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1. WEB SİSTEMİNİN ANA HATLARI

1.3. Betik Dilinin Ana Hatları

1.3.2. Php’nin Özellikleri

SAMPAIO e CARVALHO FILHO (2005) no editorial da Revista Reforma Agrária citam:

“A ABRA considera que o II PNRA adotado pelo governo Lula não respondeu a Proposta. Ela foi cortada ao meio e transformada em um mero plano de assentamentos, como tantos outros que caracterizaram políticas agrárias de governos anteriores. As restrições de recursos oriundas da política macroeconômica conservadora, herdada do governo passado e adotada pelo governo Lula, mutilaram a proposta. Alteraram profundamente seu caráter – de estrutural passou a ser meramente compensatória” (pág. 8).

Abaixo são relacionadas na íntegra as 11 metas para o período de 2004 a 2006, extraídas do próprio documento. Elas “representam a realização do maior plano de reforma agrária da história do Brasil” (BRASIL, II PNRA).

1. 400.000 novas famílias assentadas;

2. 500.000 famílias com posses regularizadas; 3. 150.000 beneficiários pelo crédito fundiário;

4. Recuperar a capacidade produtiva e a viabilidade econômica dos atuais

assentamentos;

5. Criar 2.075.000 novos postos permanentes de trabalho no setor reformado; 6. Implementar cadastramento georreferenciado do território nacional e

regularização de 2,2 milhões de imóveis rurais;

7. Reconhecer, demarcar e titular áreas de comunidades quilombas;

8. Garantir o reassentamento dos ocupantes não índios de áreas indígenas; 9. Promover a igualdade de gênero na Reforma Agrária;

10. Garantir a assistência técnica e extensão rural, capacitação, crédito e

políticas de comercialização a todas as famílias de áreas reformadas;

11. Universalizar o direito a educação, a cultura e a securidade social nas

áreas reformadas.

Para atingir a meta de 2004, de 115 mil famílias assentadas, o governo lançaria mão do instrumento de desapropriação por interesse social para fins de reforma agrária para 71% da demanda total de terras. Esta prática possibilita o pagamento da terra nua em até 20 anos (através da emissão de títulos da dívida agrária – TDA), enquanto os beneficiários começam a ressarcir o Estado a partir do terceiro ano. Somente os gastos com implementação dos assentamentos saem do orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário.

O programa foi cortado ao meio, transformado em compensatório, incapaz de introduzir um “novo modelo” e; a despeito de tudo isso, não foi cumprido. No capítulo seguinte são demonstrados alguns dados do Governo Lula que abrangem o período 2004 a 2006. Os dados de assentamentos ficaram muito abaixo da meta, enquanto que o crédito rural superou-a. Os demais itens não foram

avaliados, mas não foram encontradas evidências de realização, ainda que parcial, das metas numeradas de 7 a 10.

Vale destacar que o crédito fundiário, único item em que a meta foi cumprida – e ainda superada -, “integra o Plano Nacional de Reforma como um

instrumento complementar à desapropriação. É um mecanismo de acesso à terra por meio do financiamento da aquisição de imóvel rural ...” (BRASIL, II PNRA).

Corrobora com a visão de uma reforma agrária de mercado, muito em voga a partir da década de 1990, mas que quando proposta pelo MDA ou INCRA surpreendem.

Medida Provisória 410 de 28 de dezembro de 2007

A data de edição da Medida Provisória 410 chama a atenção. É a última sexta feira do ano e a próxima segunda, dia 31 de dezembro, último dia do ano. Percebe-se que o Governo adiou ao máximo a edição da MP 410. Não era para menos: em termos gerais, a MP 410 visava a “flexibilização” do trabalho rural, no momento em que desobrigava o registro na carteira de trabalho, por parte do empregador, em contratos inferiores a 60 dias. No entendimento da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Alimentação e Assalariados Rurais – CONTAC -, a medida abre espaço para o trabalho escravo. Justamente por isso, de acordo com FERREIRA, ALVES, CARVALHO FILHO (2009), quando a MP foi convertida na Lei 11.718/2008 ela teve alguns de seus termos atenuados, de maneira que continua a existir a obrigatoriedade do registro em carteira, mas foi criado o contrato de trabalho rural de curto prazo. “A MP original foi amenizada, mas a intenção foi revelada.” (pág. 49).

Medida provisória 422 de 25 de março de 2008

Esta medida provisória dispensa de licitação a venda de terras públicas do IBCRA de até 1500 hectares. UMBELINO (2008) denuncia que, basicamente, esta MP é a “solução jurídica” para legalizar os crimes do agrobanditismo. O INCRA

possuía, em 2003, mais de 60 milhões de hectares na Amazônia Legal. Parte significativa deste patrimônio público foi vendida ilegalmente por funcionários do INCRA, que cercavam e se apropriavam privadamente de tudo. Em 2005 os grileiros conseguiram regularizar propriedades de até 500 hectares com a aplicação de dispositivos da Lei 11.296 de 21/11/2005 (a MP do bem) que permitia ao INCRA vender as terras para aqueles que haviam grilado, com a colaboração do próprio INCRA. Agora, a MP 422 dispensa de licitação a venda de terras do INCRA, de forma que aqueles que grilaram terras no passado não precisarão concorrer com outros para adquirir as terras, legalizando-as. O resultado prático é que terras públicas que deveriam – ou ao menos poderiam – ser utilizadas para demarcação de áreas indígenas, quilombolas, reforma agrária ou preservação foram destinadas a regularização de propriedades griladas.

Medida provisória 458 de 11 de fevereiro de 2009

A audácia do Governo Lula em promover o agronegócio através de Medidas Provisórias que afrontam os princípios de preservação da Amazônia legalizando terras griladas não tem limites. Como resultado da aplicação da MP 458, a MP da Grilagem “67,4 milhões de hectares de terras arrecadadas e registradas em nome da União serão entregues a seus ocupantes” (ABRA 2009).

Entre outros aspectos, a MP tenta, através de seu artigo segundo, igualar o grileiro ao posseiro, em discordância com o artigo 191 da Constituição Federal, que permite somente ao posseiro o direito à legitimação da posse, enquanto a grilagem é crime, além de permitir a ocupação indireta – por intermediários - e a exploração indireta, através de funcionários assalariados.

A distribuição dos 67,7 milhões de hectares também está de acordo com o padrão fundiário presente no Brasil. Números mostrados pela ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva17, denunciam que 81% dos beneficiados – pequenos

17 Recomenda-se assistir ao discurso da Senadora Marina Silva sobre a MP 448, disponível em

produtores -, ficaram com 7,8 milhões de hectares. Os médios produtores, que representam 12% do total de beneficiários, ficarão com uma fatia semelhante na distribuição: 8 milhões de hectares. Já as grandes propriedades – acima de 1500 hectares -, irão se apropriar de aproximadamente 49 milhões de hectares, e representam apenas 7% do total dos beneficiados. Resumidamente, 72% da área total da Amazônia a ser regularizada com a MP 458 estará concentrada nas mãos de 7%. A senadora questionou: “Onde está a justiça social?” (O Estado de São

Paulo, 2009)

2.6 – Comissão Parlamentar de Inquérito Mista da Terra – CPMI da

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