• Sonuç bulunamadı

2. ENFLASYONUN ETKĠLERĠ

2.4 Literatürde Enflasyona Yol Açan Nedenler

2.4.1 Parasal faktörler

Foi identificada, ainda, ação de gestão esporádica e de cunho genérico (não associada diretamente ao estudo de e do ambiente físico) realizadas pela Divisão de Pesquisa, Padrões e Dados Criminalísticos (DPCRIM), por meio da atividade intitulada “Avaliação da Gestão da Criminalística”, realizada por meio de visitas aos SETECs e registro das impressões levantadas e sintetizadas por meio de um relatório. Segundo consulta ao preâmbulo de um dos relatórios elaborados, os objetivos dessa atividade são:

a) Examinar os procedimentos de gestão, no tocante a produtividade e a pendências de laudos, o depósito de materiais, o arquivo e o almoxarifado; b) Examinar a metodologia de distribuição de documentos e de materiais para os peritos criminais federais, responsáveis pela elaboração do laudo;

c) Identificar deficiências comuns e encaminhar ao Diretor do Instituto Nacional de Criminalística (INC) propostas de atividades de capacitação para os chefes de Serviços e de Setores Técnico,Científicos (SETEC) e de outros peritos;

d) Verificar a aplicação e a continuidade dos investimentos do PROMOTEC; e) Possibilitar o desenvolvimento de metodologias padronizadas de gestão e a otimização dos procedimentos nos diversos setores de criminalística;

f) Elaborar relatório sobre os atos de gestão da criminalística dos SETEC. Mediante a realização de visitas em SETECs de vários Estados (a exemplo de AL, AC, BA, CE, DF, MG, MS, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RR, RS e SP), tal atividade consiste na avaliação da gestão da criminalística por uma comissão formada de Peritos Criminais Federais lotados no INC e nas unidades descentralizadas, mediante convite da Administração e disponibilidade dos servidores.

Com base na consulta a alguns relatórios disponibilizados na Biblioteca Digital de Criminalística (BDCRIM) do INC, foi possível identificar algumas recomendações sobre os ambientes físicos dos SETECs.

De uma forma geral, notou,se que o foco da Comissão quando da avaliação da estrutura física dos SETECs é a descrição e caracterização dos ambientes (observou,se ênfase

nos laboratórios de química), com destaque para área útil de trabalho, distribuição dos equipamentos e aparelhos, problemas de manutenção, organização e limpeza dos ambientes e estado de conservação do mobiliário. Em regra, os problemas são detalhados e em seguida são apresentadas as recomendações por parte da comissão.

Como exemplo de uma dessas recomendações, cita,se o item 5

$- - #' , -$ do Relatório de Avaliação da Gestão da

Criminalística nº 6/2008 – DPCRIM/INC/DITEC/DPF, elaborado após a visita da comissão no SETEC/PR. O referido item conta com 12 subitens, dentre os quais merece destaque, em

relação ao presente estudo, o item 5 < ) )* No

exemplo citado, ao contrário de outros aspectos avaliados e constantes no relatório, a discussão sobre o item não figurou entre os comentários finais tampouco na conclusão do relatório.

No entanto, comentou,se a respeito da possibilidade de se “elaborar e executar um planejamento estratégico, contemplando visitas in loco, elaboração de leiaute e de projetos básicos para as Delegacias mais indicadas para receberem Unidades Técnico,Científicas (UTEC)”, e ainda, posteriormente, de se designar servidor “a fim de acompanhar a correta implantação dos vários setores da perícia, acompanhar as reformas e as adequações necessárias, propor alterações de leiaute, receber equipamentos, entre outros”.

< 7 ).!* .)$ +! +()1)"*.$%6 ! EA"*)?$ -)?)$-

O contato realizado com a Diretoria de Administração e Logística Policial (DLOG) deu,se por meio de entrevista à representante da Divisão de Projetos de Edificações e Obras (DEOB), divisão responsável pela gestão das atividades relacionadas a projetos e obras no âmbito da Polícia Federal. Uma vez levantadas as informações sobre as últimas ações realizadas pelo INC em relação ao arranjo físico dos SETEC, partiu,se para o conhecimento das principais práticas atualmente utilizadas no tema, bem como as tendências de modernização da infraestrutura da Polícia Federal como um todo.

Inicialmente soube,se do registro de pelo menos oito solicitações de construção de novas Superintendências (PA, PB, PE, PI, MA, MG, RO e SE), de ampliação em superintendências existentes e de reformas variadas. Além disso, há projetos em andamento (Delegacia de Juiz de Fora/MG), projetos concluídos e prontos para serem executados (a

exemplo da Superintendência do Amapá), e quatro novas edificações em fase de construção (Superintendências do Acre e Roraima e Delegacias de Guaíra/PR e Presidente Prudente/SP).

As diretrizes contidas no Plano Nacional de Obras da Polícia Federal (PLANOB), instituído por meio da Instrução Normativa nº 011/2005,DG/DPF, de 02/06/2005, continuam sendo utilizados no sentido de viabilizar as primeiras ações relacionadas à construção de novas unidades da Polícia Federal. No entanto, naquele mesmo ano, a DEOB iniciou o processo de padronização de suas atividades e com ele passou a fazer críticas e realizar estudos sobre as vantagens e desvantagens das soluções utilizadas em obras anteriores, no intuito de aperfeiçoar as construções subsequentes.

Dentre as novas tendências previstas estão: a maximização da utilização da área útil dos terrenos;

a minimização de instalações que possam atingir a salubridade dos servidores como um todo, a exemplo da construção de paióis;

a instalação das atividades de polícia administrativa em anexo próprio;

adoção de menores áreas destinadas ao fluxo e circulação de pessoas (corredores), visando a aumento da área útil destinada às atividades;

priorização da funcionalidade em relação à estética; maior ênfase na segurança orgânica das edificações;

edificações com até quatro pavimentos (se o terreno assim permitir);

disponibilização de vagas destinadas aos veículos exclusivamente no exterior das edificações;

agrupamento de grupos de atividades setorizadas por áreas/alas da edificação;

priorização em materiais que permitam mais flexíveis e modulados, a

exemplo de soluções integradas de piso elevado, divisórias e forros com modulação pré,definida;

distribuição de pelo menos duas estações de trabalho por sala ou espaço, exceto dos cargos de direção e chefia;

atendimento às recomendações da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) no que diz respeito à densidade de pessoas nos ambientes de trabalho, que prevê entre 6m² e 9m² de área útil, por funcionário não ocupante de cargo de direção ou chefia (Portaria nº 241, de 20/11/2009 – SPU/MPOG);

Em relação a este último item, a preocupação existente já extrapola o Poder Executivo. A Resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 114, de 20/04/2010 (BRASIL, 2010), dispõe, entre outros aspectos, sobre a referência de áreas a serem utilizadas quando da elaboração de novos projetos de reforma ou construção de imóveis no âmbito do Poder Judiciário. Isto demonstra que as instituições começam a se preocupar com a racionalidade dos seus recursos de logística destinados aos seus ambientes de trabalho. Tais cuidados, quando levados em consideração de forma austera na fase de projeto, podem repercutir na diminuição do custo do metro quadrado das edificações públicas e na consequente melhoria da eficiência no uso do dinheiro público.

Sobre os aspectos construtivos que ensejam estudos e análises contínuas, seja por não terem apresentado resultados satisfatórios em edificações anteriores, seja por sua relevância à atividade policial, pode,se citar o isolamento acústico das salas, a eficiência energética dos sistemas utilizados e a segurança orgânica nas instalações. Em relação a este último item, já estão sendo elaborados e incorporados aos demais elementos caracterizadores da edificação, projetos específicos sobre o assunto.

Até o momento da entrevista não havia chegado qualquer recomendação da

Direção,Geral sobre eventual mudança de em razão da nova estruturação da Polícia

Federal, regulamentada pelo Decreto n° 7538, de 01/08/2011. Sobre os ambientes destinados às atividades de criminalística, a única dificuldade enfrentada pela Divisão tem sido o tamanho das áreas pré,dimensionadas para atividade, que tem implicado em certa dificuldade de acomodação nas áreas pré,disponibilizadas para a criminalística nos projetos das edificações.

Por fim, foi informado que o horizonte de vida útil dos projetos em relação ao efetivo tem sido dimensionado para um período de quinze anos, dos quais nos cinco primeiros a edificação seria capaz de atender ao crescimento descentralizado registrado nos últimos anos sem a necessidade de ampliação. No entanto, a partir do sexto ano da edificação, caso fosse realmente necessário, já estaria contemplado em projeto a integração e ampliação de mais 30% da área útil de trabalho edificada, o que, segundo estudos realizados, contemplaria o efetivo por mais 10 anos. Tais medidas estavam sendo adotadas em virtude da falta de estudos mais precisos sobre o crescimento do efetivo da Polícia Federal e da falta de compatibilidade entre as previsões de crescimento dispostas nos planos de necessidade elaborados pelas descentralizadas e o crescimento efetivamente apresentado.

< : !* .!" &?1)? ?)!1*A2)? "

Os sete Setores Técnico,Científicos participantes da pesquisa caracterizam,se, com exceção do SETEC/AM, por estarem instalados em edificações construídas após o ano 2000, e cujos projetos foram concebidos especificamente para o desempenho das atividades de uma Superintendência de Polícia Federal. Como já foi apresentado no capítulo 3 desta obra, o SETEC/AM foi escolhido por ter passado por duas reformas recentes e consecutivas

em suas instalações (repercutindo em mudanças de ), e, ainda, por representar as

peculiaridades de região Norte do país, aspecto considerado importante no âmbito deste trabalho. Todos os setores visitados, seja na fase de projeto, construção ou implantação, receberam orientações do INC ou ainda receberam visita da Comissão de Avaliação da Gestão de Criminalística. Segue figura destacando as unidades visitadas no mapa político nacional.

Figura 1 – Setores Técnico,Científicos visitados nas cinco regiões do país.

4.3.1 Superintendências visitadas

As Superintendências visitadas mantêm um padrão construtivo semelhante, com exceção da localizada no Estado do Amazonas, e encontram,se apresentadas a seguir, na respectiva ordem de realização das visitas.

SETEC/RN SETEC/AL SETEC/ES SETEC/SC SETEC/PR SETEC/GO SETEC/AM

1º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado do Paraná. Pesquisa realizada na cidade de Curitiba/PR entre os dias 22 e 24/11/2010.

Figura 2 – Fachada da Superintendência de Polícia Federal no Estado do Paraná

2º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado de Santa Catarina. Pesquisa realizada na cidade de Florianópolis/SC entre os dias 25 e 26/11/2010.

3º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado do Espírito Santo. Pesquisa realizada na cidade de Vila Velha/ES entre os dias 11 e 12/04/2011.

Figura 4 – Fachada da Superintendência de Polícia Federal no Estado do Espírito Santo

4º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado de Goiás. Pesquisa realizada na cidade de Goiânia/GO entre 13 e 15/04/2011.

5º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado de Alagoas. Pesquisa realizada na cidade de Maceió/AL entre os dias 16 e 17/06/2011.

Figura 6 – Fachada da Superintendência de Polícia Federal no Estado de Alagoas

6º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado do Amazonas. Pesquisa realizada na cidade de Manaus/AM entre os dias 08 e 09/08/2011.

7º local visitado: Superintendência de Polícia Federal no Estado do Rio Grande do Norte. Pesquisa realizada na cidade de Natal/RN entre os dias 16 e 17/08/2011.

Figura 8 – Fachada da Superintendência de Polícia Federal no Rio Grande do Norte

Benzer Belgeler