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3 19 YY OSMANLI SARAY MOBİLYASININ İRDELENMESİ: DOLMABAHÇE SARAY

3.2. Padişahların Marangozluğu, Tamirhane-i Hümayun

O Centro de Ecoalfabetização (ou Alfabetização Ecológica) está localizado em Berkeley, Califórnia, e desenvolve, em escolas e associações, a prática de um pensamento baseado em comunidades sustentáveis. A fundação foi criada em 1995 por Fritjof Capra (fí- sico e pensador sistêmico), Peter Buckley (interessado no meio am- biente e na educação das crianças), Zenobia Barlow (especialista em assuntos ecológicos), David W. Orr (professor de ciências am- bientais), e Gay Hoagland (diretor-executivo da Coalition for Es- sential Schools, programas equitativos para escolas secundárias) (Capra et al., 2006a, p.28).

As teorias de seus fundadores, juntamente com as de Jeannette Armstrong e Michael Stone, entre outros (Capra et al., 2006a, p.18), fornecem os pilares pedagógicos praticados pelo centro. Seus fundadores têm como objetivo o ensino de Ecologia por meio de uma abordagem baseada no pensamento sistêmico, que concebe o mundo como um todo integrado (Capra, 2006b, p.25).

Fritjof Capra defende a ideia de que é possível criar sociedades sustentáveis orientando-se por modelos fornecidos pela própria na- tureza, isto é, pelo exame da maneira pela qual a natureza ou ecos- sistema “sustenta a teia da vida” (Capra, 2006b, p.14). Capra retira da natureza princípios de Ecologia para transportá-los às organi- zações de comunidades humanas – princípio de redes, da não linea- ridade, interdependência, ciclos (Capra, 2006a, p.30-53; 2005, p.239; 2006b).

Os organismos vivos são constituídos das partes e do todo. O todo contém as partes que o integram, as quais, por sua vez, contêm o todo. O todo e as partes se conectam de modo não linear e estabe- lecem redes de comunicação, as quais podem tomar diferentes di- reções. A conexão de redes entre as partes e o todo ocorre em relações de interdependência, isto é, o que uma parte sofre todo o organismo sente. Dessa relação de interdependência surgem os ci- clos, em que o que é inútil para uma parte transforma-se em algo novo para outra – o dejeto de um, torna-se alimento de outro. Nada

se perde tudo se transforma, por isso são ciclos em constante mu- tação. Trata-se de uma rede flexível (Capra, 2005; 2006a; 2006b).

O conceito de redes pode ser visto de maneira semelhante ao conceito de assembleia, anteriormente relatado nos procedimentos adotados pelas abordagens alternativas. Está relacionado à parti- cipação de pessoas de diversas áreas em diferentes situações de uma determinada comunidade, com o objetivo de encontrar soluções para os problemas, elaborar projetos, tomar decisões ou, ainda, em- preender ações conjuntas em prol da comunidade. Os fenômenos vividos por um determinado setor afetam de maneiras distintas a todos os envolvidos. A escolha de estratégias e as tomadas de deci são devem ser realizadas com cautela e respeito aos vários orga- nismos contidos no todo (Capra, 2006a, p.51-3).

Para o Centro de Ecoalfabetização, currículo é o “conjunto de experiências de um estudante” (Capra, 2006a, p.70), tanto no que diz respeito ao conteúdo, como ao contexto. A organização de classes em torno de projetos, e não de disciplinas, é a característica do currículo da escola; agrupar duplas de alunos de diferentes faixas etárias para trabalharem em conjunto é, também, adotado no currículo (Capra, 2006a, p.70).

Faz parte ainda do currículo toda prática escolar – as ações e atitudes, vocabulários e valores por ela defendidos, a escolha de li- vros, o tipo de avaliação empregado – que traz consigo os valores e ideais preconizados pela comunidade, constituindo-se como cul- tura escolar. A cultura escolar existe em um plano subjetivo e in- fluencia o jovem e a criança.

Como estratégia, o Centro de Ecoalfabetização acredita que a horta é um meio de desenvolver a biofilia, isto é, “o sentimento de espanto ou reverência e a afinidade com a natureza” (Wilson, apud Capra, 2006a, p.73), que favorece o surgimento de um novo valor, o de respeito ao ecossistema e ao de pertencimento ao lugar. A re- lação entre homem e local é influenciada pelo sentimento de per- tencimento e necessita ser trabalhada pela escola a fim de que o aluno assuma uma atitude de envolvimento e cuidado com o seu

O sentimento de pertencer a um lugar faz emergir a verdadeira educação, em que o aluno tem liberdade de desenvolver conhe- cimentos e competências de acordo com seu próprio ritmo, com tempo para refletir a respeito de atitudes, valores e escolhas; valo- riza a heterogeneidade; integra a teoria à prática; e tem espaço para a imaginação, observação e criatividade (Capra, 2006a, p.87-223).

A divisão tradicional do conhecimento é substituída pelo agru- pamento de disciplinas para serem trabalhadas em torno de um tema comum, de modo a garantir a atuação do professor especia- lista, considerado o responsável pelo aprofundamento das refle- xões. O mesmo acontece com a questão avaliativa, que, mais do que respostas padronizadas, preocupa-se com o processo interativo como um todo (Capra, 2006a, p.87-91).

Os responsáveis pelo centro estabelecem ainda uma distinção entre ensinar e aprender. Ao ensinar algo a alguém, priva-se essa pessoa da “experiência de aprender” (Margolin, apud Capra, 2006a, p.96). Nesse sentido, Capra e os fundadores do Centro de Ecoalfabetização propõem a formação de uma comunidade de aprendizes, na qual as fronteiras entre quem ensina e quem aprende não são claras. Alunos, professores, administradores e pais “estão todos interligados numa rede de relações”, trabalhando juntos no processo de aprendizagem (Capra, 2006a, p.188). Todas as deci- sões são tomadas a partir de perspectivas do pensamento em rede, que se preocupa com a relação e interdependência das partes com o todo e com a manutenção de um sistema e com o trabalho por uma sociedade sustentável.

A partir do que foi apresentado, podem-se resumir os funda- mentos e princípios que regem a proposta do Centro de Ecoalfabe- tização:

• o trabalho em rede;

• a comunidade como processo de conhecimento;

• procedimentos de ação e transformação, em que todos par- ticipam em igualdade de condições como comunidade de aprendizes;

• o despertar do sentimento de pertencer ao contexto e ao local em que se está inserido; a necessidade de refletir a respeito do local e de conhecê-lo;

• o respeito e a preservação da sabedoria popular;

• o processo de ensino/aprendizagem com base em projetos formulados a partir da realidade local e construídos demo- craticamente;

• a organização dinâmica e flexível do currículo, que evita a fragmentação do conhecimento;

• a visão de que todo ambiente, seja ele natural ou cons- truído, é um espaço de aprendizagem; a orientação pela qualidade e não pela quantidade;

• a mudança e expansão dos horizontes de tempo e pensa- mento;

• a aceitação e celebração da heterogeneidade e da complexi- dade;

• a busca do bem de toda a comunidade e da comunhão com a natureza (Capra, 2006a, p.18, 48-9 e 236-45).