2. Genel Bilgiler
2.1.4. Ozonun Etki Mekanizmas
Dat as. Mas o que são dat as? Dat as são pont as de icebergs. O navegador que singra a imensidão do mar bendiz a presença dessas pont as emersas, sólidos geomét ricos, cubos e cilindros de gelo visíveis a olho nu e a grandes dist âncias. Sem essas balizas nat urais que cint ilam at é sob a luz not urna das est relas, como evit ar que a nau se espedace de encont ro às massas submersas que não se vêem? (. . . ) Dat as são pont os de luz sem os quais a densidade acumulada dos event os pelos séculos causaria um t al negrume que seria impossível sequer vislumbrar no opaco dos t empos os vult os dos personagens e as órbit as desenhadas pelas suas ações. A memória carece de nomes e de números. A memória carece de numes (. . . ). Os f at os se passaram uns depois dos out ros. Para cont á-l os, ist o é, narrá-los, é preciso t ambém cont á-l os, ist o é, enumerá-los. Cont ar é narrar e cont ar é numerar. (. . . ) O at o de narrar paga t ribut o ao deus Chronos. (…) o que seriam hoj e as dat as, aquelas pont as de icebergs, se f ossem cort adas e dest acadas das suas massas submersas? Blocos solt os, blocos errát icos que vagariam na superf ície crespa das águas e, chocando-se uns nos out ros, se dest ruiriam no mar cruel da cont emporaneidade. As dat as, como os símbolos, dão o que pensar.191
A leit ura dest e t ext o de Alf redo Bosi me f az pensar em uma paráf rase barat a: ‘ narrar é preciso, viver não é preciso’ . Cont ar para enumerar, cont ar para perpet uar, cont ar para dizer a que veio. Qualquer roqueiro argent ino que se preze conhece a hist ória do rock nacional. Ele t ambém sabe que o primeiro iceberg a despont ar é o do ano de 1965, aquele em que Los Gat os Salvaj es lançaram “ o primeiro LP de música beat 100% em cast elhano” . Moment o que seria of uscado, dois anos depois, pela venda de 250 mil cópias do compact o de La balsa/ Ayer nomás, gravado por Los Gat os, não mais selvagens, ent ão em nova f ormação.
Nas palavras de Miguel Grinberg e Pipo Lernoud, nem mesmo a t ransf ormação de uma crít ica social como Ayer nomás em uma simples canção de amor maculou t al moment o: apesar de t udo, aquilo ainda era “ ot ra cosa” . Algo dist int o do que f aziam os nuevaol er os do Cl ub del cl an e af ins, os
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Bosi, Alf redo. O t empo e os t empos. In: NOVAES, Adaut o (org. ) Tempo e história. São Paulo: Cia das Let ras/ Secret aria Municipal de Cult ura, 1992, pp. 19-20. Devo o conheciment o dest a cit ação à prof essora e pesquisadora do Prolam, Rosana Núbia Sorbille, em palest ra minist rada no dia 30 de set embro de 2004, como part e do event o 2° Libert ango – Ident idades no Mercosul / Diálogos Brasil-Argent ina, promovido pelo Cent ro de Est udos Lat ino-Americanos da PUC-SP.
comerciais. Já para Alabarces, a import ância de Los Gat os e a sua inclusão nest e moviment o que despont ava no cenário da música urbana argent ina se dá muit o mais pela conf ormação e pela proximidade de um acionar, do que propriament e pelas caract eríst icas musicais do grupo:
Lo que une a Los Gat os con el rest o de los pioneros es eso que imprecisament e denominaba act it ud común, product o de la circulación de sent idos más o menos compart idos, proyect os y volunt ades const it ut ivas puest as en j uego por varios suj et os al mismo t iempo. Aparece por un lado la f ormación de un grupo, bast ant e lábil, pero que se incorpora al MITO FUNDACIONAL como el que opera la creación del rock nacional; cont emporáneament e se regist ra que los mismos f ormant es que posibilit an la const it ución de ese grupo inicial e iniciát ico, est án t rabaj ando sobre ot ras zonas de la cult ura urbana, sobre mult iplicidad de ot ros suj et os. En cada barrio, cént rico o perif érico, de la Capit al o del suburbano, los grupos BEATSse arman y desarman con la velocidad de un cambio de camiset a.192
Um mit o que cont a com as seguint es caract eríst icas, mais uma vez apont adas por Alabarces:
Si señalo la import ancia del grupo inicial (del que surgen t ant o Los Gat os como Manal, Moris, Miguel Abuelo, Paj arit o Zaguri, Tanguit o, ent re ot ros) es porque de sus relat os procede la conf ormación del mit o f undacional. Y en ese mit o se conj ugan t odas las caract eríst icas que un relat o mít ico debe poseer: los LUGARES SAGRADOS (La Cueva de Pasarot us o La Cueva a secas, el lugar de LOS CUEVEROS; el bar La Perla de la Once y su baño, de excelent e acúst ica, según los t est igos); los PERIPLOS RITUALES (de La Cueva a La Perla, de una casa a la ot ra, navegar por las calles, NAUFRAGAR – no dormir por varios días, recurriendo a la ayuda de anf et aminas); las VESTIMENTAS PROPICIATORIAS (el pelo largo como marca de ident idad, las ropas descuidadas o cuidadosament e descuidadas); la HUMILDAD DEL ORÍGEN. (…) Para la def init iva const it ución del mit o f alt a algo: LA VÍCTIMA. Eso sólo se logrará en 1972, cuando Tanguit o se arroj e/ se caiga/ sea empuj ado al paso de un t ren.193
Pablo Alabarces resume acima e com precisão as caract eríst icas desse mit o f undacional. Lugares como La cueva e La perl a se t ornaram sagrados no imaginário de roqueiros das gerações seguint es, que ouviram - e que seguem
192
ALABARCES, Pablo. Entre Gatos y Violadores: el rock nacional en la cult ura Argent ina. Buenos Aires: Ediciones Colihue, 1995, p. 46.
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ouvindo - hist órias de nauf rágio de um grupo que, como lembra o pesquisador, era f ormado em sua maioria por garot os de classe média. Jovens que t rocavam suas casas por pensões em áreas cênt ricas da cidade ou por hot éis barat os, quando não dormiam em praças como a Francia, marcada a part ir de ent ão como redut o hippie, quando muit os deles pref eriam o t ermo náuf rago.
Quem cont a um cont o aument a um pont o, diz o dit ado. E a criação de um mit o de f undação não só seleciona, elege e descart a t emas, como carrega em suas t int as. O que não invalida seu est udo, pelo cont rário. Recent e, a hist ória do rock argent ino cont a com uma hist oriograf ia ainda muit o calcada nas memórias, no relat o de seus pioneiros, e pouco na análise e conf ront ação desses depoiment os e das obras produzidas. Dest e modo, o t rabalho de Alabarces inova ao ref let ir mais det alhadament e sobre pont os que pareciam pacíf icos nest a hist ória do rock:
El rock nacional encuent ra durant e muchos años las excusas para disimular su f ervient e conf lict ividad int erna. Siempre hay enemigos a la vist a: en el moment o de su conf ormación, el OTRO son los comerciales, los complacient es, los PALITOS (reemplazados por Joven Guardia, Irancundos, Kat ungas, Conexión Nº 5, Náuf ragos, Raúl Padovani, Donald: la list a de los nuevaoleros cont rolados que la indust ria recién dej ará caer hacia mediados de los set ent a, cuando el boom Sui Generis consagre def init ivament e la aut onomía y solidez del mercado rockero). Desde el 70, el enemigo es EL SISTEMA, que adquiere una encarnación dura en el f inal del régimen milit ar de la Revolución Argent ina; y t ras la desorient ación que el ret orno del peronismo produce, con el auge de las variant es más polit izadas del movimient o rock, el lopezreguismo vuelve a unif icar las oposiciones, hast a desembocar en la nueva dict adura y const it uir un f rent e que, a primera vez, aparece sin f isuras.194
A ref lexão de Alabarces soa como uma acusação: “ o rock nacional encont ra durant es muit os anos uma desculpa para dissimular seu f ervent e conf lit o int erno” . Um inimigo comum, ou melhor, dois: os comerciais ou complacent es; e o sist ema, personif icado na ou pela dit adura milit ar. O moviment o roqueiro t eria sido um moviment o const ruído ou demarcado pela dif erenciação ent re o “ nós” e as “ ondas” (modismos) como a Nueva ol a.
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Mas a inversão desse olhar propost o por Alabarces pode servir para est e t rabalho na t ent at iva de localizar, a part ir da análise da crít ica f eit a por esses roqueiros cont ra os demais art ist as, a part ir dessa demarcação do “ nós” e dos “ out ros” , os pont os em comum, ou uma reivindicação em comum que os colocava em conf ront o com os demais art ist as da música j ovem argent ina. Por out ro lado, a exist ência dessa reivindicação em comum t ambém pode servir na t ent at iva de compreender, de modo mais aprof undado, a repressão impost a a membros desse moviment o, repressão cent rada no cort e de cabelos f orçado em barbearias improvisadas em delegacias de polícia de Buenos Aires. Os document os selecionados t êm por f unção desvendar o pensament o de personagens como Pipo Lernoud e Miguel Grinberg, ambos apont ados por Pablo Alabarces como ideólogos desse moviment o que se conf ormou em t orno do rock. Um moviment o que era t ambém uma moviment ação, inicialment e subt errânea, em grandes cidades como Buenos Aires, Rosário e La Plat a.
Em um t ext o f undament al para est e t rabalho, Beat riz Sarlo inicia suas ref lexões sobre a art e e a cult ura, a part ir da seguint e af irmação:
Uma perspect iva da art e e da cult ura pode art icular-se em t orno da t radição e da cont inuidade; out ra, sobre a rupt ura e a vont ade de proj eção. Mas at é mesmo as vanguardas, esses programas do novo, cost umam def ront ar-se com o reordenament o do passado, f undando-se, é claro, em opções presididas pelo cort e e pela exclusão. De qualquer maneira, as ideologias cult urais se def ront am permanent ement e com o balanço, realizam reordenament os, t ornam a conf erir lugares, organizam a ant ologia e se sit uam em relação a ela.195
Trat a-se da t radição do novo, segundo Sarlo, ou a t radição do moderno, nas palavras do poet a mexicano Oct avio Paz, para quem “ o moderno se const it ui na t radição da rupt ura” 196. Uma t radição que não pode ser ent endida como algo est át ico. Para Walt er Benj amin197, ela é a relação de t ensão ent re a rupt ura e a conservação, que visa sempre um out ro est ágio, o
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SARLO, Beat riz. Paisagens imaginárias - int elect uais, art e e meios de comunicação. São Paulo: Edusp, 1997, p. 55.
196
PAZ, Oct avio. Os filhos do barro – do romant ismo à vanguarda. Rio de Janeiro: Nova Front eira, 1984, p. 17. 197
Cf . BENJAMIN, Walt er. A obra de art e na era de sua reprodut ibilidade t écnica. In: Obras escolhidas III – Charles Baudelaire, um lírico no auge do capit alismo. São Paulo: Edit ora Brasiliense, 1987.
da t ransf ormação. Para Sarlo, ao olhar do hist oriador ou do sociólogo, pode-se agregar o olhar polít ico:
Tal at enção para o novo est á vinculada a essa t radição do século XX em que o quest ionament o dos cost umes est ét icos pode levar a pact os cult urais sit uados nas lat erais, nas margens, no subsolo ou nos limit es dos pact os legit imados. A f orça do mercado (t eat ral, cinemat ográf ico e, ainda que em menor medida, lit erário) t ende a propor pact os que padronizam o gost o, porque a prova de viabilidade de uma est ét ica é o sucesso. O olhar polít ico se f ixaria, j ust ament e, nos discursos, nas prát icas, nos at ores, nos acont eciment os que af irmam o direit o de int ervir na unif icação, ost ent ando, diant e dela, o escândalo de out ras perspect ivas.198
É part ir desse olhar polít ico, somado ao olhar do hist oriador, que est e t rabalho analisa o “ escândalo de out ras perspect ivas” , apresent ado por um moviment o surgido em t orno do rock, mas f ort ement e inf luenciado por dif erent es corrent es de um moviment o maior, o de cont racult ura, como vimos no capít ulo 1. Para uma melhor compreensão, os document os f oram divididos em duas part es. Na primeira delas, compost a de t ext os de Pipo Lernoud, a separação ent re comerciais/ não-comerciais ainda não exist ia. O moviment o, ainda pequeno, lut ava por se f azer ouvir; por espalhar uma mensagem; por gravar; por anunciar à sociedade que t orcia o nariz para aqueles j ovens de cabelos compridos e roupas coloridas que eles est avam ali para “ romper con la gran caret a argent ina” .
A Chegada dos hippies
O primeiro document o a ser analisado f oi redigido e dist ribuído por Pipo Lernoud no Bar Moderno, redut o da int elect ualidade lit erária port enha. O t ext o começava assim:
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En la Argent ina (probablement e en t odo el mundo) los int elect uales perdieron el t ren. Todos quedan girando en larguísimas discusiones que desembocan en la f rust ación. El int elect ual port eño es el animal más inút il del universo. Se muere en un caf é, resolviendo complicadas abst racciones, vest ido de cadáver, mient ras a su lado pasa la vida en colores y cinemascope. Camarillas, elit es, grupos que dicen “ luchar por la cult ura popular” . Mediocridad, est upidez, aburrimient o, sadismo imaginario, absolut a f alt a de creación. Desde el surrealismo, en el mundo no pasa nada capaz de conmover realment e a est os bichos ant eoj udos. Se embarcan en ext rañas ret óricas populacheras, se at an a esquemas, no exigen nada, no se les pide nada. NO SE LES TEME. Publicar un libro de poemit as sobre las madres prolet arias, mil lect ores, los mismos que compran las revist as lit erarias de moda. Y ent onces reunirse, hablar de Sart re, una exposición de imit adores, marxismo de ent recasa, psicoanálisis para curarse el hast ío.199
Acomodado, inút il, medíocre, est úpido, cansat ivo ou chat o, um sádico imaginário. Os int elect uais descrit os no panf let o não passavam ent ão, do pont o de vist a de Lernoud, de mort o-vivos que, inst alados em caf és t omados pelo cinza da f umaça de seus cigarros, se ent ret inham em inút eis abst rações sem se dar cont a da vida que passava ao lado, em “ colores y cinemascope” . Nest e caso, o caf é f oi apresent ado como uma met áf ora do isolament o desses int elect uais, como um mundo, um cosmos à part e, que nem mesmo as grandes vit rinas conseguiam conect ar com o mundo ext erior, com a realidade.
Para Pipo Lernoud, a (des)import ância desses int elect uais era medida por um f at o: ninguém os t emia. Irônico, Lernoud mencionou que esses int elect uais gost avam de se reunir nesses caf és para “ hablar de Sart re” . A escolha de t al verbo não f oi acident al: f alar e não discut ir implica em um desmereciment o, como se esses int elect uais, “ imit adores” , não t ivessem nada a of erecer ou a agregar.
Dest e modo, a crít ica de Lernoud não era diret ament e cont ra o exist encialismo ent ão em voga com as obras de Jean-Paul Sart re e Simone de Beauvoir200 ou mesmo cont ra o marxismo, mas sim cont ra um “ marxismo de ent recasa” ou de “ uma psiconálisis para curarse del hast ío” . A provocação est ava condenar t ais int elect uais que f alavam de Sart re, mas que pareciam se
199Panf let o redigido por Pipo Lernoud em 1966. In: Grinberg. Op. cit. , p. 44. 200
Há uma vast a lit erat ura exist encialist a e sobre o exist encialismo. Cit o aqui dois t ít ulos para iniciant es e t ambém a obra de Sart re na qual est ão expost os os principais pressupost os dest a corrent e f ilosóf ica. Cf . PENHA, João da. O que
é existencialismo. São Paulo: Edit ora Brasiliense, 1982. HUISMAN, Denis. História do existencialismo. Bauru/ São
esquecer das palavras do f ilósof o f rancês, para quem “ a exist ência precede a essência” .
Lernoud acusava ainda esses int elect uais de “ camarillas” , “ elit es” que dissimulavam suas ligações com o poder, com as aut oridades, e se t ransvest iam de reivindicadores ou prot et ores de uma “ cult ura popular” a part ir de discursos vazios, de ret óricas populist as sem result ado prát ico. Por isso, segundo Lernoud, não eram t emidos.
A primeira part e do panf let o ironizava ainda o poder de alcance desses int elect uais, cuj os “ poemit as sobre las madres prolet arias” eram escrit os para serem lidos por mil leit ores, quando Buenos Aires cont ava com quase t rês milhões de habit ant es201. Tal ironia é t alvez o t ópico mais import ant e – ou que se deve ressalt ar dest a primeira part e do t ext o – pois nos dá pist as sobre como o moviment o roqueiro lidou com a quest ão da indúst ria cult ural. Mas vamos nos det er primeiro na cont inuação do t ext o, que ret omou a quest ão dos “ mil leit ores” :
Henry Miller dij o a los poet as: “ debe ser la suya una voz capaz de ahogar el t rueno de una bomba” . Por supuest o, los poet it os de la calle Corrient es pref ieren la cult ura “ valient e y popular” de sus mil lect ores. Af uera de ese olor a podrido, Los Beat les t apan el rugido de la bomba con canciones f uriosas y ropas de colores. Inauguran una j uvent ud que se t ira a dormir en la calle y hace el amor en las plazas. Hast a la reina se queda en la horma. Bob Dylan levant a a t oda una generación. Todo hierve. Hay mucho comercio det rás, est á bien, lo sabemos, pero ¿y? El cambio se da, no import a el esquema t eórico con que int ent emos liquidarlo. Los Beat les crit ican la guerra en Viet nam, apoyan el laborismo, dicen que Jesús est á pasado. Y su voz es inmensa, llega a t odos los rincones, los murmullos de los lit erat os de sobaco no se oyen.
Hace f alt a el est ruendo. Señores, no se mueran.202
Como vimos no capít ulo 1, o livro On t he road de Jack Keroauc se t ornou, nas palavras de Eduardo Bueno, uma “ bíblia hippie” cont ra a própria vont ade do aut or, que anos depois chegou a renegar a própria obra. Além de Keroauc, e t alvez at é mais do que ele, Henry Miller f oi uma grande inf luência para j ovens músicos e lit erat os argent inos, como Pipo Lernoud. Miller f oi um
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GUTMAN, Margarit a & HARDOY, Jorge Enrique. Buenos Aires. Buenos Aires: Edit orial Mapf re, 1992, p. 271. 202
pioneiro, com obras escrit as nas décadas de 1930 e 1940, com livros como Tr ópi co de câncer ou de capr i cór ni o, cuj a leit ura ainda era, nos anos 1950, um at o quase clandest ino.
Ao lado de Miller, Charles Bukowski f oi – e ainda é - uma out ra grande ref erência. Ambos apresent am como marca um t ext o ágil, diret o e de uma f ranqueza sexual incomum para a sua época, seus personagens são seres nada