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Otoregresif Koşullu Değişen Varyanslı Modellerinin Öngörümeleri

Para a identificação de feições neotectônicas, é necessário o estudo da rede de drenagem e dos elementos de relevo associados, tais como padrão de drenagem, formação de terraços e da planície aluvial e as características genéticas dos segmentos de drenagem (SUMMERFIELD 1991; STEWART & HANCOCK 1994).

Para KELLER & PINTER (1996), os rios são muito sensíveis e são capazes de se ajustar à deformação em períodos muito rápidos, de décadas a séculos, sendo que as anomalias de drenagem fornecem fortes indícios da influência das estruturas tectônicas na sua geometria, provocando desvios locais (HOWARD 1967; JAIN 1980; SCHUMM 1986).

Estes mesmos autores consideram como feições anômalas os longos segmentos retilíneos, o desenvolvimento de meandros ou o padrão braided localizado, o alargamento ou estreitamento locais de vales e canais, a presença isolada de lagoas e as curvas anômalas dos rios.

5.1. Rede de drenagem

O mapa de drenagem foi feito a partir da extração da rede de drenagem de seis (06) folhas topográficas na escala 1:50.000 e da complementação com as fotos aéreas na escala 1:60.000. Por meio deste mapa foi possível a identificação, classificação e interpretação do padrão de drenagem e das diversas feições anômalas que ocorrem na área(figura 10).

Os principais sistemas de drenagens da área são representados: 1. pela bacia do Rio Piracicaba na parte central da área, tendo seus

principais afluentes o Rio Corumbataí, os ribeirões Cachoeira, Guamium, Limoeiro, Araquá, Samambaia e Vermelho na margem direita, e os ribeirões Tijuco Preto, Piracica-Mirim, dos Marins, Congonhal e do Paredão Vermelho na margem esquerda;

Figura 10

– Modelo digital de terreno da área estudada, com superposição em visada vertical.

3. na porção Noroeste, pelo rio Jacaré-Pepira e seus afluentes;

4. na parte Sul, pelo rio Tietê e afluentes da margem direita, com destaque para o rio Capivari.

O rio Piracicaba encontra-se encaixado, com direção principal E-W, controlado por falhas e fraturas, que dificultam o desenvolvimento de planícies expressivas (FACINCANI 2000). Apresenta uma forte assimetria de drenagem, marcada por longos e densos segmentos na sua margem direita, com destaque para o rio Corumbataí e seus afluentes.

O rio Corumbataí também apresenta uma forte assimetria de drenagem, indicando possível controle tectônico e longos segmentos retilíneos que acompanham linhas de falhas. Os afluentes da margem esquerda são pouco extensos, com exceção do ribeirão Claro, que corre subparalelo ao rio Corumbataí, na região de Rio Claro. Os afluentes da margem direita são extensos, também fortemente controlados, com destaque para o rio Passa Cinco.

Os principais tipos de anomalias observados na área de estudo foram os meandros abandonados, longos segmentos retilíneos, curvas anômalas, cotovelos, capturas, confluências e assimetria de drenagens.

As principais anomalias de drenagem estão controladas pelos alinhamentos de direções NW-SE, E-W e secundariamente NE-SW e N-S.

A rede de drenagem apresenta características de desenvolvimento por influência tectônica, pois na maioria das vezes esta acompanha grandes linhas de falhas, como no caso dos sistemas de falhas Passa Cinco-Cabeça e Ipeúna Piracicaba (SOARES 1974), que apresentam direção principal NW-SE e secundariamente direções NE-SW, E-W e N-S na estrutura de Pitanga, nas falhas das estruturas do Pau d’ Alho e Jibóia (orientações NW-SE e NE-SW), e na estrutura de Artemis de orientações NE-SW, NW-SE e E-W. Todos os exemplos seguem longos trechos com controle nas formas de relevo, caracterizados por basculamentos de blocos e com depósitos de coberturas cenozóicas adernadas principalmente nas direções NW-SE e NE-SW.

5.2. Padrão de drenagem

Para uma melhor caracterização e descrição dos padrões da rede de drenagem foram consideradas separadamente cada folha topográfica (1:50.000), e ainda foi adensada com o auxílio de fotos aéreas (1:60.000).

De maneira geral, o padrão de drenagem observado na área é dendrítico e subdendrítico, e embora esses padrões desenvolvam-se geralmente em áreas homogêneas e tectonicamente estáveis, a elevada sinuosidade, principalmente dos principais rios e os marcantes lineamentos, já sugerem o caráter dinâmico e anômalo da área (figura 11).

Na região

de Itirapina,

os padrões observados foram o

subdendrítico e o retangular angulado. A porção Oeste, é marcada por drenagens que apresentam orientação E-W (Rio Jacaré Pepira, ribeirões dos Pintos, dos Pinheirinhos e Tamanduá e córrego do Barreiro), com padrão retangular angulado. Nesta orientação E-W, desenvolve-se a maioria das grandes cachoeiras desta região, principalmente ao longo do rio Jacaré Pepira e do ribeirão dos Pintos. Na orientação N-S também se desenvolvem algumas cachoeiras (rio da Cachoeira).

BÓSIO (1973) destacou a concordância das direções das escarpas das Serras de São Pedro e Itirapina com a drenagem e segundo ainda o autor a presença de cachoeiras quase verticais nas escarpas entre topo e base são indicativas de movimentação recente.

O rio Passa Cinco apresenta padrão subdendrítico e tem sua nascente na Serra de Itaqueri com orientação N-S (foto 24), embora próximo à sua confluência com o rio Pirapitinga ele já apresente orientação E-W e após a confluência torna-se mais largo e passa a ter orientação NW-SE e segmentos mais longos na sua margem direita.

Próximo à cidade de Itirapina o rio Pirapitinga apresenta anomalia com segmentos de drenagem evidenciada só na sua margem direita. Antes

Figura 11

. Mapa de drenagem apresentando os padrões e feições anômalas elaborado a partir das folhas topográficas na escala 1:50.000 e fotos aéreas 1:60.000

de desaguar no rio Passa Cinco, este rio apresenta longo trecho retilíneo de orientação NW-SE.

O ribeirão Araquá tem sua nascente na Serra de São Pedro com orientação NW-SE e deságua na margem direita do rio Piracicaba com orientação N-S, apresentando ao longo de seu percurso confluências de drenagens com mesma orientação N-S e tendo a maioria de seus afluentes da margem direita orientação E-W.

A maioria dos rios desta região apresenta longos segmentos retilíneos com orientações preferenciais E-W e secundariamente NW-SE, NE-SW e N-S.

Neste setor da área, as principais feições geomorfológicas que foram reconhecidas estão relacionadas ao desenvolvimento de inúmeras cachoeiras, cavernas, confluências de drenagens desenvolvidas preferencialmente nas direções N-S e E-W.

Na região de Rio Claro

, são observados os padrões subdendrítico a dendrítico, evidenciados pelos rios Passa Cinco, Corumbataí, parte do rio da Cabeça e do ribeirão Claro.

Foto 24 - Aspecto do padrão subdendrítico de canal estreito do rio Passa Cinco próximoaconfluênciacomorioPirapitinga(ponto290,próximoasuanascentena SerradeItaqueri).

O rio Passa Cinco apresenta orientação NW-SE e, neste trecho, são reconhecidas curvas anômalas, condicionadas por falhas do sistema linear Passa Cinco-Cabeça. Após a confluência com o rio da Cabeça, o rio Passa Cinco passa a apresentar orientação N-S e NNE-SSW. A assimetria da bacia é indicada por segmentos de drenagens maiores na sua margem direita. Este rio apresenta vários trechos com cotovelos, segmentos retilíneos e curvas anômalas, que acompanham linhas de falhas, evidenciando assim, forte controle estrutural, com possíveis reativações neotectônicas ao longo deste rio.

O rio da Cabeça apresenta orientação geral próxima a N-S e padrão sub paralelo a retangular-angulado, evidenciado pelos seus afluentes de orientação E-W e confluências de drenagem N-S, E-W e WNW-ESE.

O rio Corumbataí, afluente da margem direita do rio Piracicaba, apresenta nesta porção da área estudada, padrão dendrítico a subdendrítico. Na porção Norte apresenta orientação NW-SE (próximo a cidade de Ferraz), depois passa a ter orientação NE-SW por cerca de 20 km, e passando a N-S até sua confluência com o ribeirão Claro. Neste trecho é evidenciada anomalia marcada pelo longo trecho retilíneo, por segmentos mais densos e longos de orientação WNW-ESE na sua margem direita, cotovelos de drenagem (inflexão) com orientação NE-SW e NW-SE, além de confluência de drenagem na orientação N-S e E-W. Após a confluência com o ribeirão Claro, este rio passa a ter orientação NE-SW e segue com esta orientação até próximo ao rio Piracicaba, quando deságua com orientação NNW-SSE.

O ribeirão Claro apresenta os padrões subdendrítico a paralelo e retangular-paralelo. Próximo a sua confluência com o rio Corumbataí apresenta orientação NE-SW e anomalia com segmento mais longo na sua margem esquerda e confluência de drenagens N-S. Há ocorrência de várias lagoas por vezes alinhadas na orientação NE-SW acompanhando as inflexões do rio Corumbataí e os afluentes do ribeirão Claro que também apresentam essa orientação. Este ribeirão apresenta anomalia com

segmentos mais longos na sua margem esquerda e seus afluentes apresentam inflexões com orientação geral NE-SW.

O arranjo desenhado pelo rio Passa Cinco, Médio Corumbataí, confluência com ribeirão Claro apresenta segmentos retilíneos, cotovelos e confluências fortemente estruturadas, em feixes marcados por seus traços e de seus afluentes, com orientação bem definida NW-SE, estendendo-se

para SE até o segmento NW-SE do rio Piracicaba, já próximo à cidade de

Americana. Este verdadeiro feixe de segmentos de drenagem ajusta-se ao padrão de fraturamento do Sistema de Falhas NW-SE, que na região de Ipeúna limita, a norte, a estrutura de Pitanga.

Na região de Piracicaba,

a rede de drenagem é marcada

principalmente pelos rios Corumbataí e Piracicaba. Os padrões apresentados são dendríticos a subdendríticos e retangular angulado. A orientação preferencial da drenagem é NE-SW, marcada por trechos do rio Corumbataí e também pelos pequenos afluentes da margem direita do rio Piracicaba (ribeirões Cachoeira, Guamium, das Corredeiras e do Capim Fino). Nesta porção da área, os afluentes da margem da margem esquerda do Rio Piracicaba apresentam orientação geral próxima a N-S (ribeirões Piracica-Mirim e Tijuco Preto).

A confluência do rio Passa Cinco com o rio Corumbataí é marcada pela presença de feições neotectônicas como escarpas de falhas, cotovelos, inflexões, curvas anômalas, meandros abandonados coincidentes com uma das falhas do Sistema Passa Cinco-Cabeça da Estrutura de Pitanga.

O rio Corumbataí apresenta orientação NE-SW e é marcado por várias inflexões, cotovelos, curvas anômalas, assimetria de drenagem com longos segmentos na margem direita e presença de quedas d’ água em um desses afluentes (Ribeirão Paraíso). Estas feições apresentam-se fortemente controladas por fraturas e falhas de orientação NW-SE do Sistema Ipeúna-Piracicaba (SOARES 1974), que marca o limite Oeste da Estrutura de Pitanga.

Na região da Usina Costa Pinto, o rio Corumbataí apresenta uma inflexão importante, de NE-SW para NW-SE. Este trecho apresenta grande planície aluvionar e meandros abandonados, também controlados estruturalmente, com segmentos retilíneos e limite da planície alinhados seguindo traços NW-SE (coincidentes às falhas do Sistema Ipeúna- Piracicaba), que balizam também linhas de afloramentos e contatos entre as unidades litológicas. Seus traços alinhados se ajustam a segmentos da bacia do ribeirão Araquá e segmentos do rio Piracicaba.

Este rio quando deságua no rio Piracicaba, apresenta orientação próxima a NNW-SSE.

O rio Piracicaba tem seu traçado geral segundo a direção E-W, porém é marcado por várias inflexões e curvas N-S e NE-SW. Os afluentes da margem direita são mais longos como o rio Corumbataí com suas marcadas inflexões e curvas anômalas, e apresentam uma certa angularidade com orientação NE-SW. Os afluentes da margem esquerda apresentam-se sem esta angularidade e são de orientação N-S, como o Piracica-Mirim, ribeirão dos Marins e o ribeirão Tijuco Preto, que apresentam padrão dendrítico a subdendrítico. Por seu porte, o rio Piracicaba apresenta pequena proporção de depósitos aluvionais ao longo de seu curso, percorrendo sua maior extensão sobre leito rochoso. Seus segmentos retilíneos associam-se a padrões alinhados e fortemente estruturados por parte da bacia de seus afluentes.

Na região de São Pedro,

a rede de drenagem é representada

principalmente pelo rio Piracicaba e os padrões mais observados são o subdendrítico e o subparalelo.

O rio Piracicaba apresenta orientação próxima a E-W, com inflexões NW-SE e NE-SW. Os afluentes da margem direita do rio Piracicaba são mais longos (ribeirões Vermelho, do Meio, Araquá e Samambaia), embora tanto os afluentes da sua margem esquerda como da direita apresentem longos segmentos retilíneos e curvas anômalas.

Os afluentes da margem direita apresentam certa angularidade de orientação em torno de NNE-SSW e os da margem esquerda, NNW-SSE.

Na região da Estrutura de Artemis alguns afluentes da margem esquerda do rio Piracicaba apresentam curvas em “S”, que podem ser indicativas de movimentação transcorrente (dextral). Esta anomalia também é evidenciada pela presença de escarpas que acompanham planos de falhas de orientação E-W (normais e transcorrentes medidos em campo).

O ribeirão Araquá apresenta orientação que varia de N-S a NE-SW com longos trechos retilíneos, e ainda inflexões de drenagem E-W, assimetria dos seus afluentes, curvas anômalas e capturas.

Padrões anômalos na região da confluência do Rio Piracicaba com o ribeirão Vermelho (afluente da margem esquerda) associam-se aos traços de fraturas que balizam os altos (e baixos) estruturais do Pau d’ Alho e Jibóia no rumo SE, evidenciados por escarpas de falhas, capturas e curvas anômalas.

Na região de Laras,

os padrões reconhecidos são os subparalelo a

paralelo angular e sudendrítico a dendrítico.

A rede de drenagem é formada basicamente pelo rio Tietê e seus afluentes tanto da margem direita como da esquerda, que apresentam orientação preferencial NE-SW (ribeirões da Jibóia, dos Ponces, Pederneiras, Capivari-Mirim e da Onça) com afluentes alinhados e zonas de confluências controladas pelos sistemas de fraturas NW-SE.

O rio Tietê apresenta curvas e inflexões de orientações preferenciais NE-SW e N-S.

O ribeirão da Jibóia, afluente da sua margem direita, apresenta em um certo trecho, anomalia marcada por segmentos maiores na sua margem esquerda, marcados por orientação NW-SE.

O encontro do rio Tietê com o rio Capivari se dá com uma inflexão de orientação NW-SE.

Na região de Capivari,

os padrões apresentados são os subdendrítico e subparalelo. A rede de drenagem é caracterizada por longos trechos retilíneos de orientação NE-SW evidenciada pelos ribeirões Lambari, Tijuco Preto, Piracica-Mirim e dos Marins, afluentes da margem esquerda do rio Piracicaba e também pelos córregos Pinheiro ou Dona Teodora, São Matias, do Bonfim e o da Fazenda Estrela, afluentes da margem direita do rio Capivari.

O rio Capivari apresenta-se com curvas anômalas e inflexões com trechos retilíneos de orientação N-S e NE-SW.

Em um trecho do córrego da Fazenda Estrela, sua margem direita é marcada por uma anomalia com segmentos maiores e retilíneos de orientação NW-SE.

O córrego Pinheiro ou Dona Teodora apresenta segmentos mais longos e densos na sua margem direita de orientação NW-SE.

O ribeirão Piracica-Mirim, antes de desaguar no Rio Piracicaba, é marcado por anomalia de drenagem com longos segmentos em sua margem direita de orientação que varia de NW-SE e inflexões de mesma orientação.

Os afluentes tanto do rio Piracicaba como os do rio Capivari, apresentam confluências de drenagem E-W.

5.3. Relevo

A área em estudo está situada no interflúvio Piracicaba–Tietê dentro da Província Geomorfológica da Depressão Periférica. As altitudes médias situam-se entre 500 e 600 metros (450 metros nos leitos dos rios Piracicaba e Tietê) e entre 700 a 1.068m nas Serras de São Pedro, Itaqueri, Pau d’ Alho, Floresta e Fortaleza, que em grande parte são sustentadas por rochas básicas do magmatismo Serra Geral (figura 12).

Figura 12

. Modelo digital do terreno destacando a topografia da área da estudada

O relevo suave e colinoso é sustentado pelas rochas sedimentares da Bacia do Paraná (foto 25). O relevo mais acidentado (morrotes, morros e algumas serras isoladas), é representado pelas serras de Itaqueri, São Pedro, da Fortaleza, da Floresta e do Pau d’ Alho nas regiões de intrusão de rochas básicas do magmatismo Serra Geral (foto 26).

Segundo PENTEADO (1976), o setor centro ocidental da Depressão Periférica e da Bacia de Rio Claro começa com a superfície de aplainamento (cimeira) de idade pós-cretácica que deixou vestígios no topo das escarpas regionais (Serra de Itaqueri, Serra de São Pedro, Serra do Cuscuzeiro, etc). Após o Terciário Superior é que se estabeleceu a drenagem exorréica, guiada por linhas tectônicas reativadas, dando início à escavação da bacia através de fases de entalhe e fases de aplainamento sucessivas.

Segundo FACINCANI (1995), o desenvolvimento de boçorocas na região de São Pedro envolve a influência de estrutura e tectônica. A autora apontou a importância das estratificações cruzadas e plano-paralelas das formações Pirambóia e Botucatu na esculturação das formas de relevo e processos morfogenéticos, ou seja, os planos de estratificações funcionam como zonas de fraqueza favorecendo a percolação de água e consequentemente da ação do intemperismo.

Na área de estudo, em termos geomorfológicos, reativação de falhas que promoveu o rearranjo da rede de drenagem é evidenciada pelas feições anômalas do tipo capturas, deflexões dos rios, meandros abandonados (foto 27) e assimetria. No relevo reflete-se na presença de feições morfotectônicas do tipo escarpas, depressões fechadas, boçorocas, paleoterraços (foto 28) vales suspensos (foto 29), facetas trapezoidais (foto 30) (vide figura 11).

Foto 25 - Vista geral do relevo suave e colinosodaáreadeestu docomaltitu des entre500e600metros.

F o t o 2 6 -Paisagemderelevodecolinasamplasevidenciandoaofundoasserrasdo Paud'AlhoedaFloresta.

Foto 28 - Leito rochoso do rio Passa Cinco (Formação Tatuí) e paleoterraço aluvionar (conglomerados polimíticos, embaixo da Ponte na rodovia Rio Claro- Ipeúna,pontopt35).

Foto29 - Feiçãomorfotectônicadotipovalesuspenso,controladopordireçõesNW (próximoaoponto335,EstruturadoPaud'Alho).

Foto30 -Feiçãomorfotectônicadotipofacetastrapezoidais(próximoaoponto179, naporçãonortedaregiãodaEstruturadePitanga).

5.3.1. Análise dos Lineamentos

O mapa de lineamentos foi elaborado a partir do cruzamento das informações dos mapas de drenagem, relevo, alinhamentos (drenagem e relevo), geológico (todos na escala 1:50.000) e análise de fotointerpretação. Este mapa apresenta os traços principais relacionados aos elementos tectônicos que fornecem fortes indícios da influência destas estruturas na conformação da paisagem atual (figura 13) e os diagramas de freqüência e comprimento acumulado permitem o reconhecimento das direções principais.

A maioria dos lineamentos marcados corresponde a trechos retilíneos de canais de drenagens, além de formas de relevo como escarpas, que podem representar a forte influência do fraturamento no esculpimento do relevo.

Esta caracterização permitiu observar que os lineamentos de direção NW-SE são os mais expressivos e apresentam influência tanto da drenagem (rio Passa Cinco, inflexões do Rio Piracicaba, ribeirões Água Vermelha, Congonhal e do Paredão Vermelho, etc) como do relevo e estão associados aos grandes traços representados pelas falhas que formam os altos estruturais estudados (Pitanga, Pau d’ Alho e Jibóia, figura 14).

Os lineamentos de orientação NE-SW são menos freqüentes e ocorrem associados principalmente aos alinhamentos da rede drenagem (Rio Corumbataí, inflexões dos rios Piracicaba e Tietê, ribeirões Araquá, da Jibóia, dos Marins, Limoeiro, Cachoeira, figura15).

Os lineamentos E-W expressam-se na drenagem, na porção Centro e Sul da área (orientação dada pelo vale do Rio Piracicaba e Rio Tietê, respectivamente), e na porção Norte, é evidente a influência tanto do relevo, onde esses lineamentos funcionam como controlador da região das serras de São Pedro, Itaqueri e adjacências, como da drenagem (Rio Jacaré-Pepira, ribeirões dos Pintos, do Pinheirinho, Tamanduá e Córrego do Barreiro, figura16).

Figura 15 – Modelo digital do terreno com visada inclinada de NE para SW com destaque dos principais lineamentos NE-SW. A mancha escura destacada corresponde à cidade de Rio Claro.

BJÖRNBERG et al. (1965, 1969) destacaram os principais traços de escarpamentos das serras do Cuscuzeiro e São Pedro com direções estruturais NW-SE, E-W, NE-SW e BÓSIO (1973) ressaltou a concordância das direções das escarpas das serras de São Pedro e Itirapina com a drenagem.

5.3.2. Quadro Morfoestrutural da Área

Os elementos básicos que definem o quadro morfoestrutural da área são feixes de lineamentos e falhas de orientações NW com movimentação normal, responsáveis pelos desnivelamentos ao longo das estruturas

presentes (Pitanga, Artemis, Pau d’ Alho e Jibóia) e NE provavelmente

responsáveis pela deposição dos sedimentos da Bacia Rio Claro (Formação Rio Claro) na área da Estrutura de Pitanga.

Os feixes E-W também são bastante expressivos e de grande importância no que se refere à dissecação do relevo e ao encaixe do Rio Piracicaba. Os principais desnivelamentos altimétricos do relevo (porção norte da área), bem como suas principais frentes de dissecação fluvial, são fortemente controlados por estes lineamentos E-W, sugerindo influências tectônicas na esculturação das serras de São Pedro, Itaqueri e adjacências.

Os feixes N-S não são expressivos no quadro morfoestrutural da área.

A configuração geral dada pelo arranjo destes lineamentos é de blocos delimitados por feixes NW-SE, NE-SW e E-W (figura 17).

A porção Norte é impressa por feixes E-W segmentados por feixes NE e NW. Os feixes NE formam compartimentos romboedrais com os feixes de falhas NW na porção mais central, onde ocorre a Estrutura de Pitanga. Estas estruturas NW condicionam o quadro geral desta porção da

Benzer Belgeler