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Otomotiv Yan Sanayiinde Ġnovasyon ve Gelecekte Yönelmesi Gereken Alanlar

OTOMOTĠV SEKTÖRÜNÜN YAPISI VE ÖNEMĠ 1.1 Otomotiv Sektörünün Yapısı ve Önem

1.4. Otomotiv Yan Sanayiinde Ġnovasyon ve Gelecekte Yönelmesi Gereken Alanlar

Conceitualmente, O Desenho Universal é o desenho que visa atender a maior gama de variações possíveis das características antropométricas e sensoriais da população 43. É, também, a concepção de espaços, artefatos e produtos que

visam atender simultaneamente todas as pessoas, com diferentes características antropométricas e sensoriais, de forma autônoma, segura e confortável, constituindo - se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade44.

Os princípios básicos do Desenho Universal nortearam a elaboração das Normas Brasileiras que versam sobre acessibilidade, ampliando os parâmetros de acesso, alcance e utilização de espaços, ambientes e produtos, por todas as pessoas com segurança e autonomia. Oportuniza, desta forma, a inclusão.

Em 1963 foi criada em Washington - EUA, uma comissão para um Desenho livre de barreiras , que se constituía em uma corrente ideológica que concebia o desenho de equipamentos, edifícios e áreas urbanas, visando a utilização pela maior e mais variada gama de pessoas. O conceito de um desenho livre de barreiras acabou evoluindo para um desenho universal. Universal, por se

43 ABNT NBR - 9050/2004

destinar a qualquer pessoa e por ser fundamental para a realização dos objetivos básicos da vida cotidiana que se constituem, na verdade, na consolidação dos direitos humanos.

O objetivo é simplificar o quotidiano dos cidadãos criando equipamentos, produtos, serviços, comunicações e ambientes mais amigáveis para um maior número de pessoas, a custos reduzidos.

Originalmente, o Desenho Universal foi concebido, tendo como sustentação uma base teórica que compreende 7 (sete) princípios, os quais devem ser aplicados, tanto para avaliar desenhos existentes, como para orientar os processos de elaboração e construção de espaços e produtos dirigidos, sob estes princípios, para a totalidade das pessoas.

No entanto, outros fatores, além dos princípios do Desenho Universal que servem de orientação para uma otimização em relação à acessibilidade devem ser considerados; entre eles: a adequação cultural, de meio ambiente, a segurança, aspectos econômicos, técnicos e estéticos.

A acessibilidade universal é um dos determinantes para que se considere uma cidade sustentável, visto que esta deve contar com mecanismos e instrumentos que favoreçam o acesso físico, a mobilidade e o contato para as pessoas, em ambientes urbanos, sem exclusão.

Esses novos conceitos são importantes por tornar mais fácil o entendimento da necessidade de sua aplicação, abrindo uma nova perspectiva no incentivo à pesquisa, a novas propostas nos desenhos de objetos, de mobiliários e equipamentos urbanos, numa linguagem universal que busca a melhoria da qualidade de vida, não só da pessoa com deficiência, de todos. Hoje em dia, aumenta no mundo todo, o interesse em se conceber os ambientes de forma mais abrangente e menos restritiva, ou seja, com atenção à diversidade das pessoas, suas necessidades e possibilidades físicas e sensoriais. É o reconhecimento das diferenças de habilidade entre os indivíduos e as modificações pelas quais passa o nosso próprio corpo durante a vida. A aceitação dessa realidade modifica conceitualmente os espaços edificados, apontando para um projeto mais responsável e comprometido. Ao reconhecermos a diversidade das pessoas, cabe - nos trabalhar os ambientes de forma a atender uma gama cada vez maior de usuários. As vantagens dos ambientes livres de barreiras beneficiam 100% dos

usuários e não apenas determinado segmento, e a acessibilidade é considerada como um item dentre os demais, tal como iluminação ou ventilação adequadas.

O Desenho Universal busca, portanto, pensar em todos os usuários, planejando os espaços e explorando na arquitetura a sua vocação como veículo de integração social.

De acordo com Steinfeld ( 1994), a filosofia de um urbanismo e arquitetura universais tem por base a idéia de uma possível adaptabilidade de produtos e espaços que atendam toda uma gama de capacidades e habilidades. O conceito de Desenho Universal ou de Desenho para todos assenta na concepção e no desenvolvimento de produtos e ambientes tecnológicos capazes de serem utilizados por todos, ou por um maior numero possível de cidadãos, sem a necessidade de adaptação específica (Steinfeld, 1994).

O desenho universal não está direcionado apenas às pessoas com deficiência ou idosas, leva em consideração as múltiplas diferenças existentes entre elas. A idéia é evitar a necessidade de ambiente e produtos especiais para este universo de pessoas, buscando garantir a acessibilidade a todos os componentes do ambientes e a todos os produtos concebidos no decorrer do projeto.

Para Steinfeld, sintetizando os princípios e diretrizes do Desenho Universal, pode - se considerar 4 (quatro) princípios básicos:

1. Acomodar uma grande gama antropométrica, ou seja, pessoas de diferentes padrões ou situações altos, baixos, em pé, sentados etc.;

2. Acomodar todas as pessoas ou pensar em todos os parâmetros antropométricos, atentando a alguns limites de ação e alcance manual ou visual impostos a pessoas que, por exemplo, fazem uso de cadeiras de rodas;

3. Reduzir a quantidade de energia necessária para utilizar os produtos e o meio ambiente. Limitações e dificuldades no alcance e na locomoção podem também levar a um esforço adicional ou a um cansaço físico se o ambiente não estiver adequado a determinadas necessidades especiais das pessoas. Quando um idoso busca realizar determinadas atividades, o esforço por ele percorrido revelará a incidência do fator distância na sua utilização e nos objetos que deseja alcançar. Com um planejamento concebido segundo o desenho universal, esta energia e distância serão reduzidas, e os espaços, com todos os seus elementos, bem utilizados e aproveitados por ele;

4. Tornar o ambiente e os produtos mais compreensíveis para pessoas com deficiência como: sensoriais, como os cegos, pessoas que enxergam pouco ou de visão subnormal, podendo ser muito difícil localizar obstáculos presentes nas ruas ou se situar em espaços muito amplos.

Desta forma, é necessário pensar em produtos e ambientes como sistemas que se constituam em peças intercambiáveis ou apresentem a possibilidade de acrescentar características para atendimento às pessoas que têm necessidades especiais e idosas.

O desenho universal proporciona uma solução que tanto acomoda pessoas com algum tipo de incapacidade quanto o restante da população, sem gerar segregação, tornando - se, por si só, um conceito que exige a flexibilidade no seu uso (Steinfeld, 1994).

A adoção do conceito do Desenho Universal é, finalmente, uma tendência mundial e está condizente com a perspectiva de considerar a acessibilidade um tema que interessa a todos, independente da condição física, e independente do espaço a que se destina. Partindo do princípio que a acessibilidade está associada a todos os ambientes e lugares e aos diferentes grupos que compõem a sociedade, é pertinente relacionar os aspectos físicos destes espaços à qualidade do atendimento das necessidades de todos os indivíduos.