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2.5 Pediküler Vida

2.5.1 Pediküler Vida Tespitlemesi ve Tarihi Gelişimi

Para este estudo exploratório foram utilizados prioritariamente procedimentos qualitativos56. As técnicas de pesquisa utilizadas foram: análise de documentos,

entrevistas em profundidade semi-abertas, trabalho de campo etnográfico, entrevistas em profundidade fechadas (que apesar de serem instrumento quantitativo, foram elaboradas dentro de critérios qualitativos, inclusive no processo empírico de definição da amostragem), e análise de conteúdo.

a) análise de documentos – a análise de documentos é um dos principais recursos

metodológicos qualitativos utilizados em nossa pesquisa, tanto para a construção do quadro teórico como para a elaboração dos questionários e do cenário da inclusão digital no país. Conforme explica Moreira (2005), a análise documental compreende a identificação, a verificação e apreciação de documentos de referência que complementam outras formas de obtenção de dados, como a entrevista e o questionário. Freqüentemente as fontes da análise documental são de origem secundária, pois constituem conhecimento, dados ou informação já reunidos ou organizados, como relatórios técnicos, a mídia impressa e eletrônica, entre outros.

Dada a contemporaneidade da temática investigada, foram utilizados com freqüência artigos e periódicos disponíveis na Internet, além dos existentes em formato impresso

56 Na pesquisa qualitativa os dados coletados são predominantemente descritivos, obtidos no contato direto do pesquisador com a situação estudada, o processo é mais enfatizado que o produto e a maior preocupação é retratar a perspectiva dos participantes (LUDKE et al, 1986).

tradicional. É importante mencionar a riqueza da Internet como fonte de informação (YAMAKODA, 2005), lembrando que o crescimento acelerado da rede e do volume de informações ali disponível exige grande discernimento na recuperação de material de referência, na garantia de sua qualidade e confiabilidade. O levantamento de dados secundários incluiu:

• pesquisas existentes sobre penetração e uso da Internet no país, como os poucos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os indicadores de penetração e uso da Internet divulgados Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em 2006;

• duas pesquisas57 sobre o uso e impacto de centros públicos de acesso na vida cotidiana de comunidades de baixa renda na periferia da cidade de São Paulo realizadas em 2004: uma sobre o programa Telecentros São Paulo, realizada pela Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS), e a outra sobre o programa Acessa São Paulo, realizada pela Escola do Futuro da USP;

• documentos sobre as iniciativas do governo federal com relação à inclusão digital, entre eles o “Plano Brasil para Todos”58, do e o “Projeto Brasil 3

Tempos: 2007, 2015 e 2022”, do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (NAE)59;

• informações disponíveis na mídia impressa - e principalmente digital – sobre o histórico e evolução dos programas de inclusão digital no Brasil;

• website dos programas de inclusão digital selecionados.

b) Entrevista em profundidade – muito útil em estudos do tipo exploratório, a

entrevista em profundidade é uma “técnica qualitativa que explora um assunto a partir da busca de informações, percepções e experiências de informantes para analisá-las e apresentá-las de forma estruturada”, explica Duarte (2005, p. 62). Esse recurso metodológico permite que o informante defina os termos da resposta e que o investigador recolha as informações a partir da experiência subjetiva da fonte. A abordagem possibilita o mapeamento de uma situação ou campo de análise através de relatos da interpretação e experiências. Exige, entretanto, elaboração e explicitação de

57 As pesquisas mencionadas serviram de base para a elaboração de nosso questionário on-line para usuários de centros públicos de acesso.

58 Ver http://www.planobrasil.gov.br/ 59 Ver http://www.nae.gov.br/

procedimentos metodológicos específicos: o estabelecimento de um marco conceitual, de critérios de seleção de fontes e de procedimentos para sua realização, o uso adequado das informações e a explicitação das limitações dos resultados. Normalmente realizadas individualmente, as entrevistas são classificadas como aberta, semi-abertas e fechadas. Veja quadro 6 abaixo:

Quadro 6. Tipos de entrevista

Pesquisa Questões Entrevistas Modelo Abordagem Respostas

Não-estruturadas Aberta Questão Central

Qualitativa Semi-

estruturadas Semi-aberta Roteiro

Em

profundidade Indeterminadas

Quantitativa Estruturadas Fechadas Questionário Linear Previstas

Fonte: DUARTE, 2005, p. 65.

As entrevistas em profundidade podem ser abertas ou semi-abertas, sendo que as primeiras são realizadas através de um tema central, sem itinerário, e as segundas seguem um roteiro-base. Esses dois tipos de entrevista se caracterizam pela flexibilidade e por explorar ao máximo o tema investigado. As entrevistas fechadas, realizadas através de questionários estruturados, são utilizadas quando se deseja obter informações representativas de um conjunto de uma população (DUARTE, 2005).

Como mencionado anteriormente, neste estudo exploratório foram realizadas:

• entrevistas semi-dirigidas com os mentores da inclusão digital no país,

• entrevistas semi-dirigidas com os coordenadores e os monitores dos programas de inclusão digital selecionados,

• entrevistas fechadas com os usuários dos centros públicos de acesso, aplicadas pela Internet por meio de um questionário on-line estruturado.

c) Análise de conteúdo: A análise de conteúdo é um método de pesquisa que tem

demonstrado grande capacidade de adaptação aos desafios emergentes da comunicação, inclusive pesquisas sobre novas tecnologias (FONSECA JUNIOR, 2005). De maneira, geral, a técnica é tributária do positivismo, corrente de pensamento que valoriza as ciências exatas como paradigma de cientificidade. Segundo a definição de Bardin (1988, apud FONSECA JUNIOR, 2005), trata-se de um método de pesquisa empírico e exploratório usado para a descrição sistemática do conteúdo manifesto da comunicação.

Sua característica básica é a inferência, ou dedução de maneira lógica, operação usada para extrair conhecimentos através do tratamento das mensagens, como por exemplo adivinhar as intenções por detrás do discurso ou pôr em evidência as avaliações de um indivíduo, a partir de seus enunciados, processo ilustrado na figura abaixo:

Figura 6. Esquema de Bardin: Desenvolvimento de uma análise

Fonte: Bardin, 1998, apud FONSECA JUNIOR, 2005

Por ser uma técnica que reúne o formalismo estatístico e a análise qualitativa, a metodologia se adequa perfeitamente a nossa pesquisa, que é prioritariamente

qualitativa, mas que se utiliza também de amostragem não probabilística e de um questionário fechado, no caso das entrevistas com os usuários dos centros públicos de acesso, que será detalhado no capítulo 4. Assim, os recursos quantitativos estatísticos foram utilizados na categorização dos dados, através da classificação e reagrupamento das unidades de registro em um número reduzido de categorias (ver quadro 7), estruturas analíticas que reúnem e organizam o conjunto de informações obtidas a partir do fracionamento e da classificação em temas autônomos, mas inter-relacionados (DUARTE, 2005).

Quadro 7. Principais categorias de análise

Categorias

1 Definição de Inclusão Digital 2 Objetivos dos Programas de ID 3 Principais atividades realizadas

4 Impacto da Internet no consumo de informação pelo indivíduo 5 Impacto da Internet na produção de informação pelo indivíduo

6 Contribuição dos programas de ID para o desenvolvimento sócio-econômico do individuo (real e esperado). Sub categorias: oportunidade de geração de renda e emprego e oportunidades

7 Contribuição dos programas de ID para o desenvolvimento intelectual do individuo (real e esperado). Sub categorias: oportunidades de educação, acesso à informação e cultura

8 Contribuição dos programas de ID para o desenvolvimento da cidadania (real e esperado). Sub categorias: conscientização social e participação política

9 Benefícios dos programas de ID para a comunidade (real e esperado) 10 Desafios da ID

d) Estudo etnográfico – por último, ao visitarmos as unidades dos programas de

inclusão digital selecionados (ver Figura 2) para a realização das entrevistas semi- dirigidas, foi utilizada complementarmente a técnica de etnografia (TRAVANCAS, 2005), observando seu funcionamento, infra-estrutura disponível e seu entorno, de forma a descrever e interpretar o contexto que está sendo estudado.

Benzer Belgeler