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BÖLÜM III. BİST TEKNOLOJİ SEKTÖR ENDEKSİ İLE DÜNYADAKİ DİĞER

3.2.1.2. Phillips-Perron (PP) Birim Kök Testi

A visão de gramática generativa transformacional proposta por Chomsky se caracteriza pela tentativa de estabelecer relações conceituais entre o uso da linguagem e o raciocínio lógico do pensamento humano. Chomsky julgava que os dados nunca falariam por si só. Por isso, deve-se tentar entender que tipo de “sistema” é a linguagem e expor as conclusões em termos de um sistema formal. Tal análise deve levar à postulação de regras que possam explicar a produção de qualquer sentença gramatical concebível e, ao mesmo tempo, essas regras não devem “gerar” nenhuma sentença incorreta ou agramatical. Uma vez estabelecido este “sistema”, deve-se examinar expressões particulares para determinar se podem ser adequadamente geradas através da adesão às regras sistêmicas por vários processos integrativos estruturais da cognição humana (GORSKI, 2007).

Chomsky acreditava que a complexidade da linguagem era própria do cérebro humano e seguia regras e princípios que transcendiam todos os povos. Como se as pessoas fossem dotadas de uma “faculdade de linguagem” altamente específica que Steven Pinker, neurolinguista, prefere chamar de “instituto”, procurando refletir sobre o modo de como a “mente” cria a linguagem. Para Pinker este “instituto” é composto de muitas partes e alerta que a limitação da base de conhecimento humano está relacionada à falta de um estudo de lógica matemática e dos níveis de linguagem propriamente dita, como sintaxe,

14 A Semiótica estuda os signos e a forma como eles funcionam na produção de significados

relacionando qualquer marca, símbolo ou sinal à construção de um signo usado para indicar e veicular pensamentos e informação.

semântica e pragmática. A sintaxe funciona como seu sistema combinatório discreto que constrói as estruturas sintagmáticas. A morfologia funciona como um segundo sistema combinatório que constrói palavras em um espaço léxico, dando um tratamento vocal renovado com regras e estruturas fonológicas, percepção da fala, algoritmos de análise e algoritmos de aprendizagem. (GORSKI, 2007).

Assim, a gramática impõe injunções de ordem prática dentro da sociedade para uso sistematizado de controle e estruturação do vocabulário em campos conceituais para organizar o contexto de um documento científico. Essas concepções estão presentes nas expressões simbólicas do sujeito, registradas em um conjunto de informações que são praticadas numa dada situação-problema. Para Vergnaud, o conhecimento está organizado em “campos conceituais”, que se desenvolvem no sujeito, num certo período de tempo, por meio do pensamento, experiência, maturação e aprendizagem (MOREIRA, 1999).

Essas competências e habilidades começam a se desenvolver a partir das primeiras ações do sujeito, espontaneamente, quando está inserido numa dada situação- problema como, por exemplo, na leitura e interpretação de “conceitos científicos”. Para Vygotsky (1998), conceitos científicos fazem parte de um sistema lógico e organizado para um indivíduo letrado que está pronto para ler, interpretar e observar fenômenos naturais, passando a um ser crítico de suas práticas sociais e questionador de teorias, hipóteses e pressupostos. A análise, a interpretação e a descrição dos mecanismos de formação de conceitos, segundo uma abordagem sócio-cultural-cognitiva das obras de Vygotsky coloca em evidência as relações existentes entre conceitos espontâneos e científicos.

Nas obras de Vygotsky, a história da sociedade e o desenvolvimento do ser humano estão totalmente relacionados com a linguagem e suas complexas inter-relações com o pensamento. Para Vygotsky, as crianças, desde que nascem, têm constante interação com os adultos e, através deste contato, os processos psicológicos mais complexos vão se ligando socialmente com sua cultura. No início, esses processos são interpsíquicos, passando posteriormente para intrapsíquicos. A fala adquire multifunções e conceitos espontâneos que são gerados nas situações concretas de relacionamentos, desenvolvidos no cotidiano com as práticas e interações sociais (OLIVEIRA, 1997).

Este sistema lógico-sócio-cultural-cognitivo tem uma peculiaridade que precisa ser observada, que é a posição da palavra e do conceito que rege a organização das relações léxico-gramaticais. Vygotsky deixa claro em todas as suas obras que os conceitos científicos e espontâneos se desenvolvem dinamicamente em direções contrárias e, gradativamente, os conceitos espontâneos vão evoluindo até que eles possam se encontrar quando o indivíduo possui certa autonomia para direcioná-los. Esses relacionamentos, naturalmente hierárquicos são muito semelhantes aos arranjos de um sistema de conceitos.

Essa visão reforça que os sujeitos, agentes de sua própria inteligência, podem possuir dois sistemas de formação conceitual, um baseado em categorias difusas e o outro em conceitos clássicos, ou logicamente definidos e classificados em taxonomias15

(POZO, 2005).

Os processos de categorização e classificação são muito semelhantes. A diferença básica entre os dois processos está na ideia de que na classificação, o objeto é alocado em uma única classe, enquanto que na categorização o objeto pode estar associado a várias categorias (LOH, 2001). Esses princípios são os mais comuns de uma taxonomia. Por isso, existem diferentes técnicas de estruturação e organização do conhecimento para representar objetos e dispor os termos em qualquer tipo de lei ou princípio de um sistema classificatório.

Esses processos intelectuais por meio dos quais objetos passam a ser analisados em um domínio, podem ser considerados como uma abstração e generalização perceptiva espacial, estrutural, temporal, entre outras (BASTOS, 2005). Uma abstração e generalização é uma operação mental que consiste em estender a toda uma classe de objetos ou fenômenos os elementos essenciais, gerais, universais, constatados num certo número de entidades ou fenômenos da mesma classe com características comuns (OLIVEIRA, 1997). Além disso, quanto mais abstrato e genérico for um conceito, ele poderá ser representado em um termo puro (DAHLBERG, 1978).

Para Vergnaud, há uma relação dialética entre conceitos-em-ação e teoremas- em-ação, uma vez que conceitos são ingredientes de teoremas e teoremas são propriedades que dão aos conceitos seus conteúdos. Moreira (1999) alerta que seria um erro confundir conceitos-em-ação e teoremas-em-ação porque conceitos não são teoremas. Conceitos em ação são ingredientes necessários das proposições. Proposições podem ser verdadeiras ou falsas. Mesmo assim, não existem proposições sem conceitos assim como também não existem conceitos sem proposições.

Conceitos podem ser apenas relevantes ou irrelevantes. Um teorema-em-ação é uma proposição tida como verdadeira sobre o real e o conceito-em-ação é um objeto, um predicado, ou uma categoria de pensamento tida como relevante. Uma proposição explícita pode ser debatida, uma proposição tida como verdadeira de maneira totalmente implícita, não. Assim, o caráter do conhecimento muda se for comunicável, debatido e compartilhado por uma comunidade científica. Cada comunidade científica possui seu próprio vocabulário e, antes de se lançar a publicar um documento, o autor precisa apropriar-se do vocabulário

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Embora as taxonomias tenham suas raízes nos trabalhos de Aristóteles, Linnaeus e Darwin, o significado deste termo tem sido amplamente usado para outras propostas na CI e CC, visando a organização, armazenagem e recuperação de informação no que se refere aos sistemas de classificação e representações do conhecimento como instrumentos que organizam logicamente os conteúdos informacionais (CARLAN, 2010).

de sua área de interesse. Isto significa ter acesso à interpretação e compreensão compartilhada em um domínio com uma terminologia aceita na comunidade científica, implicando em tarefas complexas mesmo para um indivíduo letrado.

Esses procedimentos de naturezas distintas conceituais são práticas sociais que exigem diversos aspectos multifuncionais linguísticos para formar um texto completo que ajudam a contornar dificuldades conceituais de interpretação e compreensão de forma a adequar, organizar e estruturar o vocabulário dentro de uma determinada situação de uso e contextualização. De fato, os processos ler, (re)ler, escrever e (re)escrever sem dúvida são algumas das melhores maneiras de aumentar o vocabulário. Por meio deles diversos elementos podem ser combinados em campos para formalização e transformações de grandezas-signos. Esses processos mecânicos e intelectuais são necessários para dar sentido ao texto completo e formar um todo organizado de objetos-em-ação, ou melhor, objetos-informacionais-em-ação.

Benzer Belgeler