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Performans Ölçülerinin Belirlenmesi

Belgede Performans Bilgisi (sayfa 54-59)

A definição de acontecimento pode ser considerada relativamente fácil de apreender e explicar. Entretanto, o mesmo não ocorre com a noção de notícia. Conforme frisa Alsina (2009), é preciso levar em consideração que não existe um conceito universal que explique a notícia, mas que ela é um produto de uma sociedade concreta. Além disso, o autor reconhece que não há como uma sentença sozinha abarcar a definição de notícia.

Diversos autores tentam explicar o que as notícias são, mas trata-se de um termo que gera bastante controvérsia no meio acadêmico. Genro Filho (1987), por exemplo, diz que a notícia seria a unidade básica de informação no jornalismo (GENRO FILHO, 1987). Assim, o autor considera que os fatos jornalísticos são os objetos das notícias, salientando que o jornalismo tem maneiras próprias de perceber e, consequentemente, produzir os fatos.

Ou seja, “sabemos que os fatos não existem previamente como tais. Existe um fluxo objetivo na realidade, de onde os fatos são recortados e construídos obedecendo a determinações ao mesmo tempo objetivas e subjetivas” (GENRO FILHO, 1987, p. 183- 202). Vizeu (2011) destaca que o estudo do jornalismo pela academia ocorre há bastante tempo.

O autor cita uma tese de doutoramento que foi apresentada na Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, por volta de 1940, que tratava do papel social do jornal, mas frisa que já em 1918 o sociólogo alemão Max Weber discorreu sobre as notícias em um trabalho acadêmico. Em 1922, Robert Park tratou da natureza das notícias, considerando que elas teriam por objetivo a construção da coesão social.

Assim, as notícias fazem com que as pessoas conheçam o que ocorre ao redor, possam tomar atitudes e construir uma identidade comum. Para Vizeu (2011), “o trabalho que os profissionais realizam nas suas práticas sociais diárias resulta em construções que, no jargão jornalístico, podem ser chamadas de notícias” (VIZEU, 2011, p. 14).

Já Traquina (2009) recorda que há qualidades em relação à notícia que perpassam pelo tempo, tais como o insólito, o extraordinário, a morte, a guerra, a violência, a celebridade, o catastrófico. Para o autor, “as definições do que é notícia estão inseridas historicamente” (TRAQUINA, 2009, p. 95). Dessa maneira, por

prescindir de um mundo “normal” como referência, o jornalismo acaba trabalhando com a ruptura dessa normalidade.

Conforme diz Traquina (2009), as notícias não falam sobre a vida, mas dos momentos peculiares que perpassam essas vidas, quando o “feitiço da realidade” é quebrado por alguma ocorrência. Ainda em relação à pergunta o que é notícia?, o autor diz que “a resposta dos membros da tribo jornalística não é científica, aparece como instintiva, e permanece quase como uma lógica não explicitada” (TRAQUINA, 2009, p. 96).

A notícia enquanto espelho da realidade corresponde à noção tradicional que se tem do termo e, frequentemente, ela está atrelada à ideia de objetividade na atividade jornalística. Por sua vez, a segunda definição diz respeito ao trabalho de produção jornalística em si e as organizações dos meios enquanto formas de construir a notícia.

Sem se filiar a nenhuma das duas correntes de definição, Alsina (2009) traz o conceito de notícia como um mundo possível: “A definição que proponho é a seguinte: a notícia é uma representação social da realidade quotidiana, produzida institucionalmente e que se manifesta na construção de um mundo possível” (ALSINA, 2009, p. 299).

Em relação à representação social, o autor explica que ela pode ser compreendida como processos cognitivos e emotivos que geram sentido, realidades simbólicas e dinâmicas, além de tentarem organizar a realidade (ALSINA, 2009). Quanto ao aspecto da produção institucional, o autor lembra que a empresa jornalística é uma instituição para a sociedade e que o próprio jornalista cumpre um papel institucional dentro da sociedade, já legitimado.

Ao esmiuçar a questão da construção do mundo possível, Alsina (2009) diz que se pode pensar na figura do jornalista enquanto leitor privilegiado, que tem acesso aos acontecimentos e, a partir deles, constrói mundos possíveis que depois serão repassados ao público. Na construção da notícia (ou do mundo possível) estão três mundos relacionados entre si: mundo “real”, de referência e possível.

O mundo real seria, na concepção do autor, a fonte na qual os acontecimentos são gerados e que, portanto, será utilizado para se transformar em notícia. Ou seja, corresponde ao mundo dos acontecimentos. Por sua vez, o mundo de referência seria o interpretativo, responsável por permitir a construção do mundo possível. Assim, o

mundo de referência é aquele que tem uma proposta de interpretação ou modelo para os fatos trazidos pelos acontecimentos.

Por fim, o autor diz que o mundo possível é

(...) aquele mundo que o jornalista construirá levando em conta o mundo “real” e um mundo de referência escolhido. Em resumo, o jornalista não pode estabelecer qualquer mundo possível, mas precisa levar em conta os fatos que ele conhece sobre o assunto que pretende relatar, e as características do mundo de referência a que os fatos remetem (ALSINA, 2009, p. 308).

Para Vizeu (2011), os três conceitos representam a base contextual na qual é possível compreender o jornalismo como forma de conhecimento. O pesquisador frisa que se vive num mundo fragmentado e complexo, cuja necessidade por tradução é fundamental.

O trabalho do profissional já começa ao tentar reduzir tamanha complexidade – que inclui demasia de informações, velocidade do crescimento populacional, da migração e das cidades, além da economia de mercado – por meio da seleção dos acontecimentos, da escolha das fontes, da apuração e, por fim, da construção do mundo possível ou da notícia. É uma atividade própria para informar, esclarecer e explicar um mundo que nem mesmo os jornalistas, que têm acesso aos acontecimentos, conhecem tudo – ou podem reportar tudo o que sabem.

Belgede Performans Bilgisi (sayfa 54-59)

Benzer Belgeler