e mais antigas a volatilidade do estoque é bem menor, inclusive menor que a volatilidade do preço do petróleo e da demanda. Isto indica que a consideração de idade das empresas seja um bom parâmetro na definição de confiabilidade, inclusive sendo corroborada por parâmetros operacionais. Em termos de mercado, o fato de que empresas jovens apresentaram maior volatilidade no valor, sobretudo no valor de mercado, também indica que para o mercado a idade é um fator que reflete a confiança na empresa.

Empresas com maior dispersão geográfica também apresentaram estoques mais estáveis, indicando que estas compensam variações de demanda em diferentes partes do globo. Além disto, os estoques tendem a se distribuir em itens diferentes conforme a região seja marcadamente produtora ou marcadamente consumidora.

Empresas presentes apenas em algum país do grupo BRIC apresentaram maior agregação de produção ao estoque indicando a capacidade de prever com acurácia uma demanda mutável com poucos dados disponíveis para criação de uma série histórica de previsão.

O resultado geral confirma a hipótese de que o valor de estoques bem geridos influencia positivamente o valor das empresas, sendo mais significativa a influência para valor de empresa aferido por método de Fluxo de Caixa Descontado do que por valor de mercado, e ainda mais relevante, em ambos os métodos, para empresas que apresentam melhor gestão de estoques.

Benzer Belgeler