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6.2. Plastik Yüzeylerin Korunması
Na segunda fase, iniciou-se a pesquisa de campo. Optou-se pelo uso de um modelo qualitativo de coleta e análise de dados. Foi investigado o processo a partir de técnicas que possibilitaram o contato direto e rotineiro com o ambiente e os sujeitos investigados. Dessa forma, foi levado em consideração todo o contexto observado durante a pesquisa, pois “os investigadores qualitativos interessam-se mais pelo processo do que simplesmente pelos resultados ou produtos” (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p.49).
Segundo Ludke; André (1986, p.18) a abordagem qualitativa “[...] se desenvolve numa situação natural, é rica em dados descritivos e tem um plano aberto e flexível e focaliza a realidade de forma complexa e contextualizada”. Nesse sentido, de acordo com as autoras, a pesquisa qualitativa busca responder às questões da realidade, explorando um universo de conhecimentos que não podem ser somente quantificados, mas que devem ser detalhados de forma descritiva e flexível dentro do contexto da pesquisa.
Nesse estudo, então, decidiu-se utilizar a pesquisa qualitativa, na perspectiva de evidenciar uma ação de investigação de forma reflexiva e crítica, além da descrição da contextualização das relações evidenciadas nas ações dos sujeitos, pois para Minayo (2012, p. 21) “o universo da produção humana que pode ser resumido no mundo das relações, das representações e da intencionalidade e é objeto da pesquisa qualitativa dificilmente pode ser traduzido em números e indicadores quantitativos.”
Para Bogdan; Biklen (1994, p.70) os investigadores qualitativos “tentam compreender o processo mediante o qual as pessoas constroem significados e descrever em que consistem esses mesmos significados”. Nessa perspectiva, a pesquisa desenvolveu-se de forma que o pesquisador pudesse integrar o processo de conhecimento, interpretando e atribuindo significados aos fenômenos, considerando ainda, que o objeto não é simplesmente um dado neutro, mas que possui significados e relações diretas com as ações dos sujeitos envolvidos no processo, pois segundo Moreira (2011, p. 76), a pesquisa qualitativa visa a “interpretação dos significados atribuídos pelos sujeitos às suas ações em uma realidade socialmente construída.” Com essas características presentes, julgou-se importante a escolha por essa abordagem.
Apoiando-se ainda em Bogdan; Biklen (1994, p. 47-51) que define cinco características da pesquisa qualitativa, reafirmou-se a escolha da abordagem desse estudo. Em relação à primeira característica, os autores apontam que o instrumento principal da pesquisa qualitativa é o investigador, pois este despende tempo no ambiente natural da pesquisa, sendo que este ambiente corresponde à fonte natural dos dados da pesquisa. Dessa forma, os investigadores qualitativos frequentam o ambiente de estudo porque se preocupam com o contexto, para que as ações sejam mais bem compreendidas.
Na segunda característica, Bogdan; Biklen (1994) trazem que a pesquisa qualitativa é descritiva, dessa forma, nesse estudo analisou-se os dados obtidos em forma de palavras e não de números, pois se teve a intenção de“[...] analisar os dados em toda a sua riqueza, respeitando, tanto quanto o possível a forma em que estes foram registrados ou transcritos” (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 48).
Para os autores a pesquisa qualitativa traz o interesse maior dos investigadores qualitativos para o processo, para a busca, do que simplesmente pelos resultados ou produtos, o que define a terceira característica, ou seja, “as estratégias qualitativas patentearam o modo como as expectativas se traduzem nas atividades, procedimentos e interações diários.” (p. 49) Nessa perspectiva, a pesquisa buscou analisar os dados, a partir de todo o contexto no qual os sujeitos estavam inseridos e ainda, a partir do processo de desenvolvimento de suas atividades
profissionais, levando-se em consideração os aspectos envolvidos durante o processo, pois para Chizzotti (1998, p. 79), a pesquisa qualitativa considera importante a relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito. Essas características são evidentes nesse estudo, o que reafirma a opção por essa abordagem.
Nesse trabalho de pesquisa não foram recolhidos “[...] dados ou provas com o objetivo de confirmar ou infirmar hipóteses construídas previamente.” (BOGDAN; BIKLEN, 1994, p. 50). Assim, a análise dos dados foi desenvolvida de forma indutiva, o que corresponde à quarta característica da pesquisa qualitativa na visão dos autores, ou seja, o pesquisador qualitativo não presume saber ou ter conhecimentos suficientes para responder as questões norteadoras da sua pesquisa antes de desenvolver a investigação. Logo, buscou-se conhecer inicialmente o perfil profissional dos sujeitos deste estudo com o objetivo de perceber melhor a escolha da perspectiva teórica e metodológica da pesquisa.
Para os referidos autores “o significado é de importância vital na abordagem qualitativa” (p. 50), o que corresponde à quinta e última característica. Nesse contexto, o estudo buscou considerar as experiências dos sujeitos, os professores participantes, procurando perceber como compreendem e vivenciam o estágio curricular supervisionado em química, pois para os autores, “os investigadores qualitativos estabelecem estratégias e procedimentos que lhes permitam tomar em consideração as experiências do ponto de vista do informador.” (p. 51) Perante o exposto, compreende-se que a abordagem qualitativa é capaz de responder às questões norteadoras da presente pesquisa, considerando a natureza do problema e o objeto de estudo do trabalho.
Escolher uma metodologia para realizar uma pesquisa, requer do pesquisador uma análise preliminar que lhe possibilite perceber as vantagens e desvantagens peculiares de cada metodologia. A partir do estudo exploratório realizado para o início desta pesquisa, começou a ficar claro que as características do estudo se enquadravam no estudo de caso.
Neste sentido, tendo em vista o pensamento de Stake (1994, p.236) citado por André (2005), ao definir que “Estudo de caso não é uma escolha metodológica, mas uma escolha do objeto a ser estudado” (p.16). Assim, optar para trabalhar com o estudo de caso pareceu a maneira mais indicada para os propósitos da pesquisa, pois enfatiza o conhecimento de algo particular, como o estágio curricular supervisionado em um universo restrito formado pela faculdade e duas escolas que recebem seus estagiários, a operacionalização do estágio, seus
fundamentos, seus determinantes, como um modo de compreender o contexto, as inter-relações, as dinâmicas de ação.
Um estudo de caso “permite que os investigadores retenham as características holísticas e significativas dos eventos da vida real [...]” (YIN, 2010, p. 24). Dessa forma, teve- se a “proposta de investigar o caso como um todo considerando a relação entre as partes que o compõem” (GIL, 2009, p.8), pois essa metodologia é definida por Triviños (2012, p.133) como “uma categoria de pesquisa cujo objeto é uma unidade que se analisa profundamente”.
Anadón (2005, p. 19), destaca quatro aspectos que definem o estudo de caso: (1) é particularista porque o que interessa é o caso específico, (2) é descritivo porque o resultado é uma descrição completamente detalhada do caso estudado, (3) é heurístico porque permite uma compreensão exaustiva do caso estudado e (4) é indutivo porque parte da observação de terreno e por raciocínio indutivo.
No entanto,
[...] o estudo de caso não pode ser visto como um delineamento caracterizado pela simplicidade. Pelo contrário, é um delineamento que requer muitas habilidades do pesquisador. Isto porque ele precisa estar apto para desenvolver um trabalho cujas etapas não são previamente definidas. Precisa dispor de habilidades para entrevistar, para observar e analisar documentos. Precisa também muita competência para analisar e interpretar dados [...] (GIL, 2009, p. 8).
Dessa forma, essa metodologia ajudou na percepção das variáveis envolvidas no contexto da pesquisa, além de entender um fenômeno da vida real em profundidade, pois “o estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo em profundidade e em seu contexto de vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não são claramente evidentes” (YIN, 2010, p. 39).
Fez-se a opção pelo estudo de caso analítico, pois dessa forma pode-se desenvolver uma estrutura que pode reunir e organizar os dados obtidos na pesquisa levando “[...] à ampliação do conhecimento do pesquisador sobre o fenômeno, ao aprimoramento e mesmo à reformulação do problema” (GIL, 2009, p. 93).
No contexto dessa pesquisa, o estudo de caso atende às questões norteadoras do estudo e ao problema central da investigação referente ao curso de licenciatura plena em Química da FECLESC/UECE e as duas escolas de educação básica onde se desenvolve o estágio curricular supervisionado em química.