1.2. Geleneksel Ekonomi Büyüme Teorileri
2.1.1. Birincil Enerji Tüketimi
2.1.1.3. Petrol
domicílio
Aprendi isto tudo na polícia eramos obrigados a frequentar 4 meses no regimento de saúde em Coimbra e mais 4 meses no hospital militar no serviço de queimados, e fui vendo algumas coisas, embora já esteja muito esquecido das coisas e palavrões técnicas, depois concorri e fui promovido e essas coisas já ficaram para trás, para outro colega e passou-me tudo ao lado.
Para cuidar agora da minha esposa, aprendi no hospital. Como eu queria levar a minha mulher para casa, alias acordamos com os técnicos médicos e com os técnicos que eu podia leva-la para casa, acabaram por me informar e instruírem a maneira de eu poder tratar da minha mulher em casa e assim foi. Os enfermeiros explicaram como aspirar e injetar os medicamentos, faz assim e assim. Vi fazer e fui aprendendo. Para posicionar e transferir fui-me adaptando, porque quando os enfermeiros faziam a higiene e essa coisa toda eu estava lá fora, na sala. Se tivesse ficado no quarto a ver tinha mais possibilidade de ver os enfermeiros fazerem e aprender melhor, mas também acho que estou a trabalhar bem, porque vão a casa os enfermeiros do centro de saúde e também me explicam e dizem: - vira para aqui ou pra além e ensinaram que tenho que mudar de seringa todos os dias para injetar os medicamentos e usar uma para cada medicamento.
As enfermeiras vão lá a casa uma vez por semana à 4ª feira e tenho o contacto delas para se precisar de alguma coisa, nomeadamente ao fim de semana entre as 9 e as 14h e aos dias de semana entre as 9 e as 16h. Elas mudam a buterfly® e tiram dúvidas por exemplo da PEG que estava vermelho à volta e deram-me uma pomada para pôr. Mas o outro dia, deixei de por a pomada e limpei bem com soro e depois melhorou. Sobre os posicionamentos e transferências nessa parte ela não me explicaram, mas eu também não lhe perguntei. Ma não tenho falta de nada nem de material (compressas seringas e agulhas), e não tenho dúvidas e sempre que tenho dúvidas elas explicam. Também me explicaram para por um salva camas para não molhar o colchão.
Se os enfermeiros me ensinassem tinha sido melhor, mas também vi as funcionárias da Santa Casa fazerem e fui fazendo. Vi-as a mudar a fralda, a partir de que ponto punham a fralda nas costas e fui pondo, fui-me adaptando e fui fazendo.
Aprendi a posicionar praticamente sozinho. Tem que ser os enfermeiros, a ensinarem os familiares a tratar dos doentes, os enfermeiros é que contactam mais de perto connosco, é que se abrem mais connosco, é com quem agente descarrega, às vezes somos chatos, destrocemos as coisas e às vezes não temos razão, são os enfermeiros que devem-nos ensinar as posições as transferências e essas coisas todas (alimentação, medicação).
Entrevista 2 Duração: 16:32
1- Descreva-me a sua experiência na mobilização (posicionamentos, transferência e marcha) do seu familiar dependente.
A tia acorda de manhã, pego na tia e sento-a na cama, rodo e ponho as pernas de fora e calço os sapatos de quarto, visto um casaco, não visto o roupão porque dá mais trabalho, sento-a numa cadeira de escritório sem braços e levo-a à casa de banho, colocava-a na cadeira de escritório porque é mais fácil para caber nas portas. A cadeira de rodas é mais larga e não cabe nas portas, também tirava os braços da cadeira de escritório para caber melhor nas portas. Depois na casa de banho, tirava-a da cadeira de escritório e punha-a na sanita que tinha um alteador. Depois de ela fazer as suas necessidades lavo-a e sento-a no bidé para fazer a sua higiene. Quando tem a higiene feita, levanto a tia, ela coloca as mãos dela nos meus ombros e faz força nas pernas, dá uns passinhos e senta outra vez na cadeira, já com a fralda aberta na cadeira e depois é só colocar. Depois de sentada lava a cara, as mãos, os dentes e vamos para o quarto. Acabava de vestir a tia, e descíamos as escadas com ela. Uma pessoa à frente e outra atrás, ia descendo os degraus com a mão esquerda apoiada no corrimão e descia os 7 degraus. Se tivesse cansada, sentava-se nas minhas pernas, eu sentava-me no degrau. A escada tinha 2 patamares onde nós púnhamos cadeiras para a tia se ir sentado, depois tinha mais um patamarzinho onde punha outra cadeira e ela descansava e depois descia e essa cadeira depois ia para baixo, tem muitos degraus porque a casa tem 3 andares, no RC é a garagem, no 1º andar é a sala e a cozinha que é onde a tia passava mais tempo e no 2º andar é o quarto. Primeiro íamos à rua descia os degraus todos, e íamos tomar o pequeno-almoço, e depois ficava na sala com a empregada. Na tal cadeira de escritório, continua a ir à casa de banho fazer as suas necessidades, nesse piso. Estava na sala almoçava à mesa connosco, se tivesse bem-disposta podia sair mais uma vez, nessa altura estava a fazer essa vida a sair duas vezes por dia.
Na cama virava-a de barriga para cima metia uma almofada entre as pernas, porque a tia tinha partido o colo do fémur e virava-a para a direita. Porque a fratura era à
esquerda. Mas depois ela já se virava de barriga para cima. Ela tanto dormia para o lado direito como de barriga para cima. Quando estava de costas, tinha uma almofada debaixo do colchão para ficar mais alto, e quando estava de lado punha também uma almofada para amparar as costas e a outra entre as pernas. Ela não tinha nem cama nem colchão especial, mas já sei que agora como ela já está mais dependente tenho que alugar uma cama e um colchão anti escaras. Para a cadeira de rodas já tenho uma almofada anti escaras.
2- Descreva-me a melhor experiência que teve na mobilização do seu