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4 PROBLEM TANIMI VE MATEMATİKSEL MODEL

4.1. Problem Tanımı

Os resultados alcançados permitem inferir que a avaliação da educação superior é um tema em discussão por diversos atores da sociedade brasileira, tendo em vista que a questão da qualidade é primordial para a formação de profissionais aptos para atuar no mercado de trabalho.

No Brasil, essa discussão iniciou-se na década de 1980 com o Programa de Avaliação da Reforma Universitária (PARU), sendo essa a primeira proposta de avaliação da educação superior e, a partir daí, não mais saiu da agenda das políticas públicas em educação. Dessa forma, pode-se concluir que os processos de avaliação são induzidos e resultantes de políticas públicas capazes de promover mudanças e adequações na educação superior frente às demandas da sociedade.

Porém, quando se trata de avaliação da educação superior, deve-se considerar que as instituições são diferentes entre si; os cursos, mesmo que tenham nomes similares e outorguem os mesmos títulos, podem ter objetivos e públicos relativamente diferentes.

Uma avaliação para ser mais eficaz deveria propiciar à sociedade informações que permitam às instituições comparar seus desempenhos, identificar suas deficiências e possibilitar, desse modo, melhoria em sua qualidade, permitindo uma melhor utilização dos recursos públicos.

Nesse contexto, para realizar a avaliação da educação superior pode-se utilizar de vários instrumentos e metodologias diferenciadas a cada um desses instrumentos. Ressalta-se que existem outros meios de avaliação no âmbito do Ministério da Educação (MEC), dando- se, porém, prioridade, nesta pesquisa, à análise do ENADE, tendo em vista sua grande inserção na mídia e sua contribuição para o aperfeiçoamento das instituições de ensino superior no Brasil.

Observa-se que, inicialmente, o ENADE não constava da proposta a ser discutida, porém por pressão da sociedade pela manutenção de um instrumento que possibilitasse medir o desempenho dos cursos e, ainda, do Congresso Nacional, o ENADE veio a ser implementado e vem conseguindo alcançar posição de destaque na política de avaliação. De tal maneira que, sem o ENADE, atualmente, seria praticamente impossível realizar a avaliação da educação superior no Brasil, uma vez que este compõe a nota do CPC, do IGC e do IDD.

Com esta pesquisa, observa-se que os resultados do ENADE produzem vários tipos de dados que podem ser classificados de diferentes maneiras: por instituição de educação superior, por categoria administrativa, por região geográfica, por modalidade de ensino, etc. Esses dados permitem a definição de ações voltadas para a melhoria da qualidade dos cursos, por parte dos gestores universitários.

Vale ressaltar que o ENADE permite que haja uma comparabilidade entre os cursos, possibilita um padrão mínimo de qualidade, uma noção do desempenho dos estudantes e, ainda, a percepção dos estudantes sobre sua instituição de ensino superior.

O ENADE passou por correções de rumo durante seu ciclo político, em razão, principalmente, da rotatividade de gestores no INEP e a problemas operacionais, traduzidos em notas técnicas.

Para a gestão universitária é possível evidenciar que o ENADE não trouxe significativas mudanças no cotidiano das IFES, uma vez que tanto coordenadores de cursos quanto pró-reitores tem uma relativa rotatividade nestes cargos, o que prejudica a continuidade do processo, podendo ser provocado por desinformação destes gestores.

Porém, ao se centrar o resultado da avaliação no ENADE, uma única prova, com 40 questões, considera-se o ensino como um produto a ser medido e quantificado, determinando- se um padrão de qualidade, independente das especificidades de cada instituição. Conclui-se que o desempenho dos estudantes apenas não é o indicador mais eficaz para se identificarem as diferenças de qualidade entre os cursos das diversas instituições brasileiras, tendo em vista o contexto socioeconômico e cultural dos estudantes.

Assim, foi possível constatar, ao final desta pesquisa, que a centralidade do ENADE nos processos avaliativos deve ser questionada. É necessário analisar o conjunto da avaliação, e não considerar a avaliação com base nos dados do ENADE desarticulado dos outros instrumentos de avaliação, pois a multiplicidade das informações é que garante que todos os dados sejam levados em conta. Porém, vale ressaltar, com base nos depoimentos, que não seria possível realizar a avaliação, regulação e supervisão da educação superior sem o ENADE.

O que não se pode desconsiderar é que qualquer instrumento de avaliação, seja de diagnóstico ou não, precisa ser constantemente avaliado para verificar se sua aplicabilidade continua sendo de utilidade para a gestão universitária e para a sociedade.

Observa-se que, embora as avaliações possam ser expressas por notas ou conceitos, não devem permanecer somente nessas dimensões. Deve-se levar em consideração que, mesmo que os indicadores possam variar, não se pode deixar de pensar que a mensuração do

desempenho dos estudantes seja importante, visando à melhoria da qualidade da educação superior por intermédio de mudanças curriculares.

É possível concordar com o INEP (2011a) quando afirma que não parece haver um único indicador capaz de alcançar todos os objetivos propostos por um amplo processo avaliativo. No entanto, diferentes aspectos das informações do ENADE podem gerar distintos indicadores, e diversas combinações de indicadores podem interessar públicos diferentes. Assim, é justificável a busca por indicadores novos e/ou aprimorados com base nos resultados desse exame.

Ressalta-se que o SINAES, enquanto sistema, efetua a articulação entre regulação, supervisão e avaliação, e o ENADE constitui-se apenas em um instrumento desse sistema, estando ainda em fase de consolidação.

Benzer Belgeler