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3. KONUŞMACI TANIMADA KULLANILAN YÖNTEMLER

3.6 OVY Tabanlı GMM

Um dos mais importantes passos na GT é a codificação dos dados, que se refere ao processo analítico por meio do qual os dados são divididos, conceitualizados e integrados à teoria (Strauss e Corbin, 1998). Ainda segundo os mesmos autores, as categorias referem-se a um conceito que representa um fenômeno; um tema representa uma “parte da realidade” que pode ser usado como base para um argumento, e a teoria denota um conjunto de categorias e/ou temas que são sistematicamente integrados para explicar um fenômeno.

O propósito dos “códigos” (resultados da etapa de codificação da GT) é capturar o significado dos dados e classificá-los, fornecendo novas perspectivas a eles a fim de guiar o pesquisador durante o processo de análise. Códigos relacionados podem ser agrupados em categorias guiados pelos dados. O processo de refinamento de categoria é contínuo até que as principais categorias sejam identificadas e integradas à unidade maior. A coleção e análise dos dados é, portanto, um processo recursivo até que a saturação ocorra. A GT busca constante verificação por meio do processo de saturação, que é alcançado quando nenhuma outra evidência emerge, e quando comportamentos múltiplos indicam propriedades e padrões similares (DE VILLIERS, 2005).

• Codificação Aberta: Este é o primeiro processo analítico de codificação. Seu propósito é destacar elementos dos dados e associá-los a códigos. Os dados são decompostos em partes (conceitos) e as partes são comparadas e agrupadas (por similaridades ou diferenças) em uma nova categoria. Este processo de agrupar os conceitos em níveis maiores de abstração é chamado de categorização e ele estabelece a base da construção da teoria (De Villiers, 2005). A seleção de grupos para comparação de várias similaridades e diferenças é vital para definir as diferentes categorias (GLASER e STRAUSS, 1967).

• Codificação Axial: Este processo é definido como “o processo de relacionar as categorias a suas subcategorias” (Strauss e Corbin, 1998, tradução nossa). O propósito é refinar a informação sobre cada categoria para detalhar suas condições, contexto, estratégia e consequências. “Códigos” são relacionados e o foco passa a ser as relações entre várias categorias. Tais relações podem não ser necessariamente explícitas, mas também implícitas ou conceituais apenas.

• Codificação Seletiva: É o processo em que uma categoria principal é selecionada para que outras sejam relacionadas a ela. É o processo pelo qual as categorias são organizadas em torno de um conceito central e finalmente cada uma delas pode se tornar um tema. Esse processo de integrar e refinar a teoria pode facilitar a diagramação, identificação de eventos críticos e análise detalhada. • Interpretação e desenvolvimento da teoria: A interpretação qualitativa é construída a partir de “achados”. De acordo com Denzil e Lincoln (2000), o processo de interpretação é critico e essencial para o entendimento do que se constitui a teoria. Strauss e Corbin (1998) enfatizam que a teoria denota um conjunto de categorias bem definidas que são sistematicamente integradas em uma teoria que explica um fenômeno. A teoria deve ser utilizável em aplicações práticas, deve prover uma perspectiva no comportamento, e deve guiar e fornecer um estilo de pesquisa. Por isso, a GT pode ser aplicada em trabalhos ligados à Computação, pois também pode conduzir a modelos e/ou representações para explicar um fenômeno especifico no domínio em questão (DE VILLIERS, 2005).

Estes procedimentos serão adotados nesta pesquisa, seguindo a dinâmica descrita de coleta e observação dos dados, agrupamento (codificação aberta), refinamento e definição de relacionamentos (codificação axial), organização em torno de um conceito central (codificação seletiva) a fim de possibilitar a análise dos dados (interpretação) após confirmação dos padrões e propriedades sob investigação (saturação). Maiores detalhes das etapas de codificação estão descritos na seção de Critérios de Análise, do capítulo de Procedimentos Metodológicos.

Este estudo usa a GT como uma metodologia para estudar os dados de uma forma exploratória e como sugerido por Benbasat et al (1987), também por ser consistente com as três razões a seguir:

1) A pesquisa é um estudo no ambiente natural, em que a teoria e análise dos dados irão emergir da prática

2) O pesquisador pode responder questões que conduzam a um entendimento melhor da natureza e complexidade dos processos que estão sob análise

3) É apropriada para pesquisar uma área de estudo pouco explorada Adicionalmente a isso, devido à experiência profissional da pesquisadora na área de estudo, a GT foi também bastante apropriada porque forneceu um método para controlar o risco de introduzir desvios no estudo. Este controle aconteceu devido às constantes comparações exigidas pelo método, que forçam os pesquisadores a olharem criticamente para suas premissas e seu próprio conhecimento como dados e compará-los com outros dados do estudo.

Esta constante comparação dos eventos então valida, modifica ou rejeita as observações dos pesquisadores experientes. Por isso, para pesquisadores com boa experiência profissional no campo de pesquisa, a constante comparação é uma característica valiosa do método GT, pois reduz (mas não elimina completamente), o risco de distorções ou desvios induzidos.

É importante ressaltar que embora os procedimentos adotados neste estudo se baseiem nas etapas da GT, o processo metodológico não é linear, permitindo idas e vindas em cada uma das etapas.

As sessões de interação conduzidas para esta pesquisa podem ser sumarizadas da seguinte forma:

Objetivo Duração Artefatos utilizados

Sessão 1

- Introduzir objetivo desta pesquisa - Levantar perfil acadêmico e formação escolar

- Levantar experiência e reconhecimento profissionais

30 minutos por programador

Anexo 4 – Roteiro para Abordagem Inicial

Sessões 2, 3, 4, 5 e 6

- Captura dos dados, por meio da ferramenta GRUMPS instalada no computador de cada participante, do processo de manutenção de programas computacionais no ambiente de trabalho

Aproximadamente 8 horas e 30 minutos por programador

Interações Capturadas pelo Aplicativo GRUMPS

Benzer Belgeler