• Sonuç bulunamadı

Os resultados obtidos no ensaio de reprodutibilidade com fonte de 137Cs, são apresentados na (TAB. 11). O limites superior de 6,10 e inferior de 5,52 foram estabelecidos levando em consideração o desvio percentual 5% estipulado em norma CNEN-NN-3.05. O maior valor de atividade medido foi 6,00 MBq que corresponde a uma variação de 3,27%.

TABELA 11 - Medidas de reprodutibilidade da fonte de 137Cs.

Dias Ativ. Medida MBq Variação Percentual 0 5,99 3,10 1 5,96 2,58 5 5,99 3,10 6 5,96 2,58 7 5,96 2,58 12 5,96 2,58 13 5,96 2,58 14 5,96 2,58 15 5,99 3,10 19 5,96 2,58 20 5,96 2,58 21 5,96 2,58 22 5,96 2,58 23 6,00 3,27 26 5,95 2,41 27 5,96 2,58 28 5,97 2,75 30 5,95 2,41 32 5,96 2,58 33 5,97 2,75 34 5,96 2,58 35 5,96 2,58 36 5,97 2,75 39 5,95 2,41 40 5,96 2,58 41 5,97 2,75 43 5,96 2,58 46 5,96 2,58 47 5,97 2,75 48 5,96 2,58 49 5,97 2,75 54 5,97 2,75 Média 5,97 2,67

FIGURA 27 - Teste de reprodutibilidade da fonte de 137Cs.

5.8.3 Testes de Linearidade

Os resultados das medidas de linearidade são expressos na TAB. 1 2 e na FIG. 28 que representa graficamente a linearidade da fonte. A maior variação percentual foi de 16,8%, abaixo dos 20% estabelecidos na norma CNE-NN-3.05.

TABELA 12 - Medidas de linearidade da fonte de 131I

Tempo decorrido (Horas) Ativ. Medida (MBq) Variação percentual

0,00 2390 0,38 23,58 2190 0,46 47,85 2010 0,37 167,83 1320 0,91 195,75 1196 0,30 216,83 1109 0,82 312,58 788 1,31 336,22 724 1,50 359,48 667 1,98 383,75 611 1,87 479,57 434 2,33 504,90 397 2,08 526,37 367 2,91 552,58 335 2,43 583,27 300 0,04 647,52 239 3,35 671,77 219 3,27 695,95 201 3,36 719,95 185 3,75 744,08 170 3,96 815,33 131,6 4,37 841,25 120 3,78 864,42 110,6 4,31 888,60 101,5 4,39 1007,78 66,7 5,80 1032,15 61,1 5,69 1055,92 56,2 6,01 1151,12 40,3 7,50 1176,82 36,8 7,05 1205,10 33,3 5,64 1228,75 30,6 5,86 1346,67 20,2 7,77 1369,30 18,7 8,80 1396,08 17 7,86 1513,27 11,2 9,59 1536,65 10,3 9,91 1560,67 9,5 10,54 1656,58 6,85 12,72 1680,55 6,4 14,85 1704,28 5,89 15,27 1728,02 5,44 16,09 1827,25 3,87 16,80

6. CONCLUSÕES

Durante o desenvolvimento deste trabalho, não foi encontrada na literatura nacional referências sobre o levantamento de parâmetros para a montagem de um laboratório radioquímico. Portanto, este trabalho será utilizado como uma referência para implementação e funcionamento de laboratórios radioquímicos e de instalações radioativas, pois contém informações claras e concisas tanto de legislações vigentes e referências normativas internacionais quanto da estrutura física de um laboratório.

O levantamento dos parâmetros estabeleceu embasamentos técnicos e normativos para implementação adequada e segura do Laboratório do Centro de Tecnologia das Radiações-CTR. A adequação do laboratório a estas diretrizes visa o licenciamento deste junto a CNEN e a produção das fontes radioativas seladas, cujo foco principal é o atendimento as clínicas de medicina nuclear que as utilizam para verificação dos medidores de atividade em atendimento a norma CNEN-NN-3.05.

Os testes de exatidão e precisão realizados com medidor de atividade mostraram- se dentro dos parâmetros estabelecidos na norma CNEN-NN-3.05, garantindo assim as confiabilidades desejadas de 90 e 95% para exatidão e precisão.

A reprodutibilidade e linearidade dos testes apresentaram desvios percentuais abaixo de 5% e 20% respectivamente conforme a mesma norma.

Os Serviços de Medicina Nuclear também podem utilizar este trabalho como referência para obter informações que possibilitem adequação de suas dependências, podendo ser aplicadas desde os laboratórios de manipulação de radiofármacos e armazenamento de fontes quanto às áreas que destinadas a leitos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. GUIMARAES, L. R. Laboratórios quentes. Belo Horizonte: IPR, 1957. p 30-31. 2. BLAND, W.H; BAUER, F.; CASSEN, B. The Practice Nuclear Medicine.

Springfield, III – Thomas, 1958. p. VIII-XI.

3. MAZZILLI, B.P.; ROMERO FILHO, C.R; KODAMA, Y.; SUZUKI, F.; DELLAMANO, J.C.; MARUMO, J.T.; SANCHES, M.P.; VICENTE, R.; BELLINTANI, S.A. Noções básicas de proteção radiológica. Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares, 2002. 52 p.

4. XAVIER, A.M.; MORO, J.T.; HEILBRON, P.F. Princípios básicos de segurança e

proteção radiológica. 3.ed.rev. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2006. 5. CHESMAN, C.; ANDRÉ, C.; MACEDO, A. Física Moderna: Experimental e

aplicada. 2.ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2004. p. 165-167.

6. COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Atividades. Disponível em: <http://www.cnen.gov.br/acnen/atividades.asp>. Acesso em: 10 mar. 2009.

7. COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Requisitos de

radioproteção e segurança para serviços de medicina nuclear. Rio de Janeiro: CNEN, 1996. (CNEN-NN-3.05).

8. INTERNATIONAL ATOMIC ENERGY AGENC. Quality control of nuclear

medicine instruments. Vienna: IAEA, 1991. (IAEA-TECDOC-602).

9. REGIS, R. Radiofármaco reverte imagem negativa da energia nuclear. Scientific

American Brasil. Edição 5, out. 2002.

10. COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Entidades autorizadas e

registradas, medicina nuclear. Disponível em:

<http://www.cnen.gov.br/seguranca/cons-ent-prof/entidades-aut-cert.asp>. Acesso em: 14 jan. 2010.

11. THE ASSOCIATION OF BRITISH PHARMACEUTICAL INDUSTRY.

Guidelines on the control of radioactive substances in pharmaceutical industry.

12. FAIRES, R.A.; BOSWELL, G.G.J. Radioisotope laboratory techniques. 4.ed. London: Butterworth, 1981. p. 68-81, 96-102.

13. SCAFF, L.A.M. Física da radioterapia. São Paulo: Ed. Sarvier. 1997. p. 4-7,68. 14. CHESMAN, C.; ANDRÉ, C.; MACEDO, A. Física Moderna: Experimental e

aplicada. 2.ed. São Paulo: Editora Livraria da Física, 2004. p. 165-167.

15. MCGRAYNE, B.S. Mulheres que ganharam o prêmio Nobel em ciências. São Paulo: Marco Zero, 1994. p. 25, 31, 33, 34.

16. UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA. Pierre e Marie Curie. Disponível em: <http://w3.ufsm.br/petfisica/extras/curie.html>. Acesso em: 04 fev. 2010.

17. STROTHERN, PAUL. Curie e a Radioatividade em 90 minutos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 1998. p. 24, 47.

18. TAUHATA, L.; SALATI, I.P.A.; DI PRINZIO, R. Radioproteção e Dosimetria:

Fundamentos. 3 rev. Rio de Janeiro: IRD/CNEN, 1998. p. 170-171.

19. NAPOLITANO, C.M. Proteção radiológica em minas subterrâneas de urânio. 1978. Dissertação (Mestrado) - Instituto de Energia Atômica, São Paulo.

20. XAVIER, A.M.; MORO, J.T.; HEILBRON, P.F. Princípios básicos de segurança e

proteção radiológica. 3.ed.rev. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2006. 21. MURRAY, R.L. Energia Nuclear. São Paulo: Hermus. 2004. p. 28, 29.

22. COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Diretrizes básicas de

proteção radiológica. Rio de Janeiro: CNEN, 2005. (CNEN-NN-3.01).

23. COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Licenciamento de

Instalações Radioativas. Rio de Janeiro: CNEN, 1998. (CNEN-NE-6.02).

24. COMISSÃO NACIONAL DE ENERGIA NUCLEAR. Gerência rejeitos

radioativos em instalações radioativas. Rio de Janeiro: CNEN, 1985. (CNEN-NE-

6.05).

25. INTERNATIONAL STANDARD ORGANIZATION. Radiation protection

sealed radioactive sources – General requirements and classification. Genebra:

ISO, 1992. (ISO 2919).

26. INTERNATIONAL STANDARD ORGANIZATION. Radiation protection

sealed radioactive sources – leakage test methods. Genebra: ISO, 1992. (ISO

27. ASSOCIAÇÃO BRASIELIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Iluminância de

interiores. Rio de Janeiro: ABNT, 1992. (NBR 5413).

28. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Equipamento de Proteção

Individual. Norma Regulamentadora n° 6, 1978.

29. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Atividades Insalubres. Norma Regulamentadora n° 15, 1978.

30. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Atividades e Operações

Perigosas. Norma Regulamentadora n° 16, 1978.

31. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Ergonomia. Norma Regulamentadora n° 17, 1978.

32. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Proteção contra incêndios. Norma Regulamentadora n° 23, 1978.

33. MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Sinalização de Segurança. Norma Regulamentadora n° 26, 1978.

34. YAMAZAKI, I.M.; KOSKINAS, M.F.; DIAS, M.S.; SILVA, L.G.A; VIEIRA, J.M.

Optimization of the method for preparing water-equivalent solid sources. In: INTERNATIONAL NUCLEAR ATLANTIC CONFERENCE, 2007, Santos. Associação Brasileira de Energia Nuclear.

35. SAHAGAIA, M.; GRIGORESCU, E.L. Water-equivalent solid standard sources.

Nucl. Instr. Meth. Phys. Res., v. 312, 1992. p. 236-239.

36. KNOLL, G.F. Radiation detection and measurement. Nova York: Wiley, 1979. p. 129-132.

37. SORENSON, J.A; PHELPS, M.E. Physics in nuclear medicine. 2.ed. Filadelfia: Saunders, 1987. p. 57, 59, 294, 295.

38. ROCHA, A.F.G.; HARBERT, J.C. Medicina Nuclear: Bases. Rio de Janeiro: Guanabara, 1979. p. 26-29, 110, 113.

39. TSOULFANIDIS, N. Measurement and detection of radiation. 2.ed. Washington: Taylor & Francis, 1995. p. 177-180.

40. EARLY, P.J.; RAZZAK, M.A.; SODEE, D.B. Textbook of nuclear medicine

technology. 2.ed. Saint Louis: Mosby, 1975. p. 131-133.

41. CARRIÓ, I.; GONZALÉZ, P.; ESTORCH, M.; CANESSA, J. Medicina Nuclear

42. COSTA, A.M.; CALDAS, L.V.E. Intercomparação e calibração de medidores de atividade utilizados em serviços de medicina nuclear. Radiol. Bras., v. 36, n. 5, 2003. p. 293-297.

43. SCHRADER, H., Activity measurements with ionization chambers. v. 4. Pavillon de Breteuil: Bureau International des Poids et Mesures, 1997. p.17-19.

44. WAGNER J.R.; HENRY N. Principles of nuclear medicine. 2.ed. Filadelfia: W.B.Saunders Company, 1995. p. 2, 235-237.

45. SAHA. B.G. Physics and radiobiology of nuclear medicine. 2.ed. Nova York: Springer, 2001. p. 69-71.

46. MENDES, L.C.G. Controle de qualidade em calibradores de dose: Guia

Técnico. Rio de Janeiro: IRD/ABFM, 1984. p. 12-20.

47. VOCABULÁRIO INTERNACIONAL DE METROLOGIA. Conceitos

Fundamentais e Gerais e termos Associados. Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e qualidade industrial (INMETRO), 2009.

48. IWAHA, A. Rastreabilidade e garantia da qualidade em medições de

radionuclídeos utilizados em medicina nuclear. 2001. Tese (Doutorado) – Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro.

49. FONSECA, I.M.A. Erros Experimentais - uma abordagem pedagógica – Parte 1. Bol.

Soc. Port. Quím., n. 95, 2004. p. 39-40.

50. MOORE, D.S.; MCCABE, G.P. Introduction to the Practice of statistics. 5. ed. Nova York: W. H. Freeman, 2006. p. 450-452.

51. SPIEGEL, M.R. Estatística. 3.ed. São Paulo: Makron Books, 1993. p. 283-289. 52. HOEL, P.G. Introdution to mathematical statistics. 2 ed. Nova York: Wiley, 1955.

p. 272-275.

53. MEDICAL RESEARCH CONCIL (MRC). Health and Safety Standards for

Radioisotope Laboratories. Disponível em:

<http://www.mrc.ac.uk/Utilities/Documentrecord/index.htm?d=MRC005578>. Acesso em: 12 out. 2008.

54. CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA - IV REGIÃO. Minicursos 2008:

Segurança em Laboratório Químico. Campinas: CRQ-IV, 2008.p.25.

55. ASSOCIATION OF UNIVERSITY RADIATION PROTECTION OFFICERS. AURO Guide Notes on Working with Ionising Radiation in Reseach and Teaching.2006.p.29,37,38.

56. CONSELHO REGIONAL DE QUÍMICA - IV REGIÃO. Guia de Laboratório

para Ensino da Química. Instalação, montagem e operação. São Paulo: CRQ-IV, 2007.p.2.

57. EVERETT, K.; HUGHES, D. A guide to laboratory design. Londres: Butterworths, 1975. p. 12-14,58,59,64-65.

58. FURR, A.K. CRC-Handbook of laboratory safety. Boca Raton: CRC, 2000. p. 64- 71.

59. ASSOCIAÇÃO BRASIELIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Sistemas de

revestimentos de alto desempenho, à base de resinas epoxídicas e agregados minerais - Projeto, execução e avaliação do desempenho-Procedimento. Rio de Janeiro: ABNT, 1998. (NBR 14050).

60. FONTEYNE, A.J.S. Pisos e Revestimentos para Salas Limpas. Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação (SBCC). Disponível em: <http://www.sbcc.com.br/revistas_pdfs/ed%2018/18ArtigoTecnicoPisos.pdf>. Acesso em: 07 abr. 2008.

61. OLIVEIRA, F.S.P. Revista Pisos Industriais PI. Edição 4. Disponível em: <http://www.pisosindustriais.com.br/materias/noticia.asp?ID=83> Acesso em: 12 jan. 2009.

62. WASHINTON, UNIVERSITY. Environmental Health and Safety Laboratory Safety Design Guide-General Requirements for Laboratories. 2005.p.7-8.

63. BUILDING RESEARCH ADVISORY BOARD. Laboratory design for handling

radioactive materials. Washington: The American Institute of Architects/Atomic Energy Comission, 1951. p. 9, 10, 15.

64. SERVYLAB EQUIPAMENTOS E MÓVEIS PARA LABORATÓRIO LTDA.

Disponível em: <http://www.servylab.com.br/>. Acesso em: 20 jan.2010.

65. STEERE, N.V. Handbook of laboratory safety. 2 ed.Cleveland: CRC Press, 1976. p. 427-429, 438-440.

66. CAPINTEC. Radioisotope Dose Calibrator. CRC®-15R. Owner’s Manual. Pittsburgh: Capintec, 2007.

Benzer Belgeler