2.6. Yurt İçinde Yapılan Çalışmalar
2.6.1. PAB ile İlgili Yurt İçinde Yapılan Çalışmalar
FINANCEIROS
Conforme estudo do BID (2005a), as MPEs da América Latina e Caribe têm se
mostrado mais sensíveis aos problemas macroeconômicos e à concorrência internacional,
devido a medidas de liberalização e abertura econômica do que as grandes empresas,
enfrentam dificuldades através dos seus altos custos unitários, seu tamanho e disponibilidade
de recursos. Com isso, o acesso a mercados e ao desenvolvimento tecnológico fica
comprometido. Aliado a estes fatores, as MPEs encontram dificuldades na sua organização e
gestão, o nível cultural dos donos muitas vezes é baixo e sobretudo possuem um obstáculo
maior que é o acesso ao financiamento.
Durante as décadas de 80 e 90 muitos países da América Latina adotaram políticas de
desregulamentar as operações creditícias. Tinham como objetivo ampliar os mecanismos de
concessão de crédito para atividade produtiva. Mesmo assim as MPEs encontraram
dificuldades em obter crédito tanto pela ótica da demanda, que tem características como
estabilidade macroeconômica, alto custo do crédito, falta de confiança dos bancos nos
projetos, burocracia dos intermediários financeiros e o excesso de garantias. Quanto pela ótica
da oferta cujas características são custo de transação, falta de informações contábeis e
gerenciais, alto risco de emprestar, falta de garantias suficientes e o custo de obter a
informação correta.
Expectativas positivas na conjuntura econômica levam as MPEs a se beneficiarem do
aumento de crédito bancário, enquanto que em situações inversas de desaceleração
econômica, a disponibilidade de crédito para as MPEs gera um maior risco ocasionando uma
retração de crédito para essas empresas. Nesse caso com a retração da atividade econômica as
MPEs têm a demanda por seus produtos e serviços diminuída e em conseqüência a procura
por necessidade de financiamento para investimentos tende a cair.
Evidências comprovam que em alguns países quanto maior for a taxa de juros menor
será o interesse em solicitar financiamento. Em países como o México e a Argentina as altas
taxas de juros inibem a solicitação de financiamento. Na Colômbia as MPEs consideravam as
altas taxas de juros como o segundo problema do acesso ao financiamento em 1996. No Peru
38% das empresas entrevistadas citaram as altas taxas de juros como dificuldade de acesso ao
crédito.
Conforme pesquisa BID (2005c), nos países da região, o resultado indica que as taxas
de juros elevadas são consideradas como o principal obstáculo ao crescimento das empresas.
Em seguida, constata-se que outros fatores, prazos curtos, garantias e a burocracia são
Verifica-se também que as MPEs têm como principal fonte de financiamento os
recursos próprios. Neste caso, considerando-se também os recursos de parentes e amigos, e
posteriormente a utilização de recursos do sistema financeiro. Isso muitas vezes causa uma
dependência forte de recursos oriundos das vendas de curto prazo para capitalizarem-se, uma
vez que se houvesse acesso a fontes institucionais, como o sistema financeiro, certamente
estas empresas tornar-se-iam mais competitivas e com mais chances de crescimento. Por
exemplo, na Argentina 73% das MPEs utilizam recursos próprios para financiarem-se,
comparando-se com países desenvolvidos como a Alemanha, onde as empresas utilizam
apenas 22,3% e com o Japão onde as empresas utilizam 26,7% de recursos próprios.
A importância das MPEs para as economias dos países da Amércia Latina e Caribe e
sua contribuição para a produção é muito superior ao volume que estas empresas têm acesso
nos mercados financeiros, pois os bancos impõem um limite de crédito para essas empresas,
focando-se principalmente nas empresas de grande porte. Segue tabela abaixo com alguns
exemplos de representatividade das MPEs na utilização de crédito.
Tabela 1 - Percentual de empréstimos destinados às MPEs na América Latina em 2002
Argentina Chile Peru Colombia*
Empréstimos às MPEs 25% 30% 27% 9%
* Percentual estimado, pois não se possui estatística sobre o percentual de crédito concedido neste país. Fonte: BID (2005c)
Constatou-se neste estudo que as características de acesso ao crédito, como prazos,
garantias, taxas de juros e a burocracia sinalizam um desfavorecimento com impactos sobre o
investimento e a competitividade das MPEs.
Os prazos curtos dos empréstimos representam uma barreira aos investimentos em
investirem em máquinas e equipamentos para melhorar o processo produtivo. Entretanto, os
recursos disponíveis não comportariam o prazo de maturação destes equipamentos.
Em relação às garantias, os bancos exigem muitas vezes valores superiores ao volume
de crédito desejado, o que ocasiona ações judiciais em caso de não pagamento, prevalecendo
o direito do tomador sobre o credor e ainda fazer cumprir as sentenças judiciais quando as leis
dificultam a posse dos bens, ou quando da liquidação do bem devido à lentidão do processo
judicial este perde seu valor. As garantias representam o segundo maior obstáculo ao acesso
ao financiamento das MPEs.
Quanto às taxas de juros cobradas pelos bancos estas inibem os investimentos em
projetos com taxas de retorno baixas ou em projetos de importância social. Conforme já
comentado nos parágrafos anteriores, é um importante obstáculo no acesso ao financiamento
das MPEs.
A burocracia é principal causa que vai da aprovação à liberação do crédito, passando
por comitês e análise das informações contábeis e gerenciais, que na maioria das MPEs é
precária, torna o processo lento. Associada a esta característica os custos de transação e de
oportunidade que contribuem para o encarecimento do crédito, ou seja, o banco tem
dificuldades em identificar nas MPEs a disponibilidade e intenção de pagar o empréstimo.
Com isso, o custo de supervisionar e avaliar a empresa torna o custo unitário alto e pouco
atrativo para os bancos.
Conforme descrito acima e confrontando com o referencial teórico, identifica-se nas
MPEs da América Latina dificuldades no acesso a recursos ocasionados por imperfeições nos
mercados financeiros resultantes de problemas de informação e falta de garantias, ocorrendo
custos de transação elevados para se cobrar os empréstimos, pois essas empresas não possuem
virtude disso sofrem racionamento de crédito e com isso deixam de realizar investimentos em
projetos viáveis.