SEYAHATNÂME’DE OSMANLI HANEDANI BĠLGĠSĠVEALGISI Osmanlı siyasal ve toplumsal düşüncesinde sultan ile hanedan,devletin
2.4. PadiĢah Ünvanları
2.5.2. Dindar PadiĢah
Analisando as construções imperativas de uma perspectiva cognitivista,
constatamos que existe uma razoável regularidade entre elas. No enunciado imperativo,
ao instaurar a condição de satisfação, o antagonista-enunciador imprime certa FORÇA
sobre o antagonista-enunciatário, com vistas a causar, bloquear, permitir ou manter
um MOVIMENTO.
Nessas construções, porém, não analisamos a resultante dessa aplicação de
força, pois, no enunciado imperativo, identificamos uma dinâmica de forças em curso,
inconclusa. Isso porque esses enunciados não são meros relatos sobre uma dinâmica de
forças: eles são a própria força sendo aplicada. Dito de outro modo, o enunciado
imperativo não informar se a força foi suficiente para modificar a tendência do agonista,
uma vez que as construções mesmas são recursos pelos quais se dá a aplicação da força.
Sendo assim, estudando a imperatividade como categoria cognitiva
metaforicamente estruturada, apropriamo-nos parcialmente do trabalho de Talmy
(2000), dada a necessidade de considerar particularidades do fenômeno ora
67 lidamos com dois apenas: a tendência intrínseca do agonista e o tipo de força exercido
pelo antagonista, porque o balanço das forças não integra a semântica desses
enunciados.
Considerando esses fatores, hipotetizamos a atuação de cinco diferentes forças
imperativas: causal, bloqueadora, de permissão e de manutenção, propostas neste
trabalho com base nas dinâmicas de Talmy (ver 2.3.2.1). Vejamos nestes exemplos a
atuação de cada uma delas:
(52) Sorri! Você é rica, vai! (RE, 00:26:58)
(53) Oi, meu filho, não te abate não. (RE, 00:52:23)
(54) Acaba com ela então, depois limpa a bagunça. (TE, 01:27:53) (55) Espera aqui, tá bom? (RE, 00: 17: 47)
Em (52), a condição de satisfação do enunciado é estipulada por uma força que
se choca com a tendência do agonista-enunciatário: entendendo que ESTADOS SÃO
ESPAÇOS e que MUDANÇA É MOVIMENTO, a FORÇA aplicada visa a promover um
MOVIMENTO do agonista, que passaria de um estado de visível seriedade a um outro
de aparente alegria. Por ser uma FORÇA cuja orientação parte do repouso rumo ao
movimento, trata-se de uma força causal.
No exemplo (53), novamente ocorre um choque entre a FORÇA aplicada pelo
antagonista-enunciador e a tendência do agonista-enunciatário: enquanto este tende
ao MOVIMENTO – rumo a um ESTADO de abatimento –, aquele aplica uma FORÇA orientada para impedir que essa tendência se efetive, mantendo-o em repouso – em um ESTADO de não abatimento. Por ser uma FORÇA com orientação contrária à tendência
68 Com o enunciado (54), o líder de um grupo criminoso dá autorização para que
um comparsa violente sexualmente uma jornalista, capturada enquanto os investigava.
Nesse caso, o antagonista-enunciador remove um bloqueio, com vistas a permitir que o
agonista-enunciatário siga sua tendência. Por ser uma FORÇA orientada em favor da
tendência do agonista, trata-se de uma força de permissão.
Por fim, o ato de fala (55) se baseia no pressuposto de que o agonista-
enunciatário poderia alterar sua tendência – no caso, da espera (portanto, repouso) ao movimento –, contra o que intervém o antagonista-enunciador. Por ser uma FORÇA orientada para manter a tendência do agonista, trata-se de uma força de manutenção.
De modo mais esquemático, as construções imperativas manifestam a
semanticização das seguintes forças:
e) o agonista-enunciatário tende ao repouso, porém o antagonista-enunciador aplica-lhe uma força direcionando-o ao movimento (força causal);
f) o agonista-enunciatário tende ao movimento, porém o antagonista- enunciador aplica-lhe uma força direcionando-o ao repouso (força bloqueadora);
g) o antagonista-enunciador remove aplica uma força para que agonista- enunciatário siga sua tendência, ao movimento ou ao repouso (força de permissão);
h) o antagonista-enunciador aplica uma força para que agonista-enunciatário mantenha sua tendência, ao movimento ou ao repouso (força de manutenção).
Retomando o trabalho de Talmy (ver 2.3.2.1), podemos associar cada uma dessas
forças a uma das dinâmicas previstas por ele. Se a condição de satisfação do enunciado
69 dinâmica bloqueio; a força de permissão, a dinâmica permissão; a força de manutenção,
a dinâmica manutenção.
3.2.1.1. Forças imperativas prototípicas: a causação direta
Ainda relacionando forças e dinâmicas, recorremos a Silva, cujo trabalho
distingue os casos em que a dinâmica de forças promove a causação mais direta
(quando ocorre choque) de outros em que a dinâmica perfila uma causação mais
indireta (quando não há choque) – ver 2.3.2.1. Apropriando-nos dessa sua reflexão, podemos dizer que as forças causal e bloqueadora se aproximam da causação mais
direta, já que nesses casos há um choque direto entre a força aplicada pelo antagonista
e tendência do agonista. Nas demais, temos a causação indireta, seja porque a força
está em conformidade com a tendência do agonista (da manutenção), seja porque ela
não recai diretamente sobre ele (caso da permissão, em que a força atua na remoção
do bloqueio).
Considerando nossos dados em termos quantitativos, podemos afirmar que
predominam na imperatividade os casos de causação direta: são 468 ocorrências de um
total de 474 (98,7%). Entre essas, a causação propriamente dita é predominante, com
86,1% das ocorrências – contra 12,6% de aplicações da força bloqueadora.
Os casos de causação indireta, embora integrem o rol das possibilidades
semânticas imperativas, mostraram-se estatisticamente pouco relevantes em nosso
corpus, com apenas uma ocorrência de cada tipo de força – as frases 54 e 55, com que
70 Essa frequência quase nula limita reflexões mais amplas sobre ambas as forças,
mas, ao mesmo tempo, impõe questionamentos: haverá outras estratégias, não
mapeáveis em formas linguísticas, por meio das quais os falantes aplicam forças de
permissão e manutenção sobre seus enunciatários, ou será apenas que, por alguma
razão sociocultural, esses eventos são mesmo mais raros?
Para análises futuras que optem por investigar mais detalhadamente a força de pe iss o,à pa e eà o e ie teà desta a à usosà doà e oà pode .à Noà estudoà o aà apresentado, chegamos a levantar quatro ocorrências em que esse verbo foi usado para
aplicar tal força; no entanto, por privilegiar a causação direta, optamos por não nos ater
mais detidamente sobre tais casos.