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4. BULGULAR ve TARTIŞMA

4.1. Fizikokimyasal analiz sonuçları

4.1.3. Probiyotik peynir üretiminde kullanılan sütün ve probiyotik peynir

A área estudada situa-se na borda nordeste da Bacia Sedimentar do Paraná, unidade geotectônica desenvolvida sobre a Plataforma Sul-Americana, a partir do Neo- Ordociano/Siluviano (MILANI et al., 1994). Na região mais profunda da Bacia no Estado de

São Paulo, que engloba o Pontal do Paranapanema, o total de sedimentos e lavas basálticas é de, aproximadamente 5.000 m de espessura (INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1980 e 1981; ZÁLAN et al., 1990).

A Bacia do Paraná, após atravessar longo período de relativa estabilidade, cujo apogeu, no Permiano, é marcado pela deposição dos sedimentos do Subgrupo Irati (HACHIRO et al., 1993), começa a registrar os primeiros sinais dos intensos processos

tectônicos que culminariam, no início do Cretáceo, com o extravasamento das lavas basálticas da Formação Serra Geral.

Como evidência mais antiga de tal tectonismo, Soares e Landim (1973) destacam a desconformidade existente entre os folhelhos pretos da Formação Irati para arenitos e siltitos da Formação Serra Alta, sobreposta, bem reconhecida no nordeste da Bacia do Paraná. Hachiro et al. (1993) também destacam, na região do Domo de Pitanga, a

descontinuidade entre estes folhelhos e os siltitos da Formação Corumbataí. Adicionalmente, Riccomini et al. (1992) descrevem diques clásticos na Formação

Corumbataí, na região de Ipeúna e Charqueada (SP); Chamami et al. (1992) descrevem

estruturas semelhantes, injeções de areia e falhas com rejeito decimétrico, em camadas de dunas eólicas da porção inferior da Formação Pirambóia.

Estas manifestações são interpretadas (e.g. FERNANDES e COIMBRA, 1993; RICCOMINI, 1995 e 1997) como resultado de abalos sísmicos durante os estágios precursores da ruptura continental que afetou o megacontinente Gondwana, culminando com a abertura do Oceano Atlântico Sul. Esse cenário influenciou, em maior ou menor grau e dependendo da posição geográfica, a deposição das unidades do Grupo São Bento, as quais encerram o ciclo deposicional relativo à Bacia do Paraná, que tem como marco superior o magmatismo Serra Geral.

4.3.2.1. Grupo São Bento

Este Grupo é composto, da base para o topo, pelas formações Pirambóia, Botucatu e Serra Geral. Como as duas primeiras não afloram na região estudada, apresenta-se, a seguir, apenas a descrição da Formação Serra Geral.

4.3.2.1.1. Formação Serra Geral

As rochas desta Formação apresentam, além daquela mancha maior na região do eixo do reservatório, apenas quatro pequenas ocorrências na área estudada. A maior delas

junto à margem direita do reservatório, entre a foz do Córrego do Osório/Araçatubinha e a desembocadura do ribeirão Lambari. As demais são de dimensões reduzidas e situam-se, uma a noroeste de Guararapes, no vale do Ribeirão Azul; outra junto à área urbana de Araçatuba e, a terceira, do lado da margem direita do Rio Tietê, a noroeste de Buritama.

As rochas eruptivas desta Formação constituem um conjunto de derrames de basaltos toleíticos de espessura individual aflorante bastante variável, desde poucos metros a mais de 50 m, e extensão, também individual, que pode ultrapassar a dez quilômetros. Neles intercalam-se arenitos semelhantes aos da Formação Botucatu, a maioria com estruturas típicas de dunas e outros indicando deposição subaquosa.

A espessura máxima da Formação foi medida em sondagem em Cuiabá Paulista (Pontal do Paranapanema, Estado de São Paulo), indicando 1.700 m de derrames (ALMEIDA, 1986). Tal pacote adelgaça-se para as bordas do Planalto Ocidental, onde as serras basálticas possivelmente não alcançam um terço desse valor (INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1981). Na área de interesse, segundo Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (1983), sua espessura varia de 600m a 900m, com tendência de aumento de leste para oeste.

Os derrames são constituídos por rochas de coloração cinza escura a negra, em geral afaníticas. Naqueles mais espessos, a zona central é maciça, microcristalina e apresenta-se fraturada por juntas subverticais de contração (disjunção colunar). A parte superior dos derrames, numa espessura que pode alcançar 20 m (LEINZ et al., 1966, apud

INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1981), aparecem vesículas e amígdalas (estas parcial ou totalmente preenchidas por calcedônia, quartzo, calcita, zeólitas e nontronita), além de grandes geodos que podem ocorrer na sua parte mais profunda. A porção basal dos derrames também pode apresentar tais características, porém em espessura e abundância sensivelmente mais reduzidas. Tanto a base como o topo dos grandes derrames apresentam juntas horizontais, o que se deve , em parte, ao escoamento laminar da lava no seu interior.

As investigações diretas efetuadas por meio de sondagens na região de Pereira Barreto (GEOSONDA, 1982b e 1987; CESP, 1982a, b e d; CESP, 1988 apud INSTITUTO

DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, 1989a) denotaram que os basaltos da Formação Serra Geral apresentam-se alterados, na maioria dos locais, para argila siltosa.

De acordo com o mesmo estudo (INSTITUTO DE PESQUISAS TECNOLÓGICAS DO ESTADO DE SÃO PAULO, op. cit.), a espessura do manto de alteração da Formação

Serra Geral é bastante variável; ela tende a ser mínima ou nula nas áreas onde se têm pacotes significativos de sedimentos (dezenas de metros) das formações superiores, com colúvios e elúvios associados. Por outro lado, apresentam espessamento considerável nas

áreas de exposição (ou próximas delas) da Formação, onde se constata valores maiores que 15 m. É muito comum observarem-se, capeando o manto de alteração basáltico, ou a própria rocha, camadas decimétricas a métricas de brecha basáltica, de matriz areno- calcária ou arenosa, denotando a ação de agentes antecendentes à deposição dos sedimentos suprajacentes.

O contato superior da Formação Serra Geral com as unidades da Bacia Bauru é discordante, marcado por importante superfície erosiva, Superfície Japi de ALMEIDA (1964,

apud RICCOMINI, 1995), cujo desenvolvimento resultou na destruição dos aparelhos

vulcânicos e na exposição de diques e outras estruturas subvulcânicas (ALMEIDA, 1986).