9. GELİŞMİŞ ÖZELLİKLER
9.9. Program Ayarlarını Düzenleme
Essa seção corresponde ao segundo período do ensino em Angola que compreende o período de 1991 a 2001. É um dos momentos mais duros e mais sangrentos que o país conheceu. Nesse mesmo período ocorreu a reforma do sistema de educação, que terminou com a aprovação da Lei de Base do Sistema Educativo nº13 de 31 de Dezembro de 2001. Fazem parte das características identitárias desta época as seguintes:
1. Regresso a guerra à, pós as eleições de setembro de 1992; 2. Destruição das infra-instrutoras escolares;
3. Redução das instituições escolares em todo país;
4. Fluxo migratório do campo para as cidades consideradas seguras; 5. Superlotação das escolas dos centros da cidade e periferias; 6. Redução significativa do orçamento alocado à educação.
A guerra civil impediu o cumprimento das propostas educacionais idealizadas no período da campanha eleitoral e frustrou as aspirações de um povo que durante um ano e meio viveu um clima de paz, conforme assinala Ngaba (2012). No início dos anos de 1990, o Ministério da Educação e Cultura,
redefiniu e ampliou os princípios de democratização e gratuidade em torno do projeto da Educação para Todos24, onde se definiu o quinquênio de 1991-1995
como o da Preparação e Reformulação do Novo Sistema Educativo. Entretanto, a guerra civil despovoou as aldeias e municípios, provocando grandes concentrações populacionais nas cidades, como já foi mencionado. Assim, mais de metade da população escolar distribuiu-se pelas províncias de Luanda (30%), Benguela 11,4% e Huíla 13%. Nas restantes províncias, a frequência não alcançava os 10%. (RELATÓRIO ANUAL DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2001)
Nas províncias e municípios que estavam controlados pela UNITA, os problemas eram ainda maiores, porque a frágil e sobressaturada rede escolar era constantemente sacudida pelos bombardeios. Nas zonas ocupadas pelo governo, a pirâmide da população escolar no ensino de base era bastante larga na base e o topo bastante estreito, havendo segundo o relatório anual do Ministério da Educação (2004), 70,4% no 1º nível (1ª, 2ª, 3ª e 4ª série), 10,9% no 2º nível (5ª e 6ª série) e, 5,8% no 3º nível (7ª e 8ª série)25. Nos anos de 1991 até 1996, a taxa
bruta de escolaridade foi reduzida para cerca de 82% no ensino primário no país. Esta redução deve-se ao fato de 75% do território nacional estar ocupado pela UNITA, que não tinha estrutura tanto do ponto de vista financeiro quanto da administração territorial.
A população analfabeta com mais de 15 anos em 1995-96 foi estimada em cerca de 4 milhões de pessoas das quais 2,5 milhões eram mulheres (RELATÓRIO ANUAL DO MED, 2001). Em face desse desastre e do fraco poder de absorção da rede escolar, o Ministério da Educação da Angola retomou as medidas aplicadas na década de 80 no ensino primário. Ampliou as vagas através da aplicação do horário em três turnos e, superlotou as turmas com mais de 80 alunos.
24 A Conferência Mundial sobre Educação para Todos, foi realizada em Jomtien, Tailândia, no dia 5 a 9 de março de 1990e tinha como objetivo universalizar o acesso à educação e promover a eqüidade concentrando a atenção na aprendizagem naampliaçãodos meios e o raio de ação da educação básica, nopropiciamento de um ambiente adequado à aprendizagem e n (Ministério da Educação, 2001)o fortalecimento das alianças com os vários setores e organizações educativas. 25 Os dados apresentados expressam a redução na medida em que o nível foi aumentando. Essa diferenciação deve-se a fatores como guerra que retirava os alunos de 4ª, 5ª, 6ª 7ª e 8ª séries das escolas para o serviço militar obrigatório e compulsivo.
Em 1994 o governo promulgou o Decreto n.º13/94 de 27 de Maio, que cria o Sistema de Informação Regular das Estatísticas da Educação, denominado (SIRED). Aprovou também o Decreto 14/94 que cria o Comitê Nacional das Estatísticas da Educação que tinha a função de organizar os dados referentes ao ensino em todo território nacional. Os dois Decretos tinham objetivos comuns de informar a sociedade Angolana sobre os avanços do ensino no país. Além disso, o Ministério da Educação aprovou ainda o Decreto de n.º10/95. Este Decreto criava os Setores Provinciais de Ensino Especial nas províncias de Angola controladas pelo governo e a realização de um estudo profundo sobre a criação de escolas e formação de especialistas para este subsistema de ensino.
Neste período surgiram as primeiras escolas do ensino particular e levanta- se a questão do reconhecimento dos diplomas de alunos de ensino particular (Colégios). Esta questão levou a promulgação do Decreto executivo n.º 22/95 de 06 de Fevereiro, que determinou a administração de exames de final de nível e provas finais, a todos os alunos dos estabelecimentos de ensino particular, constituídos nos termos do Decreto de n.º 21/91, de 22 de Junho e devidamente licenciados.
No âmbito da formação continuada de docentes e de monitoramento dos quadros da educação, aprovou-se o Despacho conjunto de n.º 183/96 que aprovou o Regulamento Interno da Comissão Técnica de Aperfeiçoamento da Formação (CTAF). No ano seguinte de 1997, foi aprovado o Despacho conjunto n.º5-D/97 que criou o curso de formação de professores, opção Iº Nível. A criação dessa área de formação docente previa a reformulação do sistema educacional dos anos seguintes.
Dois anos mais tarde, fundiu-se o Ministério da Educação com o Ministério da Cultura, passando a ser designado por Ministério da Educação e Cultura que aprovou o Despacho de n.º 115/99 de 13 de Agosto que criou a Unidade Técnica do Programa Escolar que veio mais tarde a criar o programa de merenda escolar para as crianças do ensino primário. No mesmo ano criou-se o Comitê Nacional
para Coordenador do Programa Educação para Todos (CNCPET)26, conforme o
Despacho de n.º116/99.
Além disso, foi criado e aprovado o Despacho n.º9/00 que determinava que, nenhum estabelecimento de ensino particular, pelas atividades curriculares realizadas durante o ano letivo, deveria receber «mensalidades»27 por período superior a dez meses. Este despacho surge em função das tendências mercantilistas das instituições privadas.
No que diz respeito à remuneração de professores, particularmente os professores estagiários, vindo das escolas de formação de professores, foi aprovado um Despacho conjuntou entre o Ministério da Educação e Cultura, das Finanças e da Administração Pública, Emprego e Segurança Social, que recebeu o n.º 13/00. Esse despacho determinou que, os alunos estagiários das Escolas de Professores do Futuro receberiam durante o período de estágio uma gratificação correspondente ao escalão A, índice mais baixo da Tabela salarial da função pública. Esses e outros aspectos aqui elencados ajudaram a identificar os problemas do ensino e prepararam as bases, segundo o Ministério da Educação, para a implementação da segunda reforma educativa.