DÜZENLENMESİ, VERİLMESİ VE PRİMLERİN ÖDENMESİ
7- PRİME ESAS KAZANCIN TESPİTİNE İLİŞKİN USUL VE ESASLAR
Para Ristoff (1995), a avaliação institucional preconizada pelo Programa de Avaliação Institucional da Universidade Brasileira (PAIUB), em 1993, já era norteada por sete princípios. São eles: i) globalidade; ii) comparabilidade; iii) respeito à identidade institucional; iv) não- premiação ou punição; v) adesão voluntária; vi) legitimidade; e vii) continuidade.
Abstraindo-se dos princípios norteadores do PAIUB (1993), Dias Sobrinho (1995), enumera onze princípios que deveriam nortear a avaliação institucional. São eles: i) totalidade; ii) integração; iii) processo; iv) pedagogia; v) orientação formativa; vi) qualidade e ênfase qualitativa; vii) flexibilidade; viii) credibilidade; ix) comparabilidade; x) institucionalidade; e xi) permanência. Observa-se que, não necessariamente com a mesma denominação, alguns dos preceitos do PAIUB (1993) são enumerados também aqui, com o mesmo espírito de lá. É o caso da totalidade, que corresponde à globalidade; à credibilidade, que advém da legitimidade técnica e, finalmente, ao princípio da permanência, que corresponde à continuidade.
Para Lehfeld et al (2010), a avaliação institucional das IES, consoante o SINAES, baseia- se em cinco princípios: i) a responsabilidade social com a qualidade da educação superior; ii) o reconhecimento da diversidade do sistema; iii) o respeito à identidade; missão e história das instituições; iv) a globalidade institucional e a decorrente multiplicidade de indicadores; e v) a continuidade do processo avaliativo.
Segundo Lehfeld et al (2010), os aspectos centrais da autoavaliação se imbricam na concepção, nos princípios e nas dimensões preconizados pela Lei do SINAES. De acordo com esta Lei, três princípios filosóficos fundamentam a autoavaliação: i) integração; ii) articulação; e iii) participação. Consoante a integração, a Avaliação Institucional é compreendida como o meio que viabiliza a construção de um projeto acadêmico baseado na gestão democrática e na autonomia, para fornecer resultados que ampliem o autoconhecimento institucional e, assim, possa facilitar a implementação de políticas educacionais que possibilitem a regulação do sistema de educação superior.
Observa-se no Quadro 4 a correspondência entre os princípios norteadores da avaliação institucional mencionados por diferentes fontes.
Quadro 4: Relação entre os princípios aplicáveis à avaliação institucional Avaliação Institucional PAIUB (1993) (RISTOFF, 1995) Avaliação Institucional (DIAS SOBRINHO, 1995) Avaliação Institucional SINAES (2004) (LEHFELD ET AL, 2010) Autoavaliação Institucional SINAES (2004) (LEHFELD ET AL, 2010)
1. Globalidade 1. Totalidade 1. Globalidade institucional e
multiplicidade de indicadores 2. Comparabilidade 2. Comparabilidade 3. Respeito à identidade institucional 2. Respeito à identidade institucional
4. Não premiação ou punição 5. Adesão voluntária
6. Legitimidade 3. Credibilidade
7. Continuidade 4. Permanência 3. Continuidade do processo
5. Qualidade e ênfase qualitativa
4. Responsabilidade Social com a qualidade da educação superior 6. Processo; 7. Orientação formativa 8. Pedagogia 9. Flexibilidade 10. Institucionalidade 1 Articulação 11. Integração 2. Integração 5. Reconhecimento da diversidade do sistema 3. Participação
Fonte: Ristoff (1995); Dias Sobrinho (1995); Lehfeld et al (2010)
Entre os princípios aplicáveis ao PAIUB (1993), conforme estudo em Ristoff (1995), tem-se a globalidade, consoante a qual não se devem avaliar as IES apenas a partir de suas atividades. A avaliação deve contemplar todas as dimensões desta IES, tais como a qualidade das aulas, as bibliotecas, os laboratórios, titulação do corpo docente etc. Daí a necessidade de múltiplos indicadores de desempenho.
A comparabilidade é importante, pois permite comparar as IES entre si, bem como uma mesma IES, ao longo do tempo (análise longitudinal da IES). Para que esta comparabilidade seja efetiva, é preciso que a avaliação considere as diferenças existentes entre as mais variadas IES. Daí dizer-se que o respeito à identidade institucional torna-se imprescindível para não comprometer a análise comparativa entre as IES.
No que diz respeito ao princípio da não-premiação ou punição, o mesmo está muito ligado ao princípio da adesão voluntária, pois, não estando obrigado a submeter-se à avaliação, o avaliado só se submeterá a ela, caso tenha a segurança de que o processo avaliativo não lhe trará consequências negativas. Deste modo, o avaliado tende a oferecer uma menor resistência aos processos avaliativos. Por outro lado, há quem defenda que avaliação deve ter consequência,
afinal de contas, se do resultado da avaliação não advém nenhuma consequência, então qual o sentido desta avaliação? Entre as finalidades da avaliação, consoante os preceitos do PAIUB, era avaliar para poder planejar, evoluir e firmar valores, entre outras.
Outro importante princípio do PAIUB (1993) foi a legitimidade. Enquanto a adesão voluntária assegura a legitimidade política da avaliação, o processo avaliativo necessita também de legitimidade técnica, a qual se efetiva por duas vias: i) metodologia capaz de gerar indicadores adequados, acompanhados de uma análise interpretativa dos dados, dando significados aos mesmos; e ii) informações fidedignas. Por fim, o último princípio do PAIUB, segundo Ristoff (1995), foi a continuidade, necessária à implantação da cultura avaliativa, bem como à comparabilidade longitudinal de uma IES.
Para Dias Sobrinho (1995), a qualidade deve ser o objeto central da avaliação, buscada não só como diagnóstico, mas também como meio de melhoria do processo, no aspecto formativo da avaliação. Daí dizer-se que o gestor deve comprometer-se com a busca por esta qualidade, a qual será revertida para a sociedade, resultando daí a responsabilidade social da IES.
No que diz respeito ao processo, sob a concepção de que educação é um processo existente no tempo total da vida humana, é necessário que ele seja permanentemente avaliado, para que produza resultados adequados à otimização de desempenhos futuros. Sob este prisma, pode-se afirmar que a pretendida cultura avaliativa estabelecida por meio do processo avaliativo deve ser revestida de orientação formativa, dada a busca de desempenhos melhores no futuro. Daí advém o papel pedagógico que os processos avaliativos devem proporcionar à instituição.
Ao considerar que os processos avaliativos são contínuos, portanto devem se realizar de forma permanente, e, tendo vista a sua orientação formativa, esses processos devem ser flexíveis, a fim de viabilizar ajustes que se mostrem necessários.
O caráter da institucionalidade da avaliação pode ser compreendido sob duas vertentes: a primeira, dada a globalidade dos processos avaliativos que perpassam por toda a instituição; e o segundo, porque a operacionalização desses processos requer a normatização institucional articulada de todos os níveis/instâncias da IES. Daí a presença dos princípios da articulação e
integração presentes na autoavaliação institucional mencionados por Lehfeld et al (2010), afinal,
no processo da busca pelo autoconhecimento, é necessária a articulação e integração de todos os níveis hierárquicos de poder e de saber, para que os processos avaliativos possam fluir por toda a instituição, com o apoio oficial e pelos meios formalmente instituídos. Com isso, a participação de todos os envolvidos faz-se imprescindível.
Por fim, dada a complexidade dos processos avaliativos, a diversidade do sistema há que ser considerada, de forma que os métodos avaliativos possam ser igualmente diversificados, de modo a ensejar a adequação dos meios aos resultados pretendidos, não no sentido da fixação ao que se deseja, mas na adequação desses resultados, de modo que os mesmos, estando adequados, possam ser úteis para processos decisórios.