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Planorbis (Planorbis) intermixtus Mousson,1874

4.3. Çalışmada Teşhis Edilen Türlerin Genel Özellikleri ve Bilinen Dağılımları

4.3.15. Planorbis (Planorbis) intermixtus Mousson,1874

A educação a distância foi cogitada, inicialmente, na legislação, através da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira – LDB -, lei nº 4.024, de 20/12/1961, e pela lei nº 5.692, de 15/08/1971, que abriram uma estreita possibilidade para a organização de cursos ou escolas experimentais, mediante autorização do Conselho Estadual de Educação, no caso de cursos da educação básica, e de autorização do Conselho Federal de Educação, no caso de cursos superiores. A Lei 5.692 “[...] dispôs que os conselhos de educação pudessem autorizar experiências pedagógicas com regimes diversos” e determinou que os cursos supletivos fossem ministrados via rádio, televisão, correspondência, dentre ouros meios, porém esses cursos estavam sujeitos a exames externos para comprovar sua validade (GOMES, 2009, p. 19).

A segunda LDB, lei nº 9.394, de 20/12/1996, estabelece, em seu artigo 80, a modalidade de educação a distância para todos os níveis de ensino, prevendo o credenciamento das instituições pela União, normas para avaliação e autorização de cursos. A redação do referido artigo sofreu alterações e sua regulamentação ocorreu através do Decreto nº 2.494, de 10/02/1998, que tramitou por mais de um ano.

A Portaria 2.253, de 18/10/2001, define que as instituições de ensino superior podem introduzir, na organização curricular de cursos superiores reconhecidos, a oferta de disciplinas, que, em seu todo ou em parte, utilizem método não presencial. Porém, devem garantir a oferta da mesma disciplina na modalidade presencial até a renovação de reconhecimento do curso. Em 10 de dezembro de 2004, é lançada a Portaria nº 4.059, que revoga a Portaria 2.253 e regulamenta o artigo 81 da LDB, autorizando as instituições de ensino superior a oferecerem disciplinas na modalidade semipresencial (aulas a distância e presencial) até o limite de 20% da carga horária total dos cursos superiores reconhecidos, sem a obrigatoriedade de garantir a mesma disciplina presencialmente. Essa carga horária pode também ser distribuída ao longo do curso, perpassando todas as disciplinas ou em apenas algumas, entendidas como adequadas à modalidade.

Ressalta que a oferta das disciplinas na modalidade EaD deve prever avaliações presenciais, além de encontros presenciais e atividades de tutoria. Também em dezembro de 2004, é publicada a Portaria 4.361, que dispõe sobre o credenciamento e o recredenciamento de Instituição de Ensino Superior para a oferta de cursos superiores na modalidade a distância. Em dezembro de 2005, é lançado o Decreto 5.622, que regulamenta o artigo 80 da LDB 9.394/96, revogando os Decretos anteriores (Decreto 2.494/1998 e 2.561/1998). O Decreto 5.622 traz algumas alterações, tais como: estabelece a obrigatoriedade de momentos presenciais para estágios, defesas de trabalhos, atividades práticas em laboratórios, além de avaliações presenciais, que já eram previstas no antigo decreto; os resultados das avaliações presenciais devem prevalecer sobre as atividades avaliativas a distância; inclui os diversos níveis e as modalidades de educação, como os programas de mestrado e doutorado; cria uma série de normas e exigências para os processos de credenciamento de instituições para a EaD, pautados nos referenciais de qualidade dessa modalidade de ensino (GOMES, 2009).

Conforme Mattar (2011), os Referenciais de Qualidade devem ser o norteador para subsidiar os processos de regulação e avaliação da educação a distância, embora esse documento não tenha força de lei. A primeira versão foi elaborada em 2003, pelo Ministério da Educação e pela Secretaria de Educação a Distância, passando por uma atualização em 2007.

Entretanto, para regulamentar e regular o processo de avaliação das instituições de educação superior, cursos superiores de graduação e superiores de formação específica no sistema federal de ensino, é lançado o Decreto 5.773, em 09 de maio de 2006.

A seguir, são apresentadas as demais resoluções6, portarias e decretos relacionados à educação a distância a partir de 2007, trazendo um rápido resumo, sendo que alguns documentos já foram revogados.

Quadro 2 - Legislação EaD de 2007 a 2010

Documento O que define

Resolução nº 01, de 08/06/2007

Estabelece normas para o funcionamento dos cursos de pós-graduação lato

sensu, incluindo os cursos ofertados na modalidade a distância (instituição

deve ser credenciada pela União, deve ter avaliações presenciais e defesa presencial individual de monografia ou trabalho de conclusão de curso). Portaria nº 01, de 10/01/2007

(revogada)

Define o calendário de avaliações do Ciclo Avaliativo do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior – SINAES - para o triênio 2007/2009 (presencial e EaD).

Portaria nº 02, de 10/01/2007

(revogada) Dispõe sobre os procedimentos de regulação e avaliação da educação superior na modalidade a distância. Portaria nº 1.050, de

07/11/2007

Aprova os instrumentos de avaliação do INEP para credenciamento de instituições de educação superior e seus polos de apoio presencial para a oferta de educação a distância.

Portaria nº 1.051, de

07/11/2007 Aprova o instrumento de avaliação do INEP para autorização de curso superior na modalidade de educação a distância.

Decreto 6.303, de 12/12/2007

Altera alguns dispositivos dos Decretos nº 5.622, de 19/12/2005, e nº 5.773, de 09/05/2006, que tratam sobre o exercício das funções de regulação, supervisão e avaliação de instituições de educação superior e cursos superiores de graduação e formação específica no sistema federal de ensino. O credenciamento para a EaD é condicionado ao pedido de autorização de, pelo menos, um curso nessa modalidade.

Normativa n° 40, de 12 de dezembro de 2007, consolidada e republicada em 29 de dezembro de 2010

Atribui à Diretoria de Avaliação da Educação Superior - DAES/Inep - as decisões sobre os procedimentos de avaliação.

Portaria nº 10, de 02/07/2009 Estabelece critérios para dispensa de avaliação in loco, tanto para cursos presenciais quanto para cursos a distância. Portaria nº 1.326, de 18 de

novembro de 2010

Aprova Instrumento de Avaliação de Cursos de Graduação: Bacharelados e Licenciatura, na modalidade de educação a distância, do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES.

Fonte: elaborado pela pesquisadora.

Ressaltamos que, recentemente, em junho de 2011, foram divulgados, em nota técnica pelo INEP, os instrumentos de avaliação de cursos presenciais e a distância, reformulados por uma equipe de especialistas, sob a coordenação da Diretoria de Avaliação

da Educação Superior – DAES. Esses instrumentos trazem várias exigências que vêm a qualificar os processos de ensino e de aprendizagem na EaD.

A partir desse apanhado geral sobre a legislação que regulamenta a EaD, é possível observar que, com o avanço dessa modalidade de ensino, muitas questões foram discutidas, implementadas e/ou reestruturadas, buscando atender às demandas sociais, assim como primar pela qualidade da educação. Porém, sabemos que há ainda um longo caminho a ser percorrido em busca dessa qualidade, iniciando pela formação dos professores, que, com os novos aparatos e recursos tecnológicos, exige uma qualificação constante.

Assim, na sequência, é apresentado um estudo exploratório realizado no site da ANPED – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação –, a fim de verificar o que já foi pesquisado em relação aos saberes docentes para a EaD, na 32ª e na 33ª Reunião Anual, ocorridas nos anos de 2009 e 2010, respectivamente.

3 ESTADO DE CONHECIMENTO: ESTUDOS REALIZADOS ACERCA DOS

Benzer Belgeler