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Foi realizado ainda um estudo da vazão de injeção de ar, fixando a completação do poço injetor na base da zona de óleo e a completação do poço produtor em toda a zona de óleo, variando as vazões de injeção em 2000 m³std, 5000 m³std, 10000 m³std, 20000 m³std, 30000 m³std, 40000 m³std e 50000 m³std, a fim de verificar sua influência no fator de recuperação do óleo.

A Figura 5.31 apresenta as curvas de fator de recuperação para as vazões de injeção de ar em função do tempo.

Figura 5.31 - Fator de recuperação versus Tempo - Estudo da vazão de injeção de ar. A Figura 5.31 mostra que o fator de recuperação aumenta com o aumento da vazão de injeção de ar. Porém vazões de injeção muito baixas, como a de 2000 m³std e 5000 m³std,

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com uma menor quantidade de oxigênio injetada, dificultam a manutenção da frente de combustão. E apesar das altas vazões de injeção promoverem a antecipação da produção, vazões muito altas, como 40000 m³std e 50000 m³std já não apresentam essa antecipação nem um incremento significante no fator de recuperação, mostrando que há um limite para a vazão de injeção de ar.

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Conclusões e Recomendações

Nesta seção são observadas as principais conclusões obtidas deste trabalho e algumas recomendações para trabalhos futuros.

 Conclusões

Este estudo comprovou a eficiência do processo térmico de combustão in situ (CIS) em reservatórios de petróleo pesado promovendo um incremento no fator recuperação de óleo em torno de 80% em relação ao processo de recuperação primária, favorecendo também a distribuição de calor por meio do aquecimento com a formação da frente de combustão no interior do reservatório.

Dos parâmetros analisados, a vazão de injeção de ar foi a que apresentou maior influência no processo ao longo dos 20 anos de projeto, pois quanto maior a vazão de ar injetado, maior foi o fator de recuperação obtido. Isto foi devido a que o aumento da vazão de injeção favoreceu a manutenção e o avanço da frente de combustão ao longo do reservatório, além de promover uma antecipação da produção do óleo.

Quanto aos parâmetros completação do poço injetor e completação do poço produtor, para completações na base da zona de óleo, no topo da zona de óleo ou na zona de óleo completa, estes se mostraram pouco influentes no processo CIS, com incrementos no fator de recuperação, quando da variação de seus níveis, de menos de 1%.

Em todas as análises realizadas verificou-se que a produção do óleo foi mais acentuada nos primeiros anos de produção, e começando a estabilizar após 5 anos de produção, como pôde ser observado também nos mapas 3D. Conclui-se então que é possível reduzir o tempo de análise do projeto, reduzindo o tempo de simulação das análises, e reduzindo também os custos de projetos com a produção e com a compressão e injeção do ar.

 Recomendações

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 Realizar um estudo das cinéticas das reações químicas envolvidas no processo, relacionando-as às características dos reservatórios;

 Estudar o processo CIS em reservatórios que possuam capa de gás;  Fazer uma análise econômica do processo;

 Comparar o processo CIS com outros métodos de recuperação;

 Realizar um estudo do processo com injeção semi-contínua de ar ou interrupção da injeção após um período de tempo;

 Realizar um estudo com um escalonamento na vazão de injeção de ar, isto é, iniciar o projeto com uma vazão mais elevada e diminuir gradativamente no tempo.

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