3.4. SEÇİLMİŞ BANKA PERFORMANS GÖSTERGELERİ İLE BANKA BİRLEŞME VE
3.4.2. Probit Model Yöntemi
TIPO DE SABER UTILIZADO
História Con. Científico Con. Experiência Cre. Revelação Cre. Op. Comum Cre. Op. Relativa Cre. Op. Coletiva 1 2 N TOTAL
Grade 8A – Ocorrência dos tipos de saber por personagens
Grade 8B22 – Ocorrência dos tipos de saber na instância narrativa
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Uma vez que narrador e personagens não poderiam integrar uma mesma categoria, optamos por dividir a grade 8 a fim de identificar a utilização dos tipos de saber, no primeiro caso, em relação aos personagens e, no segundo caso, considerando a instância narrativa.
TIPO DE SABER UTILIZADO
Personagem Con. Científico Con. Experiência Cr. Revelação Cr. Op. Comum Cr. Op. Relativa Cr. Op.
Coletiva FREQUÊNCIA OCORRÊNCIA X Y Z Instância Narrativa Con. Científico Con. Experiência Cr. Revelação Cr. Op. Comum Cr. Op. Relativa Cr. Op.
Coletiva FREQUÊNCIA OCORRÊNCIA Narrador-
ser-de-
palavra
Narrador-
Grade 9A – Imaginários sócio-discursivos nas histórias 1-5 e 7-11 História N° Arg. Tipo de saber utilizado Conteúdo do Argumento Universo de Discurso 1 1 2 3 n 1 2 3 4
Grade 9B23 – Imaginários sócio-discursivos na história 6
Gostaríamos ainda de ressaltar que, pelo fato das histórias em quadrinhos entrelaçarem enunciados icônicos e verbais em sua significação discursiva, o estudo da imagem não foi desconsiderado. Entretanto, a análise das imagens foi realizada a partir do uso das mesmas categorias de análise do material linguageiro, entendendo-os aqui como componentes complementares.
É oportuno ainda ressaltar que a pesquisa não se atentou exclusivamente para o conteúdo manifesto nas historinhas, pois a análise do discurso prevê o estudo dos gêneros discursivos a partir de três dimensões: situação de comunicação, modos de organização do discurso e categorias de língua. Nesse sentido as conclusões não serão apoiadas em dados
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Devido ao tamanho da história 6 e ao grande número de argumento presentes na narrativa, verificou-se a necessidade de apresentar uma grade de análise exclusiva para esta história, no que tange à síntese dos imaginários sócio-discursivos. História N° Argumento Tipo de saber utilizado Conteúdo do Argumento Universo de Discurso 6 1 2 3
quantitativos, numa visão estática ou meramente em um nível de simples denúncia. O estudo procurou aprofundar sua análise tratando de desvendar o conteúdo latente que as representações das HQ’s possuem, auxiliando assim na construção do imaginário sócio- discursivo em relação ao homem do campo.
Podemos sintetizar nossa proposta de análise a partir do diagrama abaixo, apresentado na FIGURA 6:
*Lembramos que os elementos destacados serão trabalhados no nível discursivo.
FIGURA 6 – Diagrama da proposta de análise
Acreditamos que através de uma investigação sistematizada destes eixos foi possível encontrarmos os principais componentes utilizados para a construção do ethos do homem do campo em nosso corpus.
2.4Morfologia das Histórias em Quadrinhos
Para que pudéssemos investigar a construção ethótica do homem do campo a partir das narrativas de Chico Bento, foi preciso que compreendêssemos toda a estrutura e a organização das histórias em quadrinhos. As HQ’s possuem uma dinâmica estrutural e discursiva peculiar, que não pode ser negligenciada na fase de análise. Neste sentido, apresentaremos uma síntese sobre a morfologia dos quadrinhos, de acordo com os apontamentos teóricos fornecidos por Santos (2002).
Podemos dizer que um leitor só entenderá a linguagem quadrinhográfica caso os elementos que compõem esta linguagem façam sentido para ele. Isto quer dizer que a semântica e estrutura das histórias em quadrinhos funcionam como regras, previamente estabelecidas entre o produtor e seus leitores. Esse acordo é referente tanto às características estruturais e contratuais do gênero discursivo quadrinhos, quanto em relação à temática abordada. De acordo com Eco (1979, apud SANTOS, 2002, p.15-16) “elementos iconográficos compõem uma trama de convenções mais ampla, que passa constituir um verdadeiro repertório simbólico, facilmente percebido e decodificado pelo público-leitor a eles acostumados”.
Sob essa mesma ótica, Charaudeau (1992) defende a existência de um contrato de comunicação para que a situação comunicativa se efetive. Neste caso, é necessário que os interlocutores compartilhem o mesmo universo de práticas e costumes sociais, e coloquem- nos em funcionamento por meio das representações linguageira.
Em relação aos quadrinhos, a própria relação entre texto e imagem já é uma convenção, pois é esta relação que irá garantir a continuidade narrativa de cada história. De acordo com Santos (2002) as histórias em quadrinhos são narrativas feitas com desenhos seqüenciais, que conjugam elementos verbais e visuais, e normalmente são constituídas por requadro, balões, recordatário, onomatopéia, metáforas visuais e linhas cinéticas. Retomaremos abaixo essa taxonomia desenvolvida por Santos (2002) em uma breve exposição. Pode-se dizer que tais elementos funcionam também como normas estabelecidas para a intercompreensão dos sujeitos comunicantes.
O requadro é a marcação visual de cada cena, isto é, são as linhas que delimitam cada quadrinho da história apresentada. Além de separarem as cenas de cada seqüenciada narrativa, possuem uma função metalingüística. O tipo de traçado irá apresentar características e particularidades no desenvolvimento da narrativa. Podem indicar o tempo, a ilimitação de um espaço, etc.
Os balões são os elementos mais conhecidos da linguagem quadrinhográfica. São neles que estão inseridas as falas, os pensamentos e o estado emocional dos personagens. O entendimento do balão é preliminar para a decifração dos demais signos da historinha. Os balões podem ser24: balão-simples (indica a fala); balão-pensamento; balão-cochicho; balão- trêmulo (indica medo); balão-splash (indica raiva ou exaltação); balões intercalados (demonstram várias falas de um mesmo emissor, com pausas, indicando hesitação). Os balões costumam ser acompanhados de um prolongamento, o rabicho, que é o indicador do dono de cada fala.
Os recordatórios são painéis, inseridos no meio das seqüências, que têm como funções principais: resumir a história da publicação anterior, indicar que dois acontecimentos são simultâneos numa mesma narrativa (Enquanto isso...) e estabelecer mudança de tempo ou espaço. Geralmente, os recordatórios são atribuídos a uma terceira pessoa, mais freqüentemente, o narrador.
Ainda em relação ao código verbal, as onomatopéias funcionam como palavras imitativas, isto é, representações aproximadas de ruídos na composição da cena. São consideradas elementos verbais e icônicos e podem reproduzir os mais diversos efeitos sonoros.
Outro elemento icônico bastante usado nas convenções dos quadrinhos são as metáforas visuais. As metáforas acontecem quando existe a associação de uma imagem a um conceito ou idéia diferente de seu original, funcionando como uma simbologia figurativa. É comum encontrar-se lâmpadas sobre a cabeça dos personagens, indicando que estes tiveram uma idéia, ou mesmo estrelas sobrevoarem a cabeça de alguém que está com dor ou machucado.
Por fim, pode-se dizer que as linhas cinéticas também compõem os elementos acordados entre os interlocutores dos quadrinhos. Tais linhas são responsáveis pela indicação do movimento dos personagens ou de objetos na cena narrada. Através das linhas cinéticas, a história ganha em dinamismo e verossimilhança.
24
Para melhor elucidação de tais conceitos ver SANTOS, Roberto Elísio dos. Para reler os quadrinhos Disney: linguagem, evolução e análise das HQ’s. São Paulo: Paulinas, 2002.
2.5Considerações finais
A apresentação dos pontos acima mencionados visava a especificação de nossos procedimentos metodológicos afim de que fique evidenciado o modo e as etapas de elaboração do presente trabalho. Procuramos ressaltar as categorias que nos serviram de base para a análise para que sejam entendidos de que maneira procuramos encontrar os elementos constituintes do ethos de Chico Bento e, conseqüentemente, do homem do campo brasileiro. No próximo capítulo, As imagens do rural e urbano em Chico Bento, apresentaremos os resultados de nossas investigações. Os imaginários sócio-discursivos utilizados para a construção das ethé do personagem Chico Bento foram identificados por meio dos procedimentos teóricos metodológicos por nós aplicados.
CAPÍTU LO 3
AS IMAGEN S D O RU RAL E D O U RBAN O EM CH ICO
3.1Considerações iniciais
Conforme apresentamos anteriormente, a proposta da presente dissertação de mestrado é tratar do estudo dos recursos utilizados na construção do imaginário sócio-discursivo referente ao homem do campo, a partir dos traços que caracterizam o ethos do personagem Chico Bento, de Maurício de Sousa. Por acreditarmos na construção do ethos por meio de elementos prévios e discursivos que, articulados, irão formar a imagem de si no discurso, nossa investigação foi estruturada a partir destes dois elementos.
No que tange ao aspecto situacional, estabelecemos como unidades de análise as informações previamente conhecidas a respeito do personagem Chico Bento, de sua revista em quadrinhos e as idéias socialmente circulantes sobre o homem do campo de maneira geral. Em relação ao personagem Chico Bento, foram consideradas as informações circulantes na sociedade sobre ele, como, por exemplo, a sua dificuldade de aprendizado e seu falar “errado”, além daquelas que tivemos acesso a partir da pesquisa bibliográfica.
Já as idéias relativas ao homem do campo de maneira geral, tivemos dificuldade de estabelecê-las, uma vez que a quantidade de informações bem como as representações sociais, os estereótipos e os imaginários sócio-discursivos sobre este grupo é bem abrangente. Preferimos, então, identificar estas informações no nível discursivo, pois a presença de determinadas informações ou imaginários no nível discursivo revelavam que estes existiam previamente.
No âmbito discursivo, o ethos se forma a partir do que é dito e do como é dito. Para termos acesso a tais elementos, elegemos dois eixos de referência que nortearam as nossas análises. Em um primeiro momento, analisamos a construção discursiva por meio de categorias oriundas do modo de organização narrativo e do modo de organização descritivo. Em um segundo momento, procuramos estabelecer as devidas correspondências entre os dados obtidos na fase anterior com os possíveis imaginários sócio-discursivos aos quais eles remetem.
3.2Nível Prévio
Chico foi criado pelo roteirista Maurício de Sousa em 1961 e lançado em revista própria em agosto de 1982. Foi inspirado no tio-avô de Maurício. É um caipira do interior de São Paulo, inicialmente caracterizado em idade adulta e que aos poucos foi tomando sua forma infantil definitiva.
Nas HQ’s, Chico Bento vive com seus pais (Nhô Bento e Cotinha) em uma pequena propriedade rural, através da agricultura de subsistência. Entre seus amigos estão a galinha Giselda, o porco Torresmo, seu primo Zé Lelé, sua namorada Rosinha, a professora Dona Marocas e seus amigos Hiro e Zé da Roça.
Outro amigo de Chico é Zeca, seu primo que vive na cidade. Existem ainda Nhô Lau, dona da goiabeira mais bonita da roça e de quem o garoto rouba as frutas, e o Padre Lino. A Turma de Chico vivencia o cotidiano rural: o trabalho com a terra, o cuidado com os animais, a valorização das lendas e costumes do campo.
Chico Bento aparece descalço em praticamente todas as narrativas, mesmo para trabalhar, ir à escola ou quando está frio. Entretanto, por vezes usa suas botinas para um encontro com Rosinha ou quando vai à cidade visitar seu primo Zeca. Está sempre de calças quadriculadas e chapéu de palha esganiçado. Contrariamente aos costumes do interior, é filho único, assim como todas as outras crianças de sua turma.
De acordo com Benjamin Natal (2005), a grande diferença de Chico Bento para os demais personagens de Maurício de Sousa é o fato de Chico ser o único personagem que declaradamente vai à escola. Entretanto, essa freqüência não significa que o garoto goste ou tenha êxito em sue desempenho escolar. Ainda segundo o autor, “a escola de Chico nada mais é do que uma fonte de conflitos com seu desinteresse e aparente incapacidade de estudar”.
3.3Nível Discursivo
Para identificarmos como acontece a estruturação discursiva da construção ethótica, dividimos nossas análises a partir dos sujeitos da comunicação, modos de organização do discurso narrativo e descritivo e dos imaginários sócio-discursivos.
3.3.1 Sujeitos da comunicação
Tomaremos como base o quadro dos sujeitos da linguagem de Charaudeau (2008), mas apresentaremos já com uma aplicação na situação de comunicação por nós analisada:
FIGURA 7 – Encenação do ato linguageiro nos quadrinhos de Chico Bento
Conforme é possível perceber, apresentamos a situação de comunicação do nosso objeto de estudo. Trata-se de uma história em quadrinhos do personagem Chico Bento que é veiculado no suporte gibi, cujo nome é Revista Chico Bento. Podemos dizer que finalidade comunicativa desta situação de comunicação é a narração de uma história e promover o entretenimento através dessa narrativa.
No espaço externo, temos todas as circunstâncias sócio-culturais na qual esta situação de comunicação está inserida. Podemos exemplificar essas circunstâncias pelos seguintes dados: local de produção (São Paulo – Brasil), data de publicação (entre os anos de 1995 a 2004), contexto brasileiro e mundial da época, informações sobre a Maurício de Sousa Produções, etc. No espaço interno, teremos o desenvolvimento da história, isto é, os enunciados apresentados no gibi. O conteúdo destes enunciados irá variar de acordo com a temática da narrativa, a finalidade dos personagens, etc.
Passemos então à análise dos sujeitos presentes nessa situação de comunicação. No espaço externo, temos como EUc Maurício de Sousa e os demais roteiristas e profissionais que produzem as histórias25. São estes sujeitos, dotados de suas características psicossociais, os responsáveis pelo projeto discursivo de cada narrativa. Ainda no espaço externo, encontramos o TUi, representado aqui por qualquer leitor destas histórias em quadrinhos.
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Atualmente, Maurício de Sousa praticamente só escreve as histórias do personagem Horácio, apesar de sua assinatura estar inserida em todas as histórias de seus personagens. Por isso, adotamos no quadro a sigla da Maurício de Sousa Produções (MSP) para definir esse conjunto de pessoas responsáveis pelas histórias.
No espaço interno, encontramos o par EUe e TUd. O enunciador desta situação de comunicação é o narrador da história, entendido aqui como a projeção feita pelos roteiristas. É interessante pontuar que nem sempre há uma marcação lingüística explícita para a presença deste narrador. Por isso, estabelecemos em nossas análises uma diferenciação: narrador-se-de- palavra e narrador-ser-icônico26. O TUd é o destinatário ideal projetado para esta situação comunicativa, que no caso, pode ser identificado por crianças da cidade, uma vez que são elas que compram e têm, na maioria das vezes, acesso a essa publicação.
Neste processo de construção discursiva, o EUc (roteirista da cidade), através de seu EUe (narrador) dá voz e constrói os personagens tendo como TUd crianças da cidade. Essa criação dos personagens deve estar pautada em um universo de referência comum aos habitantes da cidade, uma vez que são os sujeitos idealizados para a recepção desta situação comunicativa.
3.3.2 Modo de organização narrativo
De acordo com Charaudeau (2008), o modo de organização narrativo do discurso permite a construção de uma realidade, de uma experiência, a partir do desenrolar de ações sucessivas, de um modo específico, a um destinatário.
Em nosso corpus, a ordem narrativa nas histórias em quadrinhos é descrita em torno de relações conceituais entre tipos de fazer. Geralmente, observamos a possibilidade de identificar uma ação principal que irá nortear toda a seqüência narrativa. Os eventos se sucedem de acordo com uma relação de coerência, obedecendo à lógica de causa- conseqüência. Foi possível perceber que as histórias em quadrinhos do Chico Bento obedecem a uma estrutura regular no que diz respeito à função narrativa. Cada história analisada é composta por uma seqüência que varia de duas a cinco ações27.
A estrutura da narrativa nas histórias em quadrinhos se assemelha bastante à estrutura do conto maravilhoso proposto por Propp (1984): a história habitualmente começa com uma situação inicial que é sucedida por algumas funções (ou ações) que tendem a ser recorrentes. Mais uma vez podemos notar uma regularidade na estruturação da narrativa. Todas as histórias tendem a se organizar de maneira conclusiva: a seqüência de ações e os argumentos que nelas estão inseridos visam a levar o leitor a aceitar como verossímil as proposições
26
Estas duas configurações da instância narrativa serão explicadas posteriormente em nosso trabalho. 27
Foram consideradas as ações principais para o entendimento da narrativa, isto é, estabelecemos como ações principais aquelas que seriam capazes de sintetizar a narrativa, condensando o sentido da história sem prejuízos pela exclusão de ações secundárias.
apresentadas. Em geral, podemos dizer que os processos narrativos são positivos, isto é, existe um melhoramento do estado inicial e que o conteúdo temático das conclusões trazidas pelos processos narrativos refere-se ao universo rural.
Embora as histórias em quadrinhos se organizem de maneira predominantemente narrativa, podemos observar que existe uma tentativa de persuadir o leitor sobre determinadas teses. Pensamos que o conceito de dimensão argumentativa desenvolvido por Amossy (2006), ilustraria esta situação. Segundo este conceito, alguns discursos têm por objetivo uma ação sobre um público, mesmo não havendo estratégias explícitas de argumentação ou a presença de categorias lingüísticas definidoras do fazer argumentativo/persuasivo. Tais discursos exercem uma influência sobre seu público sem, no entanto, construir uma empreitada de persuasão.
Nesse sentido, qualquer gênero de discurso pode ter uma dimensão argumentativa, mas somente alguns deles poderão ter uma visada argumentativa, ou seja, fornecer argumentos ou razões em apoio a uma tese. No corpus em questão, observamos elementos na construção da imagem do homem do campo que poderiam funcionar como argumentos no sentido clássico do termo. Entretanto, não podemos dizer que as histórias em quadrinhos possuiriam uma visada argumentativa, mas sim uma dimensão argumentativa.
I. Papéis Actanciais
O principal componente da estrutura narrativa são os personagens (alocutores). Os personagens desempenham função primordial dentro da estrutura narrativa. Através destas funções, podemos identificar também a quais sistemas de valores os personagens e suas ações estão relacionados.
Procuramos identificar os papéis actanciais mais recorrentes nas historias analisadas, tendo como base o questionário sobre actantes narrativos proposto por Charaudeau (2008). Gostaríamos de ressaltar que a adoção deste questionário como instrumento de análise bem como de suas especificações não visa a determinar posições fixas para os personagens. Segundo o próprio Charaudeau (2008, p.62) “a estrutura dos actantes de uma história é somente uma das organizações possíveis”.
Através dos resultados obtidos com a aplicação do questionário nas narrativas, tivemos acesso a uma organização actancial da história, que nos permitiu posteriormente relacionar estes papéis actanciais a valores identificadores das ações e da conduta dos personagens. E
por fim, esses valores foram utilizados para encontrarmos as correspondências com os imaginários sócio-discursivos suscitados nas histórias em quadrinhos.
Para uma melhor visualização da distribuição dos papéis actanciais em nosso corpus, propomos a seguinte grade de análise:
Grade 10: Síntese das ocorrências de papéis actanciais pelos principais personagens de cada