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PROJENİN MEVCUT DURUMU İLE EMLAK KONUT GYO A.Ş. PAYINA DÜŞEN MİKTARININ DEĞERİ

GERÇEKLEŞMİŞ İNŞAAT MALİYETİ

PROJENİN MEVCUT DURUMU İLE EMLAK KONUT GYO A.Ş. PAYINA DÜŞEN MİKTARININ DEĞERİ

Ao construir um instrumento tecnológico para trabalhar ações de educação em saúde junto a uma população sobre um tema de interesse é fundamental que o pesquisador realize a avaliação desse recurso educativo com o público-alvo. Por serem esses sujeitos que irão usufruir da tecnologia, precisa-se ter a certeza de que esse instrumento é compreensível para eles (MARTINS; RIBEIRO; GARRETT, 2003).

No planejamento dessa etapa optou-se por realizar a validação do vídeo com os adolescentes atendidos no Núcleo Albergue João XXIII, instituição pública localizada na cidade Fortaleza-CE, onde foi realizada a pesquisa de Luna (2011), que deu origem à ideia do desenvolvimento do vídeo. No entanto, a demanda reduzida de adolescentes atendidos na referida instituição e a alta rotatividade no período inviabilizaram a operacionalização da etapa avaliativa. Portanto, decidiu-se por escolher outra instituição de acolhimento de adolescentes com vida pregressa de rua. Com o intuito de identificar outra instituição que atendesse adolescentes com as mesmas características do público-alvo do vídeo foi feito o diagnóstico no Município de Fortaleza.

Após algumas tentativas sem êxito adentrou-se no site da Secretária de Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), do Governo do Estado do Ceará. O link que trata das Políticas de Assistência Social, na página referente a Proteção Social Especial, encontrou-se o Abrigo Renascer, instituição com missão de atender adolescentes do sexo masculino na faixa etária de 15 a 18 anos incompletos, com direitos ameaçados e/ou violados, marcados por história de violência doméstica e com vínculos familiares fragilizados, em regime de abrigo.

Então foi elaborada uma solicitação formal (ANEXO A) para se ter acesso ao abrigo Renascer. Naquela oportunidade realizou-se apresentação da proposta de estudo junto à coordenação da referida instituição. Desde o primeiro contato com o abrigo teve-se a receptividade dos profissionais, que se mostraram abertos e reconheceram a importância da proposta investigativa.

Posteriormente, recebeu-se a autorização (ANEXO B) para realizar a etapa de imersão no ambiente de convívio dos adolescentes, que se caracterizou pela integração do pesquisador com os sujeitos, visando a partilhar do cotidiano para compreendê-lo (QUEIROZ et al., 2007). Essa etapa aconteceu por meio de visitas pré-agendadas ao abrigo (ANEXO C), como também pela participação do pesquisador nas atividades realizadas pela instituição.

Na validação do vídeo (pré-editado) com a população-alvo empregou-se o Grupo Focal como técnica de coleta de informações. A escolha advém da sinergia da técnica, da maior diversidade e profundidade das respostas, do esforço combinado dos participantes, o que produz mais informações do que o simples somatório de respostas individualizadas (SOUZA, 2011).

O Grupo Focal é uma técnica de coleta de informações que proporciona a obtenção de dados com profundidade em menor espaço de tempo. Por seu intermédio afloram não apenas as percepções individuais, mas também aquelas oriundas das interações do

coletivo, expressas nas estruturas discursivas e na defesa ou na crítica de temas e aspectos relevantes da pesquisa (RUEDIGER; RICCIO, 2006).

O planejamento e a montagem de grupos focais contemplam algumas características comuns e que são recomendáveis para a aplicação dessa técnica, quais sejam: a) o número de participantes pode variar entre 6 e 12 pessoas e com percentual de 20% de convidados a mais, para eventuais substituições em ausências inesperadas; b) os critérios para a seleção dos participantes das sessões do Grupo Focal (como por exemplo, idade, local de residência, ocupação), são determinados em função dos objetivos do estudo (amostra intencional); c) em geral o delineamento da pesquisa prevê a formação de mais de um grupo focal para obtenção dos dados; d) o Grupo Focal é conduzido por um moderador e é recomendável ser acompanhado por um observador participante; e) no final das sessões a gravação das atividades deve ser transcrita e analisada a fim de que se possa verificar se a condução do grupo necessita de reformulações, adições ou aprofundamento de questões a serem discutidas, como também se os objetivos da técnica foram atingidos.

Os participantes do Grupo Focal foram 10 adolescentes com idade entre 15 e 18 anos incompletos. Os critérios de inclusão foram adolescentes com vida pregressa de rua, estar em acolhimento no abrigo; e apresentar condições físicas e psíquicas para participar do estudo. O critério de exclusão adotado foi adolescente com dificuldade de compreensão para avaliar o vídeo.

A amostra foi não probabilística por conveniência. Os adolescentes em acolhimento no abrigo Renascer foram convidados a participar da pesquisa. Foi explicada a importância do estudo; foram esclarecidas as dúvidas a respeito dos procedimentos da pesquisa; e foi mencionada a necessidade da assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (APÊNDICE F). Uma das vias ficou com o próprio participante e/ou responsável legal.

Ao realizar investigações que envolvem vários encontros com muitos participantes é preciso elaborar um planejamento cuidadoso com vista a evitar as situações que possam inviabilizar a realização do estudo. Elaborou-se o planejamento dos grupos focais por meio de roteiro contendo perguntas norteadoras (APÊNDICE G), que foram afixadas gradativamente, com os tópicos motivadores de discussão, pautadas nos objetivos de cada grupo focal (DAMICO, 2006; SOUZA, 2011).

Com relação ao roteiro dos grupos focais é importante considerar que um bom roteiro para as discussões deve permitir o aprofundamento progressivo (técnica do funil),

como também possibilitar a fluidez de discussão sem que o moderador necessite intervir muitas vezes (SOUZA, 2011).

Na condição de pesquisador, o moderador teve o cuidado de não influenciar nos posicionamentos dos participantes, quer seja bloqueando, quer seja estimulando algumas falas, com vista a evitar vieses na pesquisa. Os grupos focais contaram com a participação de dois observadores, sendo um acadêmico de enfermagem com experiência em coordenação de grupo, e um profissional da própria instituição que após convite aceitou participar do estudo na condição de assistente.

Para possibilitar uma boa condução do grupo foi elaborada uma lista contendo atribuições que cada um dos assistentes desenvolveria durante as sessões grupais, além de ter sido preparada outra lista que continha todos os recursos materiais a serem utilizados. Destaque-se que na fase anterior às sessões grupais teve-se o cuidado de evitar a abordagem precoce dos temas a serem discutidos com detalhes visando ao não enfraquecimento da discussão.

Realizaram-se três grupos focais. As sessões ocorreram em dias alternados, no período da manhã, iniciando-se às 8h30min. A duração média de cada sessão foi de uma hora a uma hora e meia. Cada sessão teve seu objetivo e foi organizada em seis momentos distintos: aquecimento, destinado ao acolhimento dos adolescentes; atividade de integração, espaço aberto para retomar a produção dos grupos anteriores e discutir os tópicos gerados; construção do entendimento, momento de apresentação do vídeo educativo; aprofundamento dos pontos específicos, espaço no qual foram feitas as perguntas norteadoras, sendo as informações mais importantes da discussão profunda registradas; rodada de comentários e avaliação, momento destinado a perguntas e sugestões para o próximo encontro, e realização de uma breve avaliação por meio de resumo das informações discutidas pelos participantes; e o lanche, momento marcado por descontração do grupo.

As sessões foram gravadas em áudio, para posterior transcrição e análise, considerando o acordo firmado no Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A agenda dos três grupos focais foi previamente planejada, compondo um roteiro de temáticas a serem exploradas a partir do interesse da pesquisa antes de começar a coleta das informações.

Benzer Belgeler