3.5 Performans Değerlendirme Yönetimi
3.7.4 Performans Değerlendirmesi Açısından, Mesleki Eğitimin Önemi
Por fim, contemplamos ainda um último fator motivacional que trata dos incentivos recebidos pela empresa para estimular o docente a participar dos cursos.
Apesar de pouco significativo, conforme tabela 13, devido ao percentual de respondentes ter sido de aproximadamente 10%, o que nos chama a atenção, na verdade, é o percentual de discordância do fator, sendo 64%.
Tabela 13 - Fator Motivacional: Incentivo da Empresa
RESPOSTA QUANTIDADE DE
RESPONDENTES PERCENTUAL
Concordo 12 10%
Concordo Parcialmente 7 6%
Nem Concordo e Nem Discordo 10 8%
Discordo Parcialmente 2 2%
Discordo 78 64%
Não respondeu 13 10%
Fonte: Elaboração própria
Ao nosso entender, reforça ainda mais a ideia de que a grande necessidade do professor em melhorar seu currículo, qualificar sua prática e ampliar seus conhecimentos, está muito mais voltada para questões de decisão pessoal e profissional do que uma atitude estimulada por incentivos oferecidos pelas empresas em que trabalham.
Dentro de uma visão mais geral, e numa tentativa de analisarmos os dados em conjunto e com uma maior clareza, podemos apresentar esses resultados referentes aos fatores motivacionais, conforme a tabela 14.
Tabela 14 - Fatores Motivacionais Fatores Motivacionais Concordo Concordo
Parcialmente e nem disc. Nem conc. Disc. Par-cialmente Discordo Não Res-pondeu Profissionalidade e Prática Docente 85% 8% 1% 0% 2% 4% Empregabilidade 73% 9% 5% 1% 8% 4% Salarial 70% 12% 5% 0% 7% 5% Complementar a Formação Inicial 61% 17% 6% 2% 10% 4% Pessoal 38% 15% 12% 2% 25% 8% Incentivo da Empresa 10% 6% 8% 2% 64% 10%
Nessa perspectiva, ao apreciarmos os resultados dos fatores motivacionais em conjunto, podemos deduzir que, para nossa amostra, o fator Profissionalidade e Prática Docente constitui-se como o mais significativo em relação aos outros fatores. 85% dos respondentes concordam que o fator mobilizado para a busca da ampliação dos conhecimentos é a melhoria da profissionalidade e da sua prática em sala de aula.
Considerando que o nosso país necessita de melhorias significativas do processo de ensino aprendizagem e que melhorem nossos indicadores educacionais, o resultado é bastante animador, pois com isso, provavelmente, abrem-se possibilidades de prevenção ao fracasso escolar. Obviamente que existem muitas variáveis que compõem o resultado do aprendizado e do sucesso escolar dos alunos, como nos mostra Marin (1998, p. 8), sobre outras variáveis que devem ser consideradas para explicar esse fracasso escolar:
[...] o baixo status profissional, a baixa remuneração do serviço prestado e as dificuldades para enfrentar eficazmente as características apresentadas pelo corpo discente significam entraves à realização das ideias propostas para a escola, sobretudo para a escola pública. Todos esses fatores contribuem para a produção do fracasso escolar e da baixa qualidade do ensino, agravados, no Brasil, pelos alarmantes índices de evasão e repetência.
Afirmamos com isso que existem dificuldades no contexto da comunidade escolar e nas políticas de ensino e que, portanto, o professor não se configura como o principal responsável pelas mazelas da educação, até porque são vítimas também do sistema, pois, como explica Gatti (2010, p. 1359),
Deve ser claro para todos que essa preocupação não quer dizer reputar apenas ao professor e à sua formação a responsabilidade sobre o empenho atual das redes de ensino. Múltiplos fatores convergem para isso: as políticas educacionais postas em ação, o financiamento da educação básica, aspectos das culturas nacional, regionais e locais, hábitos estruturados, a naturalização em nossa sociedade da situação crítica das aprendizagens efetivas de amplas camadas populares, as formas de estrutura e gestão das escolas, formação dos gestores, as condições sociais e de escolarização de pais e mães de alunos das camadas populacionais menos favorecidas (os”sem voz”) e, também, a condição do professorado: sua formação inicial e continuada, os planos de carreira e salário dos docentes da educação básica, as condições de trabalho nas escolas.
Porém, não podemos negar que um professor melhor capacitado terá amplas condições de alcançar êxito junto a seus alunos, de construir e conduzir aulas criativas capazes de prender a atenção de seus alunos de modo prazeroso e que demonstre efetividade nas avaliações na área da educação.
Verificamos ainda na tabela 14 que os fatores Empregabilidade, Salarial e Complementar a Formação Inicial com 73%, 70% e 61% respectivamente, estão hierarquicamente posicionados e possuem representatividade para nossa amostra. Ao verificarmos os dados do perfil de nossos respondentes passamos a entender esses percentuais apresentados.
Apesar de termos a maioria dos respondentes exercendo alguma profissão, verificamos que 73% de sua motivação está voltada para a empregabilidade. Isso pode ser consequência de algumas variáveis, tais como: possibilidade de possuir um segundo vínculo empregatício, necessidade de ascensão profissional e ampliação acadêmica.
O fator motivacional relacionado ao salário também pode ser considerado previsível se compararmos ao perfil dos respondentes, especialmente a sua renda. Para ampliar seu salário é necessário melhorar seu currículo. Com isso, as consequências podem relacionar-se à ampliação de vantagem para um novo emprego.
Outro ponto bastante discutido refere-se às deficiências de conteúdos e práticas docentes na formação do professor. Em nosso caso, 61% dos respondentes têm como motivação a melhoria de sua base de conhecimentos adquiridos no processo de formação inicial para com isso poderem sentir-se mais seguros e mais preparados para seu ofício.
Percebemos ainda que fatores motivacionais de ordem pessoal ou referente a algum incentivo oferecido pela empresa não mobilizam nossos respondentes de modo significativo para que participem de cursos de especialização.
Em linhas gerais, podemos descrever nossos respondentes como sendo trabalhadores da educação, que vivem o dilema do aperfeiçoamento contínuo em virtude da necessidade da profissão e das lacunas de uma formação inicial deficiente, não reflexiva e sem relacionar a teoria com a prática docente.
A maioria são mulheres, relativamente jovens, que sentem a necessidade de também ampliar seu horizonte profissional e se lançar no mercado de trabalho de modo mais competente, buscando quase sempre melhorar seu salário, já que a maioria já está inserida no mercado de trabalho.
O que podemos perceber com maior intensidade nos resultados dessa pesquisa foi que os professores pesquisados têm a responsabilidade de estarem constantemente atualizando seus conhecimentos e que avaliam sua atuação em sala de aula, e ao verificarem suas deficiências se incomodam com sua atuação. Isso é importante, considerando a autoavaliação e a ação para a melhoria das dificuldades vividas em sala de aula.