2. MONTAJ RESİMLERİ
2.5. Montaj Resminde Yazı Alanını Hazırlama
2.5.2. Parça Listesi
A corrente psicomotora, fazendo uma análise comparativa com as tendências anteriores, teve um impacto menor se levarmos em conta o ponto de vista, das políticas públicas e regulamentações. No entanto, foi amplamente divulgada e acolhida por Professores de Educação Física, sendo muito requisitada ainda no cenário atual, áreas como a Educação Infantil, apresenta suas ações com influência da Psicomotrocidade para embasar suas ações.
A proposta Psicomotora promoveu primeiramente um cenário novo na prática pedagógica dos Professores de Educação Física, até então, mesmo mudando as tendências, existiam pressupostos similares, de autoridade do Professor, o exercício pelo exercício, forte influência anatomo-fisiológica. Com o surgimento da Psicomotricidade, um outro Professor foi apresentado, mais preocupado com outras dimensões do ser humano. Esse paradoxo pode ter sido a abertura para as discussões nas décadas de 1980 e 1990 do século passado.
Nesta abordagem o envolvimento da Educação Física é com o desenvolvimento da criança, com o ato de aprender com os processos cognitivos, afetivos e psicomotores, ou seja, “busca garantir a formação integral do aluno”, para Soares (1996 apud DARIDO, 2003, p. 13).
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Nos homens como “corpos conscientes” e na consciência como consciência intencionada ao mundo (FREIRE, 2013).
Utiliza-se da atividade lúdica como impulsionadora dos processos de desenvolvimento e aprendizagem. Trata das aprendizagens significativas, espontâneas e exploratórias da criança e de suas relações interpessoais. Focaliza-se na criança pré-escolar, destacando sua pré-história como fator de adoção de estratégias pedagógicas e de planejamento. Busca analisar e interpretar o jogo infantil e seus significados (SEVERO, 2010).
A abordagem psicomotora buscava a formação integral do estudante através de processos cognitivos, afetivos e psicomotores. Para Guimarães (2001) a Educação Física, que anteriormente tinha como conteúdo a predominância do gesto técnico isolado, passa a não ter um conteúdo próprio, sendo considerada um meio para se alcançar o aprendizado.
Inspirada principalmente nas ideias do francês Jean Le Bouch, a psicomotricidade propõe um modelo pedagógico baseado na interdependência do domínio motor, cognitivo e afetivo, visando o desenvolvimento global do indivíduo pro meio dos movimentos (OLIVEIRA, R. de C., 2011). Nesse sentido, ainda presente na compreensão de muitos profissionais da área da educação (entre eles, os próprios Professores de Educação Física) e utilizada inclusive para justificar a presença e a relevância da Educação Física no currículo escolar, o movimento é conhecido como mero instrumento para facilitar a aprendizagem de conteúdos relacionados a outras disciplinas (BRACHT, 1999; DARIDO, 2005).
Com o aumento nos estudos na área da Psicomotricidade, as definidas “condutas motoras” tornaram-se o foco de atenção da Educação Física Escolar.
Os professores de Educação Física não estavam preparados para o trabalho com as crianças abaixo de 10 anos, visto que o treinamento desportivo só tem seu início a partir da 5ª série. Buscam-se, assim, alternativas para os trabalhos nas teorias da aprendizagem motora (concepção americana) e na psicomotricidade (concepção francesa). Mas o importante nessa busca de alternativas foi justamente o fato de ter possibilitado a reflexão sobre a viabilidade e o sentido do esporte de rendimento em todas as áreas de ensino. (KUNZ, 1991, p. 131).
Estudos como o de Faria Júnior (1986), acolheram os fundamentos da psicomotricidade às ações pedagógicas dos Professores de Educação Física. A linha divisória entre a área afetiva, a cognitiva e a psicomotora parece ser imaginária, só existindo para fins didáticos, para facilitar estudos e a tarefa do Professor. Tal teoria tem sua base na concepção de que, na prática, a pessoa é uma só e os processos de pensamento, afeto e movimentos se dão de maneira encadeada e simultânea.
Ayoub (2003), aponta que o lado benéfico deste processo foi o fato de os Professores de Educação Física pela primeira vez se sentirem com responsabilidades
verdadeiramente pedagógicas, escolares. Por outro lado, renegando tudo o que até então havia sido feito.
Ao mesmo tempo em que nossa área começa a se envolver mais enfaticamente com as tarefas gerais da escola com vistas à formação integral da criança, a Educação
Física passa a ser um conjunto de “meios” para, em nome de um discurso da
integração entre as diferentes disciplinas curriculares, aplaudimos de pé o fato da área de Educação Física se tornar um instrumento, um suporte para outras áreas de
conhecimento “mais nobres”, consideradas mais importantes para a formação da
criança. (AYOUB, 2003, p. 109).
Já a crítica mais apontada à abordagem psicomotora da Educação Física, seria a subordinação da disciplina a outros componentes curriculares e a desconsideração de sua especificidade (OLIVEIRA, R. de C., 2011).
Segundo Neira e Nunes (2006), essa tendência pode ser definida como “currículo globalizante”, exatamente por se preocupar com a formação integral do aluno. Além de se configurar com base nas proposições de autores do campo da psicomotricidade, também acolhe, posteriormente, a influência das concepções construtivistas da aprendizagem. Sob essa influência, pode-se destacar a proposta de João Batista Freire (FREIRE, 1997).
A tendência Psicomotora promoveu a curiosidade por parte dos professores de Educação Física por outras áreas do conhecimento. A Psicomotricidade conseguiu desvincular substancialmente a visão biológica fortemente marcada em nossa área. Com isso, em algum momento se tornou uma “sereia”, cantando e encantado uma parcela dos Professores. Nesse “canto da sereia”, alguns Professores se definiam como Psicomotricistas e já atuavam somente sobre essa vertente. Já outros Professores conseguiram fazer interfaces com a Educação Física.
Apresenta-se sinteticamente a Educação Física Psicomotora (pós - 1970), que tem como função: desenvolver a formação do ser integral pela educação psicomotora trabalha com aspectos psicomotores, com a dimensão cognitiva e afetiva.
Quadro 4 – Resumo da tendência psicomotora
ASPECTOS OBSERVADOS CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS
TENDÊNCIA Psicomotricidade;
OBJETIVO Buscar a formação integral do estudante
através de processos cognitivos, afetivos e psicomotores;
METODOLOGIA Diversificada e reprodutivista;
CONTEÚDOS Aspectos psicomotores;
DIÁLOGO Já se aproximava de uma conversa entre
professores e estudantes. Mas, já iniciava um diálogo;
CONTEXTUALIZAÇÃO Ineficiente.
Fonte: Elaborado pelo autor.
A partir dos anos 198018, a Educação Física Escolar passou a ser alvo de debates intensos. A Educação Física recebeu o papel de atividade promotora da humanização, e o cunho tecnicista das aulas passou a receber severas críticas (KRAVCHYCHYN, 2006).
Segundo Souza e Vago (1997), foi uma época em que seus alicerces foram abalados por estudos, seminários, congressos, publicações, que problematizam suas origens e sua história como componente curricular. Questionamentos sobre as influências médicas e militares, as articulações raciais que propugnavam a melhoria da raça (eugenia), a adesão à psicomotricidade (pela confusão de ensino com possíveis tratamentos de distúrbios psicológicos) e, especialmente, a submissão ao esporte de rendimento após a Segunda Guerra Mundial.
Com isso, a partir da década de 1980 a Educação Física ganha status de componente curricular, surgem propostas/vertentes de intervenção dos diferentes conteúdos, pressupostos assim denominados de “cultura corporal” (BRASIL, 1997; SOARES et al., 2009; NEIRA; NUNES, 2006), ou “cultura de movimento” (KUNZ, 2000), ou “cultura corporal de movimento” (BRACHT, 1999; DARIDO, 2005), entre outras tendências e terminologias utilizadas por outros autores que buscam, a partir de seus olhares e perspectivas, realizar discussões num viés crítico, com vistas a levar os alunos a compreenderem sua realidade (NASCIMENTO, 2012).
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Para Castellani Filho (1998a, p. 65), a partir da década de 1980 a Educação Física passou por um momento de
É importante ressaltar que a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases de 1996, a inserção dos Parâmetros Curriculares Nacionais de 1997, bem como o novo contexto político e educacional influenciaram a Educação Física e seu papel na escola (SEVERO, 2010).
Por esse motivo, se faz necessário pelo menos, mencionar algumas abordagens elaboradas. Mantendo o mesmo cuidado epistemológico de não fazer condenações, muito menos exaltações, reconhecendo seus contributos para os avanços da Educação Física Escolar. Utilizamos como apoio para nosso estudo as análises de Castellani Filho (1999), Souza Junior (1999), Darido (2003) e Severo (2010), que fizeram um levantamento das principais abordagens divulgadas no Brasil. Vale ressaltar, sobre a ida direta nas fontes clássicas de cada abordagem para ampliar a compreensão dos pressupostos teórico- metodológico. Outro aspecto interessante, é a descrição de algumas abordagens que não aparecem nos estudos, optamos em citar por considerar relevante para nosso estudo.
A intenção de não aprofundar nas abordagens, se dá, pela falta de ampla adesão em nosso Estado, diferente das tendências, que direcionava mesmo sendo imposta, uma coesão na sua fundamentação e possibilidades de intervenção. As abordagens seguem caminhos variados, ora, se intercruzando, ora, se distanciando. O próprio termo “abordagem” é algo conflituoso de se utilizar, tendo em vista que na intencionalidade tem o mesmo caráter de tendência, perspectiva ou corrente teórica. Nesse estudo a indicação das abordagens tem caráter de formalizar um corte epistemológico do período posterior a abertura política no Brasil.
Na categorização das abordagens, não seguiu uma sequência cronológica das origens das abordagens, não muito menos, uma sequência de uma abordagem limitada para uma superior. A opção foi de acordo com o processo de leitura de revisão elaborou-se os resumos. O único critério adotado, foi dispor a abordagens dos PCNs como última abordagem a ser estudada, nesse estudo, entende-se ter princípios necessários para compreender os PCNs como uma abordagem da Educação Física. Os PCNs serão também abordados no tópico da Educação Física no Ensino Médio, colocando os PCNs no final gera uma leitura contínua com o próximo tópico.
As abordagens privilegiadas no trabalho foram a: Desenvolvimentista; Aulas Abertas; Sistêmica; Plural; Saúde Renovada; Construtivista/interacionista; Crítico-superadora; Crítico-emancipatória; Jogos Cooperativos; Pedagogia da Cultura Corporal; e Parâmetros Curriculares Nacionais. Não optamos por nenhuma critério de sequência de uma abordagem melhor para uma inferior, ou, seguir uma sequência cronológica.