• Sonuç bulunamadı

4 ARAġTIRMA BULGULARI

4.2 GiriĢ Üyelik Fonksiyonlarının Evrensel Küme Üzerinde Nötrozofik

4.2.3 PMDC motorun yörünge takip kontrolü için benzetim çalıĢması

A apresentação e a análise dos dados desta pesquisa foram organizadas em três blocos: (1) Apresentação das informações obtidas na primeira entrevista, que buscou conhecer a trajetória pessoal, acadêmica e profissional de cada professora; (2) Análise em conjunto das repostas das professoras à segunda entrevista, que procurou compreender o cotidiano do trabalho destas na escola; (3) Com base no item anterior, procuramos identificar nos relatos das professoras a presença ou não das dimensões da Síndrome de Burnout (Exaustão Emocional, Despersonalização e Envolvimento Pessoal no Trabalho) a partir dos sintomas apontados por Maslach no MBI (Maslach Burnout Inventory).

4.1 – Para além dos muros da escola: o mundo das professoras

Linda Linda é professora, atua há cinco anos na Escola Cor de Rosa, em dois turnos seqüenciais, respectivamente terceira e sexta séries do Ensino Fundamental. Possui graduação em Pedagogia. Atualmente com 40 anos, é casada e tem três filhos. Natural do Ceará veio para a cidade de Uberlândia aos seis anos de idade, onde reside até hoje. Em seu relato, diz que, juntamente com seus seis irmãos, teve uma infância difícil, pobre e sem muitos recursos. Seu pai trabalhava em serviços gerais e sua mãe era dona de casa. Sua relação com os pais era tranqüila, porém estes eram mais fechados e seu pai, especificamente, era autoritário.

Em relação à sua história escolar, relata que sempre foi boa aluna e sempre se destacou, apesar de ter começado a estudar com nove anos de idade. Segundo ela, isto se deu porque a família era pobre demais e não tinha incentivo do pai, que achava que os estudos não eram necessários. Além disso, ela sempre morou na periferia da cidade, o que dificultava o acesso à escola. Sua trajetória acadêmica iniciou-se enquanto aluna de escola pública e permaneceu por toda a sua história escolar, pois fez o curso de Pedagogia em uma universidade pública e, atualmente, trabalha também em uma escola pública municipal. No que se refere à relação com os seus professores, diz que sempre estabeleceu bons vínculos e uma aproximação positiva com eles.

Em relação ao percurso construído para chegar a ser professora, como também aos motivos que a levaram à escolha desta profissão, Linda afirma que antes do curso de Pedagogia fez três anos de Serviço Social. Porém, faltando apenas um ano para ser formar, desistiu, porque não era o que queria e, além disso, era um curso pago e tinha pouco retorno financeiro. Diante disso, Linda fez outro vestibular, desta vez para Pedagogia. O fato de ser tímida a incomodava e este curso era, em sua opinião, uma forma de enfrentamento desta dificuldade, mesmo que, para tanto, tivesse que se forçar a um comportamento mais extrovertido e autônomo. Além disso, ajudar os filhos nas tarefas de casa também foi apontado como um problema e que ela tinha a expectativa de resolver com o ingresso na faculdade. Como fatos marcantes de sua história escolar, a professora aponta a formatura e os seminários, que a deixavam muito nervosa e insegura, em função de sua timidez.

Após o curso de Pedagogia, Linda ficou um tempo sem trabalhar, mas logo começou como professora e afirma que, apesar de gostar muito do que faz, o retorno que recebe é muito pouco, em termos financeiros. Desde que se formou exerce a função de professora, mas já exerceu várias atividades profissionais não relacionadas e anteriores ao magistério, entre elas: auxiliar de escritório, telefonista e auxiliar de empacotamento. Atualmente, além de trabalhar como professora, vende roupas na escola e em outros locais. Segundo Linda, este é um meio para complementar a renda familiar.

Linda ingressou na profissão docente com um contrato na mesma escola municipal onde trabalha até hoje. Segundo ela, este contrato foi renovado e logo depois veio o concurso e assim continuou. Ao falar sobre o início da profissão, relata fatos que a marcaram negativamente não só no seu primeiro dia de aula, mas no seu primeiro ano como professora, como o fato de ser inexperiente, de ter ficado com uma turma considerada muito difícil em função das demandas dos alunos, que extrapolavam às de aprendizagem da leitura e da escrita. Isso fez com que Linda pensasse seriamente em desistir da profissão na qual acabara de ingressar, mas mesmo assim continuou a trabalhar como professora.

A professora diz que nunca se afastou do trabalho por um período mais longo e que só falta em casos de extrema necessidade. O abandono da profissão é algo cogitado por Linda. A docente tem o desejo de morar no exterior para trabalhar em outra função. Além disso, pensa em ter um comércio, uma loja para trabalhar com vendas de roupas, pois acredita que terá uma renda financeira maior. Ela afirma que o seu salário complementa o orçamento da casa.

A rotina diária da professora parece ser comum à de muitas mulheres que trabalham em mais de um turno. Tem que cumprir com os afazeres domésticos, preparar aulas e ir para a escola às 10h da manhã, retornando na maioria das vezes, às 20h. Geralmente, no final de

semana, são realizadas as tarefas que não puderam ser feitas durante a semana. Para conseguir cumprir com as atribuições que ela assumiu, Linda tem que se abdicar de algumas atividades que gosta de fazer ou mesmo relegá-las a segundo plano, como por exemplo, dormir durante o dia.

Linda faz apenas caminhada como atividade física. Porém, não a realiza de forma regular. Em relação às suas atividades do final de semana, a professora afirma que, às vezes, vai à casa de alguma colega e vai à missa quando seu marido está em casa, porque ele trabalha viajando. A professora diz que sua atual situação financeira não permite que ela saia muito de casa.

Rita Rita é professora há 16 anos e há sete trabalha na Escola Cor de Rosa, atuando em dois turnos seqüenciais, respectivamente primeira e sexta séries do Ensino Fundamental. Possui graduação em Matemática. Atualmente, tem 38 anos, é divorciada e não tem filhos. A professora é natural da cidade de Guimarânia - MG, onde morou até os vinte e cinco anos de idade. Mora em Uberlândia há treze anos, local onde se casou. Considera que teve uma infância normal, pois brincava muito com as crianças que moravam perto de sua casa, mas também era muito dedicada aos estudos. Tem sete irmãos e afirma que tinha um bom relacionamento com os pais. Sua mãe era dona de casa e seu pai trabalhava em fazendas.

Segundo Rita, o seu percurso escolar foi tranqüilo, pois nunca teve dificuldades de acesso à Educação. Aos seis anos de idade, ingressou na escola, pois gostava muito de estudar. Além disso, diz que sempre foi muito boa aluna. Sempre estudou na mesma escola, da primeira série até terminar o magistério. Posteriormente, fez faculdade em Uberlândia, e afirma que se empenhava para ser a primeira aluna e se sentava na primeira carteira. Segundo a docente, sua relação com os seus professores sempre foi muito boa, pois recebia elogios e incentivos em tudo o que fazia.

A decisão por trilhar os caminhos da Educação não foi escolha sua, mas com certeza a permanência na profissão docente foi um caminho trilhado por ela. A escolha pelo magistério partiu de uma amiga já professora, que não concordou com sua opção pelo curso de Contabilidade. Por ser uma das primeiras alunas da sala, Rita foi influenciada a mudar o seu destino quando resolveu atender ao pedido da amiga. No entanto, ela mesma não sabia o que queria fazer. Após isso, começou a gostar da profissão e continuou a se qualificar na área.

Terminado o magistério, Rita foi até a prefeitura de sua cidade fazer sua inscrição para dar aulas em uma das duas escolas da cidade. Quando veio para Uberlândia, fez o concurso da prefeitura e foi aprovada. A docente atua há treze anos em escolas municipais da cidade de Uberlândia.

Seu primeiro dia como professora não foi algo tão marcante, pois a escola onde começou ainda não estava em funcionamento e os professores ficaram durante cinco meses estudando e elaborando materiais. A professora disse não ter acontecido nenhum fato marcante que chamasse sua atenção no início de sua profissão.

Rita foi para a Escola Cor de Rosa, porque morava em um bairro próximo a esta. Além do magistério, a professora teve uma única experiência profissional quando trabalhou como vendedora em uma loja de sua cidade, antes de ser docente. Afirma ainda que nunca se afastou do trabalho por um período mais longo e que só falta em casos de extrema necessidade. Quanto ao abandono da profissão, Rita diz que nunca pensou nesta possibilidade, porque apesar de ser um trabalho estressante, gosta do que faz, afirmando que nada a faria desistir de ser professora. Diz, ainda, que tem muitos amigos e que se relaciona muito bem com eles, mas que gostaria de ser mais extrovertida, sair, passear e conversar mais.

Ao descrever um dia de sua vida, Rita afirma que além do trabalho na escola, faz todo o serviço doméstico. Sai de casa pela manhã e retorna no final da tarde, prepara as aulas, corrige trabalhos e descansa um pouco para recomeçar as atividades no outro dia. No final de semana, organiza a casa e as roupas e quando tem um tempo gosta de bordar e costurar como forma de ocupar a mente. Como atividade física, Rita afirma que faz musculação numa academia próxima à sua residência.

Alice Alice trabalha há cinco anos na Escola Cor de Rosa, atuando em dois turnos seqüenciais, respectivamente primeira e quinta séries do Ensino Fundamental. Fez magistério, Estudos Sociais e Geografia. Além disso, tem pós-graduação Lato Sensu em Sistema Sócio- Econômico. Atualmente tem 50 anos, é casada e tem dois filhos. Tem vinte e quatro anos e oito meses de magistério e se aposenta no ano de 2006. Nasceu na cidade de Prata - MG, mas com um mês de idade foi para Ituiutaba. Aos sete anos mudou-se para Uberlândia com seus pais e seus sete irmãos. Afirma que foi uma criança muito feliz, pois teve uma família muito unida e equilibrada. Sua relação com seus pais foi muito boa. Seu pai era analfabeto, sabia

apenas escrever o próprio nome. Exerceu a profissão de carroceiro e depois montou uma fábrica de muros pré-fabricados. Sua mãe fez até a quarta série do Ensino Fundamental e era funcionária pública, foi merendeira de escola por muitos anos.

A professora relata sua história escolar, fazendo todo o percurso construído por ela. Fez o magistério em um grupo escolar de Uberlândia, depois foi para uma escola estadual da mesma cidade. Parou de estudar porque não conseguiu ser aprovada na quinta série. Posteriormente fez o curso supletivo e continuou seus estudos até chegar a ser docente.

Enquanto aluna, Alice diz que sempre foi dedicada, mas também muito brincalhona, pois gostava muito de conversar e de ter amigos. Quando já estava adolescente começou a trabalhar como doméstica durante o dia e estudar à noite, mas tinha outras perspectivas profissionais. Alice diz que nunca teve nenhum problema de acesso à escola e que a sua relação com os seus professores sempre foi muito boa, porque sempre levou tudo muito na brincadeira.

Alice afirma que sempre quis ser professora. Quando aprendeu a escrever, escrevia no guarda-roupa e em todos os lugares da casa. Alice e os sete irmãos sempre tiveram o incentivo dos pais para estudar e, principalmente, sua mãe fez com que ela e suas cinco irmãs estudassem. Todas são professoras já aposentadas.

Ao chegar ao primeiro magistério, foi convidada para substituir uma professora durante dez dias. No ano de 1983 prestou concurso para a prefeitura de Uberlândia, sendo aprovada em primeiro lugar. Atualmente, além da atividade docente, a professora Alice também trabalha com vendas de produtos cosméticos para complementar o seu salário.

Alice diz que nunca se afastou do trabalho por um tempo maior a não ser no período em que tirou licença gestação e no mês de dezembro do ano de 2004, em que acompanhou seu marido em algumas cirurgias. O abandono da profissão já foi cogitado pela professora, mas foi algo passageiro. Isso ocorreu em função de um aluno, com o qual a professora não conseguia estabelecer um bom relacionamento e o cotidiano na escola tornara-se, para ela, um motivo de insatisfação, pois tinha que lidar com situações de conflito com o aluno. Porém, com o tempo, afirma que conseguiu superar suas dificuldades e assim permaneceu na profissão sem maiores problemas. Alice afirma que hoje nada a faria desistir do seu trabalho.

Atualmente, a professora se define como uma pessoa resolvida, muito amada e que viveu grandes emoções. Por isso, se sente feliz e realizada não só profissionalmente, mas também como mãe e como esposa. Alice afirma que é uma pessoa de bem com a vida.

Sua rotina diária também envolve o trabalho na escola e os afazeres domésticos, porém, Alice afirma que divide estes últimos entre ela, os filhos e o marido para não se sobrecarregar. A professora trabalha nos períodos manhã e tarde e tem uma folga por semana. Seu final de semana é dividido entre o cuidado da casa e da família e o lazer. Todo domingo, Alice se reúne com as irmãs para conversar e tomar um chá. Segundo ela, isso a faz sentir-se renovada, pois já é uma tradição de família.

A professora afirma que já teve problemas de voz por causa do trabalho e, atualmente, está fazendo terapia com uma psicóloga em função de alguns problemas de saúde do marido e conflitos com o filho mais novo. Ultimamente tem feito exercício físico na academia.

4.2 – O cotidiano do trabalho na escola: Com a palavra, as professoras.

Ao fazermos uma análise da segunda entrevista9, reunimos as perguntas em duas temáticas. A primeira, Sentimentos em relação ao trabalho, se referiu às questões que tinham como eixo comum o trabalho; a segunda, O cotidiano do trabalho com as pessoas, teve como diretriz norteadora o relacionamento interpessoal no dia-a-dia da escola. A seguir, apresentamos os itens que compõem essas temáticas, representados nas falas das professoras, procurando compreender o cotidiano profissional das mesmas. Esta análise possibilitará identificar a existência ou não dos sintomas e respectivas dimensões da Síndrome de Burnout, que será apresentada no próximo capítulo.

4.2.1 – Sentimentos em relação ao trabalho

Reunimos nesta temática as falas das professoras que retratam os sentimentos ao se levantar pela manhã e ao final de um dia de trabalho; em relação ao ser professora; as dificuldades e facilidades do trabalho; os problemas do dia-a-dia na escola; o significado do trabalho docente; as percepções sobre as atividades que realizam na escola; os ideais com

relação ao trabalho; os sentimentos em relação à escola onde trabalham e as mudanças no trabalho como professora.

Sentimentos ao se levantar pela manhã para ir ao trabalho

Linda: “Eu gosto de ir, eu sou bastante responsável, eu sei que eu tenho que ir,

eu vou, vou bem, mas eu acho que eu iria melhor se eu tivesse um salário melhor, se eu tivesse mais incentivo. Você não tem incentivo nenhum para trabalhar. Como professora você trabalha porque você gosta mesmo. É mais uma vocação do que uma profissão, porque você não ganha pelo que você faz. Trabalha muito e não tem salário, não tem nada, não tem nenhum incentivo”.

Rita: “... normal, tranqüila. Eu penso em ter mais um dia de trabalho bom, peço

que tenha um bom dia, porque você nunca sabe o que vai acontecer, mas eu peço que seja um dia bom. Eu me sinto feliz por ter um trabalho, por ter mais um dia pela frente”.

Alice: “Eu me sinto bem de ir para um lugar que eu gosto, porque eu acho que o

profissional tem que gostar daquilo que ele faz. Eu me sinto bem, eu gosto de ir para o meu trabalho, de estar com os meus alunos”.

Observamos nas falas das professoras, a presença de algo comum: o fato de gostarem de realizar o trabalho na escola. No entanto, no caso de Linda percebemos que, apesar de afirmar que gosta de ir para o seu local de trabalho, a professora apresenta um sentimento de desvalorização salarial, não se sentindo incentivada ou recompensada pelo esforço que faz. Rita e Alice, ao contrário, apresentam-se motivadas e satisfeitas com relação ao seu trabalho, afirmando que se sentem bem ao se levantar pela manhã para ir para a escola.

Sentimentos ao final de um dia de trabalho

Linda: “Cansada, muito cansada. Cansada e com a sensação assim: será que

valeu? Eu não sei, porque esse ano eu estou achando muito difícil. Então, além do cansaço, você sente que os meninos não querem, a minha turma é muito difícil, muito, mas muito difícil em todos os aspectos, os meninos são fraquinhos demais, então você tem que fazer uma ginástica danada. Então, você se sente impotente você quer fazer alguma coisa, mas você não pode fazer nada, você não pode contar com nada”.

Rita: “Muito cansada. Chego aqui em casa, eu já custo a chegar, deito, durmo

Eu me sinto cansada, às vezes frustrada, angustiada, tem dia que te dá aquela coisa ruim, tem vezes que eu até choro. Às vezes eu tento nem pensar, eu tento rezar, ler alguma coisa, dormir”.

Alice: “Isso é muito relativo. Tem dia que eu me sinto realizada, quando eu

conquistei alguma coisa com os alunos, que eu alcancei um objetivo e tem dias que às vezes eu me sinto frustrada, principalmente na alfabetização. É aí que às vezes eu me sinto frustrada, porque você consegue com a maioria e às vezes ficam dois ou três ali coitadinhos que têm dificuldades de aprendizagem. Às vezes a gente não consegue alcançar os objetivos da gente com os alunos, aqueles com dificuldades especiais, que você teria que trabalhar com eles um trabalho diferenciado. Às vezes você não tem condições porque a sala está muito cheia e você é uma só, você tem que dar atenção para trinta, trinta e cinco alunos”.

Observamos nestes trechos de falas, que ao se referirem aos sentimentos que têm ao final de um dia de trabalho, Linda e Rita apresentam cansaço. Linda o associa à sensação de não ter alcançado os seus objetivos, ao desinteresse e às dificuldades dos alunos e, além disso, ao sentimento de impotência, como conseqüência de uma discrepância entre querer realizar algo mais e não poder concretizar esse desejo. No caso de Rita, percebemos que apesar de se referir ao cansaço como conseqüência de um dia de trabalho, a professora o associa aos sentimentos de frustração e angústia referentes aos acontecimentos nas salas de aula. Na fala de Alice, podemos observar que a frustração também aparece como resultado do não alcance de seus objetivos. No entanto, a docente aponta como fatores motivadores desta as dificuldades de aprendizagem de alguns alunos e a falta de condições materiais e humanas para a realização de um trabalho diferenciado com estas crianças.

Sentimentos em relação ao ser professora

Linda: “Eu gosto do que eu faço, mas não me sinto bem em relação ao salário,

à questão salarial, às condições de trabalho, que não são fáceis, eu trabalho longe. Então eu acho um trabalho muito difícil”.

Rita: “Me sinto feliz, quase, quase realizada, não totalmente, porque igual

aquele dia eu te disse que eu nunca tinha me arrependido de ter abraçado essa profissão, mas tem dia que acontecem algumas coisas. Parece que os meninos estão apáticos, parece que eles não têm interesse, ficam passeando, agitados, aí tem dia que você fica um pouquinho desanimada. Aí, eu sinto muita frustração, parece que aquilo que você tentou fazer, que você ficou o dia inteiro programando não deu certo, não sei parece que não agradou, que não motivou, que não chamou a atenção e não ajudou a crescer em nada, eles não têm um