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3. TÂRÎH-İ CİHÂN-ÂRÂ’NIN TÜRKÇE TERCÜMESİ

3.1. Osmanlılar

Em virtude dos jumentos pertencerem ao mesmo grupo taxonômico dos cavalos, muitas tecnologias têm sido adaptadas dos equinos para os asininos. No entanto, apesar do sêmen do jumento apresentar similaridades com o sêmen do garanhão, há peculiaridades de cada espécie em vários aspectos (Nishikawa, 1959).

A aparência do sêmen asinino é descrita como branca e uniforme por alguns autores (Ferreira, 1993; Morais et al., 1994a; Gastal et al., 1997). Entretanto, Nishikawa (1959) observou que o sêmen de garanhões japoneses apresentava coloração cinza-amarelado, com consistência homogênea, variando de leitoso a mais ou menos viscoso.

Morais et al. (1994a) avaliaram as características físicas e morfológicas do ejaculado de seis reprodutores da raça Pêga. As características avaliadas e os valores médios encontrados foram: volume total (59,88±15,54 mL), volume de gel (8,19±4,07 mL), motilidade espermática total (81,93 ± 6,27%), motilidade progressiva (72,86 ± 7,20%), vigor espermático (4,63±0,49), concentração espermática (444,11±182,72 x 106), total de espermatozóides por ejaculado (24,88 ± 9,59 x 109), total de defeitos espermáticos (15,60 ± 3,62%), defeitos maiores (8,55 ± 2,14%) e defeitos menores (7,04 ± 2,56%). Também Canisso et al. (2010) avaliaram as características físicas de reprodutores da raça Pêga, encontrando os seguintes valores: volume de sêmen livre de gel (47,3 ± 28,7 mL); volume de gel (71,8 ± 54,8 mL); motilidade total (84,3±6,0%);

motilidade progressiva (74,3±7,5%); vigor espermático (3,9±0,5, escala de 0 a 5); concentração espermática (253 x 106 células/mL) e número total de espermatozóides (10,3 x 109). Nota-se que o volume de gel observado por Canisso et al. (2010) foi muito superior ao descrito anteriormente por Morais et al. (1994a). Segundo alguns autores, a presença de gel no ejaculado do jumento é menos frequente que no cavalo e, quando presente, encontra-se em menor quantidade (Nishikawa, 1959; Kreuchauf, 1984; Henry et al., 1987; Gastal et al., 1997; Mello et al., 2000). Grande variação individual foi observada para esta característica que pode ser devida a época do ano (Nishikawa, 1959; Beck, 1982), a idade do animal (Lambert e Mckenzie, 1940) ou a frequência de coleta do sêmen (Berliner et al., 1938). Canisso et al. (2010) encontraram correlação positiva entre volume de gel e a duração da cópula.

Ao serem comparadas com dados relativos aos equinos, observa-se a existência de diferenças em alguns parâmetros seminais. O volume total do ejaculado de jumentos é inferior, porém com menor incidência e volume de gel, portanto, de forma que a fração rica em espermatozóides apresenta praticamente o mesmo volume. A concentração espermática por mL e o número total de espermatozóides por ejaculado, apesar de apresentar grande variação, regra geral, mostra-se mais alta que a observada para equinos: 342,6 ± 195,8 x 106 sptz/mL (Gastal, 1991), 406 x 106 sptz/mL (Gokcen et al., 1993); 444,11 ± 182,72 x 106 sptz/mL (Morais et al., 1994a), entre 252 e 610 x 106 spz/mL (Santos,1994), entre 34,5 e 101,9 x 106 sptz/mL (Henry et al., 1999), 40 a 614 x 106 sptz/mL (Crespo et al., 2003), de 140 a 545 x 106 sptz/mL (Dalmau, 2003); 271,12 a 290,63 x 106 sptz/mL (Miró et al., 2005) e 198,71 ± 90,93 a 325,58 ± 113,29 (Rossi, 2008).

Além disso, pela avaliação da motilidade e vigor espermáticos, constata-se que os jumentos apresentam, de modo geral,

ejaculados de melhor qualidade. O percentual de espermatozóides móveis no ejaculado descrito pela literatura para diferentes raças asininas está apresentado a seguir: 69,58% a 77,50% (Ferreira, 1993); 81,93% (Morais et al., 1994b); 85% (Crespo et al., 2003); 81,33% a 83,64% (Rossi, 2008); 74,3% (Canisso et al., 2010). Em programas de inseminação artificial estas características indicam a possibilidade de se produzir maior número de doses inseminantes por ejaculado O pH do sêmen asinino situa-se entre 6,8 e 8,0 (Morais et al., 1994b; Gastal et al., 1997; Batista, 2003; Miró et al., 2005). Nos equinos o pH normal encontra-se entre 7,2 e 7,6 (Kenney et al., 1983). Nesta espécie, o pH do sêmen esteve inversamente relacionado com a concentração espermática, de forma que ejaculados com menor concentração apresentaram maior pH (Pickett, 1993a). No que diz respeito ao padrão de ejaculação, as duas espécies, equina e asinina, apresentam um padrão similar, sendo o ejaculado composto por três frações: uma pré- espermática, uma rica em espermatozóides e uma fração pós-espermática, de origem bulbo-uretral, das ampolas dos ductos deferentes e das glândulas vesiculares, respectivamente (Mann et al., 1963; Magistrini et al., 2000).

A caracterização das frações do ejaculado asinino foi realizada por Mann et al. (1963). A fração pré-espermática consistiu de um líquido transparente, com volume médio de 2,8mL, apresentando baixas concentrações de espermatozóides, ergotionina e ácido cítrico, acompanhadas por concentrações consideráveis de ácido lático (12mg/dl) e altas concentrações de cloreto de sódio (850mg NaCl/dl). A fração rica em espermatozóides apresentou três porções, com as mesmas características: aspecto leitoso, alta concentração espermática e de ergotionina, sendo as concentrações de ácido lático similares à da fração pré-espermática, porém com menores valores para cloreto de sódio (744mg NaCl/dl). A baixa concentração de ácido cítrico, oriundo das glândulas

vesiculares, sugere a ausência de participação desta glândula na composição da fração rica. Finalmente, a fração pós-espermática apresentou baixa concentração espermática, altas concentrações dos ácidos lático (89mg/mL) e cítrico (21,5mg/dl) e aparência ―gelatinosa‖ transparente, característicos da secreção vesicular. As três porções que compunham a fração rica apresentaram volume de 9, 17 e 9 mL, respectivamente, com concentrações espermáticas variando de 20 a mais de 40 x 109 espermatozóides/dl (Mann et al., 1963).

Em garanhões, Kosiniak (1975) descreveu a fração rica em espermatozóides sendo composta por três a seis jatos, de concentração decrescente, podendo os três primeiros conter 76% dos espermatozóides ejaculados. No experimento conduzido por Mello (1998), denominou-se fração rica do ejaculado, os dois primeiros jatos do mesmo. Assim, para quatro jumentos da raça Pêga e um da raça Nordestina, observou-se que o volume dessa fração variou de 9,72±3,43 a 47,00±2,91 mL, a concentração espermática de 246,25±103,07 a 930,05±260,53 x 106 espermatozóides/mL, e o número total de espermatozóides de 7,69 a 14,35 x 109. Além disso, observou-se, neste experimento, que os dois primeiros jatos do ejaculado de jumentos possuiam, em média, 57,6% do volume total de sêmen e continham quase 94% do total de espermatozóides do ejaculado, porcentagem superior à descrita por Kosiniak (1975) para o ejaculado de garanhões.

Ao utilizarem uma vagina artifical aberta para a coleta do sêmen de jumentos Poitou, Trimeche (1996) citado por Castejón (2005), observou maior concentração espermática na fração rica (408,5 ± 110,5 x 106 espermatozóides/mL), em relação ao restante do ejaculado (120,5 ± 52,6 x 106 espermatozóides/mL), sendo que o volume desta fração variou de 6 a 23 mL.

Ao compararem a morfologia dos espermatozóides equinos e asininos, Nishikawa (1959) e Mann (1964) descreveram que a cabeça do espermatozóide

asinino era maior e mais arredondada que a do equino. El Wishy (1975) descreveu uma maior incidência de inserção abaxial da peça intermediária nos espermatozóides de jumentos em relação ao de cavalos, tendo esta avaliação utilizado espermatozóides armazenados no epidídimo. Já em 1990, Launay, citado por Dalmau (2003), comparou a ultraestrutura dos espermatozóides equinos e asininos da raça Poitou e não observou diferenças entre as duas espécies.

Para o jumento, a porcentagem de formas anormais é relativamente baixa, estando por volta de 16% na maioria dos relatos (Kreuchauf, 1984; Henry et al., 1987, Costa et al., 1991; Morais et al., 1994b; Gastal et al., 1997; Batista, 2003).

O jumento é sexualmente ativo e produz espermatozóides durante todo o ano. Kreuchauf (1984) e Henry et al. (1999) não encontraram diferenças em relação à libido, à produção espermática, e às características de motilidade e vigor espermáticos ao longo do ano. Também no experimento conduzido por Gastal et al. (1991), o efeito sazonal sobre as características seminais não ficou caracterizado, verificando-se apenas uma variação (p<0,05), entre meses isolados, na motilidade espermática progressiva, na porcentagem de espermatozóides anormais e no pH seminal. Porém, em um trabalho posterior do mesmo grupo, observou-se diferenças no pH seminal, havendo uma queda durante o verão (Gastal et al., 1997). Quando submetidos a diferentes desafios térmicos e osmóticos, os espermatozóides de asininos demonstraram menor resistência em baixas (-16ºC) e altas (57ºC) temperaturas, assim como foram mais sensíveis às mudanças osmóticas, em relação aos de garanhões. Demonstrou-se, ainda, que a queda brusca de temperatura causou danos mais severos ao sêmen de asininos do que ao de equinos (Nishikawa, 1959).

Posteriormente, Mann et al. (1963) também identificaram diferenças entre jumentos e garanhões quanto à taxa de metabolismo

aeróbico e sobrevivência in vitro. Discordando dos achados de Nishikawa (1959), observaram maior resistência dos espermatozóides de jumentos ao resfriamento. Observaram, ainda, que a adição de substratos metabolizáveis ao meio aumentou a captação de oxigênio pelos espermatozóides dos asininos, de forma superior ao que se observou nos espermatozóides de equinos. A respiração da célula espermática equina declinou de forma mais rápida, em relação à dos asininos. Assim, aos oito dias de armazenamento do sêmen, os espermatozóides asininos exibiram maior atividade respiratória que a observada para os espermatozóides do garanhão.

Em 2005, com a utilização de sistemas de análise computadorizada, Miró et al. relataram a existência de subpopulações espermáticas no ejaculado de jumentos da raça Catalã, similarmente ao descrito para outras espécies. Assim, foram identificadas quatro subpopulações que se diferenciaram quanto à seus padrões de motilidade. A estrutura dessas subpopulações variou em função do indivíduo, do ejaculado, da motilidade espermática total e do número de espermatozóides/mL de sêmen.

2.1.1.3. Composição do plasma seminal

Benzer Belgeler