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Performans Göstergeleri

Belgede 2015 YILI PERFORMANS PROGRAMI (sayfa 46-50)

C - Performans Hedef ve Göstergeleri İle Faaliyetler

1. Vergi ve diğer mali yükümlülüklerin zamanında yerine getirilmesini sağlamak amacıyla vergilendirme

1.1. Performans Göstergeleri

Conforme já explicitado, a segurança jurídica é princípio ínsito ao nosso ordenamento jurídico, uma vez que este sem aquela se torna inócuo, limitando-se tão somente a um conjunto de espécies normativas e entendimentos jurisprudenciais e doutrinários eivados de instabilidade e vicissitudes, tendentes a ocasionar mais imbróglios do que aqueles a que se propõe minimizar.

Diante de tão caro princípio em nosso Estado Democrático de Direito, surge o questionamento acerca de sua incidência em se tratando de contribuintes nas mais diversas

104 CARVALHO, Paulo de Barros, op. cit., 2007, p.158. 105 ÁVILA, Humberto, op. cit., 2011, p. 406.

situações jurídicas oriundas de incentivos fiscais, haja vista que a concessão legal destes pode ter contraprestações de diferentes níveis de onerosidade, bem como sequer exigi-las.

Contudo, a despeito de situações jurídicas distintas, as quais poderiam ensejar diversas considerações acerca de quão reprovável ou não seria relativizar a segurança jurídica, entendemos que esta deve incidir de forma semelhante para as relações jurídicas entre contribuintes e poder público, independentemente do modo pelo qual foi operacionalizada a desoneração tributária e suas consequentes contraprestações.

É notório que aquele contribuinte que recebeu incentivos por prazo certo e sob a condição resolutiva de suportar determinado ônus seria muito mais prejudicado com a repentina supressão da desoneração tributária com a qual foi agraciado do que outro contribuinte beneficiário de incentivo fiscal sem prazo certo e sem condicionantes.

Contudo, entendemos que, para ambos, não se pode fazer distinção em se tratando da manutenção de efeitos pretéritos dos incentivos legitimamente recebidos, haja vista que, malgrado os ônus sejam diversos, ainda que minimamente, existiram, não sendo, portanto, cabível desconsiderá-los, transferindo para o particular a responsabilidade tributária pela desoneração.

Ressalta-se que, mesmo que a concessão de incentivos não seja condicionada a uma determinada incumbência ao contribuinte, caso seja exigida restituição do ICMS legitimamente desonerado, estar-se-ia a ocasionar prejuízos dantescos ao particular na condução de seus negócios, uma vez que este teria suportado, em vão, os ônus de ter migrado sua atividade econômica para uma determinada localidade desfavorável, eis que poderia ter pautado sua estratégia econômica pela instalação de seus empreendimentos em regiões mais desenvolvidas, com maior mercado consumidor, melhor infraestrutura e mão de obra mais qualificada, o que foi preterido em razão, tão somente, das desonerações.

Exigir, portanto, destituição dos efeitos pretéritos, além de um vilipêndio evidente à segurança jurídica, representaria ignorar todas as melhorias sociais oriundas do empreendimento do contribuinte, bem como torná-lo fadado ao fracasso econômico, haja vista que o mercado é pouco tolerante a falhas, sobretudo, de tão vultosa dimensão.

Entender de forma diversa significa tutelar uma contradição estatal e sua correspondente má fé, tão repudiada em nosso ordenamento jurídico, haja vista que os benefícios desenvolvimentistas regionais são incontroversos diante, sobretudo, do incremento dos postos de trabalho e do mercado consumidor regionais.

Portanto, a segurança jurídica é um princípio que incide igualitariamente para os contribuintes independentemente do nível de onerosidade da relação desonerativa celebrada com o fisco, logo entendemos que tal princípio não comporta relativização, sobretudo, na ordem tributária, pautada pela vedação à surpresa na tributação e ao confisco, bem como pela capacidade contributiva dos cidadãos.

Contudo, a despeito de considerarmos semelhante a incidência da segurança jurídica mesmo em se tratando de condições desonerativas diversas, ressalta-se, mutatis mutandis, que o constituinte originário de 1988 não o fez, concedendo primazia à segurança jurídica tão somente no que concerne aos contribuintes beneficiários de incentivos concedidos sob condição e com prazo certo, conforme se verifica no âmbito do disposto no artigo 41, §2º do ADCT106.

O supramencionado dispositivo, sob outro prisma, é essencial para uma melhor compreensão do posicionamento aqui defendido acerca da prevalência da segurança jurídica em nosso ordenamento jurídico, uma vez que o constituinte originário resguardou os efeitos dos incentivos fiscais concedidos sob a ordem constitucional anterior, mesmo não sendo consentâneos com a nova.

Assim, até mesmo os efeitos de concessões de incentivos fiscais realizadas pela União relativas a tributos de outros entes federativos – o que era permitido pela Constituição de 1967-1969 e é explicitamente vedado pela Carta Magna de 1988, nos termos do artigo 150,

III – foram aceitos até o fim de seu prazo, em nome da segurança jurídica, tutela da boa fé e

da legítima expectativa dos contribuintes.

Trata-se, obviamente, de uma situação diversa da discutida neste trabalho acadêmico, uma vez que, no caso supramencionado, houve manifestação explícita do contribuinte no sentido de preservação dos efeitos jurídicos, ao passo que na situação aqui analisada além de não haver; caso seja declarada inconstitucional, assim o seria desde a sua gênese. Contudo, malgrado pareça ser mais gravosa esta do que aquela, assim não o é, haja vista que aquela vilipendia uma cláusula pétrea em nossa Carta Magna, ao passo que esta facilmente poderia ser corrigida, com a celebração de convênios; nesse sentido, entende Hugo de Brito Machado Segundo.107

Por derradeiro, trouxemos aqui a análise do artigo 41, §2º do ADCT a fim de demonstrar o quão cara é a segurança jurídica em nosso ordenamento jurídico, prevalecendo,

106 ADCT: Art.41, §2º: A revogação não prejudicará os direitos que já tiverem sido adquiridos, àquela data, em

relação a incentivos concedidos sob condição e com prazo certo.

107 MACHADO SEGUNDO, Hugo de Brito. Guerra fiscal e efeitos das decisões do STF. In: Valdir de Oliveira

até mesmo, em face do constituinte originário, por expressa disposição deste, embora estejam em resguardo efeitos de situações explicitamente por ele vedadas. Assim, reitera-se o quão essencial é a segurança jurídica para as relações firmadas entre particulares e poder público, incidindo favoravelmente aos contribuintes beneficiários dos incentivos fiscais independentemente de terem-lhe sido atribuídas condições ou não, ou do nível de onerosidade destas.

4.3. A boa fé e a proteção da confiança como elementos de elisão de responsabilidade

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