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Probiyotiklerin sağlık üzerine etkileri

2.1. Probiyotikler

2.1.4. Probiyotiklerin sağlık üzerine etkileri

Esta introdução não objetiva resolver os problemas inerentes ao conhecimento científico, mas posicionar o leitor a respeito de alguns

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Idem, p. 209. As revoluções terminam com a vitória total de uma dos dois campos rivais. Alguma vez o grupo vencedor afirmará que o resultado de sua vitória não corresponde a um progresso autêntico? Isso equivaleria a admitir que o grupo vencedor estava errado e seus oponentes certos. Pelo menos para a afacção vitoriosa, o resultado de uma revolução deve ser o progresso.

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pontos que foram considerados relevantes para a pesquisa. Embora tenha sido mencionado que a questão metodológica que envolve as ciências naturais e as ciências sociais não seja importante para este trabalho, esta posição não tem a pretensão de levar a conclusão de que não há diferenças entre esse dois ramos de estudos. Aquela consideração limita- se à questão referente ao fato de que nem sempre as ciências sociais têm sido consideradas como produtoras de um conhecimento que se caracterize pela objetividade científica, que fundamenta as ciências naturais. Sendo sabido que houve e em certa medida ainda há reservas a aceitação do caráter científico inerente e próprio ao conhecimento vinculado aos fatos sociais ou decorrentes das relações humanas46.

Atualmente, fala-se na pesquisa quantitativa referindo-se às características dos trabalhos realizados nas ciências naturais e em pesquisa qualitativa como sendo aquela forma de abordagem mais indicada para as ciências sociais. Os critérios que envolvem a diferenciação entre essas duas formas de desenvolvimento da pesquisa são interessantes, pois desloca a questão do método47 para um enfoque relativo aos objetivos que se pretende alcançar com a realização do

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ARNAUD, André-Jean; DULCE, Maria José Farinas. Introdução à análise sociológica dos sistemas jurídicos, p. 113. Se tivesse que destacar um elemento constante no desenvolvimento da “ciência social”, desde o momento e que, em meados do século XIX, Comte fundou a Sociologia, esse elemento seria o debate epistemológico ou metodológico permanente e, concomitantemente, polêmico, acerca do status científico das Ciências Sociais.

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VIEGAS, Waldyr. Fundamentos de metodologia científica, p. 123. A palavra método – do grego antigo µετά, no meio de + όδόζ, caminho – significa, etimologicamente, “atalho”, mas na linguagem corrente passou a significar “andar em busca de”.

trabalho científico, afastando-se do critério que considera como fundamental no processo de conhecimento a posição do observador em relação ao objeto pesquisado48. Isto vincula o estudo à construção de um conhecimento que tem uma forte referência prática ligada ao modo de desenvolvimento e objetivos da pesquisa.

A pesquisa quantitativa ou positivista adota uma metodologia que produz um conhecimento de caráter descritivo, formalista, não- analisador e acrítico. O trabalho de caráter quantitativo procura a explicação dos fenômenos ou objetos estudados através de uma descrição da realidade social sem julgamento de valores e preocupações críticas, tomando como ponto de partida a verificação de hipóteses escolhidas a priori.

O valor científico de uma sociologia explicativa-quantitativa está vinculado a uma pretensa objetividade do conhecimento, o que poderia possibilitar a formulação de leis gerais aplicáveis aos fatos sociais e capazes tanto de explicá-los como de prevê-los.

Os procedimentos próprios a uma metodologia do tipo quantitativa se fundamentam em dados estatísticos, objetiváveis, quantificáveis e descontextualizados. Criam uma perspectiva

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LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia científica, p. 47-80. Tratando a respeito dos Métodos Científicos são apresentados de forma didática os métodos de abordagem indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo e dialético. Podendo afirmar-se que estes métodos ilustram de que maneira têm sido considerados os referenciais metodológicos básicos para a construção de um conhecimento com caráter científico.

macrossociológica, na medida em que os sistemas sociais são considerados em sua totalidade. Nessa situação, o objeto das ciências sociais é equiparado ao objeto das ciências naturais.

As pesquisas voltadas para o estudo dos fenômenos sociais que adotam uma metodologia do tipo quantitativa consideram o referencial próprio das ciências naturais para determinar um tipo de conhecimento que se baseie nos critérios de cientificidade modelados pelo positivismo. A atitude científica, então, é pautada em procedimentos objetivos, quantitativos, homogêneos, generalizadores, diferenciadores; as relações causais são ligadas à investigação da natureza ou a estrutura do fato estudado, o extraordinário é um caso particular do que é regular, normal e freqüente49.

A metodologia qualitativa visa a uma pesquisa que propõe a descrição compreensiva do sentido das ações humanas. A realidade social é considerada como algo em diálogo, em interação, em comunicação contínua com o pesquisador.

A ação social é tomada quanto à sua intencionalidade e o momento subjetivo passa para o primeiro plano na realização dos estudos. O objeto de estudo não é transcendente ao sujeito cognoscente, sendo que este, necessariamente, fica implicado no objetivo do

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conhecimento50. As pesquisas qualitativas operam com o pluralismo metodológico.

Sob uma perspectiva qualitativa há uma abordagem microssociológica, o que consiste em estudar os processos concretos de comunicação e de interação da ação social. Acredita-se que essas pesquisas permitam dar um sentido interpretativo aos dados da análise empírico-quantitativa. A pesquisa desenvolvida com base em uma metodologia qualitativa se caracteriza por ser construtivista e compreensiva. Sua base filosófica está principalmente ligada à dialética51 e à fenomenologia52.

Pode-se entender a dialética como um método de enfoque da realidade sob o prisma de sua dinâmica, portanto, sendo constitutivamente mutável e contraditória. Através da análise dialética

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A interdependência e a indissociabilidade são as marcas entre o sujeito e o objeto, ou seja, o sujeito observador é parte integrante do processo cognoscente, dando aos fenômenos significado. O objeto não é inerte, é portador de significados oriundos das relações com os sujeitos.

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MORA, José Ferrater. Dicionário de Filosofia, p. 185-187. Com efeito, dialética significa em Hegel, em primeiro lugar, o momento negativo de toda realidade. Dir-se-á que, por ser a realidade total de caráter dialético – em virtude da identidade prévia entre a realidade e a razão, identidade que faz do método dialético a própria forma em que a realidade se desenvolve – em virtude da identidade prévia entre a realidade e a razão, identidade que faz do método dialético a própria forma em que a realidade se desenvolve – esse caráter afeta o que ela tem de mais positivo. ... A noção de dialética, o método dialético e, por vezes, a chamada “lógica dialética” são centrais no marxismo ... . Um caráter comum a quase todos os pensadores marxistas é fazer da dialética um método para descrever e entender não, como em Hegel, o autodesenvolvimento de “a Idéia”, mas a realidade enquanto realidade “empírica”. ... Em sua Crítica da Razão Dialética, Sartre apresenta a atividade dialética como “totalizante”. A razão dialética constitui um todo que deve fundar-se a si mesmo.

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A fenomenologia foi criada pelo filósofo Edmund Husserl, que propõe um método baseado na “redução fenomenológica” que em síntese consiste no seguinte; por meio da análise de como o entendimento intervém no conhecimento das realidades da experiência, permitindo definir o campo da consciência interior e chegar assim aos próprios fenômenos na forma como se apresentam a essa consciência, isto é, atingir a essência real das coisas. Na prática, esse método consiste numa descrição da gênese dos conceitos, o que possibilitaria delimitar os elementos objetivos e subjetivos que intervêm no ato de conhecer.

seria possível descobrir o significado das ações e das relações que se ocultam nas estruturas sociais.

A fenomenologia consiste em uma abordagem do objeto em que deve ser ultrapassada sua aparência para alcançar a essência de sua realidade fenomênica, para tanto usa-se o interacionismo e a etnometodologia. O interacionismo, pautado na teoria do ator, funda-se na idéia básica segundo a qual os indivíduos forjam comportamentos antecipados de outrem e agem em razão de comportamentos esperados dos outros. Assim, o indivíduo é entendido como um intérprete do mundo que o rodeia. A etnometodologia investiga o cotidiano dos pesquisados e o significado que eles atribuem aos acontecimentos diários e triviais. A análise fenomenológica tem como referência, ou ponto de partida, o indivíduo.

A respeito do conhecimento formulado no campo das ciências sociais ou das ciências naturais, no que tange à sua natureza científica, reporta-se a Boaventura de Souza Santos que, ao inspirar-se em Jacques Rousseau (1750) a propósito de alguns questionamentos elementares a respeito da ciência e do senso comum, indaga “pelo papel de todo o conhecimento científico acumulado no enriquecimento ou no empobrecimento prático das nossas vidas, ou seja, pelo contributo

positivo ou negativo da ciência para a nossa felicidade”53. Até que ponto a ciência melhorou ou poderá melhorar a vida humana?

A complexidade desta pergunta parece irredutível, porque na cultura ocidental foi incorporada à idéia da ciência a crença quanto ao avanço tecnológico e progresso, sendo decorrência disso os benefícios materiais aos quais as pessoas passaram a ter acesso54 a partir da elaboração de um conhecimento marcado por especificidades que lhe confere o caráter de científico. Contudo, não se pode negar que referido “progresso científico” trouxe conseqüências dramáticas para a vida humana individual e coletiva. A devastação dos ecossistemas (fauna e flora), o que ameaça a qualidade de vida em período de tempo muito próximo; a violência globalizada através das organizações de caráter ideológico-religioso (terrorismo islâmico e de Estado)55 e criminosa (tráfico internacional de drogas e armas)56; a solidão e o sedentarismo das pessoas, levando as mesmas ao uso cada vez mais disseminado de antidepressivos e drogas lícitas do

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SANTOS,Boaventura de Souza.Um discurso sobre as ciências, p. 8-9.

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CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia, p. 258. Por que, então, temos a ilusão do progresso e de evolução? Por dois motivos principais: ... 1 ... Do lado do cientista, o progresso é uma vivência subjetiva; ... 2. do lado dos não cientistas, porque vivemos sob a ideologia do progresso e da evolução do “novo” e do “fantástico”. Além disso, vemos os resultados tecnológicos das ciências: naves espaciais, computadores, satélites, fornos de microondas, telefones celulares, cura de doenças julgadas incuráveis, objetos plásticos descartáveis, e esses resultados tecnológicos são apresentados pelos

governos, pelas empresas e pela propaganda como “signos do progresso” e não da diferença temporal. Do lado dos não cientistas, o progresso é uma crença ideológica. (grifo nosso)

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BARELA, José Eduardo. O massacre dos inocentes. Revista Veja, p. 106-109. 56

comportamento57, bem como as doenças (como a obesidade) exigindo tratamentos cada vez mais agressivos à fisiologia humana; exemplificam os múltiplos aspectos que envolvem a questão de afirmar- se acriticamente as maravilhas produzidas pelo conhecimento científico na contemporaneidade.

Duas observações são pertinentes, a posição apresentada a respeito da ilusão quanto à melhoria da qualidade de vida a partir do conhecimento científico e, sobretudo, de seu progresso não tem o objetivo de desconsiderar as conquistas das ciências natural e social, mas de contextualizar o Homem, pois não se usufrui esses benefícios sem contrapartida. Vários problemas inerentes à vida humana foram resolvidos, no entanto, vive-se em um mundo repleto de outros tantos problemas à espera de solução. O que se pretende é afirmar as diferenças nos modos de vida em cada tempo, sempre repletos de expectativas. Ressalta-se, ainda, que é irrenunciável o papel da ciência na condução do conhecimento em busca de uma melhoria geral na condição de existência do Homem.

A partir das considerações anteriores, é reafirmada a posição segundo a qual é possível especular que, no paradigma emergente, “a distinção dicotômica entre ciências naturais e ciências sociais deixou de

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ter sentido e utilidade”58. Isto se deve a quê, segundo Boaventura de Sousa Santos;

a concepção mecanicista da matéria e da natureza a que contrapõe, com pressuposta evidência, os conceitos de ser humano, cultura e sociedade. Os avanços recentes da física e da biologia põem em causa a distinção entre orgânico e inorgânico, entre seres vivos e matéria inerte e mesmo entre o humano e o não-humano59.

Há uma convergência entre as diferentes formas de conhecimento, haja vista uma ontologia renascida na contemporaneidade em decorrência das frustrações que as restrições cientificistas60 criaram através das especialidades e compartimentação do conhecimento. A prometida redução da complexidade proposta através da subordinação do conhecimento ao método de análise do objeto revelou-se inconsistente, pois o Homem continua sem resposta para problemas fundamentais relativos à sua existência.

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SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências, p. 37.

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Idem, p. 37.

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CHAUÍ, Marilena. Op. cit., p. 280. O cientificismo é a crença infundada de que a ciência pode e deve conhecer tudo, que, de fato, conhece tudo e é a explicação causal das leis da realidade tal como esta é em si mesma.