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ORTAKLIK DURUM BELGESİ

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No campo da educação básica, o movimento das escolas eficazes é executado visando ao objetivo referido: identificar os fatores associados às escolas com elevada eficácia, para, dessa forma, tentar introduzi-los em outras escolas, conforme atestam os estudos apresentados por Soares (2002). Orientada e norteada por esse estudo de caso, utilizando as pesquisas e os estudos teóricos sobre as escolas da educação básica da rede de ensino, traçamos um paralelo e faremos reflexões para as instituições de ensino.

Cumpre destacar que o intento de estender os fatores responsáveis pela eficácia institucional não é algo mágico e muito menos mecânico, pois hão de ser respeitadas as peculiaridades e as características que fazem singulares as instituições educacionais. Não obstante, há fatores internos, características e/ou procedimentos comuns a qualquer instituição educacional. Portanto, caberá razoabilidade no momento de se fazer uso de tais informações, visando a estendê-las a outras instituições e dessa forma chegar a um padrão de qualidade eficaz em nossa rede de educação.

Dentre os fatores contextuais, isto é, o Estado, a Cidade e o bairro, estes merecem especial destaque, pois para a maioria das instituições educacionais o seu local de instalação determina o tipo de aluno que será atendido. Segundo Pereira e Silva (2008), para compreender melhor uma instituição educacional, deve-se começar por conhecer o seu contexto social imediato. As instituições educacionais situadas em contextos socioeconômicos menos favorecidos apresentam, frequentemente, piores condições materiais, corpo docente menos qualificado e experiente, corpo discente com menor bagagem cultural, dentre outros fatores que incidirão sobre a eficácia institucional.

Outro fator comumente citado na literatura é o tamanho da instituição educacional, medido em termos do número de alunos matriculados e atendidos, bem como em matéria de cursos oferecidos à comunidade. Há resultados demonstrando que as instituições educacionais menores proporcionam melhores resultados aos discentes quanto à aprendizagem (desempenho em testes). Por outro lado, instituições educacionais de maior porte oferecem aos seus aprendizes maior diversidade de experiências educacionais, tais como iniciação à investigação científica e às atividades

extracurriculares, no caso das instituições de educação básica. Devemos perceber conforme, Andriola (2005),

Agora bem, alguns aspectos da realidade institucional podem e devem ser aprimorados sem, no entanto haver aportes adicionais de financiamento. São exemplos: a mudança da consciência acerca da importância da avaliação; o engajamento dessa mesma comunidade nas discussões e na busca de soluções inovadoras para alguns dos problemas institucionais detectados; a maior eficácia na gestão; a maior facilidade no planejamento estratégico à luz das informações brindadas pela avaliação institucional; a mudança geral da práxis dos atores institucionais – discentes, docentes e funcionários técnico- administrativos (p. 143).

Assim, conforme, o autor deve haver um engajamento da comunidade, dos gestores da instituição de ensino e na forma de planejamento e organização institucional, enfim toda uma estrutura arquitetada para que as avaliações realizadas levem a uma eficácia e transformação da realidade escolar.

Segundo Sguissard (2004), toda boa instituição educacional reflete a qualidade dos discentes e dos docentes. Assim, a forma mais eficiente de se ter uma instituição educacional com bons resultados é por meio de criteriosa seleção dos discentes que irá atender, bem como dos docentes que comporão o quadro de professores. Por fim, toda boa instituição educacional conta com recursos financeiros adequados à aplicação em equipamentos e demais instalações pedagógicas e administrativas. Conforme se deduz dos inúmeros estudos relatados na literatura, não há boas instituições educacionais sem recursos humanos e financeiros compatíveis à sua missão.

Todos esses fatores externos definem limites claros para a atuação das instituições educacionais e nos dá a percepção clara de como estão interligados. Às vezes, referidos empecilhos são de tal modo tão estreitos que muitas instituições educacionais argumentam que pouco ou nada podem fazer para aumentar a sua eficácia e, portanto, qualidade educacional, em virtude da deficiência em alguns desses aspectos relacionados. Agora, somados a estes fatores externos (contexto social, estrutura física, corpo docente e discente), existem também os fatores internos associados ao melhor desempenho dos aprendizes e o conhecimento desses fatores é o primeiro passo para buscar-se a melhoria dos resultados dos cursos e das próprias instituições educacionais.

O grupo de características responsáveis pela eficácia educacional é formado por fatores internos ou estruturais da instituição. Faz-se importante destacar o fato de que referidos fatores podem ser alterados pela ação interna, ao contrário dos de natureza

externa, que fogem completamente ao controle das instituições educacionais. O primeiro fator estrutural é constituído pelos recursos físicos da instituição, isto é: salas de aula, laboratórios, bibliotecas, banheiros, equipamentos e suas condições de uso. A manutenção desses recursos é responsabilidade interna da instituição, sendo considerado excelente indicador do funcionamento da administração escolar. Além dos recursos físicos, devem ser considerados os recursos didáticos ou materiais necessários à organização da instrução nas várias disciplinas, tanto em termos quantitativos quanto qualitativos.

Conforme Soares (2002), torna-se urgente que as pesquisas propostas em qualquer realidade brasileira levem em consideração alguns elementos, como: número de alunos por turma, estado de adequação dos prédios e adequação das instalações, recursos didáticos e a biblioteca. Estes itens, segundo o autor, são elementos primordiais dentro de uma instituição de ensino, e a sua não-existência ou existência precária podem interferir no desempenho do ensino que será oferecido à sociedade. De acordo, ainda com os estudos de Soares (2002),

Na literatura internacional, são escassas e limitadas as referências à questão da infra-estrutura das escolas. Essa aparente omissão está na verdade diretamente ligada às condições das redes de ensino dos países desenvolvidos. A tranqüila condição econômica desses países reflete positivamente na infra-estrutura das escolas, o que faz com que ela deixe de ser um fator determinante para a compreensão do desempenho escolar. Wilms (1992) observa que os elementos relacionados à infra-estrutura como idade e condições do prédio podem ter um efeito indireto, na medida em que facilitam o ensino e contribuem para a motivação e o senso de responsabilidade dos funcionários (p. 18).

A gestão constitui outro importante fator responsável pela eficácia das instituições educacionais, pois, para se administrar bem qualquer organização, é preciso primeiro identificar seus processos internos e as formas como estes se relacionam com os serviços e os produtos produzidos. A administração escolar deve ser feita com profissionalismo, isto é, usando-se conhecimento acumulado na área. Igualmente, deve ser executada por meio de lideranças reconhecidas como tais pela comunidade interna. Idealmente, o gestor deve inspirar confiança e promover a motivação da comunidade educacional para o trabalho educacional.

Conforme Luce (2003), o coordenador, deve possuir ou reunir características que colaborem com o desenvolvimento do currículo: ou seja, deve ter um perfil articulador de ligação entre os diversos segmentos da instituição, tomar decisões

colegiadas, priorizar a questão pedagógica, buscando a melhoria da qualidade do ensino, exercendo o papel de líder, amenizando os conflitos, buscando parcerias para desenvolvimento de projetos pedagógicos com a comunidade, mantendo-se em constante contato com seu público-alvo, avaliando as ações propostas realizadas pela comunidade institucional e estimulando a formação dos professores e os projetos de pesquisa de cada área.

Segundo Soares (2002), o coordenador como representante da sua direção deve ter liderança eficiente, tanto nas funções da área pedagógica quanto nas da área administrativa. O coordenador tem que ter um perfil arrojado, mas, deve ser próximo ao seu grupo de trabalho, para desta forma conseguir encaminhar e desenvolver suas estratégias de benefícios para a escola e a comunidade.

Sendo assim, conforme, o Ministério da Educação (MEC), toda instituição educacional deve respeitar e submeter-se às leis e regulamentos estabelecidos pelo sistema educacional a que está vinculada. Embora a educação básica seja, em determinados aspectos, diferente diante de cada realidade, esses fatores descritos, também devem ser levados em consideração, para que possamos compreender o contexto da educação básica, como área consolidada com resultados coerentes e com muitas pesquisas realizadas no campo da eficácia educacional.

Belgede : (sayfa 36-40)

Benzer Belgeler