C. FAALİYETLERE İLİŞKİN BİLGİ VE DEĞERLENDİRMELER
C.2. Performans Bilgileri
C.2.1. Ajans Çalışma Birimlerinin Faaliyetleri
C.2.1.4. Program Yönetimi Birimi Faaliyetleri
No que tange à dimensão ética, parte-se da compreensão de que pesquisar é uma prática social, para além de determinações burocráticas. Assumo as responsabilidades desse estudo, ciente que ao longo da pesquisa assumi o lugar de pesquisadora, reconhecendo este como um lugar diferenciado que exigia uma ética pautada no diálogo, na partilha de informações e no respeito para com os jovens participantes. Isso inclui desde uma postura assertiva e integradora, de consideração positiva com o outro, à clareza e cuidado em ter prestado os devidos esclarecimentos a respeito desta pesquisa, sem entrar em conflito com a cultura e a vontade dos jovens pesquisados.
Um compromisso que considerei importante respeitar as escolhas e os caminhos de vida de cada um dos jovens, sem preconceitos ou julgamentos e isso não me impedir de enxergar a juventude como um potencial positivo para a sociedade. Ter assumido essa concepção no processo de inserção e no decorrer da pesquisa, se fez imprescindível para a construção e análise crítica dos dados, sob o paradigma da libertação. Emergiu desse estudo o desejo de entender a complexidade e, ao mesmo
tempo, a grandiosidade do universo juvenil, como uma efusão que transita entre descobertas, conflitos e potenciais. Desse reconhecimento sobressai o protagonismo que, muitas vezes, nós, profissionais não enxergamos, mas que se faz latente na juventude. Essa mudança de postura e de olhar, pode vir a favorecer o desenvolvimento de trabalhos com jovens de modo mais eficaz e resoluto.
Considerando as determinações presentes na Resolução CNS 466/12, do Conselho Nacional de Saúde, que normatiza a pesquisa envolvendo seres humanos, esta pesquisa foi submetida, com o intuito de garantir a concordância institucional para a coleta dos dados, na fase após a qualificação, e aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Ceará (UFC), através do sistema Plataforma Brasil, CAEE: 19362013.4.0000.5054 e processo: 488.794 (ANEXO A). Considero também as determinações presentes nos incisos do Art.16 do Código de Ética do Psicólogo. Pontuo a assinatura do Termo de Conhecimento Livre e Esclarecido (APÊNDICES B, C, D) por parte dos jovens participantes e responsáveis, quando se fez necessário.
Junto disso, assumo o compromisso de dar o retorno dos resultados da pesquisa, aos sujeitos participantes direta e indiretamente, reafirmando que ao final da Pesquisa, os dados produzidos serão apresentados ao CUCA e disponibilizada, na integra, na Biblioteca do Centro de Humanidade da UFC. Reintero que esta produção poderá ser apresentada em eventos e congressos, para que um número maior de pessoas possa ter acesso. Finalizo, expressando meu desejo em divulgar e publicar os resultados desta pesquisa, através de textos e artigos científicos, para que possa contribuir com outras produções acadêmicas e cientificas sobre as temáticas aqui tratadas e para se repensar os modos de atuação e intervenção dentro das políticas com juventude na realidade social brasileira.
3 JUVENTUDE(S) E POLÍTICAS PÚBLICAS: ENTRE DIVERSIDADES, OS SENTIDOS E AS NARRATIVAS
Deixa-me ser jovem, não me impeça de lutar; pois a vida nos convida a uma missão realizar. Deixa-me ser jovem, ser livre pra sonhar; não reprima, não reprove o meu jeito de amar.
Fazer também a história e não ser ignorado; preservar os meus valores e não ser massificado.
Muitos jovens sem saber esbanjaram sua idade; alterados se entregaram aos dragões da sociedade.
Não me sinto revoltado, mas quero me explicar; de tanto ser explorado eu me pus a protestar. (Música “Deixa-me ser Jovem”, de José Luiz Rizzieri). No presente capítulo, são apresentadas algumas ideias e questionamentos para tecer produções analíticas sobre as categorias: juventude e políticas públicas. Nesse sentido, evidencia-se o pluralismo dos jovens na modernidade, abordando a questão da sexualidade, bem como as significações dos autores e dos jovens sobre juventude, trazendo a analogia com a imagem de um caleidoscópio. Posterior a isso, teoriza-se sobre o jovem pobre e seu papel de ator social, perpassando seus modos de vida, o sentimento de comunidade e as significações dos jovens pesquisados sobre pobreza. A juventude, neste estudo, representa categoria central, pois nos fornece elementos para compreender o universo dos sujeitos pesquisados e compreender o fenômeno do protagonismo. Em seguida, discute-se a questão das políticas públicas por ser um espaço que existe com a proposta de garantia dos direitos dos jovens, e, além disso, vêm a delinear o lugar onde pesquiso essa juventude. Problematiza-se a questão do acesso desses jovens às políticas públicas e analiso o reconhecimento social produzido nesses espaços, no intuito de tecer os entrelaces entre as leituras teóricas e empíricas.
Abramo (1997) pontua que a academia historicamente tem se destinado a produzir pesquisas, principalmente de mestrado e doutorado, acerca da tematização da juventude, no entanto, voltando-se mais para os aspectos de como as instituições, como escola e família, estão presentes na vida desses jovens. Em contraposição, o intuito desta pesquisa é considerar os próprios jovens, suas experiências e percepções, suas formas de atuação e de percepção das políticas públicas.
A partir desse lugar, reconheço e aponto caminhos de análise das juventudes, reconhecendo que escrever sobre a juventude no Bras il é um ato social e político de militância e crítica à concepção da igualdade pela igualdade, que
homogeneíza o ser humano e se sobrepõe ao reconhecimento da diversidade de condições em que vivem esses jovens. Refiro-me à diversidade étnica, social, cultural, territorial, de gênero e outras que perpassam diferentes gostos, escolhas, problemas, potenciais e sonhos.