4. BULGULAR
4.6. Postoperatif birinci yıl kontrolü
Comportamento da absorção de água por capilaridade
A absorção da água por capilaridade, nos corpos de análise, ocorreu lateral e internamente em relação ao ponto central em que o cachimbo foi colocado. A absorção aconteceu de uma forma bastante regular em todas as amostras simples e compostas. Em torno do cachimbo, a absorção teve forma de um anel circular uniforme que, nos primeiros 30 segundos, o diâmetro oscilou entre 51 mm a 56 mm e teve, em média, 53 mm. Após 5 minutos, essa absorção passou a ser registrada entre 57 mm e 66 mm e média de 62 mm.
Quanto à profundidade de absorção, esta foi mensurada entre 17 mm e 21 mm e em média de 18 mm. Depois de 5 minutos, essa absorção foi mensurada entre 19 mm e 24 mm e na média de 20 mm. Essa absorção interna aconteceu na forma de um bulbo em torno do ponto central, onde o cachimbo foi instalado. A figura 4.11 exibe o formato em que a absorção capilar aconteceu nos corpos de análise.
Figura 4.11 – Formato da absorção da água
Esse bulbo de água absorvida teve a forma côncava bastante regular, sendo observada uma sutil absorção maior na face inferior, em função da ação
gravitacional. Ou seja: a absorção acontecida foi predominantemente pela ação da capilaridade, não havendo praticamente influência da ação gravitacional. Tal como foi observado no processo da absorção de água nos corpos de análises, é de se esperar que a mesma situação aconteça nos revestimentos com as pastas puras e mistas de fosfogesso e gesso.
Perda de água e estabilidade do peso nas pastas
O processo de endurecimento das pastas está ligado diretamente à perda de água durante a ação de cura das mesmas. A água de constituição, usada para possibilitar o manuseio das pastas, é evaporada ou cristaliza os componentes químicos da massa. Essa ação demanda determinado tempo, estabelecendo uma relação direta com o endurecimento dos aglomerantes aéreos. A tabela 4.16, mostra uma síntese das diversas mensurações realizadas, envolvendo a média das perdas de água, logo após o início da conformação dos corpos de análises até o final de sua cura.
Tabela 4.16 – Síntese das mensurações com os corpos de análise
Composição da pasta (%)
Pesos (g) inicial da
pasta final da pasta constituição água de
Fosfogesso: 100 Gesso: 0 1690 935 755 Fosfogesso: 75 Gesso: 25 1746 1070 676 Fosfogesso: 50 Gesso: 50 1759 1188 571 Fosfogesso: 25 Gesso: 75 1895 1380 515 Fosfogesso: 0 Gesso: 100 1930 1445 485
Os valores acima mostram o peso inicial, logo após os corpos serem moldados, e o peso final, em média, após os mesmos terem atingido a estabilidade de seu peso. A diferença entre esses dois valores representa a água perdida de constituição das pastas.
Ao observar os pesos iniciais das pastas, ou seja, pasta no estado fresco, e os pesos finais das pasta, ou seja pastas endurecidas, constatou-se que há uma
gradativa diminuição com o acréscimo da massa do fosfogesso na mistura. Esse fato é justificado, em função da densidade, que, em ambos os casos, também é reduzida em função do acréscimo da quantidade do fosfogesso na composição das pastas.
Observa-se também que a quantidade de água aumenta com a maior quantidade de fosfogesso na mistura. Tal ocorrência é justificada em função do fator água/aglomerante que aumenta com a presença do fosfogesso, verificado nos ensaios de consistência normal. A figura 4.12, mostra a tendência da perda de água, especificamente nas primeiras 24 horas, após a conformação dos corpos de análises, nas cinco pastas estudadas.
Figura 4.12 – Perdas de água nas pastas
Ao analisar a configuração dessas curvas, verifica-se que a pasta simples de fosfogesso apresenta a menor perda de água nas primeiras horas, após sua conformação. A maior perda acontece na pasta simples de gesso. Verifica-se ainda que existe uma relação inversa da perda de água com o acréscimo da quantidade de fosfogesso na composição das pastas. Essa tendência de maior ou menor perda de água acontecer nas pastas simples ou mistas é justificada pelo fato de que a análise realizada foi em valores relativos, em relação a água de constituição existente inicialmente em cada pasta. No entanto, ao analisar os valores absolutos, obtidos ao longo dos ensaios, verificou-se que as perdas são praticamente iguais em todas as pastas examinadas.
Quanto ao peso final das amostras, de maneira geral, constatou-se que a pasta simples do fosfogesso atingiu a estabilidade de seu peso entre 11 e 13 dias e a pasta simples do gesso entre 7 e 9 dias. As pastas compostas com o F(75)/G(25) foi de 10 a 12 dias, a de F(50)/G(50) foi de 9 a 11 dias e a de F(25)/G(75) ficou entre 8 a 10 dias. A figura 4.13, mostra a diminuição gradativa dos pesos das amostras, estabelecendo uma relação gráfica entre as cinco composições.
Figura 4.13 – Estabilidade dos pesos dos corpos de análise
Observando-se o perfil gráfico das curvas, constata-se que os pesos dos corpos foram diminuindo gradativamente ao longo do tempo, até atingirem os valores constantes na tabela 4.16. Essa relação de peso entre os revestimentos assume um papel relevante, quanto ao carregamento das paredes e, consequentemente, os esforços exercidos sobre a estrutura dos edifícios.
Coloração das pastas curadas
A avaliação da coloração dos materiais em análise, realizada de forma empírica, torna possível perceber a textura final dos revestimentos, após serem aplicados e curados, nas partes internas dos edifícios. A figura 4.14, mostra a coloração final das pastas do fosfogesso e gesso.
Figura 4.14 – Coloração final das pastas
No estado em pó, é visível a existência de uma pequena diferença na coloração entre o fosfogesso e o gesso. No entanto, depois que ocorreu a cura dos corpos, as pastas endurecidas nas cinco composições, apresentaram uma tonalidade branca e praticamente igual entre elas. A figura 4.14 apresenta, exclusivamente, os corpos de análises do fosfogesso e gesso, em que se vê uma textura embranquecida entre as duas pastas endurecidas.
Densidade das pastas secas
Com a determinação da estabilidade do peso dos corpos de análise e com os cálculos dos seus volumes, foi possível determinar as densidades das pastas endurecidas. Essas densidades possibilitarão, independentemente do volume necessário, calcular a quantidade de material a ser empregado nos revestimentos. Os valores conclusivos foram:
Fosfogesso(100%) / Gesso(0%): 0,77 g/cm3;
Fosfogesso(75%) / Gesso(25%): 0,88 g/cm3; Fosfogesso(50%) / Gesso(50%): 0,99 g/cm3; Fosfogesso(25%) / Gesso(75%): 1,13 g/cm3; Fosfogesso(0%) / Gesso(100%): 1,21 g/cm3.
A diminuição gradativa ocorrida com o aumento da massa do fosfogesso, como foi detectada em outras análises físicas, não constituiu uma surpresa, uma vez que o fator água/aglomerante no fosfogesso é maior do que nas pastas com o gesso natural. Logo, com o incremento do fosfogesso, haverá uma maior geração de vazios ao longo da cura e, consequentemente, uma menor densidade. Ao analisar o perfil da diminuição dessas densidades nas cinco composições das pastas, observou-se que essa redução ocorreu de forma linear.
A menor densidade, causada pela presença do fosfogesso na confecção das pastas, resultará em menores esforços sobre as estruturas e fundações e em consequência, uma econômica na construção dos edifícios.