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4. GENEL BİLGİLER

4.3. Plasenta

4.3.4. Plasentadan Madde Geçişleri

Belo Horizonte gerou no ano de 2002, 1.582.835,12 toneladas de resíduos sólidos. Deste total, 1.458.568,72 (92,15%) foi destinado a aterramento; os 7,85% restantes se destinaram a algum tipo de reciclagem. Do total aterrado, 33,8% era

76 As agências internacionais de noticias trazem inúmeras manchetes a respeito. Uma busca rápida

no site da BBC de Londres (www.bbc.co.uk) por exemplo traz uma que seria cômica, se não fosse trágica, especialmente do ponto de vista de populações do terceiro mundo: “US warns tourists of Naples waste: The US embassy in Rome has warned American tourists that they may face health risks if they travel to Naples, because of the city's rubbish crisis”. Disponível em:

117 de origem domiciliar, coletados por caminhões compactadores (31,35%) ou

caminhões de caçamba aberta (2,45%) (Belo Horizonte 2003).

Do percentual não aterrado, destinado a reciclagem é bastante provável que houvesse resíduos sólidos gerados em domicílios, mas não há dados claros a respeito já que o registro do qual fazemos uso provem da pesagem para aterramento realizado pela SLU. Outro aspecto importante. É crescente em anos recentes o número de pessoas que se dedica a coleta de material reciclável como meio de sobrevivência. Essa atividade tanto se dá no seio de associações de catadores como também como trabalhadores autônomos77. Não conhecemos

dados sobre o volume de material coletado por estes trabalhadores, até mesmo em função do grande número de trabalhadores autônomos. Portanto, as informações que analisaremos aqui não incluem um montante considerável de resíduos coletados por catadores de material reciclado. Os dados analisados são advindos da coleta feita pela SLU.

A distribuição da produção de resíduos sólidos domiciliares78 entre as

Regionais Administrativas mostra que há forte proeminência da Regional Centro- Sul, seguida pela Noroeste. A participação de cada Regional na geração dos resíduos sólidos domiciliares segue mais ou menos o padrão de distribuição da população e dos domicílios pelas Regionais. A Centro-Sul, no entanto, se destaca por ter maior participação no número de domicílios e ainda mais fortemente na geração de resíduos (em torno de 20%) do que na população total (11,7% em 2000). Este descompasso se repete, ainda que de forma menos pronunciada, na Pampulha. As Regionais Oeste e Noroeste têm peso praticamente idêntico nas três variáveis enquanto para Barreiro, Norte, Venda Nova e Leste a participação percentual na geração de resíduos sólidos domiciliares é menor que no total de população residente (GRÁFICO 9).

Este último grupo é formado justamente por Regionais com perfil socioeconômico menos privilegiado – em termos de renda e educação – e perfil

77 Jacobi e Teixeira (1997) e Silva (2000) abordam o problema da geração de renda nesse

mercado de trabalho em Belo Horizonte.

78 Como se disse acima, o termo resíduo domiciliar não se refere apenas aos resíduos gerados em

residenciais como também aqueles advindos de estabelecimentos comerciais de pequeno porte, que gerem resíduos até o limite diário permitido.

118 demográfico domiciliar mais “tradicional”, isso é, famílias com maior número de

filhos, idade média da população mais baixa, chefes de domicílio mais jovens e menor incidência de domicílios unipessoais. A exceção a esta descrição é a Regional Leste, onde, no entanto, são mais abundantes os setores subnormais.

Analisando a trajetória da geração segundo Regionais nos anos recentes, notamos que há tendência de diminuição da distância entre a participação da Centro-Sul e Noroeste por um lado e as demais Regionais por outro. Os dados indicam que houve aumento da participação da Norte e Pampulha no período 1996-2000, mas, a partir de então até 2005 temos a tendência à estabilização da participação de cada Regional na produção (FIGURA 13 - ANEXO).

Focando a distribuição da produção dos resíduos sólidos domiciliares segundo as áreas de ponderação, a diferenciação entre a participação na população residente em 2000 e a quantidade produzida fica mais pronunciada. GRÁFICO 9: Belo Horizonte – Regionais Administrativas: participação percentual na população residente e na geração de resíduos sólidos domiciliares, 2000

Fonte (dados brutos): Censo Demográfico 2000 e Belo Horizonte 2000

Dado que é usual analisar a geração per capita como índice de intensidade de geração de resíduos em uma população, analisamos o status de cada área como geradora, construindo uma medida simples: a razão entre a participação percentual da AP no total de população residente e na geração total de resíduos

119 domiciliares coletados. Um índice igual à unidade indicaria que a população desta

AP gera resíduos em consonância com seu peso na distribuição espacial da população na cidade. Definimos como “sobre-participação” da área na geração de resíduos o excesso do índice acima de um e vice-versa.

Para trinta e uma áreas de ponderação (53,5%) a participação na geração de resíduos é menos que proporcional ao seu peso populacional. Entre essas, 12 (20%) tem participação proporcional até 30% menor (FIGURA 4). A participação menos que proporcional na geração aparece especialmente no Barreiro, Venda Nova e Norte. A Regional Oeste tem a combinação mais diversa: Estoril/ Buritis no topo da escala, gerando resíduo em proporção elevada (acima de duas vezes o seu peso populacional) ao lado das AP's do grupo menos representativo (Morro das Pedras e Cabana) e intermediário (Barroca, Betânia e J America). Além de Estoril/ Buritis, aparecem no grupo de maior sobre-participação Barro Preto e Savassi na Centro-Sul e Pampulha.

Há uma faixa central do território do município, de sudeste e noroeste do mapa (FIGURA 4) onde predomina alta geração. Fora desta aparecem a AP Barreiro de Baixo, região tradicionalmente densa e com elevada oferta de serviços (Lemos et al 2004), e Cap. Eduardo. Esta ultima é um caso intrigante e de difícil explicação. Esta é uma das regiões onde há mais baixa densidade populacional média, possuindo áreas onde há forte presença de áreas verdes.79

Essa não é, entretanto uma peculiaridade muito elucidativa, desde que o Barreiro é a uma região com grande área verde e não se destaca em sobre- participação, a não ser na AP mais intensamente comercial, Barreiro de baixo. Ao mesmo tempo a Pampulha, também com grande percentual de área verde esta no topo da distribuição de sobre-participação. No caso, da Pampulha, merece menção o fato de que é pequena a presença de endereços não residenciais.

Em suma, não se identifica uma dependência direta entre o tamanho da população residente e o volume de resíduos gerados. Abre-se, então espaço para

79 As UP´s, Gorduras e Capitão Eduardo – que formam a AP Capitão Eduardo – são a quarta e

oitava, respectivamente em presença de área verde (www.pbh.gov.br ). Quanto à densidade populacional, as UP‟s que formam a AP Capitão Eduardo têm densidades de 1.311,2 (C. Eduardo), 2.030,6 (Gorduras) e 7.423,8 (Ribeiro de Abreu) habitantes por Km2

, contra 8.828,8 Km2 do

120 investigarmos outras associações possíveis entre este e outros aspectos sócio-

demográficos.

4.6. Associação entre aspectos sócio-demográficos e a

Benzer Belgeler