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Problem çözümünün aşamalarına göre üst bilişsel fonksiyonları

2. KURAMSAL BİLGİLER VE LİTERATÜR TARAMASI

2.4. Problem Çözme ve Üst Biliş

2.4.1 Problem çözümünün aşamalarına göre üst bilişsel fonksiyonları

Nesta etapa foi adotada a técnica do grupo focal, pois almejava-se obter dados relativos às crenças, percepções e valores referentes aos elementos que compõem o domínio cultural da vida familiar.

O grupo focal pertence à categoria das entrevistas grupais. Segundo Minayo (1993), o que torna a entrevista um instrumento privilegiado de coleta de informações para as ciências sociais é a possibilidade da fala ser reveladora de condições estruturais, de sistemas de valores, normas e símbolos e de, ao mesmo tempo, transmitir, através de um porta-voz, as representações de grupos determinados, em condições históricas, sócio-econômicas e culturais específicas.

A entrevista grupal tem ampliada a sua potencialidade em relação à entrevista individual por permitir aos pesquisadores observarem os processos de interação ocorrendo entre os participantes. Para Iervolino e Pelicioni (2001), uma das riquezas desta técnica é o fato de basear-se na tendência humana de formar opiniões e atitudes na interação com outros indivíduos. As autoras explicitam que “as pessoas, em geral, precisam ouvir as opiniões dos outros antes de formar as suas próprias, e constantemente mudam de posição (ou fundamentam melhor sua posição inicial) quando expostas à discussão em grupo” (IERVOLINO; PELICIONI, 2001, p. 116).

Acrescenta-se a essa potencialidade o fato de que a interação entre os participantes do grupo geralmente diminui o montante de interação entre o facilitador e os membros do grupo, podendo diminuir a influência do pesquisador sobre o processo de entrevista. Acredita-se, assim, que a situação “em grupo” pode reduzir a influência do entrevistador nos sujeitos de pesquisa por inclinar o nível de poder para o grupo (MADRIZ, 2000).

O grupo focal diferencia-se dentre as outras técnicas de entrevistas grupais (ou grupos de discussão) por ter um foco a ser investigado, de modo que o roteiro de entrevista serve como um meio de orientação. Contudo, um atributo necessário para um bom condutor de grupo é a flexibilidade, de modo que permita que a discussão se produza de maneira natural e espontânea, assegurando que as novas questões suscitadas pelo participante sejam examinadas de acordo com a sua pertinência aos objetivos da investigação.

Elaboração do roteiro de entrevista

A equipe do Projeto CADI, coordenada pelo Prof. William Dressler, desenvolveu um roteiro de entrevista semi-estruturado (ANEXO E), com 10 questões.

Como preconizado na literatura, o roteiro é composto primeiramente por questões gerais e, em seguida, por questões mais específicas. Essa ordenação permite que os elementos essenciais apareçam de forma mais natural. Quanto à construção do instrumento, Debus (1994) ressalta que um roteiro de entrevista bem concebido e elaborado permitirá uma melhor investigação da questão a ser explorada.

Procedimento de coleta dos dados

Os dados foram coletados por meio de entrevistas grupais (grupos focais) realizadas por dois assistentes de pesquisa, um coordenador (a autora deste trabalho) e um observador silente. A coordenadora possuía experiência prévia com a técnica de grupo focal. Esse arranjo no manejo do grupo é preconizado na literatura como o mais adequado. Westphal, Bógus e Faria (1996) apontam que, enquanto o moderador conduz o grupo, o observador pode captar informações não verbais e, ao final, ajudar o moderador a analisar os possíveis viéses ocasionados por sua forma de coordenar a sessão. Foi aplicado o mesmo roteiro de entrevista (anexo E) em todos os grupos.

Em cada bairro foi realizada uma única sessão, sendo dessa forma coletadas no total quatro sessões. Os grupos foram realizados em junho de 2002 no bairro da Vila Tibério, em abril de 2003 no bairro Maria Casagrande, em maio de 2003 no bairro José Sampaio e junho de 2003 no Jardim Recreio. Os encontros dos sujeitos dos bairros da Vila Tibério e do Jardim Recreio foram efetuados em um consultório na região central do município E os encontros

dos sujeitos do Maria Casagrande e do José Sampaio foram realizados em escolas do próprio bairro, de forma a facilitar o acesso ao local do grupo, pois esses bairros são distantes do centro da cidade. Foram resguardadas condições adequadas de conforto e privacidade nos locais em que foram realizados os grupos, e almejou-se, na escolha dos locais, que esses fossem neutros e acessíveis aos participantes.

As reuniões tiveram a duração média de uma hora e trinta minutos, tendo sido gravadas e posteriormente transcritas integralmente. Para preservar a identidade dos participantes, houve a troca dos nomes a serem apresentados no tópico referente aos Resultados.

Procedimento de tratamento dos dados

Nos dados provenientes dos grupos focais foi realizada uma análise qualitativa, a saber, a Análise Temática de Conteúdo, tal como proposta por Minayo (1993). Esta autora coloca que elaborar uma análise temática consiste em descobrir os núcleos de sentido que compõem uma comunicação, cuja presença ou freqüência seja significativa para o objetivo analítico visado. Esta análise operacionalmente se desdobra em três etapas: a pré-análise (no qual deve-se realizar uma leitura flutuante, possibilitando que se constitua um corpus e a formulação de hipóteses e objetivos), em seguida realiza-se a exploração do material e, por fim, o tratamento dos resultados obtidos e sua interpretação.

Dessa forma, realizou-se uma leitura exaustiva das entrevistas, na qual se ressaltavam as questões relacionadas à vida familiar. Em seguida, foram observados os conteúdos que se repetiam ou que se mostravam importantes. Posteriormente, foram constituídas categorias temáticas, sendo que alguns relatos foram reagrupados formando subgrupos mais específicos.

Resultados do Módulo 2

Os resultados apresentados referem-se à análise dos quatro grupos focais realizados nos bairros Maria Casagrande, José Sampaio, Vila Tibério e Jardim Recreio.

As categorias de análise propostas foram agrupadas em dois blocos, a saber: Fatores que afeta(ra)m a vida familiar e Valores, funcionamento e organização familiar. As categorias de análise empregadas encontram-se listadas abaixo.

Benzer Belgeler