3.2. Uygulamalarda Karşılaşılan Temel Sorunlar
3.2.2. Probleme Uygun Yöntem(ler)in Seçilmesi Sorunu
Segundo os documentos encontrados, tivemos as seguintes movimentações para aquisição dos terrenos:
Após decisão da escolha dos locais, a Sociedade faz a primeira aquisição da Fabrica da Matriz, proprietária dos terrenos. Contudo, segundo a estrutura da época, a Fábrica da Matriz correspondia as posses pertencentes a Igreja Católica, ou seja, os terrenos em questão pertenciam a Igreja Católica que cedia por meio de Aforamento, os terrenos para as pessoas interessadas, assim a Sociedade teve que proceder dois tipos de ações para completar a aquisição dos Terrenos, uma, com a própria Igreja Católica, proprietária dos terrenos, e outra, com os “inquilinos”, ou seja, os atuais foreiros destes terrenos. Desta maneira, encontramos dois tipos de documentos que comprovam estas movimentações: seis Cartas de Aforamento e seis citações no Diário da Sociedade (Diário). Temos também o registro atualizado do Cartório de Imóveis de Uberlândia, que também cita as seis Cartas de Aforamento.
Assim, começaremos com a aquisição dos “inquilinos” e em seguida partiremos para os documentos oficiais de aforamento.
O custo total com a compra dos terrenos, segundo consta no Diário foi de 13:550$000 (Treze contos, quinhentos e cinquenta mil reis) adquiridos da seguinte forma:
Quadro 4: Terrenos adquiridos (1919-1920).
Nome Data da aquisição Valor
José Thomaz de Rezende 18/06/1919 3:000$000 Joaquim Marques Povoa 18/06/1919 4:000$000
Hyppolito Naves 13/09/1919 2:000$000
Francisco Jorge 23/09/1919 4:000$000
Antônio Culutoria 13/01/1920 300$000
Dª Rita Machado 26/04/1920 250$000
Com relação as Cartas de Aforamento, são também num total de 06 (seis), coincidindo em número com as aquisições descritas acima. As cartas são numeradas de 0181 a 0186117, consecutivamente. Porém, as datas não são coincidentes com as aquisições dos “inquilinos”. As cartas de aforamento são assinadas entre Fabriqueiro (dono das terras, no caso a Igreja Católica de Uberabinha, que foi representada pelo Padre Antônio Pereira Callaço Dias) e Foreiro (inquilino, no caso Sociedade Anonyma Progresso de Uberabinha, representada pelo seu Diretor Carmo Giffoni) da seguinte forma: 0181 em 23 de junho de 1919 e as demais, 0182 a 0186, em 24 de junho de 1919, todas acompanhadas com selo do Thesouro Nacional no valor de $400 (quatrocentos réis) e assinadas por duas testemunhas. As Cartas de Aforamento geravam juntas uma despesa anual de 18$000 (dezoito mil réis) para a Sociedade, sendo que, cada uma equivalia a uma cota de 3$000 (três mil réis) pagos ao Fabriqueiro a título de fôro-annual, uma espécie de aluguel dos terrenos.
Outra informação importante foi a data do registro destes documentos no Cartório, todas em 07 de março de 1921, recebidas pelo 2º Tabelião Odilon José Ferreira conforme tabelas abaixo:
Apresentadas para registro:
Quadro 5: Cartas de Aforamento apresentadas para Registro (1921). Carta Aforamento Protocolo Página Número
0181 1A 88 5524 0182 1A 88 5525 0183 1A 88 5526 0184 1A 88 5527 0185 1A 88 5528 0186 1A 88 5529
Fonte: CARTAS de Aforamento, 1919. Inventário: Coleção
Roberto Carneiro I. p. 87. (CDHIS – Centro de Documentação e Pesquisa em História, Universidade Federal de Uberlândia)
117 Na Certidão do 1º Serviço Registral de Imóveis de Uberlândia-MG em 12 de maio de 2009,
com referência ao Prédio da Escola Estadual de Uberlândia (antigo Ginásio de Uberabinha), cita uma numeração das Cartas de Aforamento equivocada, 1881 a 1886, que na verdade são 0881 a 0886, conforme as Cartas de Aforamento originais arquivadas no Arquivo Roberto Carneiro I no CDHIS/UFU.
Transcritos no Livro:
Quadro 6: Cartas de Aforamento transcritas em Livro Registral (1921). Carta Aforamento Livro n.º Página Número
0181 04 90 v91 406 0182 04 90 v91 407 0183 04 90 v91 408 0184 04 90 v91 409 0185 04 90 v91 410 0186 04 90 v91 411
Fonte: CARTAS de Aforamento, 1919. Inventário: Coleção
Roberto Carneiro I. p. 87. (CDHIS – Centro de Documentação e Pesquisa em História, Universidade Federal de Uberlândia)
Considerando as diferentes datas contidas no Diário da Sociedade e nas Cartas de Aforamento com relação a data exata de aquisição dos terrenos, temos que ressaltar aqui alguns detalhes. O lançamento das receitas e despesas no Diário da Sociedade foram inicialmente lançadas com datas posteriores aos acontecimentos em média, quase 01 (um) ano após os fatos. Essa não coincidência nas datas nos leva a crer na possibilidade que, a efetivação da transferência dos terrenos tenha sido mesmo ocorrida em 07 de março de 1921, data do registro no Cartório, assim os documentos relativos as Cartas de Aforamento, imaginamos foram assinadas com datas propositalmente retroativas, de forma a facilitar o manejo legal dos documentos, fato que foi reforçado na transcrição dos dados cartográficos desses documentos, porém esse detalhe não influência diretamente no teor da discussão neste momento.
Abaixo, apresentamos o modelo da Carta de Aforamento utilizada pela Sociedade na aquisição dos lotes.
AFORAMENTO118
Carta de Rectificação e Ratificação
A Fábrica da Matriz de Uberabinha, Estado de Minas Gerais, pelo seu representante legal abaixo assignado, faz saber que, a requerimento de SOCIEDADE ANONYMA PROGRESSO DE UBERABINHA rectifica e ratifica, pela presente carta, o aforamento do terreno de que o mesmo está de posse, pertencente ao patrimônio da dita Matriz, situado à ____________________________________ com ______ metros de frente, confrontando por um lado com __________________________ por outro lado com __________________________ e pelo fundo com _________________ de accordo com as condições seguintes:
1ª. – O foreiro SOCIEDADE ANONYMA PROGRESSO DE UBERABINHA fica obrigado ao pagamento da quantia de Rs. 3$000 (três mil réis) annual e adeantadamente, a título de foro, pagamento este que terá logar até o dia 28 de Fevereiro de cada anno, sob pena de se poder proceder á cobrança executivamente e mais 10$000 de jois. 2ª. – O aforamento cairá em commisso, deixando o foreiro de pagar os foros devidos por três annos consecutivos.
3ª. – Caso o terreno aforado se destine a edificação (perímetro urbano), esta deverá ter logar dentro de dois annos, a contar da presente data, sob pena de ficar sem effeito este aforamento, salvo prorrogação concedida pelo fabriqueiro.
4ª. – O terreno constante da presente carta não poderá ser dividido em glebas sem consentimento por escripto do fabriqueiro. Em caso de ser permittida a divisão, cada gleba constituirá objecto de nova carta, sendo devolvida á Fabrica e archivada a carta primitiva.
5ª. - O foreiro não pode alienar este aforamento, no todo ou em parte, sem prévio aviso ao fabriqueiro, por escripto, para que este exerça o direito de opção, se lhe conver, caso em que, por escripto, datado e assignado, declarará que quer a preferência na alienação, ficará o foreiro alienante obrigado ao pagamento da quantia equivalente a 2% sobre o preço da alienação, incluindo-se para este effeito o valor de todas as bemfeitorias transmitidas com o terreno.
7ª. – Em caso de cobrança judicial dos foros e laudêmios, correrão as despesas por conta exclusiva do foreiro, para o que, fica estabelecida desde já a multa de Rs. 300$000, a título de indemnisação por despesas e honorários de advogados.
Para firmesa e como prova do que fica dito, faz-se a presente carta e outra de egual theor, ambas assignadas pelo foreiro, REPRESENTADA PELO SEU DIRECTOR PRESIDENTE CARMO GIFFONI, pelo fabriqueiro PADRE ANTÔNIO PEREIRA CALLAÇO DIAS e pelas testemunhas ___xxxxxxxxxxxx______ depois de pagos os impostos devidos, sendo os conhecimentos respectivos annexados ao instrumento em primeiro via, pertencente ao foreiro.
Uberabinha ___ de _______ 1919. O fabriqueiro PADRE ANTÔNIO PEREIRA CALLAÇO DIAS O foreiro CARMO GIFFONI
Testemunha [ilegível]
118 CARTAS de Aforamento, 1919. Inventário: Coleção Roberto Carneiro I. p. 87. (CDHIS
– Centro de Documentação e Pesquisa em História, Universidade Federal de Uberlândia). [cópia de um original em ANEXO VI]
As Cartas de Aforamento apresentaram as seguintes singularidades:
Quadro 7: Cartas de Aforamento: Singularidades (1921). Carta
Aforamento
Frente
(Rua e metros) Lado A Lado B Fundo
0181 Rua Carijós
11 metros
Antônio Henriques
a própria
representante Carlos Miranda 0182
Praça D. Pedro II, esquina da Rua Carijós
10 metros
a dita rua Carijós a própria representante Carlos Miranda e com a representante 0183 Praça D. Pedro II 10 metros ninguém a própria
representante Carlos Miranda 0184 Praça D. Pedro II
10 metros ninguém
a própria
representante Carlos Miranda 0185 Praça D. Pedro II
10 metros ninguém
aprópria
representante Carlos Miranda
0186 Praça D. Pedro II 12 metros Hypolito p Nunes, Laudelino e Canuto F. Guerra e Antônio Calábria a própria representante Izídio Pereira e Carlos Miranda
Fonte: CARTAS de Aforamento, 1919. Inventário: Coleção Roberto Carneiro I. p. 87. (CDHIS
– Centro de Documentação e Pesquisa em História, Universidade Federal de Uberlândia)
E assim definiram a escolha do local onde seria construído o prédio da Sociedade. Segue mapa em ANEXO VII: