3. TARAYICI SİSTEMİNİN MODELLENMESİ
4.4 Yazılım Bileşenlerinin Benzetimi
4.4.1 Parametrik Simulink® yazılım blok modeli
Apresentaremos três propostas de estrutura literária que correspondem aos autores Werner Georg Kümmel (1982), Philipp Vielhauer (2003) e Hans Dieter Betz (1979), e a seguir sugeriremos uma estrutura literária que justifica nossa opção pela pesquisa da perícope de Gl 3,26-29.
4.3.1 Werner Georg Kümmel40
Depois da introdução (1,1-5), Paulo começa imediatamente suas referências quanto à situação na comunidade (1,6-10).
I. 1,11–2,21: defesa pessoal de Paulo contra os ataques que atingem seu ministério
apostólico.
II. 3,1–5,12: necessidade da liberdade diante da Lei. É a fé que alcança a salvação,
não as obras. A justificação não está vinculada ao cumprimento da Lei, mas sim à promessa, por meio de Cristo.
III. 5,13–6,10: a liberdade dos cristãos. IV. 6,11-18: saudação final.
39 Richard N. LONGENECKER, Galatians, p. CIII.
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4.3.2 Philipp Vielhauer41
Prescrição: 1,1-5.
Desaprovação e ameaças: 1,6-10.
I. a origem divina do evangelho paulino (1,11–2,21). II. justificação pela fé e liberdade diante da Lei (3,1–5,12). III. parêneses (5,13–6,10).
IV. final e autógrafo do autor da carta (6,11-18).
4.3.3 Hans Dieter Betz 42
I. 1,1-5: prescrição epistolar. II. 1,6-11: exórdio. III. 1,12–2,14: narração. IV. 2,15-21: proposição. V. 3,1–4,31: argumentação. VI. 5,1–6,10: exortação. VII. 6,11-18: pós-escrito.
Kümmel e Vielhauer estabelecem o mesmo perfil na exposição do arranjo literário de Gálatas, isto é, da apresentação ou prescrição à saudação final ou autógrafo. Depois, apontam a defesa pessoal de Paulo e as questões pertinentes à liberdade diante da Lei, que leva à justificação pela fé. Em seguida, o tema da liberdade dos cristãos diante da Lei e o proceder no Espírito. Betz intitula os temas narrativos agrupando-os por títulos, ou seja, da introdução ao pós-escrito estabelece o corpo estrutural a ser desenvolvido, com exórdio, narração, proposição, argumentação e exortação.
41 Philipp VIELHAUER, Historia de la literatura cristiana primitiva, p. 129. 42 Hans Dieter BETZ, Galatians, p. 16-23.
Interessa para nossa pesquisa, nas propostas de disposição literária de Gálatas aqui apresentadas, o que Betz denomina probatio ou argumentação (Gl 3,1–4,31). Para Vielhauer, trata-se da justificação pela fé e liberdade diante da Lei (3,1–5,12); segundo Kümmel, é a liberdade diante da Lei. É a fé que alcança a salvação, não as obras (Gl 3,1–5,12). Betz sugere que a seção 3,26-28 seja o centro da seção 3,1–4,31. Seguindo a discussão da situação dos
cristãos judeus, concluída em Gl 3,25, em Gl 3,26-28 aparece a discussão sobre os cristãos
gentios; assim se define o status dos cristãos diante de Deus,43
4.3.4 Estrutura literária sugerida para Gl 3,26-29
1,1-10: endereço e admoestação. Paulo se autodefine como apóstolo da parte de Jesus Cristo e que apresenta um único evangelho. Aqui destacamos dois importantes temas dessa etapa, a saber, a missão de Paulo e o único evangelho (cf. 1,1-5). A admoestação paulina se dirige àqueles que passaram a outro evangelho, cujos autores Paulo classifica de anátema (cf. Gl 1,8 b).
1,11–2,21: autobiografia de Paulo. Reconhecimento de sua missão e primeiro esboço da justificação pela fé. O evangelho por Paulo anunciado foi recebido, não segundo a carne, mas por revelação de Jesus Cristo (cf. Gl 1,11-12). Tal revelação perpassa as tradições judaicas de Paulo e alcança sua própria existência, isto é, acontece desde o seio materno e o dispõe para a missão entre os gentios. Paulo se apresenta na primeira pessoa do singular, com certa autonomia diante da igreja de Jerusalém. Vai à Arábia, a Damasco, à Síria e à Cilícia. Após voltar da Arábia para Damasco, somente depois de três anos resolve ir a Jerusalém. Depois da Cilícia, passam-se 14 anos até que Paulo volte a Jerusalém, acompanhado por Barnabé e Tito. Aos de Antioquia e da Galácia, Paulo apresenta um esboço da justificação pela fé: o homem não se justifica pelas obras da Lei, mas sim pela fé em Jesus Cristo (cf. Gl 2,16a).
3,1–4,31: argumentação doutrinal. Lei e fé, Lei e promessa, escravidão e liberdade humana, advento da fé e filiação divina, Abraão, as duas alianças – Agar e Sara. Diante da
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experiência cristã dos gálatas, Paulo adverte a respeito da estúpida escolha feita pela fascinação com as obras da Lei e pela volta à carne. Paulo apresenta a fé de Abraão e o reconhecimento de Deus a sua justiça; logo, é também pela fé que são filhos de Abraão – eis a promessa. Para Paulo, em Gl 3,26-29, com o advento da fé, os cristãos superam o tempo da tutela da Lei e, assim, na filiação divina em Cristo Jesus pelo batismo, desde suas diferenças socioculturais e de gêneros, todos participam da equidade, da comunhão e da descendência de Abraão. Paulo confirma sua orientação doutrinal: para ser livre é preciso ser filho de Abraão,
não segundo a carne, mas segundo o Espírito (cf. Gl 4,21-31).
5,1–6,10: parte parenética. A liberdade cristã, a circuncisão e exortações éticas. Paulo mostra aos gálatas o antagonismo entre a liberdade cristã e a escravidão, ou seja, entre o espírito e a carne, ou entre a esperança da justiça no espírito que vem da fé e a justiça da Lei. Para Paulo, a verdadeira liberdade é fruto do Espírito, que liberta o homem da carne (cf. Gl 5,13–6,10).
6,11-18: última admoestação e despedida de Paulo. Na parte final, Paulo estabelece os preceitos do zelo e da caridade como prática ética na comunidade e, assim, nem a circuncisão é alguma coisa, nem a incircuncisão, mas sim apenas a nova criatura (cf. Gl 6,15).
Fica delimitada para nossa pesquisa bíblica, de acordo com nossa opção, a perícope de Gl 3,26-29, texto-chave para a compreensão do advento da fé em Gálatas e de fundamental importância, não como centro de uma estrutura literária evidente, mas pela centralidade temática que representa ao apresentar os argumentos paulinos da justificação pela fé e da
herança segundo a promessa.
Escolhemos Gl 3,26-29 por ser uma narrativa que reforça a formação das identidades nos cristianismos primitivos a partir de elementos socioantropológicos pertinentes à constituição das comunidades cristãs na Galácia. A Ásia Menor é apresentada como uma referência, não somente geográfica, mas também plural e querigmática para o processo de evangelização e expansão dos cristianismos. Segundo Paulo Augusto de Souza Nogueira, é a região que, provavelmente, continha a maior diversidade de expressões religiosas e formas de organização de comunidades de todo o cristianismo do século I.44 Assim, ao analisar a perícope de Gl 3,26-29 certamente nos depararemos com um texto de fundamental
importância para a definição, no plano do cristianismo primitivo paulino, do status da comunidade cristã diante de Deus e de seus interlocutores.
Em suma, justificamos a escolha de Gl 3,26-29 pela necessidade de estabelecer uma leitura crítica, dinâmica e fluida das experiências religiosas dos gálatas a partir da configuração dos elementos socioculturais presentes na narrativa. São experiências cristãs vividas e realizadas no período dos cristianismos primitivos que, sem dúvida, contribuíram significativamente para o processo de formação e expansão das identidades cristãs.