3. Organizasyon açısından: Organizasyonlar, fiziksel ve insani kaynaklarını en etkin bir şekilde kullanabilmesini sağlar İleriye yönelik olarak daha
4.7. Performans Yönetimi Sistemi Süreci 1 Performans Planlanma
4.7.3. Performans Geliştirilme
Em abril de 1943 Aracaju recebeu a visita do Consul dos Estados Unidos na Bahia, Jay Walker. Ele esteve na sede do DEIP/SE, falou com autoridades do órgão de censura, representantes da prefeitura e com o interventor federal. O principal tema das conversas foi a aproximação entre o Brasil e os Estados Unidos271.
269
CAPELATO, Maria Helena. O Estado Novo: o que trouxe de Novo? In: FERREIRA, Jorge; DELGADO, Lucilia de Almeida Neves (Orgs.). O Brasil Republicano: o tempo do nacional-estatismo: do início da década de 1930 ao apogeu do Estado Novo. 2 ed. Rio de janeiro: Civilização Brasileira, 2007. V.2. p. 107-143.
270
TOMAIM, Cássio dos Santos. “Janela da alma”: cinejornal e Estado Novo – fragmentos de um discurso totalitário. São Paulo: Annablume; Fapesp, 2006.
Durante a Segunda Guerra Mundial o DEIP/SE participou de uma iniciativa do Comitê da Coordenação dos negócios Interamericanos (com uma sede na Bahia) que permitiu aos aracajuanos assistirem filmes gratuitamente. Ao longo do ano de 1944 o Comitê Interamericano enviou filmes (de 16mm), e equipamento de exibição. Já o DEIP/SE indicava os locais de exibição.
Foram realizadas exibições em praças, estabelecimentos de ensino, no salão do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, na sede da Comissão Estadual da Legião Brasileira de Assistência, nos quarteis do 28º Batalhão de Caçadores, Força Policial e Corpo de Bombeiros, Palácio do Governo e até mesmo no cine Rio Branco. Eram filmes informativos sobre a Guerra, desenhos animados e filmes educativos.
Daniel M. Braddock, o Consul dos Estados Unidos em Salvador, em 1944, assumiu o compromisso com o diretor do DEIP em Sergipe, Luiz Pereira de Melo, de enviar um auxiliar e as fitas a serem exibidas para a população aracajuana. O DEIP/SE divulgou pela imprensa e pelo rádio o horário e o lugar do evento. Em 12 de fevereiro de 1944 começou a exibição gratuita de filmes educativos e jornais de guerra. Às 10 horas, na sede da Comissão Estadual da Legião Brasileira de Assistência, foram exibidos filmes educativos, científicos, jornais de guerra e desenhos animados.
Após a projeção na sede da L.B.A., houve espetáculos na Escola normal “Rui Barbosa” das 11 às 12 horas, na Companhia Municipal de Bombeiros, das 14 às 15, e no Asilo Rio Branco, das 15 às 16 horas.
As exibições continuarão obedecendo aos seguintes horários: das 19 às 20 horas, na Praça Camerino; das 20 às 21, no bairro Siqueira Campos; das 21 às 22, no Bairro Joaquim Távora.
Para amanhã o programa é o seguinte: - das 10 às 11 horas, no Orfanato D. Bosco; das 14 às 14, no Ginásio Salesiano; das 15 às 16, no Ginásio N. S. de Lourdes; das 19 às 20, no Quartel do 28º B. C.; das 20,30 às 22, na Atalaia; Dia 14 – das 10 às 11 horas, no Colégio de Sergipe; das 11 às 12, no Seminário; das 14 às 15, no Ginásio Tobias Barreto; das 5 às 16, no Educandário Jackson de Figueiredo; e à noite no Palácio do Governo272.
Em março de 1944 a exibição desses filmes foi uma atração no local onde estava ocorrendo a 5ª Exposição de Animais e Produtos Derivados. Outros “espetáculos” semelhantes ocorreram em associações e estabelecimentos de ensino. No dia 5, das 19 às 21 horas houve exibições de filmes num dos salões do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Os responsáveis pelas exibições avisaram que estavam dispostos a atender pedidos, e que estes deveriam ser dirigidos ao diretor do DEIP/SE. Também foram realizados espetáculos gratuitos no interior do estado.
Allan Pinheiro da Silva273 descreve uma iniciativa semelhante na cidade de Belém durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo o autor a prefeitura e uma associação de estudantes já promoviam exibições cinematográficas para a população. O cinema foi tomado como um instrumento pedagógico no sentido de preparar a população para a guerra, organizando-a para combater o inimigo nazista. O comitê regional do Comitê de Assuntos Interamericanos ajudava patrocinando as exibições e fornecendo os filmes em capitais como Belém e Aracaju.
Em julho de 1944 o funcionário da Coordenação de Assuntos Interamericanos na Bahia, Rubens Espinheira, passou três dias em Aracaju. Na ocasião foram realizadas exibições cinematográficas nos quartéis do 28º Batalhão de Caçadores, da Força Policial e do Corpo de Bombeiros. O funcionário retornou a Salvador no dia 17 de julho de 1944, mas antes passou na redação do Correio de Aracaju.
As exibições cinematográficas patrocinadas pelo comitê Interamericano também podiam ser direcionadas a um público mais específico. O Sergipe Jornal de 28 de novembro de 1944 anunciava que
Será levado pela última vez no salão do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, às 20 horas de hoje, em sessão grátis, para adultos do sexo masculino, o filme “SIFILIS”.
Essa exibição é promovida pelo Departamento de Saúde Pública e Coordenação Inter-Americana, que convidam para assisti-la todos os que prezam a sua saúde e a da coletividade274.
Também foram realizadas exibições de filmes de educação sanitária. Às 10h do dia 14 de dezembro foi realizada uma sessão no cine Rio Branco para a qual foram convidados
autoridades, professores, classe médica, estudantes, jornalistas, etc. Nessa sessão serão exibidos os seguintes filmes:
Valor da nutrição, Prefiro viver, Diagnóstico da tuberculose, Enfermeiras do ar, Por falar em dentes, Alfabeto mágico, coração e a circulação do sangue. Mundos invisíveis.
Tempo de projeção 1 hora e cinquenta minutos275.
Durante a Segunda Guerra Mundial os cinemas foram encarados em Aracaju como uma diversão popular. Mas nem toda exibição despertava o interesse da
273SILVA, Allan Pinheiro da. Cotidiano e guerra nos cinemas de Belém (1939-1945). Dissertação, Mestrado em História Social. PUC/SP. São Paulo, 2007. 153p.
274SERGIPE JORNAL, 28 Nov 1944, p.4.
audiência. É possível que o público dos cinemas em Aracaju preferisse um filme com Carmem Miranda a uma película sobre a circulação do sangue. Não é segredo que os documentários oficiais, como os que eram produzidos pelo DIP, eram recebidos com desdém por boa parte do público. A chamada “Hora do Brasil”, instituída pelo Estado Novo, que ia ao ar todos os dias à noite por meio do rádio tinha o apelido de “a hora do pato” ou “hora do abacaxi”276 entre os aracajuanos. Alguns frequentadores chegavam alguns minutos atrasados aos cinemas para evitar os enfadonhos “complementos nacionais”.