2. Osteoporoz Farkındalık Ölçeği Uygulaması: Sağlık çalışanlarının ölçme aracında yer alan maddeleri okuyarak işaretlemeleri istenmiştir (Ek II)
5.3. Osteoporoz Farkındalık Ölçeği Geçerlik Analiz Sonuçları
5.4.2 Osteoporoz Farkındalık Ölçeği İç Tutarlılık Analizi
5.4.2.3. Osteoporoz Farkındalık Ölçeği %27 Alt- %27 Üst Grup Karşılaştırılması Sonuçlarının Tartışılması
Diversos estudos têm utilizado a valoração em áreas destinadas ao lazer, recreação e turismo buscando, principalmente estimar os benefícios proporcionados por estes ativos aos usuários, revelar o preço do bilhete de entrada, e obter a disposição a pagar para preservar os elementos naturais ou manter as suas funções (SOUSA e MOTA, 2006).
As áreas naturais protegidas possuem grande potencial de fornecer serviços ambientais, mas raramente recebem contrapartidas financeiras por isso. A possibilidade de esquemas de pagamentos por serviços ecossistêmicos que direcionem recursos para essas áreas pode significar uma contribuição efetiva para a gestão das áreas protegidas, uma vez que a maioria delas passa por dificuldades funcionais devido à falta de recursos financeiros. Nesse contexto, a Lei 9.985/2000, que regulamenta o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, define instrumentos de pagamentos por serviços ecossistêmicos que, quando forem
52 devidamente regularizados e desenvolvidos, poderão contribuir significativamente para a melhoria do SNUC (GELUDA e YOUNG, 2005).
Neste mesmo sentido, a valoração de “bens e serviços ambientais” em unidades comparáveis aos “bens e serviços econômicos”, surge como uma estratégia fundamental para que os mesmos sejam efetivamente incorporados nas decisões políticas e nas análises econômicas dos diversos projetos de desenvolvimento (CONSTANZA, 1997). Embora existam ainda muitos obstáculos para a atribuição de valores monetários a determinados “bens e serviços ambientais”, que vão desde objeções éticas e morais a limitações, principalmente metodológicas, um considerável progresso tem sido obtido nas várias áreas de estudo economia do meio ambiente, economia-ecológica, entre outras (OBARA, 1999).
Um dos mais importantes documentos ambientais, a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) em 1992 (Rio-92), reconhece que a conservação e a preservação da biodiversidade possuem valores econômicos, sociais e ambientais, e destaca a necessidade e a importância de utilizar instrumentos econômicos na gestão da conservação da biodiversidade. Conhecer estes valores significa garantir que a variável ambiental tenha peso efetivo nas tomadas de decisões em políticas públicas na área ambiental (MALTA, COSTA e COSTA, 2010).
Grandes esforços têm sido empreendidos no sentido de se medir, em termos econômicos, os benefícios socioambientais que as Unidades de Conservação geram. Nos países que adotam políticas de conservação da natureza, principalmente no primeiro mundo, torna-se cada vez mais comum a estimação do valor econômico associado aos serviços ambientais de áreas naturais preservadas. Nesses países a valoração permite ao contribuinte identificar a contrapartida em termos de gastos orçamentários exigidos para a conservação das áreas. Também, a valoração indica aos gestores ambientais que possuem recursos limitados, quais são as prioridades da sociedade, permitindo um melhor controle e gerenciamento das demandas (ORTIZ et al, 2001).
Porém, apesar da maior parte dos recursos naturais importantes para o mundo estarem em países em desenvolvimento, poucos estudos de valoração são realizados nessas regiões (HADKER et al, 1997).
53 No Quadro 4, Salgado (2000) considera que alguns dos benefícios das áreas protegidas advêm do uso direto do recurso (produtos que podem ser consumidos diretamente), e podem ser valorados conforme os preços de mercado, como, por exemplo, extração de água. Outros, como os usos recreativos, dependem da exploração humana nas áreas protegidas, e podem, também, ser valorados de diferentes formas.
Quadro 4 – Valor total dos recursos naturais para áreas protegidas
Valores de Uso Valores de Não-uso
Valores de Uso
Direto Valores de Uso Indireto Valores de Opção Valores de herança Valores de existência
Recreação Ecossistema Serviços do Informações futuras Valores utilizáveis e não utilizáveis como legado
Biodiversidade
Colheita Estabilização climática Usos futuros (indireto e direto)
Valores ritualísticos ou espirituais Combustível
madeira Controle de Enchentes Cultura
Agricultura Proteção de nascentes comunidade Valores de
Colheita genética Sequestro de carbono Paisagens
Educação Habitat
Pesquisa Retenção de nutrientes Prevenção de desastres naturais
Fonte: Salgado (2000).
Porém, alguns desses benefícios das áreas protegidas são difíceis de serem medidos em termos monetários, como, por exemplo, os valores de uso indireto (benefícios sociais), sendo uma das principais justificativas para a existência de áreas protegidas. Os valores de opção são os valores futuros de uso direto e indireto, por exemplo, serviços do ecossistema, estabilização climática, proteção de nascentes, os habitat‟s conservados, entre outros.
O valor de não-uso envolve os valores de herança e de existência, sendo os valores utilizáveis e não utilizáveis como legado, ou seja, valor de deixá-los para os descendentes; e, o valor decorrente do conhecimento da existência contínua, baseado, por exemplo, na convicção moral (biodiversidade, cultura, herança, paisagens), respectivamente.
54 Serão apresentados a seguir, alguns estudos realizados no Brasil, que tratam da valoração econômica em Unidades de Conservação.
Motta (1997) aplicou os Métodos de Avaliação Contingente e Custo de Viagem com a finalidade de mensurar os benefícios do Pólo Ecológico de Brasília „Jardim Zoológico‟ e do Parque Nacional de Brasília „Água Mineral‟ com os usuários. Os benefícios anuais da atividade de recreação declarados pelos usuários do Jardim Zoológico, obtido com o uso do Método de Avaliação Contingente, foram estimados em R$ 1.020.000,00. Quando utilizado o Custo de Viagem, esses mesmos benefícios sinalizaram um montante de R$ 831.000/ano. Com relação ao „Água Mineral‟, os benefícios auferidos foram estimados em R$ 1.769.367,10 anuais pelo MVC, e pelo Método do Custo de Viagem foi de R$ 1.659.730,40. Ao final, o autor concluiu que, sob determinadas circunstâncias, a aplicação dos dois métodos gera benefícios iguais, podendo os mesmos ser usados separadamente em decisão pública ambiental.
Obara (2000) utilizou o MVC a fim de identificar, através da Disposição a pagar, o valor atribuído pelas populações urbana e rural do município aos bens e serviços ambientais oferecidos pela Estação Ecológica do Jataí em SP. O estudo revelou uma disposição a pagar anual da população do município de Luiz Antônio (SP) de R$ 9.034,70 pela manutenção da Unidade de Conservação.
Hildebrand (2001) aplicando as técnicas de Avaliação Contingente e Custo de Viagem, em Curitiba, seis parques e bosques urbanos foram avaliados sobre os benefícios que proporcionam aos seus usuários. Os resultados mostraram que 55,0% dos usuários estavam dispostos a pagar um valor de entrada, sendo a DAP média de R$ 2,10/pessoa. Das justificativas para a rejeição da DAP, 40,0% alegaram que os impostos pagos ao governo devem cobrir este tipo de despesa. Com a aplicação do MVC, o benefício anual da atividade de recreação estimado pelos usuários dos seis ativos naturais ficou em R$ 5.091.155,00. Já o método de Custo de Viagem, que maximiza o valor total anual dos benefícios, foi equivalente a R$ 15.986.673,00. Quando analisado o custo- benefício, independente do método considerado, este foi positivo.
Araújo (2002) valorou a implantação e a manutenção do Jardim Botânico em João Pessoa, utilizando o MVC, e os questionários da pesquisa continham questões
55 socioeconômicas e de percepção ambiental. Das 502 entrevistas realizadas, apenas 27% dos participantes aceitaram o valor apresentado para implantação e manutenção do parque. O principal fator de rejeição da DAP foram motivos de ordem financeira. Com os procedimentos realizados para realizar o cálculo monetário, o montante da arrecadação pode variar entre R$ 5,36 milhões e R$ 12,55 milhões.
Em São Paulo, Adams et al (2003) realizaram a valoração econômica do Parque Estadual Morro do Diabo pelo Método de Valoração de Contingente. Do total de entrevistados, 65,1% não estavam dispostos a pagar pela preservação do ativo, sendo que os principais motivos foram votos de protesto contra o governo e restrições orçamentárias. Os autores concluíram que o VERA de R$7.080.385,00 encontrado para o parque pode ser considerado subestimado.
Silva (2003b) verificou se a sociedade de Rio Branco possui a percepção de que a manutenção e conservação do Parque Ambiental Chico Mendes aumentam o seu nível de bem-estar e se a população está disposta a pagar por esse acréscimo em sua função de utilidade. Segundo o estudo, 68,0% dos entrevistados estavam dispostos a pagar para a manutenção e preservação do ativo. Aqueles que rejeitaram a DAP atribuíram que a responsabilidade de conservação do parque era, principalmente, da Prefeitura. O valor de R$ 7,60 indicou o preço que o usuário está disposto a pagar, obtendo-se um VERA de R$ 23.946.380,00, o que reflete os benefícios da conservação e preservação do parque por um ano.
Com a finalidade de estimar a disposição a pagar (DAP) atribuída por usuários para a manutenção das funções do Parque Metropolitano de Pituaçu - BA, Sousa e Mota (2004) aplicou o Método de Valoração Contingente com os usuários do parque. O montante que maximiza o quanto os usuários estão dispostos a pagar para manter as funções do parque em estudo equivale, por ano, a R$ 2.286.144,00. Com a aplicação da DAP induzida, onde se construiu um cenário hipotético e temporal, esse valor passa para R$ 2.723.616,00 anualmente. A aplicação do MVC permitiu constatar que 63,4% dos usuários do PMP estão dispostos a pagar pela manutenção das suas funções, com uma média mensal de R$ 7,72.
O objetivo do trabalho realizado por Cirino (2005) foi obter um valor econômico para a APA São José - MG utilizando o MVC, por meio da disposição a
56 pagar dos indivíduos pelos fluxos de serviços fornecidos pelo ativo. Constatou-se que 40,2% dos entrevistados não estavam dispostos a pagar pelos fluxos de serviços disponibilizados pela APA, e a maior parte deles alegou motivos econômicos para o não pagamento. O VERA anual encontrado para a APA São José dos municípios de Tiradentes, São João Del Rei, Prados, Coronel Xavier Chaves e Santa Cruz de Minas, percebido pelos habitantes desses municípios que a compõem é de cerca de R$28.088.860,80 anual.
Aplicando a técnica de valoração de contingente (MVC) em áreas de preservação permanente da microbacia do ribeirão São Bartolomeu no município de Viçosa-MG, Mattos (2006) procurou obter o valor monetário para o ativo com base no valor revelado pela população urbana do município. Os resultados mostraram que 55% das pessoas se mostraram dispostas a contribuir com alguma quantia para a recuperação ou preservação das APPs da microbacia do Ribeirão São Bartolomeu. Os motivos alegados para o não pagamento de alguma quantia incluem “já paga muitos impostos e taxas”, “o problema é do governo” e “não confia no uso dos recursos”, demonstrando atitudes de protesto por causa das altas taxas tributárias impostas pelo governo brasileiro e o descrédito no uso dos recursos quando repassados a órgãos públicos. O valor obtido para o VERA do ativo natural foi de R$ 11.617.249,50 por ano.
Tafuri (2008) realizou uma pesquisa com o MVC com o objetivo de avaliar o valor ambiental atribuído pelos visitantes do Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto – MG, para manutenção de funções ambientais do recurso natural. Nesse estudo, constatou-se que um porcentual de 70,2% de entrevistados estavam dispostos a pagar pela preservação ambiental do ativo. O principal motivo alegado pelos visitantes do parque para não pagar pela sua conservação foi expresso como “a preservação ambiental é competência do governo”. Os resultados apontaram que R$ 1.976.869.440,00 representa o valor econômico anual das benesses ambientais do Parque Estadual do Itacolomi.
Adams et al em 2000, elaboraram um quadro abordando estudos de valoração realizados em alguns países em desenvolvimento (Quadro 5).
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Quadro 5 - Valoração econômica de unidades de conservação em países em desenvolvimento
Autor Local Método estimado Valor
Valor Moeda
local US$ US$/ha/ano
Hadker et al. (1997) Parque Nacional de Borivili, Bombaim, Índia MVC DAP média sem votos de protesto 7,5 rúpias 0,21 DAP média agregada 248 milhões rúpias/ano 6.947.68,00 674,48 Valor Presente Líquido (VLP) 248 milhões de rúpias 28.937.195,00 Dixon e Hufshmidt (1986 apud Motta, 1997) Parque público de Lumpinee MVC DAP média/visita recreacional B$6,63 0,25 MCV DAP média/visita esportes B$1,25 0,047 Valor de uso agregado milhões B$13,2 488.889,00 8.429,00 MVC Valor de uso agregado milhões B$ 13 481.482,00 8.301,00
Valor de uso e opção agregado B$116,6 milhões 4.318.519,00 74.457,00 Dixon e Sherman (1990 apud Motta, 1997) Parque Nacional de Khao Yai, Tailândia
MCV Valor de uso agregado 1.000.000/ano 500.000- 2,27-4,55 MVC Valor de uso, opção e
existência 60,2 milhões/ano 273,64 Renda sacrificada Valor agregado de uso 1,6 milhões/ano 7,27
Fonte: Adams et al, 2000.
Constata-se que existem grandes variações entre os valores encontrados na literatura para pagamento de bens e serviços de natureza semelhante, mesmo quando se trata de valorações no mesmo bioma. Este fato é resultado da própria diversidade biológica encontrada nos ecossistemas, como também é devido às distintas formulações do problema de valoração econômica do meio ambiente. Os valores que mais se aproximam entre si são aqueles relacionados à disposição a pagar para preservação de recursos naturais, e os benefícios globais, que dependem de dados de fontes semelhantes (levantamentos dos consumidores). Por isso, em muitos casos, é difícil proceder a uma comparação dos resultados, devido às distintas unidades de medição utilizadas (por família, por hectare, por unidade de conservação, etc.) (MAY, 2006).
58 Dessa forma, é que há a necessidade do surgimento de alternativas inovadoras em relação às fontes tradicionais de manutenção das áreas protegidas, principalmente para assegurar a sua viabilidade e existência em longo prazo (SALGADO, 2000), e é nesse sentido que os estudos de valoração tentam traduzir, em termos econômicos, os valores associados à sustentação da vida, dos bens e serviços proporcionados pelos ecossistemas naturais para fins recreativos, culturais, estéticos, espirituais e simbólicos da sociedade humana.
O conhecimento sobre o valor econômico dos recursos naturais por meio de métodos de valoração surge como alternativa para gestão de áreas protegidas consiste em, e aplicá-lo na gestão da unidade de conservação. Isto levaria a um aumento da arrecadação de recursos financeiros para a unidade, possibilitando, por exemplo, o aumento do número de funcionários, compra e manutenção de equipamentos e veículos de fiscalização e investimentos em projetos de educação ambiental com a comunidade do entorno. Além disso, a análise social de custo-benefício subsidiada pela valoração ambiental oferece indicadores que auxiliam o gestor público na condução do processo político a fim de que as decisões sejam tomadas com mais objetividade (MOTTA, 1997), de forma que ele possa avaliar a viabilidade de projetos de preservação, melhoria e utilização econômica sustentável dos ativos ambientais das UCs. Também, poderá servir aos gestores ambientais como parâmetro para cobrança de multas e/ou indenizações, caso o ativo ambiental venha a ser degradado; pode ser utilizado como indicativo no estabelecimento de políticas tarifárias, na medida em que representa a disposição a pagar das pessoas para usufruir do espaço em questão.
Nesse sentido, a valoração ambiental confere aportes a uma percepção social ampliada para o entendimento sobre prioridades relacionadas à manutenção e recuperação dos benefícios ambientais disponibilizados pelas unidades de conservação. Tais contribuições complementam a lógica de gestão, fornecendo uma escala socioeconômica para critérios e metas de conservação da natureza (MAY, 2000).
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3. MATERIAIS E MÉTODOS
Este tópico aborda inicialmente aspectos relevantes da área selecionada do presente estudo. Em seguida, relatam-se os métodos utilizados na pesquisa: primeiro, os métodos utilizados para determinação dos indicadores de percepção ambiental e, em seguida, as características do método de valoração ambiental.