A. baumannii DNA’sını içeren kalıpların ApaI RE ile kesimi:
3. Gel logic 2200 imaging system (ayrım gücü: 1708x1280 pixel, Kodak Company, NY, USA) kullanılarak DNA bant görüntülerinin fotoğrafı çekildi.
2.1.3.9. PFGE için gerekli solusyonlar
As influências positivistas impregnaram os ideais dos políticos dos primórdios republicanos no Brasil, em especial no Rio Grande do Sul, por conta do caráter da política autoritária característica do estado. Existe na doutrina comtiana um perfeito embasamento do estabelecimento de ordem social.31
Júlio de Castilhos, apesar de não estar na relação inicial dos membros da comissão executiva do PRR, tornou-se um destacado filiado ao partido. Sua influência começou a se intensificar perante a sociedade sul-rio-grandense a partir do jornal A Federação, que serviu como instrumento de divulgação e propagação dos ideais republicanos e positivistas.
A filosofia positivista tem, em maior evidência, o seu caráter autoritário32, principalmente a partir da Constituição Castilhista, de 1891, sendo esta constituição de fundamental importância para Júlio de Castilhos iniciar o processo de domínio político seu e do PRR no estado do Rio Grande do Sul. Seu caráter autoritário, determinado na Constituição, foi essencial para que estabelecesse um processo ditatorial no estado sul-rio-grandense. Nesta constituição, ficaram outorgados princípios como a concentração de poderes nas mãos do Presidente do estado e o esvaziamento dos poderes legislativo e judiciário.
A Constituição Castilhista apresentava discrepâncias significativas em relação à constituição brasileira. Essa diferenciação é evidenciada, principalmente, no poder executivo, que no Rio Grande do Sul teve um fortalecimento de seu papel em relação ao legislativo e ao judiciário.
Para tal valorização do poder executivo, alguns artigos constitucionais foram alterados, ou incluídos, fortalecendo o presidente do estado. A partir da análise de alguns artigos, confirma-se a assertiva acima.
31 Reitera-se que “O positivismo, corrente de pensamento com conotações de autoritarismo, foi adotado
como matriz de orientação político-administrativa pelo grupo que empolgou o poder, adequando-se ao esquema montado e propondo, ao mesmo tempo, soluções novas para os problemas que se apresentavam. [...] talvez se possa acrescentar a esta linha de considerações definidoras do autoritarismo que tenderia a caracterizar-se ainda pela hipertrofia e independência progressiva do executivo face aos demais poderes” (PESAVENTO, 1979, p. 196).
32 “O modelo conservador-autoritário deita raízes nos fundamentos ideológicos do grupo mais
representativo da propaganda republicana no Rio Grande do Sul que se inspira no ideário positivista. O Partido Republicano Riograndense organiza-se, por iniciativa do clube republicano de Porto Alegre, em fevereiro de 1882, que convoca uma convenção regional na qual é eleita a primeira comissão executiva provisória formada por Ramiro Barcellos, Demétrio Ribeiro, Luis Leiseigneur, João Pedro Alves e Apolinário Porto Alegre” (TRINDADE, 1979, p. 122).
O artigo 7º da constituição sul-rio-grandense não tem similar na constituição brasileira. Neste artigo, fica estabelecida uma liberdade significativa para o chefe do executivo: “A suprema direção governamental e administrativa do Estado compete ao presidente, que exercerá livremente, conforme o bem público, interpretado de acordo com as leis”. Além deste artigo, de caráter autoritário, têm-se outros dois pontos de divergências fundamentais. A escolha do vice-presidente e a questão da reeleição.
A constituição brasileira estabelece no Art. 46 que: “O Presidente e o Vice- Presidente da república serão eleitos por sufrágio direto da Nação, e maioria absoluta de votos”. A constituição sul-rio-grandense, por sua vez, estabelece no Art. 10: “Dentro dos seis primeiros meses do período presidencial, o presidente escolherá livremente seu vice-presidente...” Com o presidente determinando seu vice, percebe-se assim, uma maneira de evitar desgastes com algum vice indesejado, estabelecido através de convenções políticas do partido, e fazia também com que este seguisse fielmente a cartilha estabelecida por si.
Naquilo que tange à possibilidade de reeleição, a constituição brasileira é bastante clara em seu Art. 43, afirmando que “o Presidente exercerá o cargo por quatro anos, não podendo ser reeleito para o período presidencial imediato”. Na constituição sul-rio-grandense, o Art. 9º é semelhante ao artigo anteriormente citado; no entanto, ele possui uma colocação a mais, que modifica a intenção do artigo da constituição federal: “O Presidente exercerá o cargo por cinco anos, não podendo ser reeleito para o período seguinte, salvo se merecer o sufrágio de três quartas partes do eleitorado”.
A questão da reeleição sem limites foi um dos principais motivos de reivindicação de mudança na constituição sul-rio-grandense por parte da oposição, que, não conseguindo obtê-la no campo político, partiu para a revolta armada, originando a Revolução de 1893.33
Estava, assim, estabelecida a “ditadura científica”, que dava ao presidente do Estado amplos poderes na sua administração, numa tentativa de enfraquecer uma oposição que, nesse período, era detentora da maioria do eleitorado. Tal fato gerou uma contradição a lógica política “democrática”, uma vez que, a minoria acabou por se estabelecer no poder, demonstrando a capacidade dogmática do PRR, que passa
33 Sobre a Revolução Federalista, ver:
PICCOLO, 1993. ALVES, 2002.
a abarcar desde o campo da ideologia político-social à capacidade de organização partidária.
Se a doutrina positivista do PRR foi, em grande medida, responsável pelo tipo de posição tomada pelo partido em relação à sua forma de atuar no contexto político de que participou, deve-se creditar ao grupo que fundou e trabalhou no partido esta capacidade de organização e firmeza ideológica. Neste sentido, o Partido Republicano Riograndense, embora minoritário (se comparado com o poderoso Partido Liberal, de Silveira Martins), compensou sua debilidade numérica através de uma disciplinada estruturação partidária combinada com forte coesão ideológica, definida nos Congressos Republicanos e expressa de forma combativa na propaganda e na imprensa partidária. (TRINDADE, 1979, p. 125).
A respeito da propaganda e do simbolismo utilizado pelo PRR, verifica-se, na imagem a seguir (figura 1), a questão do estabelecimento de amplos poderes ao chefe do executivo, já que se tem, na imagem, um significado do ideal do poder de Júlio de Castilhos, representando com ele, simbolicamente, o próprio estado.
Figura 1: Busto de Júlio de Castilhos no centro do Brasão do Rio Grande do Sul.
Fonte: Foto de acervo do Museu Júlio de Castilhos. Porto Alegre/RS.
Como forma de estabelecer essa base política através do poder político local, Júlio de Castilhos definiu a estratégia de construção da mitificação de sua imagem. Ao configurar sua imagem a partir de uma concepção maquiavélica, Castilhos deveria ser amado e temido, assim como também pela ótica explicitada na análise de Raoul
Girardet (1987), a partir da qual se pode fazer uma conjecturação da construção do sagrado contra o profano, ou seja, ele representaria o sagrado, e sua oposição o profano, demonstrando a visão maniqueísta engendrada no Rio Grande do Sul. Diversas imagens de Júlio de Castilhos estão espalhadas pelo estado, sejam elas retratos ou bustos.
Todavia, foi a partir da imprensa partidária, os jornais, que se deu o processo de constituição da imagem mítica política no Rio Grande do Sul. Porém, essa construção mítica abrangeu tanto castilhistas quanto gasparistas.
2.4 A CONSTITUIÇÃO DO IMAGINÁRIO MÍTICO/POLÍTICO NO RIO GRANDE DO