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5. SONUÇLAR VE TARTIŞMA

5.2. Deneysel Çalışmalar

5.2.3. Nozul geometrilerine göre hedef malzemenin erozyon

5.2.3.1. Partikül boyutuna göre erozyon aşınması

Existem diversos estudos relatando os efeitos da implantação de íons metálicos ou não-metálicos em polímeros convencionais, tais como poliacrilonitrila (PAN) [33], polietileno tereftalato (PET) [34-36], poli-imido, polipropileno e polietileno [38] e polieter-eter-cetona (PEEK)[39]. Conforme descrita anteriormente, a irradiação provoca modificações na estrutura e na composição superficial do material tratado, modificando propriedades como a rugosidade, energia de superfície, condutividade elétrica, etc.

Quando PAN é pirolisado sob vácuo tem sua condutividade elétrica aumentada. Isto se deve a cíclização das cadeias do PAN primeiramente para uma estrutura polimérica conjugada passando, em altas temperaturas, para a grafitização. A implantação com halogênios (Cl ou F) neste material aumenta a condutividade elétrica devido em parte a modificações estruturais e em parte a efeitos de dopagem. O aumento é significativo, para fluências de 1 x 1015 a 5 x 1015 íons cm-2. A condutividade do PAN tratado a 435 qC, por exemplo, aumenta de 1 x 10-7 :-1 cm-1 com implantação de íons As+, Kr+, Cl- ou F-, a

condutividade elétrica, V, é dada por 1/U. No caso de F+ irradiado com 200 keV uma condutividade máxima de 8,9 x 10-1:-1cm-1é obtida para uma fluência de 5 x 1016íons cm-2

[33]

.

Os efeitos da irradiação de amostras de PET com implantação de íons Ti+, Ag+,

Si+e C+ [34] de 40 keV ficam mais escuras com aumento na fluência e ficam com um brilho

metálico para fluências t 1 x 1017 íons cm-2. As profundidades de implantação de Ti e Ag são ambos de 150 nm na fluência máxima. Mudanças similares de cor são observadas com implantação com Cu+ [35], onde a resistência elétrica é reduzida por mais de 10 ordens de grandeza com uma fluência de 2 x 1017íons cm-2. Imagens obtidas por microscopia eletrônica de transmissão revelaram a presença de partículas de cobre nanométricas concentradas em profundidades de 20 a 80 nm.

Implantação de Ni+ e N+ [36] com 100 keV a uma fluência de 1 x 10 16 íons cm-2 em PET, o gap óptico (obtido através de cálculos baseados em espectros de transmitância na região ultravioleta-visível pelo método de Tauc [37], diminui de ~3,9 eV a ~1,6 eV, ou seja, a absorção aumenta (para comprimentos de onde de 300 a 800 nm).

Uma aplicação interessante de implantação iônica é a produção de uma camada metálica oxidada na superfície de polímeros para protegê-los contra ataque por oxigênio atômico e radiação ultravioleta sofrida por componentes de naves aeroespaciais [38]. A eficácia de implantação de íons de alumínio com 2,5; 5,0 e 7,5 keV em diversos polímeros foram investigadas empregando Scanning Electron Microscopy (SEM) que traduzido significa:

microscopia eletrônica de varredura (MEV), equipado com Energy Dispersive x-ray Spectrometer (EDS) ou espectrômetro de energia dispersiva de raio X e pela análise de Rutherford Backscattering Spectroscopy (RBS) vertido para o português por espectroscopia de retro-espalhamento de Rutherford. Nesta referência uma fonte de arco em vácuo com

catodo de alumínio e anodo de tungstênio foi usada. Os pulsos negativos foram de duração de 17Ps e freqüência de 700 Hz. As análises revelaram que o Al foi concentrado na superfície e houve implantação concomitantemente com átomos de oxigênio.

Tavenner et al [39] realizaram comparação de três métodos de implantação de polieter-eter-cetona (PEEK). Os métodos foram: implantação iônica com elementos inertes; implantação iônica com íons metálicos; mistura de feixe de íons (ion beam mixing). Filmes poliméricos foram cobertos com uma camada de Sn de 100 nm de espessura e implantados N+ com 50 keV numa fluência de 1 x 1016 íons cm-2. Medidas elétricas de condutividade empregando o método de quatro pontos revelaram um aumento na condutividade elétrica em

10 ordens de grandeza, induzida por implantação com íons de nitrogênio. Conforme revelado por XPS, a implantação de PEEK com N+ ou Sn+ produz material tipo grafítico devido a quebra de cadeias e subseqüente aumento na reticulação. No caso de mistura de feixe de íons, nenhuma fase grafítica é observada na superfície e pouca na sub-superfície. Adicionalmente existem grupos C-C, C=C, carbono aromático e metal-carbono na superfície, indicando a mistura de metal no polímero.

Tem sido reportada utilização de implantação iônica com a finalidade de modificações nas propriedades dos materiais. Por exemplo, aumento da dureza (UH) de 35 para 43 N mm-2DXPDSURIXQGLGDGHGHDȝPFRPDLPSODQWDção de ío ns de N+e He+ com diferentes proporções, em polietileno de ultra-alto peso molecular (UHMWPE) com fluências entre 5 x 1015e 2 x 1016íons cm-2 e energia de 90 keV [40].

Pré-tratamento da superfície para aumentar as características de adesão de polímeros para outros processos tem sido obtidas por implantação iônica [41], PET foi tratado por Electron Cyclotron Resonance - Metal Organic Chemical Vapor Deposition (ECR- MOCVD) com fluxo de Ar de 25 sccm a uma pressão de 6 mTorr e microondas com potência de 700 W e aplicação de tensão de -5 kV (500 Hz), aumentando a adesão de um filme de cobre depositado posteriormente por meios eletrolíticos. Outro processo de implantação[42] com a finalidade de preparar a superfície para melhorar a adesão de metais em polímero descreve o pré-tratamento realizado com RIAIBM (do inglês, reactive ion assisted interface

bonding and mixing) em três passos. Sendo o primeiro a deposição de uma fina camada do

metal, segundo a implantação de N+através da aplicação de voltagem DC no substrato, a fim de melhorar a adesão e terceiro a deposição de metal na espessura desejada por outro processo, no caso, por sputtering, ou outra técnica de vaporização e deposição de metal.

Investigou-se o efeito da espécie implantada com diferentes massas e tempo de exposição nas propriedades do Nylon[43]. Plasma de He, N2e Ar, massas atômicas 4, 14 e 39

respectivamente, foram excitados com RF de 13,56 MHz e potência de 70 W a uma pressão de 0,53 Pa. Para promover o bombardeamento iônico foram usados pulsos tipo dente de serra de 25 kV a 60 Hz. Os resultados mostraram que o bombardeamento com nitrogênio foi mais eficaz nas mudanças das propriedades da poliamida. Houve melhoria da molhabilidade final, isto é, após certo tempo de envelhecimento em ar, aumento da resistência plástica e uma redução da taxa de corrosão de cerca de sete vezes com um tempo de exposição ao plasma de nitrogênio 180 minutos.