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C. Politik Pazarlamada Kalite Ölçümü

VI. POLĠTĠK PROPAGANDA

Concluída uma breve análise à experiência de implementação de Serviços Educativos francesa, espanhola, brasileira e portuguesa, julgámos importante enunciar, em síntese, algumas acções e actividades recomendadas pelos especialistas destes países, para os Arquivos interessados em iniciar um projecto desta natureza.

FUGUERAS apresenta várias propostas, algumas repetidas por outros autores, das quais seleccionamos: 102

1. «Archivobús» 103 : Modalidade inspirada nas Bibliotecas e Museus, que

foi dinamizada pela primeira vez em França (Marselha), com o objectivo de tornar itinerante qualquer actividade dos Serviços Educativos (acção pedagógica, exposição, entre outras).

2. Arquivo interactivo: Aplicação multimédia (divulgada na Internet, em CD-ROM ou DVD) que permita ao utilizador aceder às informações desejadas.

3. Arquivo virtual: Ferramenta da Internet que permite a consulta presencial dos acervos, através de bases de dados, catálogos, inventários e índices digitais, com acesso directo aos documentos (textuais, sonoros ou audiovisuais).

4. Recursos audiovisuais: Vídeos sobre os fundos e o funcionamento dos Arquivos, como forma de familiarizar os alunos e público em geral.

102 Veja-se FUGUERAS, LLONCH, SASTRE et al., 2001: pp. 159-163. 103 Optamos por não traduzir para o português.

5. Congressos, jornadas e colóquios: Actividades de difusão cultural sobre temas de interesse para os Arquivos e os seus utilizadores.

6. Concursos: Dinamização que dependerá do programa definido pelos Arquivos. Pode ser dado como exemplo o concurso “Historiadores do amanhã”, organizado pelo Ministério de Educação francês. Preparado inicialmente para alunos do 2.º ciclo, propagou-se a todos os níveis de ensino.

7. Cadernos ou dossiês temáticos: Materiais pedagógicos, contendo orientações para dinamizar as actividades, informações sobre o tema em análise, reprodução de documentos originais, transcrições (totais ou parciais), questionários, informações complementares (como glossários) e orientações bibliográficas.

8. Cursos gerais ou específicos: Actividades de animação cultural e/ou formação que possam ser consideradas cursos de iniciação ou especialização em diversas áreas (estudo das fontes, iniciação à paleografia, iniciação à genealogia, ou introdução a temas da História local).

9. Dramatizações e recriação de eventos: Propõe-se a elaboração de um texto sobre determinado facto histórico, que será depois representado pelos alunos. A técnica pode também ser usada para recriar um acontecimento local relevante. Esta experiência de dramatização foi seguida em vários Arquivos municipais espanhóis.

10. Exposições: Podem ser permanentes, temporárias ou itinerantes. Actualmente, começam a desenvolver-se as exposições virtuais, organizadas em suporte digital e difundidas através da Internet.

11. Itinerários: Consiste na dinamização de trajectos de carácter histórico e cultural. Um estudo de campo, que pode ser complementado com documentação dos Arquivos.

12. “Dias Abertos”: Actividade dirigida a um público adulto, realizada em um ou vários dias, destinada a dar a conhecer as instalações, funções e actividades dos Arquivos. FUGUERAS propõe a criação de um Dia Internacional dos Arquivos, tal como é feito para os Museus.

13. Jogos e desafios: Propostas diversas que estimulem os alunos para a resolução de enigmas, recorrendo a questionários e à análise de documentos de Arquivo.

14. Maletas pedagógicas: Material didáctico composto por um conjunto de reproduções de documentos devidamente transcritos, acompanhado por fotografias, vídeos ou reproduções de objectos, que ilustram determinado tema. FUGUERAS considera-o um sistema mais simples que as exposições itinerantes, dirigido especificamente ao público escolar e permitindo a montagem de uma pequena exposição, seguida da dinamização de debates e trabalhos práticos.

15. “Museu dos Arquivos”: Exposições permanentes que mostram os documentos mais importantes dos Arquivos, relativos à História local ou Nacional.

16. Visitas: Podem ser dirigidas ao público escolar ou público em geral, com o objectivo de introdução ao conhecimento da Arquivística.

17. Projectos de implementação de Sistemas de Qualidade: Registo de indicadores que nos possibilitem medir a eficácia e eficiência dos serviços, fundamentados em princípios de satisfação de clientes externos/internos, planificação e gestão de processos.

Também é possível enunciar algumas sugestões e experiências que nos chegam do Brasil. Os investigadores brasileiros entendem que a abertura dos Arquivos ao público é um trabalho que exige paciência, dedicação e, acima de

tudo, criatividade104. Recomendam, entre outras o recurso às seguintes

actividades: Cursos de Iniciação à Paleografia, à Diplomática e à Heráldica; Exposições e debates nos auditórios dos Arquivos, à semelhança do que se faz na França e na Hungria; Aulas de História, ministradas nos Arquivos ou nas salas de aula por professores e arquivistas, recorrendo à selecção e reprodução de documentos (exemplo já referido do Arquivo-Escola).

Além de uma listagem de possíveis actividades, julgámos oportuno deixar aos futuros técnicos de Serviço Educativo em Arquivo algumas propostas de métodos e técnicas de divulgação dos seus acervos.

FUGUERAS 105 assegura que o êxito de um SE só é possível com recurso

a apoios financeiros previamente estabelecidos. O sucesso do projecto, segundo este autor, está dependente da possibilidade de oferecer materiais

104 JÚNIOR, 1994: p. 100.

didácticos atractivos, da existência de boas infra-estruturas, meios audiovisuais e recursos humanos, vocacionados para as actividades pedagógicas. O autor espanhol sugere aos arquivistas um procedimento simples destinado à preparação de futuras acções: Ao descrever um fundo documental, e sempre que seja encontrado um documento passível de ser utilizado pelo SE, deverá ser inserido num ficheiro ou catálogo. A documentação escolhida deve ter conteúdo histórico e valor pedagógico, possibilitando aos alunos compreender os conceitos que lhes são transmitidos. É conveniente reunir documentos com uma diversidade significativa de datas, mas também de suportes (manuscritos, mapas, fotografias, microfilmes). Caso optem por exposições documentais, os materiais devem ser apresentados em vitrinas, acompanhados de notas explicativas. A manipulação directa não é recomendável, por isso devem ser utilizadas técnicas de conservação e reprodução adequadas.

FUGUERAS sublinha também que o SE deve ter um espaço polivalente dedicado às actividades, diferente do utilizado pelos investigadores, onde se possam dinamizar acções, palestras ou exposições. Se o Arquivo ou centro de documentação tiver limitações na utilização do acervo (disperso em vários locais) ou falta de espaço para acolher os alunos, pode sempre optar pela reprodução de documentos, fotografias, deslocação às salas de aula, organização de exposições ou criação de vídeos que ilustrem os objectivos e funções da Instituição.

Finalmente, no aspecto da planificação, os brasileiros JÚNIOR e BELLOTTO deixam alguns conselhos. Recomendam, além da presença do arquivista e do professor, o apoio de um profissional de comunicação social, familiarizado com os conceitos de marketing e relações públicas. Uma equipa multidisciplinar, com formações diversificadas é considerada uma mais-valia para estas Instituições. A constante actualização de conhecimentos também permitirá uma maior adaptação às necessidades do público/ cliente dos Arquivos. JÚNIOR divide os destinatários dos Serviços Educativos em alvos internos e alvos externos. Os primeiros são a própria Administração Pública, que deve ser sensibilizada para a importância de se implementar uma gestão de documentos eficiente. Os segundos são o público em geral, que, conhecendo a missão dos Arquivos, terá novos hábitos de pesquisa e visita a este tipo de Instituições.

CAPÍTULO 4 – Apresentação do Arquivo Regional da Madeira (ARM)

Benzer Belgeler