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1. BÖLÜM

2.2. Patatesin Familyası

2.2.4. Nevşehir ‘de Patates Üretiminde Görülen Hastalık ve Zararlılar

2.2.4.2. Hastalıklar

2.2.4.2.4. Patates Halka Çürüklüğü Hastalığı (Clavibacter michiganensis

A grande revolução do radiojornalismo ocorreu através do Repórter Esso, que estreou em 28 de agosto de 1941. A primeira notícia foi lida por Romeu Fernandes às 12h45, pela Rádio Nacional do Rio128. Este noticioso foi o primeiro a contar com uma redação feita especialmente para o veículo rádio, atendendo às suas necessidades e à sua linguagem, criando assim um estilo próprio para o radiojornalismo brasileiro. Devido ao modelo inovador e

127 Cf. CALABRE, 2002b.

128 Segundo Sônia Virgínia Moreira, o Repórter Esso, antes de estrear para todo o país pela Rádio

Nacional, teve uma fase experimental, em 1941, pela Rádio Farroupilha, de Porto Alegre. Cf. MOREIRA, 1991, p.26.

6 também à curiosidade em torno da II Guerra, o Repórter Esso rapidamente despertou o interesse da população, figurando entre os programas líderes de audiência na época.

O seu slogan, “Testemunha ocular da história”, passou a ser conhecido por toda a população. Patrocinado e produzido pela empresa americana de petróleo Esso, permaneceu no ar por 27 anos. O noticiário acabou rompendo as fronteiras do veículo e foi incorporado à programação da TV assim que ela surgiu no país, em 1950.

O jornal inovava também pelo uso de material da agência americana United Press International (UPI), “dedicada especialmente à ação dos Aliados nos campos de combate na Europa” (SAROLDI, 2005, p.77), ao contrário das emissoras concorrentes, que, na ocasião do lançamento do Repórter Esso, não contavam com serviços de agência de informações nem equipe de jornalismo. Tendo como base as notícias da UPI, o programa seguia as normas rígidas e funcionais dos noticiários radiofônicos norte-americanos.

Como o radiojornalismo era uma novidade no país, no início não havia mão-de-obra qualificada e sua redação foi assumida por publicitários da mesma agência que cuidava da conta da Esso no Brasil.

O Repórter Esso era elaborado com base nas notícias distribuídas pela agência de publicidade McCann-Erickson, detentora da conta da Esso Standard de Petróleo, companhia multinacional patrocinadora (como o próprio nome confirma) do programa jornalístico. (MOREIRA, 1991, p.26)

O programa, baseado no formato americano, acabou se transformando também numa espécie de guia para a formação do radiojornalismo brasileiro, com características que ditam as regras para o setor até hoje. Como não existia no país um modelo, coube ao

7 dos locutores do noticiário, Roberto Figueiredo, atribui ao programa a referência que orienta até hoje o jornalismo em rádio.

O Repórter Esso foi o maior informativo de rádio de todos os tempos, sem dúvida alguma. Ele implantou os pilares do radiojornalismo e que propiciaram também a formulação das primeiras sementes que foram introduzidas no próprio telejornalismo, com toda a organização que o radiojornalismo pode criar e servir e se constituir de exemplo para a feitura de outros noticiosos de rádio, que não alcançaram a credibilidade do Repórter Esso, muito longe disso e também dos próprios noticiosos.

O programa seguia o mesmo formato implantado pela multinacional norte- americana de petróleo em outros pontos do continente americano. Quando chegou ao Brasil, o noticiário já estava no ar em outras importantes cidades americanas. “O lançamento definitivo do programa acontecia no Brasil referendado pelo sucesso alcançado em Nova Iorque, Buenos Aires, Santiago, Lima e Havana, cidades onde o ‘Repórter Esso’ já era transmitido regularmente.” (MOREIRA, 1991, p.26)

No ano seguinte ao do lançamento pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro, o jornal já apresentava versões regionais pelas Rádios Record de São Paulo; Incofidência, de Minas Gerais; Farroupilha, do Rio Grande do Sul; e Clube, de Pernambuco.

Além dos cuidados com o formato e com a linguagem, havia o rigor com o horário de veiculação das edições do Repórter Esso , que entravam no ar às 8:00, 12:55, 19:55 e 22:55, além das edições extras. Os relógios do país passaram a ser acertados pelo jornal, devido à sua pontualidade.

O “Repórter Esso” da Rádio Nacional foi o mais importante radiojornal. Até hoje sua marca está impressa em tudo o que existe no gênero. A começar pelos horários. Até o seu aparecimento, os radiojornais tinham “mais ou menos” hora certa de ir ao ar. O “Repórter Esso” primou pelo horário. Podia-se acertar o relógio pela sua fanfarra de abertura. (TEODORO, 1970, p. 99)

8 Esse radiojornal conquistou uma credibilidade inquestionável. Mesmo quando não era o primeiro a dar uma notícia, as pessoas só tinham certeza da veracidade dela quando a ouviam através do Repórter Esso. “Sua credibilidade era tão grande que o público só acreditava nas notícias se confirmadas pelo ‘Repóter Esso’.” (JAMBEIRO, 2003, p.124). Segundo Gontijo Teodoro (1970, p. 99), “nunca se viu uma de suas notícias desmentidas ou contestadas”.

Como não havia apresentador fixo, em 1944, foi promovido um concurso para a escolha da voz padrão do Repórter Esso. O vencedor foi Antônio Salgado, que não chegou a estrear, pois se recusou a deixar Porto Alegre, onde morava. No lugar, foi convocado o segundo colocado, Heron Domingues, que estreou no dia 03 de novembro de 1944, permanecendo até 1962. Domingues se consagrou como a “voz oficial” do programa.

De 1962 até 1968, o noticioso foi comandado por Roberto Figueiredo, que no dia 23 de novembro de 1968, às 21h55, pela Rádio Globo, apresentou, com a voz embargada, a última edição do Repórter Esso, sempre embalada pela abertura criada especialmente pelo maestro Carioca: “A Esso Brasileira de Petróleo e seus revendedores, depois de 27 anos, resolveram desativar o Repórter Esso pelo rádio”. (FIGUEIREDO apud TAVARES, 1999).

Também se destacaram na condução do Repórter Esso Saint-Clair Lopes, Aurélio de Andreade, Jorge Curi, Romeu Fernandes, Casimiro Pinto Neves, Kalil Filho, Rui Figueira e Gontijo Teodoro, no Rio de Janeiro. Nas edições regionais, destaque para as apresentações de Edson de Almeida pela Rádio Jornal do Commercio, de Recife; de Lauro Haggemann pela Rádio Farroupilha, de Porto Alegre; de Aloísio Campos pela Incofidência, de Belo Horizonte; de Dalmácio Jordão, em São Paulo, pela Rádio Tupi129.

Porém, foi Heron Domingues quem personalizou a voz do Repórter Esso, enquanto Gontijo Teodoro ficou mais conhecido como o da edição televisiva. “Heron Domingues,

9 seu titular, deu personalidade ao Repórter Esso do rádio, transformando-o em modelo dos nossos radiojornais.” (TEODORO, 1970, p. 99)

Para a radialista Dayse Lúcidi, parte da credibilidade do programa se devia a uma preocupação que se tinha com o jornalismo da Rádio Nacional na época.

A Rádio Nacional tinha uma coisa. A notícia daqui só saía se fosse verdadeira. Tem que checar até o fim. Se vocês derem que alguém morreu, tem que morrer [rindo]. Era o Heron Domingues. O jornalismo da Rádio Nacional tinha aquela cosia maravilhosa do Repórter Esso. (LÚCIDI, 2005)

Heron esteve à frente do microfone por seis anos. Como, no início, a redação era feita pela própria agência de publicidade, em 1948, a direção da Rádio Nacional sentiu a necessidade de criar seu próprio Departamento de Radiojornalismo, que foi batizado com o pomposo nome de Seção de Jornais Falados e Reportagens. Heron Domingues criou o que seria o esboço do primeiro manual de radiojornalismo brasileiro, em que constavam objetivos e importância, além de 22 itens fundamentais para a produção e execução de um jornal falado.

O Repórter Esso estava bem estruturado e se atualizando a cada passo. Foi ele que deu forma e credibilidade ao rádio e ao telejornalismo no Brasil... Coube à Esso, no Brasil, o pioneirismo de contratar os serviços de uma agência de notícias, montar uma redação (dentro da Rádio Nacional), selecionar jornalistas e com tudo isso implantar uma nova era e um marco no radiojornalismo brasileiro. (TEODORO, 1970, p. 157)

Benzer Belgeler