BÖLÜM 2. İNOVASYON KAVRAMI VE İŞLETME PERFORMANSI İLİŞKİSİ PERFORMANSI İLİŞKİSİ
2.2. İşletme Performansı
2.2.2. Performans Ölçümü
Os softwares Adobe Illustrator, CorelDraw, Macromedia FreeHand, Macromedia Flash, dentre outros, oferecem ferramentas específicas para criação e edição de desenhos vetoriais em 2D. O foco principal é a partir de figuras geometrizadas e editáveis pelo usuário para aplicar-se colorização em seu interior, nas linhas e também em sombras simuladas tanto do objeto em si como em detalhes. Excelentes para a área de design gráfico, permitem configurações variadas em tipografia, organização através de alinhamento, sobreposição de figuras e formas, indo até soluções de camada semelhantes aos aplicativos de Fig.73: Tela do aplicativo Corel Painter versão 9.0 ou
pintura, ferramentas de criação de linhas e contornos são de extrema importância na ilustração criativa e técnica – quando diagramas mecânicos são ilustrados –, além da integração aos tablets, permitindo o traço expressivo. Porém o que se observa no trabalho dos profissionais é que os programas vetoriais de desenho são quase exclusivamente utilizados na solução de desenhos publicitários, design gráfico como sinalização, cartões de visita, folders e publicações de poucas páginas e até para internet.
Para o trato de ilustrações arquitetônicas e de produto, quando se busca o realismo da apresentação para leigos ou mesmo verificação da apresentação é necessária a renderização62 porém, de complexa realização, pela
necessidade de definição prévia de conceitos mongeanos em alguns casos ou conhecimento técnico do objeto em outros. Outra interferência reside no fato da dificuldade de incorporação completa do gestual trazendo á tona desenho mecanizado e também na definição pelo usuário da luz virtual incidente no objeto ilustrado. Quando mal-realizada transforma-se num acúmulo de degradées e superfícies de aparência estranha à realidade buscada, mas de grande utilização de ferramentas pré-formatadas e disponíveis nestes softwares. Portanto resumem-se a degradées e sombreamentos aplicados sem critério como recursos e não desenvolvidos no trato de percepção física. Deve-se conhecer melhor os recursos do aplicativo.
O Adobe Illustrator, criado em 1985 apenas para o sistema operacional Apple, introduzia um conjunto de ferramentas próprio para a impressão no sistema criado também pela Adobe e hoje padrão de mercado, o Post-script63. O
manuseio de curvas Bézier, novidade à época, e possibilidade do desenho menos técnico que os de programas de desenho no sistema fechado como o Autodesk Autocad impulsionaram sua disseminação.
O aplicativo FreeHand tinha a seu favor a boa solução de preenchimento gradiente, o que dificultou a aceitação de algumas versões do Illustrator. O Draw destacava-se pela a variedade de ferramentas, mas não tinha
62 Rendering ou renderização: Apresentação de visualização simulada de imagem final de
projeto bidimensional ou tridimensional. A renderização é mais aplicada para objetos 3D, fazendo sua conversão para uma representação em 2D.
63 Post-script: é uma linguagem de representação de dados utilizada para descrever ao
Illustrator.
É curiosa a relação entre o Illustrator e seus concorrentes diretos como Corel Draw e Macromedia FreeHand. Quando colocado no mercado, o Illustrator na plataforma Apple era opção ao aplicativo da empresa Aldus e seu produto FreeHand, desenvolvido anteriormente pela empresa Altsys. A Corel oferecia o Draw apenas para a plataforma Windows, que é pouco utilizada para aplicações gráficas. Devido à concorrência entre plataformas, o lançamento do Draw para Apple não foi bem recebido na Microsoft, que decidiu paulatinamente deixar apoiar o programa, concebendo o FreeHand na versão Windows, porém sem grande sucesso de mercado.
Seguidamente a Adobe adquiriu a Aldus, que devolve o FreeHand para a empresa Altsys, que decide voltar a desenvolvê-lo. Posteriormente a Macromedia absorve a Altsys em 1995 e assume o desenvolvimento do FreeHand. Para aumentar ente imbróglio, a Adobe adquire a Macromedia, voltando a ser proprietária deste software. Nesta aparente desordem, diversos detalhes de ferramentas foram compartilhados e absorvidos quase em conjunto, com desenvolvimentos sendo reproduzidos por todos os programas da linha vetorial, cabendo ao consumidor e usuário buscar diferenças e particularidades onde cada empresa, em seus laboratórios de desenvolvimento, focou e demonstrou maior especialidade e capacidade de atender solicitações.
No início desta pesquisa ainda havia independência entre as empresas Macromedia e Adobe. Mas em abril de 2006 foi anunciada a aquisição da Macromedia pela Adobe, no processo de concentração empresarial que decreta a extinção de alguns produtos semelhantes de ambas as companhias em favor da boa solução na concentração de esforços de desenvolvimento. Curiosamente, produtos semelhantes foram suprimidos, mas o FreeHand ainda consta da grade de produtos, recebendo o nome de Adobe FreeHand, designado para a família MX da Adobe.
Concluindo este capítulo, a análise comparativa de cada aplicativo resulta na percepção que o Illustrator é padrão do mercado profissional por ter arquivos facilmente intercambiáveis, bem como ser de fácil integração ao programa líder de edição de imagens Photoshop, que não está bem disseminado em gráficas e mercado doméstico devido à aparente facilidade, ao menos no mercado brasileiro, da distribuição de cópias ilegais de um de seus principais
Adobe tem futuro determinado pela sua versatilidade e reconhecimento de mercado, vindo ser especializado no complemento de funções que o Illustrator não alcança.
Quanto à tecnologia destes programas, é interessante expor que desde sua criação, e mesmo na edição, todas as figuras criadas em softwares gráficos vetoriais são trabalhadas individualmente como objetos independentes, facilitando o manuseio. Mas, como dito anteriormente, na criação de objetos mais gestuais há comprometimento. Certamente o usuário não explora a totalidade do aplicativo. Há a sensação de subaproveitamento e acomodação em utilizar-se a pré-formatação, ao contrário do investimento em formas. Parece-nos que a criação volta-se apenas para a facilidade de manuseio pela máquina daquele objeto.
Mas o que transforma um software de edição de imagem num poderoso aplicativo de desenho e principalmente de ilustração? As ferramentas de edição de imagem como Photoshop, mesmo desprovidas de acessórios como tablets, aparentemente permitem maior liberdade de registro gestual em traçados expressivos de desenhos de linhas e definição de superfícies em ilustração de objetos. Uma possível integração com softwares de trato vetorial pode determinar a melhor solução.
O uso de ferramentas é condicionante importante e impositivo ao desenho. Interfaces gráficas e dispositivos para desenho têm uso crescente nas grandes empresas e escritórios de arquitetura e principalmente de design, e a hipótese para sua disseminação não ser total depende do foco de cada empresa. O custo de equipamentos, mesmo que em queda através dos anos, somados aos preços praticados pelas empresas fabricantes de softwares, são certamente grandes impositivos. Tal investimento, para posição hipotética de dois computadores com sistemas operacionais e programas básicos e únicos instalados num microescritório de design, excede R$ 50.000,00. Poucos têm tal capital neste patamar.
No futuro, este problema tende a diluir-se pela ampliação de mercado e conseqüente aumento de fluxo de capital através da percepção das funções e especificidades profissionais, auxiliada por maior divulgação das atividades intrínsecas da profissão. Por outro lado, os equipamentos e programas
sua utilização, simplificação e facilidades de criação.